Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Na Suíça francófona o apelido mais comum é Silva

Müller, Meier e Schmid: este é o pódio dos apelidos mais populares na Suíça. No top geral do país é clara a predominância das famílias com nomes de origem germânica, mas quando se desce ao nível das regiões, vemos as diferenças aparecerem e os apelidos portugueses tornam-se dominantes


Na Suíça francófona, os outrora comuns Pittet ou Rochat já não dominam. É Silva (para a administração suíça, “Da Silva”) quem aparece em primeiro primeiro lugar, com 10.220 pessoas com esse apelido, à frente de Ferreira, Pereira, Santos e Rodrigues. Ou seja, um top 5 totalmente luso!

Aliás 17 dos 20 apelidos mais populares na Suíça francófona são de origem portuguesa. Apenas Favre (6º), Martin (8º) e Müller (12º) entram no top 20.

A serviço federal suíço de estatísticas (OFS), que divulgou os dados, observa “que a variedade de apelidos é enorme na Suíça”, já que se contam mais de meio milhão, sobretudo devido à imigração proveniente de variadíssimos países.

Na liderança a nível nacional estão os Müllers (54000 pessoas), representando apenas 0,6% da população. Na Suíça de língua alemã, os sobrenomes germânicos também estão na liderança nas cidades.

Na Suíça francófona, o contraste é mais marcante. Assim, em Lausanne, por exemplo, o top 5 é Silva, Santos, Ferreira, Pereira, Garcia. Em Genebra, Silva, Ferreira, Pereira, Santos, Rodrigues. Em Yverdon são os mesmos, mas há que acrescentar Pinto.








Os nomes de língua portuguesa têm os primeiros lugares em todos os comunas francófonas. Quase não há vestígios da comunidade albanesa com os Krasniqi, que são os quartos mais numerosos em Vevey (VD). No entanto, nem todas as cidades de língua francesa são iguais. Em Sion, o top 5 é formado por Fournier, Favre, Pitteloud, Bonvin e Rey. Em Delémont, são Rais, Chételat, Montavon, Willemin e Chèvre, mas estas são exceções à predominância lusa.

O jornal suíço Le Matin produziu uma infografia que mostra em detalhe, por comuna, os apelidos mais comuns no país e que pode ver aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Equador - Quatro tartarugas gigantes de Galápagos 'caçadas e abatidas' por caçadores ilegais


As autoridades equatorianas estão investigando a “caça e abate” de quatro tartarugas gigantes de Galápagos ameaçadas de extinção.

Matar estas criaturas majestosas é ilegal desde 1933. De acordo com a lei equatoriana, qualquer pessoa considerada culpada de matar uma tartaruga gigante pode apanhar até três anos de prisão.

Mas, apesar dessas penalidades severas, o comércio ilegal de carne continua. Os guardas-florestais descobriram recentemente quatro carcaças de animais em Isabela, a maior ilha do arquipélago de Galápagos.

A Procuradoria Geral do Estado abriu uma investigação preliminar sobre as mortes.

The Galápagos Conservancy - uma ONG dedicada à vida selvagem – condenou o incidente como um “crime ambiental”.

“Este recente incidente de caça furtiva é particularmente notório, pois muito poucos indivíduos da subespécie Chelonoidis guntheri permanecem na natureza”, disseram eles em um comunicado.

“Devemos proteger as tartarugas gigantes e os ecossistemas dos quais elas dependem.”

O que são tartarugas gigantes e estão ameaçadas?

Existem 14 espécies diferentes de tartarugas gigantes de Galápagos, todas descendentes de um único ancestral. Todas elas são classificadas como vulneráveis, ameaçadas, criticamente ameaçadas ou extintas na Lista Vermelha da IUCN.

Estas criaturas majestosas geralmente vivem entre 80 e 120 anos e podem pesar até 417 kg.

Apesar da longa vida útil das criaturas, os seus números vêm diminuindo há anos. Existem agora cerca de 15000 restantes, abaixo dos 200000 em 1800.

A população foi devastada por espécies invasoras, que atacam os filhotes da tartaruga e roubam a sua comida.

Elas também estão sob ameaça de caçadores furtivos. A carne de tartaruga já foi considerada uma iguaria e ainda atrai um preço considerável no mercado negro.

