Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 22 de agosto de 2026

Luxemburgo - Português em destaque na Noite das Línguas

O português e o espanhol vão estar em destaque na próxima edição da Noite das Línguas, no Luxemburgo. A iniciativa que pretende celebrar a diversidade linguística e cultural europeia decorre no dia 25 de setembro (das 18h00 às 22h00) no Europa Experience


O evento realiza-se na véspera do Dia Europeu das Línguas e assinala, este ano, os 40 anos da adesão de Portugal e de Espanha à União Europeia, colocando estas duas línguas no centro da programação.

A noite propõe uma viagem pelas diferentes línguas da Europa através de música ao vivo, palestras, quizzes, espaços interativos e gastronomia. O público poderá também conhecer autores, artistas, músicos e outros apaixonados pelas línguas e pela palavra.

A programação decorrerá em francês, alemão, luxemburguês, português e espanhol, com interpretação para inglês. A participação é gratuita, mediante inscrição, sendo necessário apresentar documento de identificação. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Macau - Encontro artístico no Instituto Internacional de Macau explora a diversidade linguística

A cidade de Macau é composta por diversas formas de expressão linguística, que vão muito além das línguas oficiais chinesa e portuguesa. Numa sessão marcada para esta quinta-feira, às 18h30, no Instituto Internacional de Macau (IIM), a dupla constituída por Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man convida o público a partilhar as suas experiências sobre a “translingualidade quotidiana” da região. As intervenções dos participantes, limitadas a um minuto, serão depois integradas numa obra audiovisual sobre a diversidade linguística local


O Instituto Internacional de Macau (IIM) vai acolher esta quinta-feira, pelas 18h30, um encontro artístico integrado na série “As Espantosas e Curiosas Viagens”, da dupla artística composta por Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man.

A sessão tem o nome de “Midissage”, em referência ao termo franco-alemão que descreve um evento especial realizado a meio de uma exposição de arte. Neste caso, a iniciativa decorre a meio da residência da dupla em Macau e Hong Kong, que decorre até 15 de Agosto e que já passou pela Fundação Rui Cunha (FRC) no final de Julho.

O público é agora convidado a tornar-se parte integrante do projecto, organizado em sucessivas rondas de perguntas nas quais cada participante pode intervir durante um máximo de um minuto. Num comunicado do IIM, explica-se que “o formato procura reunir experiências relacionadas com as línguas utilizadas na vida familiar, profissional e urbana de Macau”, que vão para lá do chinês e do português. O encontro vai decorrer maioritariamente em inglês, estando também aberto a intervenções em qualquer outro idioma – incluindo, por exemplo, o tagalo.

As intervenções do público serão posteriormente incluídas numa obra audiovisual sobre “a translingualidade quotidiana” de Macau, “fazendo da própria participação pública parte do processo artístico e documental”. Citada no comunicado do IIM, a dupla explica que esta acção “procura abordar Macau não apenas como lugar de coexistência entre idiomas, mas como espaço onde diferentes formas de falar, escutar e traduzir participam diariamente na construção de presenças”.

No mesmo local, serão exibidos trabalhos têxteis concebidos pela dupla, nunca antes apresentados na Ásia, e uma selecção de entrevistas feitas pelo antropólogo visual Cheong Kin Man, entre 2008 e 2009, junto de comunidades da diáspora de Macau. Com curadoria de Sara Neves, a mostra resulta de uma residência artística que se prolongará até 15 de Agosto, dedicada às ligações humanas e culturais “entre Macau e o mundo, à translingualidade, às memórias diaspóricas e ao património afectivo”. Depois desta data, a exposição “continuará a evoluir diariamente e será gradualmente desfeita, em lugar de encerrar de forma convencional”, segundo adianta o IIM.

A residência em Macau e Hong Kong insere-se num projecto mais amplo de investigação doutoral de Cheong Kin Man em Antropologia, desenvolvido na Universidade Nova de Lisboa e no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Depois desta etapa, o projecto segue para o Brasil até ao final de Setembro e para Portugal entre Outubro e o início de Dezembro. No final do ano, haverá uma residência artística integrada na Bienal de São Tomé e Príncipe, concluindo assim o percurso por quatro continentes.

