Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Equador – Avistada tartaruga gigante supostamente extinta há um século

Espécie não era vista desde 1906. Autoridades prometem mais novidades ainda esta semana



Na passada terça-feira, foi avistada uma espécie de tartaruga gigante considerada extinta há mais de um século, anunciou Marcelo Mata, ministro do ambiente do Equador, através do seu Twitter.

Durante uma expedição realizada por especialistas do Parque Nacional de Galápagos e da Galapagos Conservation, foi encontrada uma fêmea adulta perto da ilha Fernandina, no Equador.

Marcelo Mata não avançou mais detalhes sobre a descoberta desta espécie, também conhecida por "Tartaruga da Ilha Nórdica" e julgada extinta desde 1906, ano em que foi vista pela última vez.

Segundo os cientistas, as tartarugas de Galápagos são conhecidas pela sua longevidade e chegaram às ilhas de Galápagos há 3 ou 4 milhões de anos. Recorde-se que este arquipélago está associado à formação da teoria da Origem das Espécies de Charles Darwin.

O Parque Nacional de Galápagos planeia dar mais detalhes sobre a Chelonoidis Phantasticus. In “Diário de Notícias” - Portugal

Portugal - Libertados mais dois linces-ibéricos

No início do ano, tinham sido soltas mais duas crias de lince-ibérico. No entanto, só este ano, já morreram dois linces que foram atropelados. Governo diz estar a investir em sinalização para tentar mitigar acidentes



Mais dois linces-ibéricos foram libertados no Alentejo, esta quinta-feira, para reforçar a população selvagem da espécie a viver no Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG). Trata-se de uma fêmea, Paprika, nascida no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, em Silves, e de um macho do Centro La Granilla, em Espanha.

Já este ano tinham sido soltos na natureza mais dois linces-ibéricos. As libertações destes felinos têm como objectivo restabelecer uma população selvagem autónoma, garantindo também uma diversidade genética adequada.

O lince-ibérico é um dos felinos mais ameaçados do mundo. No entanto, devido à acção conjunta entre Portugal e Espanha, é possível ter hoje na natureza 650 linces em liberdade na Península Ibérica, diz ao Público a secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.

Ambos os animais que foram agora postos na natureza têm onze meses e foram soltos na Herdade da Bombeira, no concelho de Mértola. Paprika nasceu em Março do ano passado no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, que desde 2009 trabalha na criação e reintrodução destes felinos em Portugal. Esta fêmea foi um dos linces que, com o incêndio de Monchique às portas do centro, acabou por ser transferida para Espanha. Regressou ainda antes do Natal sã e salva e será agora libertada na natureza.

No Parque Natural do Vale do Guadiana há, neste momento, 63 linces-ibéricos. Destes, 37 são oriundos quer do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, quer de outros centros que existem em Espanha.

Além da introdução dos felinos no Vale do Guadiana, desde 2016, nasceram 45 animais em liberdade. Só em 2018 nasceram 29, sendo que um não sobreviveu. “Deveríamos ter 82 linces na natureza, mas temos algumas mortalidades”, diz Célia Ramos. Destes, dez morreram e perdeu-se o rasto a outros dez, adianta.

É precisamente para reduzir estas mortes, cuja causa principal é o atropelamento, que o Governo tem em curso uma nova candidatura ao programa LIFE, com parceiros de Portugal e Espanha, no valor de cerca de 20 milhões de euros.

Só este ano, já morreram dois linces atropelados. “A estrada fatídica é a Estrada Nacional 112, onde existe uma recta com cerca de oito quilómetros. É aqui que todos os linces são atropelados”, nota Célia Ramos. Segundo a governante, está a ser ultimado, em conjunto com a Infra-Estruturas de Portugal, um reforço da sinalização nas estradas para dar conta de que são zonas de atravessamento do lince-ibérico. Serão ainda colocadas barras sonoras para que quando um carro passe provoque ruído e trepidação e afaste os felinos da estrada.

Ainda assim, Célia Ramos destaca o “grande apoio” que as populações locais têm dado na reintrodução do lince. “Se numa primeira fase havia um certo receio relativamente ao lince, hoje são as populações os primeiros defensores da espécie”, admite.