Tragicamente, as quatro mortes recentes não são um incidente isolado. Em setembro de 2021, guardas-florestais descobriram as carcaças de 15 tartarugas – todas suspeitas de vítimas de caça. Euronews.green


 

UCCLA - Lançamento do livro “As minhas causas” de Vitor Ramalho



O Secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho, irá promover a edição do seu último livro “As minhas causas” no dia 8 de setembro, às 18 horas, no auditório da UCCLA.

Com a chancela da Guerra e Paz Editores, a obra será apresentada por Leonor Beleza - por ter sido colega do autor no governo do “Bloco Central” no Ministério do Trabalho onde ambos pertenceram como Secretários de Estado - e por Nicolau Santos - como o autor natural de Angola.

O livro aborda temas respeitantes a iniciativas que o autor promoveu ou coorganizou e que entendeu serem do interesse coletivo divulgá-las publicamente. Esses temas respeitam, em parte, ao mundo lusófono, particularmente de factos ocorridos em Angola e Moçambique, e também da luta anticolonial em geral, para além dos que têm a ver com a política interna de Portugal e, nesta, de afirmação do país no mundo.

O lançamento do livro terá transmissão em direto através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Sinopse:

Vivemos hoje num mundo multipolar, com novas perspectivas geoestratégicas.

O reforço do populismo, as derivas autoritárias, a incerteza no futuro e a navegação à bolina deram lugar à marginalização das causas na política, afectando o sentido do rumo da marcha.

Estas As Minhas Causas, ao conduzirem-nos à reflexão sobre a importância dos factos em que o autor se envolveu, transporta-nos para a defesa e aprofundamento de desígnios nacionais e, no essencial, à nobreza do exercício da actividade política.

Os 24 capítulos do livro iniciam-se com uma viagem de cariz humanitário a Luanda, a convite da Cruz Vermelha Internacional, para a avaliação no terreno das medidas necessárias à consolidação da paz no período que se seguiria à guerra fratricida que Angola teve e termina com a necessidade de se salvaguardar a memória colectiva, também ela garante do futuro.

Vitor Ramalho é um homem de causas, algo que se revela no seu percurso, ao longo da vida: são as histórias desse percurso e dessas causas, contadas na primeira pessoa, que o autor partilha connosco neste As Minhas Causas.

Diz-se que uma nação que esquece o seu passado não tem futuro, por isso, Vitor Ramalho dá-nos este livro para memória futura das causas que, diz ele, «são de todos, porque os desígnios nacionais não são pertença exclusiva de ninguém» e «nenhuma acção humana é possível de ser alcançada isoladamente».

Eis algumas dessas causas:

• A sua participação essencial como mediador da recuperação da Lisnave, o principal estaleiro português de construção e reparação naval;

• Ter sido uma das figuras centrais no amplo processo de mobilização do I Congresso dos Quadros Angolanos no Exterior, que enquadrou o processo de paz para Angola, em Bicesse;

• Os contributos que deu para o processo de paz em redor de Ressano Garcia, Moçambique, antes dos acordos de Roma, e ainda para as primeiras eleições livres ocorridas em 1994, em Moçambique;

• A promoção da luta contra a fome, tendo sido promotor da Campanha portuguesa contra a fome em Angola durante a guerra civil;

• O seu activismo impulsionador da participação da sociedade civil consubstanciado pela criação da Associação para a participação cívica Participar+;

• A defesa de princípios, sem hesitações, nas funções públicas que exerceu, nomeadamente, no chamado «orçamento limiano», no Congresso «Portugal que Futuro?» ou na contribuição para viabilizar empresas em dificuldades;

• A sua luta pela lusofonia e pela preservação dos laços privilegiados de amizade e cooperação com os povos e países de língua portuguesa.

Num registo pessoal de situações e acontecimentos vividos pelo autor, Vitor Ramalho mostra-nos que «não há futuro sem memória».

Estas são as suas causas, As Minhas Causas.

Biografia do autor:

