Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta FLAD. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FLAD. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Portugal – Universidade do Porto vai ser destino "Erasmus para estudantes norte-americanos"

A adesão ao programa "Study in Portugal Network" da FLAD promete afirmar a Universidade como "destino de excelência" para estudantes dos EUA


A Universidade do Porto vai integrar a Study in Portugal Network (SiPN), uma iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que tem como objetivo reforçar o posicionamento de Portugal como destino académico de excelência para estudantes norte-americanos.

A adesão da U.Porto à SiPN foi formalizada no passado dia 21 de maio, numa cerimónia realizada no edifício da Reitoria. “Acho que é um dia muito feliz”, sublinhou Maria Joana Carvalho, Vice-Reitora da U.Porto com os pelouros das Relações Internacionais, Responsabilidade Social e Desporto, destacando o papel do programa “na atração de estudantes norte-americanos para Portugal e, neste caso, esperemos muito para a Universidade do Porto”.

Para a responsável, o passo agora dado evidencia “a qualidade quer do ensino, quer da investigação” da U.Porto, ao mesmo tempo que reforça uma relação já longa e sólida com a FLAD em áreas como a cooperação científica, a mobilidade e o desenvolvimento de programas académicos.

A entrada da Universidade na SiPN representa, assim, uma evolução natural dessa parceria. “Esperemos agora aumentar um bocadinho” essa colaboração, nota Joana Carvalho, apontando para o objetivo de “promover mobilidades de maior duração, complementando a oferta já existente de cursos de verão e de inverno”. A ambição passa também por “reforçar o posicionamento estratégico da Universidade junto dos estudantes americanos”.

Do lado da FLAD, Michael Baum destacou o alinhamento do programa com a missão da fundação de “criar pontes entre Portugal e os Estados Unidos”. A integração da U.Porto responde ainda a um “objetivo de longa data”: expandir a rede para além de Lisboa e desenvolver programas semestrais noutras regiões do país.

“A Universidade do Porto é um parceiro de excelência”, afirmou o membro do Conselho Executivo da FLAD, lembrando o reconhecimento internacional da instituição e a diversidade da sua oferta formativa.

O modelo agora em desenvolvimento permitirá que estudantes norte-americanos frequentem a U.Porto durante um semestre — ou mesmo um ano letivo —, acompanhando as aulas regulares lado a lado com estudantes portugueses e internacionais. “Será uma espécie de Erasmus para alunos norte-americanos”, explicou Michael Baum, sublinhando a importância de proporcionar uma experiência académica imersiva, mas também cultural.

Entre as mais-valias que se abrem aos estudantes norte-americanos está a possibilidade de contactarem com conteúdos ligados à realidade portuguesa — da história e da arte ao território e à cultura do Norte —, através de unidades curriculares lecionadas em inglês. A aposta passa por valorizar aquilo que é distintivo do país e da região, contribuindo para uma experiência enriquecedora que, nas palavras do responsável da FLAD, pode funcionar como “um chamativo para o aluno voltar ao Porto e a Portugal para o resto da vida”. Universidade do Porto - Portugal


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Estados Unidos da América - Vão nascer três novas cátedras de língua portuguesa

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal participa esta terça-feira, dia 2 de novembro, na sessão de assinatura de protocolos entre o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (CICL), a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e quatro universidades norte-americanas, tendo em vista a criação de três cátedras de língua e cultura portuguesa nos EUA.

A Universidade de Rutgers New Brunswick receberá a Cátedra Três Marias, a Universidade de Massachussets UMass Amherst a Cátedra Lídia Jorge, e as Universidades do Utah e Brigham Young a Cátedra de Língua e Cultura Portuguesa.

De acordo com o programa enviado ao nosso jornal, o evento irá iniciar-se pelas 14h00 (hora de Lisboa), com a assinatura dos protocolos, seguindo-se as intervenções dos presidentes das universidades citadas e o encerramento levado a cabo pelo Ministro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Portugal - Estudante da Universidade de Coimbra ganha bolsa Fulbright para Investigação

Bruna Coelho, estudante de mestrado em Antropologia Social e Cultural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e membro da rede de pesquisa internacional Sci-Tech Asia, acaba de ser premiada com uma bolsa Fulbright para Investigação com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Com esta bolsa, que tem a duração de quatro meses, a aluna do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC vai realizar investigação na New York University sob a coordenação do Professor Emérito Harvey Molotch, sociólogo americano que conduz pesquisas sobre questões de crescimento e segurança urbana, bem como sobre design e desenvolvimento de produtos.

O projeto de mestrado de Bruna Coelho, intitulado Public Toilets in the Feminine: Portuguese Female Users' Perspectives on Public Toilets and the International Movement Calling for Adoption of Gender Norms, «explora o movimento internacional pela adaptação de diretivas de género no design e na manutenção de casas de banho públicas, propondo uma análise inovadora da situação dos sanitários públicos urbanos em Portugal. Se mais de metade da população global ainda vive sem saneamento seguro, também é verdade que a situação dos sanitários públicos em países afluentes como Portugal está longe de responder às ansiedades dos seus utilizadores, especialmente as mulheres», afirma a estudante.