O programa conta com o apoio do Goethe-Institut Hongkong (Instituto Alemão de Hong Kong), o apoio institucional do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o patrocínio honorário do Consulado-Geral da Polónia em Hong Kong. In “Ponto Final” - Macau


sábado, 22 de fevereiro de 2025

Angola - Docente Isaías Cassule reconhece evolução das línguas nacionais

O professor da Kimbundu Isaías Cassule reconheceu, quinta-feira, em Luanda, a evolução das línguas nacionais, por conta de algumas iniciativas públicas e privadas, mas ainda enfrenta grandes dificuldades



As declarações foram feitas durante a aula magna, ministrada pelo docente, na Alliance Française de Luanda, em alusão à celebração do Dia Internacional das Línguas Maternas.

Isaías Cassule explicou que existem vários entendimentos sobre a língua materna, há uma corrente que defende que a língua materna é aquela que o indivíduo começa logo a se comunicar.

Outras, prosseguiu, defendem ser a língua da mãe, ou seja, este entendimento enquadra-se nas línguas nacionais, sem ter grande relevância do idioma predominante da progenitora. “Logo a língua materna será aquela da linhagem da progenitora”.

O professor reconheceu que existe evolução nas línguas maternas (nacionais), por conta de algumas iniciativas públicas e privadas, mas, ainda enfrenta grandes dificuldades, ou seja, está ameaçada pela constante proliferação da língua portuguesa.

“O idioma português é língua de substratos que não desaparecem por estarem assentes nas famílias e, a maior parte da população angolana segundo dados fala o português, mas existe um bom número de pessoas que preservam as línguas que nos identificam”.

Na sua opinião, para que a diversidade linguística ganhe “força”, é necessário que se trabalhe mais e deve existir políticas para salvar, preservar e implementar estes idiomas no subsistema de ensino, por ser um elemento pilar para poder salvaguardar as línguas.

Isaías Cassule disse que existem cursos de línguas angolanas nos estabelecimentos de ensino superior, mas o técnico que se forma não aplica e, isso de certa forma desmotiva o indivíduo, logo é desvalorizado o idioma nacional.

“Qual é a necessidade de se investir neste técnico se no final não é aproveitado, por isso, muitos encarregados optam por uma outra formação dos filhos”, acrescentando que quando se aplica as línguas nacionais no subsistema de ensino, isso mostra, que a mesma tem aplicação na ciência.

“A partir do momento que se nota que uma língua tem aplicação na ciência, vamos nos importar mais, porque serve para outras áreas do saber como a economia, administração”.

Ministro da Cultura preocupado com as mortes das línguas africanas

O ministro da Cultura, Filipe Zau, manifestou a preocupação com a morte das línguas africanas e consequentemente, das suas respectivas culturas, numa nota por ocasião do Dia Internacional das Línguas Maternas, assinalado no mesmo dia.

Na nota, o ministro Filipe Zau realça a necessidade de se promover a preservação e a protecção de todas as línguas usadas a nível planetário, alertando para os perigos enfrentados face à mundialização da economia e à doutrina assimilacionista herdada da administração colonial e a influência do cristianismo. “Mantêm-se, em Angola, uma secular política linguística exoglótica, que, aparentemente, ignora a multiculturalidade e o plurilinguismo existentes, mas que contribui para a morte das línguas africanas e, consequentemente, das suas respectivas culturas”.

O texto traz à tona o “Projecto de Lei sobre as Línguas de Angola” apresentado à auscultação de instituições estatais e da sociedade civil, visando um maior envolvimento das forças vivas do País, em prol do progresso económico e social das nossas comunidades, através de uma efectiva cooperação entre a língua portuguesa e as outras línguas de convívio. 

Também foi manifestada a preocupação pelo elevado índice de reprovações que se verificam na escola primária, por falta da necessária competência linguística nas línguas de escolaridade de origem europeia.

“Atendendo à inserção rural de todas as missões religiosas cristãs, onde, no período colonial, a maioria dos angolanos teve acesso à instrução, não descartavam, desde os tempos mais remotos, o uso das línguas maternas africanas, como meios facilitadores de comunicação e matéria de ensino”. Armindo Canda – Angola in “Jornal de Angola”