Vitor Manuel Sampaio Caetano Ramalho nasceu na Caála, Angola, em 21 de Julho de 1948, licenciando-se, em 1970, em Direito, pela Universidade de Lisboa. Exerceu advocacia e teve funções governativas como secretário de estado do Trabalho no governo do bloco central (1984-1985), presidido por Mário Soares. Foi secretário de estado adjunto do Ministro da Economia no primeiro governo de António Guterres (1997-2000) e consultor da Casa Civil do Presidente da República Mário Soares (1986-1996). De 2000 a 2008, foi deputado eleito pelo Partido Socialista, tendo, no exercício de funções, presidido o Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Angola, a XI Comissão da Assembleia da República (Trabalho e Segurança Social) e o Núcleo Nacional dos Fóruns Parlamentares de Língua Portuguesa. Assumiu a vice-presidência da Cruz Vermelha Portuguesa (1999-2003), foi professor convidado da Universidade Autónoma de Lisboa e presidente da Fundação INATEL. É membro de inúmeras associações lusófonas da sociedade civil, sendo também presidente da direcção da Associação Cívica Participar+. Actualmente, é secretário-geral da UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa e autor de várias publicações técnicas sobre o direito do trabalho e o mundo lusófono, além de ter livros publicados, o último dos quais Crónica de Uma Amizade Fixe, da colecção Temas e Debates, da Bertrand.


 

Fundação Calouste Gulbenkian - Bolsas Novos Talentos para apoiar estudantes excecionais de licenciatura ou mestrado, de instituições de ensino superior portuguesas


As Bolsas Gulbenkian Novos Talentos apoiam anualmente estudantes excecionais no ensino superior português, promovendo o seu talento e estimulando a iniciação à investigação.

Em 2022 são apoiadas as áreas de Biologia, Física, Matemática, Química, Humanidades e Ciências Sociais.

Candidatura aberta até 22 de setembro de 2022

Candidaturas para alunos inscritos, no ano letivo 2022-2023, no 2.º, 3.º ou 4.º ano de cursos de licenciatura ou de mestrado integrado; ou no 1.º ano de cursos de mestrado, numa instituição de ensino superior portuguesa.

Esta bolsa apoia o prosseguimento de estudos e atividades consideradas relevantes no desenvolvimento do talento do bolseiro. Para mais informações aceda aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


 

Timor-Leste - Petrolífera australiana aberta a estudar alternativa para explorar Greater Sunrise no mar de Timor

A petrolífera australiana Woodside disse ontem que está aberta a estudar opções alternativas para a exploração do campo de gás natural Greater Sunrise, no Mar de Timor, mas apenas se forem vantajosas para os seus acionistas

A directora executiva da petrolífera, Meg O’Neill, saudou ontem em Perth, na Austrália, o facto de se evidenciar uma maior urgência em avançar na exploração deste ativo, mantendo-se, porém, o diferendo sobre o modelo de exploração, essencialmente um gasoduto para Darwin ou um para Timor-Leste.

Os Governos dos dois países e os membros do consórcio do Greater Sunrise têm estado em negociações este ano para um novo acordo de partilha de produção, com várias reuniões técnicas já realizadas.

À margem da apresentação de resultados anuais da empresa, O’Neill congratulou-se com o novo sentido de urgência sobre o Greater Sunrise, que poderia acelerar os progressos no novo acordo, que “tem vindo a mover-se, mas não particularmente rapidamente”. “Penso que alguns dos comentários em torno da importância destes ativos para os timorenses, sim, podem ser exatamente o tipo de catalisador necessário para concluir essas discussões”, disse O’Neill.

Timor-Leste detém 56,6% do Greater Sunrise, localizado a 150 quilómetros (KM) a sudeste do país e a 450 km a noroeste de Darwin, em parceria com Woodside (34,44%) e a Osaka Gas (10%).

Na segunda-feira, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse que Timor-Leste “não pode esperar mais” pelo desenvolvimento do campo, considerando que se a Austrália se mantiver intransigente, Díli procurará outros parceiros, entre eles a Indonésia ou a China.

“Se da Austrália dentro de muito pouco tempo, nos próximos meses, não há indicação das companhias e do Governo federal, Timor-Leste tem que procurar outros parceiros para desenvolver o Greater Sunrise”, afirmou José Ramos-Horta em entrevista à Lusa. “Teremos que avançar com outros. Não podemos esperar mais”, disse o chefe de Estado, vincando que vai comunicar essa mensagem no seu encontro esta semana com a chefe da diplomacia australiana, Penny Wong, que tem prevista a sua primeira visita a Díli.

O desenvolvimento do projeto – que poderá ser crucial para o financiamento do Estado timorense dentro de apenas uma década – arrasta-se há vários anos, com a posição australiana a defender um gasoduto até Darwin e Timor-Leste, que tem posição maioritária no consórcio do projeto, a insistir num gasoduto para o país.