Trata-se de um trabalho pioneiro «na forma como utiliza metodologias etnográficas para dar voz ao ponto de vista das mulheres portuguesas e suas sugestões sobre como se pode tornar as casas de banho públicas num espaço mais feminino», sublinha o orientador do projeto, o docente Gonçalo D. Santos.

O Programa Fulbright para investigadores, estudantes e outros profissionais é o mais antigo e importante programa de intercâmbio académico internacional patrocinado pelo governo dos Estados Unidos da América. Universidade de Coimbra - Portugal

 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Escritor moçambicano Lucílio Manjate recebeu Prémio Literário Eduardo Costley-White

O escritor premiado, por seu lado, disse que dedicou o livro à mulher e aos dois filhos, e que este galardão, atribuído pela primeira vez, dedicou-o “a anónimos” que são os “heróis contra a guerra, os heróis contra a fome, os heróis contra o terrorismo, os heróis contra o analfabetismo, contra a incultura, contra a intolerância e o desamor, gente anónima que constrói, com humildade, na sua jornada diária, Moçambique, uma África e um mundo melhor”.

O escritor Mia Couto, que presidiu ao júri da primeira edição do Prémio Literário Eduardo Costley-White, realçou na passada segunda-feira, 13 de Março de 2017, na FLAD, o “cunho mais ousado” e a “inteligência” do romance “Rabhia”, de Lucílio Manjate, que o levou a arrecadar o galardão.

“Há aqui um cunho mais ousado, e o uso de uma inteligência neste livro, que faz de uma história aparentemente policial – a natureza da escrita sugere uma história policial -, mas o que ele faz é percorrer aquilo que são as entranhas de uma sociedade como é a moçambicana, mas que podia ser do mundo inteiro”, afirmou Mia Couto.

Referindo-se ao livro, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), durante a entrega do prémio, Mia Couto afirmou: “Há ali uma história que é profundamente humana, que é contada de uma maneira muito, muito original. A originalidade e aquilo que é uma escrita de caráter único, foi o que nos ajudou a distinguir” a obra.

Para o escritor, o grande destaque é esta obra apresentar “uma escrita de rutura, uma forma nova”.

Mia Couto afirmou que a “poesia é absolutamente dominante em Moçambique e a nova geração prossegue essa tradição, mas este livro é diferente”.

“Foi surpreendente, um jovem com esta qualidade, por via da prosa, já não falar dos temas que são constantes e mais saturados da literatura moçambicana”, declarou Mia Couto.

A professora catedrática Ana Oliveira, que fez parte do júri, em representação das Edições Esgotadas, que vão publicar “Rabhia”, referiu-se a Lucílio Manjate, de 32 anos, como “um poeta obcecado pela palavra ao detalhe” e disse que “Moçambique está todo refletido” nesta obra.

O escritor premiado, por seu lado, disse que dedicou o livro à mulher e aos dois filhos, e que este galardão, atribuído pela primeira vez, dedicou-o “a anónimos” que são os “heróis contra a guerra, os heróis contra a fome, os heróis contra o terrorismo, os heróis contra o analfabetismo, contra a incultura, contra a intolerância e o desamor, gente anónima que constrói, com humildade, na sua jornada diária, Moçambique, uma África e um mundo melhor”.

Além de Mia Couto, que presidiu, e Ana Oliveira, constituíram o júri José Riço Direitinho, Isabel Lucas e Clara Ferreira Alves. Na cerimónia de hoje, o filho mais velho do poeta Eduardo Costley-White, Sandro White, afirmou que a família irá preservar todo o seu espólio e tudo fazer para publicar os inéditos existentes. A FLAD organiza o prémio em parceria com a editora Edições Esgotadas, o vencedor recebe dez mil euros e vê o seu livro publicado.

“Além do aprofundamento da relação entre Portugal e os Estados Unidos, a FLAD aposta na cooperação com os países africanos de língua portuguesa. Este prémio vem mostrar esse empenho, em especial através da difusão da lusofonia, da língua portuguesa e da promoção de novos talentos literários”, disse hoje o presidente da FLAD, Vasco Rato, que realçou o facto de, na sua instituição, há 30 anos, ter optado pela inclusão do gentílico luso, numa clara alusão ao espaço da Língua Portuguesa.

“A FLAD jamais se limitou a aprofundar a relação bilateral entre Portugal e os Estados Unidos, com efeito o reforço das relações de Portugal com África constitui, desde sempre, um pilar estruturante da nossa atuação”, disse Vasco Rato.

Segundo o responsável, “difundir a língua portuguesa e exaltar os autores que a utilizam para criar, foi um dos grandes objetivos que pautaram o lançamento deste prémio”.

Sobre a obra vencedora qualificou-a como “excecional”, destacando que “expressa exemplarmente a criatividade dos escritores africanos e a sua riqueza artística, que encontramos nesta casa comum, que é a nossa língua”.

Um total de 34 escritores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe candidatou-se à primeira edição do Prémio Literário Eduardo Costley-White, que promove novos talentos africanos de língua portuguesa. In “FLAD” com “Lusa”