“Infelizmente, da parte dos operadores australianos e outros, continuam a teimar no gasoduto para Darwin. Em Timor-Leste há um consenso nacional, que não tem nada a ver com consenso patriótico: queremos o ‘pipeline’, mas não é por ser monumento aos heróis”, reiterou. “Tem a ver com todos os estudos encomendados por vários Governos que dizem que, primeiro, é totalmente viável do ponto de vista da tecnologia, segundo, do ponto de vista de investimento e viabilidade, que pode ser altamente rentável, com retorno, reduzindo para um pipeline e a escala do projeto ‘onshore’”, disse.

A Woodside continua a rejeitar a opção do gasoduto para Timor-Leste, considerando-o mais dispendiosa e com menor proveito para os seus acionistas. “A nossa posição é que precisamos de fazer um investimento que cumpra os nossos limiares de retorno de capital para os investidores”, vincou ontem na apresentação dos melhores resultados da empresa em vários anos. “Pensamos que Darwin é economicamente mais vantajoso, mas estamos abertos a ter uma conversa sobre outros conceitos de desenvolvimento, desde que preserve o nosso retorno”, explicou.

Ontem a Woodside anunciou ter quadruplicado os lucros dos seis meses até 30 de Junho para 1,64 mil milhões de dólares, em grande parte devido aos aumentos dos preços de petróleo e gás. Meg O’Neill disse que as “convulsões” nos mercados de energia globais e australianos este ano sublinharam a importância do gás no ‘mix’ energético mundial “confirmando a “confiança nas perspectivas de procura a longo prazo do gás”. “O fornecimento seguro e fiável de gás não é apenas crítico para a segurança energética global, mas desempenhará um papel fundamental, uma vez que os nossos clientes procuram descarbonizar, juntamente com novas fontes de energia, como o hidrogénio e o amoníaco em que a Woodside está a investir”, disse. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Portugal - Konstantin Bessmertny leva exposição a Lisboa para mostrar que “o riso é a ruína dos tiranos”

“Sunday Morning Forever” é o nome da exposição que Konstantin Bessmertny vai levar à Galeria Monumental, em Lisboa. Através das obras, que caricaturam Churchill, Roosevelt e Estaline, o pintor que vive em Macau há 30 anos quer “iluminar o presente confuso” e “juntar as pessoas num mundo sem guerra nem autocratas loucos”. A mostra é inaugurada no sábado


Quando Konstantin Bessmertny tinha 12 anos, um homem bateu à porta de sua casa – em Blagoveshchensk, na antiga URSS – e pediu para falar com a sua avó. Ali, explicou que conhecia Yakov, avô de Konstantin, e que sabia o que lhe tinha acontecido nos últimos dias de vida: tal como muitos outros homens da vila, Yakov tinha sido preso pela polícia secreta soviética para nunca mais voltar a casa.

A história é contada por Bessmertny no catálogo da exposição “Sunday Morning Forever”, que é inaugurada em Lisboa, na Galeria Monumental, este sábado. As obras de Bessmertny ficam em exposição até dia 10 de Setembro.

O episódio da infância do pintor sediado em Macau há 30 anos serve para explicar a série de obras a serem apresentadas em Lisboa, que caricaturam figuras como Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt e Estaline, a partir de piadas que se contam sobre eles.

“Desde a visita daquele desconhecido, comecei a fazer a minha própria investigação e consegui encontrar uma história sobre um dos meus tios afastados que foi condenado a dez anos de prisão por ter contado uma piada sobre Estaline. Ele contou a piada a amigos seus e um dos quais denunciou-o depois às autoridades”, conta o artista, questionando: “Alguém ainda sabe a piada? Quão poderosa poderá ser para que os lacaios de um tirano façam tudo para impedir as pessoas de rir? Ninguém me disse. Será que foi esquecida porque era proibida?”.

Konstantin Bessmertny, inspirado pela história da sua família, começou então a procurar piadas sobre Estaline. Piadas essas que ia ilustrando nas telas. “O riso é a ruína dos tiranos, é tão puro e simples que tem a capacidade de nos libertar do mal e degradar aqueles que estão injustamente no poder”, diz o artista no catálogo da exposição de Lisboa.

Ao Ponto Final, o artista deixa mais pistas sobre a exposição. Diz que estes são “tempos difíceis” para quem nasceu na antiga URSS, especialmente para aqueles que – como Konstantin Bessmertny – têm origens e identidades mistas. Os antepassados do artista são da actual Ucrânia. “Temos uma responsabilidade pelo que se passa actualmente na Europa”, diz, sublinhando: “Espero que a minha exposição ajude a iluminar o presente confuso e possa juntar as pessoas num mundo sem guerra nem autocratas loucos”.

Porquê “Sunday Morning Forever”? Porque “já temos problemas suficientes e, em situações como esta, a arte deve responder com luz e esperança”, responde. Bessmertny já apresentou as suas obras em Portugal por diversas vezes. “Instalei-me em Macau em 1992 e descobri Portugal pouco depois. Fiquei espantado com o país e não há um ano que passe sem que eu passe lá o meu tempo a trabalhar”, assinala Bessmertny. O artista colabora com a Galeria Monumental há mais de 20 anos. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


Moçambique - Livros de Andreia Edna da Silva e Ernesto Moamba lançados no CCBM


A Editorial Fundza lançou, no Instituto Guimarães Rosa/Centro Cultural Brasil-Moçambique, na Cidade de Maputo, dois livros infanto-juvenis, designadamente: O príncipe Suehtan e a Aruella no Tulipix, de Andreia Edna da Silva, e O abecedário que finge ser mudo, de Ernesto Moamba.

Ambas as obras foram apresentadas pelo escritor Juvenal Bucuane e foram editadas na sequência da chamada literária aberta pela Fundza no início do ano.

O livro de Andreia Edna da Silva, O príncipe Suehtan e a Aruella no Tulipix, segundo uma nota da Editorial Fundza, começou a ser escrito em Dezembro de 2021, em Inhambane. “Recorrendo à ficção, a escritora quis projectar uma certa imagem do filho na adolescência, pensado no seu carácter, na sua educação, no seu futuro e no respeito às pessoas”, lê-se no comunicado.

O príncipe Suehtan e a Aruella no Tulipix é uma história sobre a amizade de dois adolescentes, em que o príncipe é muito curioso e gosta de fazer muitas amizades e a Aruella é uma menina especial que se protege constantemente do mundo. A personagem assim procede porque já foi discriminada por ser albina. O príncipe Suehtan tenta ajudar a amiga, mostrando-a que os seres humanos são todos diferentes e, nessa condição, iguais. O livro foi ilustrado por Denise Mboana

Quanto a O abecedário que finge ser mudo, avança a Fundza, é primeiro livro de Ernesto Moamba editado em Moçambique e foi escrito durante o confinamento, em 2020. Em geral, trata-se de uma fábula, resultado das experiências que o autor teve vivendo no campo com os seus avôs. No livro, Moamba explora uma narrativa sobre a realidade actual em Moçambique e no mundo.

Ilustrada por Ariana Kom, o conto de Moamba passa-se numa biblioteca. Nesse espaço fictício, existem um abecedário e números. Os números sempre se julgam os melhores do mundo. Pelo contrário, o abecedário sempre investe na igualdade, o que leva ao enredo um certo equilíbrio social.

A cerimónia de apresentação dos livros de Andreia Edna da Silva e Ernesto Moamba, em Maputo, aconteceu depois de ambos terem sido lançados no FLIK 2022, na Cidade da Beira.

Andreia Edna da Silva nasceu no dia 2 de Março de 1986, em Maputo, e vive na Cidade de Inhambane. Tem algumas participações em antologias poéticas e de contos, tendo, em Dezembro de 2020, sido seleccionada para fazer parte do e-book Um Natal experimental e outros contos, com o texto “O desejo do príncipe Suehtam”, pela Gala Gala Edições. Em Abril de 2022, foi lançada a obra “Espíritos quânticos: uma jornada por histórias de África em ficção especulativa”, organizada por Virgília Ferrão, onde tem o texto “Os guardiões da terra”.

Ernesto Moamba nasceu a 4 de Agosto de 1994, na Cidade de Maputo. A temática de sua escrita é marcada pela dor, o desespero e o sofrimento do seu continente. É membro fundador da AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura), ocupando a Cadeira 21, com o patrono Cruz e Souza. Lançou e publicou, pela Editora do Carmo (Brasília, DF), o livro de estreia de poesia “Liberta-te, mãe África”. Lançou e publicou, pela Editora Folheando (Pará, Brasil), o livro infanto-juvenil “O coelho fugitivo: entre a esperteza e o medo”. Recentemente, publicou, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, por meio da Editora Underline Publishing, o livro “Free Yourself, Mother África”, e, na Colômbia, pela Editorial Torcaza, “Libérate, madre áfrica”, ambas traduções de “Liberta-te, mãe África”. In “O País” - Moçambique