Na solta de linces desta quinta-feira, onde estará presente a secretária de Estado, será também inaugurada a exposição “Partilhando territórios: o regresso do Lince”, que poderá ser visitada na sede do Parque Natural do Vale do Guadiana, em Mértola. Cristina Moreira – Portugal in “Público”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Portugal - Prémio Literário Casino da Póvoa 2019 atribuído ao livro de poesia “A Noite Imóvel”



O Prémio Literário Casino da Póvoa 2019, no valor de 20 mil euros, foi atribuído ao livro de poesia “A Noite Imóvel”, de Luís Quintais. O anúncio foi feito esta terça-feira na Póvoa de Varzim, na presença do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de abertura das Correntes d’Escritas, o maior festival literário do País. O vencedor do prémio Casino da Póvoa nasceu em Angola em 1968 e é professor de antropologia na Universidade de Coimbra. O júri era constituído Almeida Faria, Ana Paula Tavares, José António Gomes, Maria Quintans e Marta Bernardes.

Este festival literário, o maior do género em Portugal, vai em 20 edições e terá este ano o maior programa da sua história. Até dia 24, vão passar pela Póvoa de Varzim mais de 140 escritores de 20 países, incluindo o Prémio Cervantes Sergio Ramírez (Nicarágua) e três escritores distinguidos com o Prémio Camões: Germano Almeida, Hélia Correia e Arménio Vieira.

No extenso programa, haverá momentos para lembrar o escritor José Régio, natural de Vila do Conde, e cuja memória tem estado presente em anteriores edições do festival. Também será divulgada a tradicional revista do festival, este ano dedicada à escritora brasileira Nelida Piñon.

A Correntes d’Escritas, organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, é na realidade um grande encontro de escritores, com debates, conversas, lançamentos de livros e visitas a escolas, entre outras iniciativas que constituem uma espécie de montra para a literatura, sobretudo a lusófona, mas também das diversas expressões literárias de língua castelhana.

Entre os escritores presentes, este ano, além dos já referidos, destaque para os portugueses Lídia Jorge, Manuel Jorge Marmelo, Gonçalo M. Tavares, Rui Zink, Francisco José Viegas, João Tordo ou Bruno Vieira Amaral, entre outros. Nas anteriores edições, este festival tem sido um imenso êxito, com as sessões geralmente repletas de público. Estão previstas exposições de arte e uma feira do livro. Como também é tradicional, haverá um lote de escritores famosos, constituído este ano pelo brasileiro Luís Fernando Veríssimo e o espanhol António Muñoz Molina. In “Dia 15” - Portugal

Brasil – Pretende sistematizar ensino da língua portuguesa nos PALOP

O Governo brasileiro defendeu junto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a sistematização dos programas curriculares do ensino do português a estrangeiros e a nacionais que tenham como primeiro idioma línguas locais



Bruno Zétola, gestor da área de cultura do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília disse que, atualmente, o Brasil conta com centros culturais em mais de 40 países, de onde saem formados anualmente em Língua portuguesa cerca de 15.000 alunos.

Contudo, sublinhou, os centros culturais do Brasil nesses países ainda não configuram uma «marca comum», a exemplo do Instituto Camões - Centro Cultural Português ou do espanhol Cervantes.

«Estamos a começar agora esse trabalho de sistematizar e dar uma harmonia para que a nossa rede possa, no futuro, atingir mais alunos na formação do português, em várias vertentes. Vamos tentar sistematizar tudo isso», explicou o gestor.

Segundo Bruno Zétola, durante esta semana, os diretores e coordenadores pedagógicos dos centros culturais do Brasil em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe vão debater o projeto de criação da «marca comum», que passa pela sistematização das práticas curriculares e pedagógicas.

Vão igualmente trabalhar na elaboração de um currículo comum do português como língua segunda, a vertente que mais se enquadra nos PALOP.

«Em muitos países, como por exemplo Cabo Verde, Timor-Leste ou Macau, o português, embora seja a língua oficial, muitas vezes não é a hegemónica, não é a mais falada - o que não é o caso de Angola, que o português é amplamente falado ,- mas existe a perspetiva que consigamos desenvolver um currículo para essas situações específicas, para esses países, essa regiões, em que o português, embora oficial, é escassamente falado, pelo que queremos construir um currículo, valorizando o português de cada um desses lugares», adiantou.

Bruno Zétola salientou que o objetivo é também «desmistificar» a ideia de que «há um tipo de português que é o correto e os outros falares de português sejam inferiores».

«Isso acaba por levar a as pessoas a falarem nas suas línguas maternas porque se sentem envergonhadas, porque acham que o seu português não é o correto, que o seu modo de falar é menos legítimo, menos válido, que outros modos de falar», disse.

«Queremos construir um currículo valorizando essas idiossincrasias locais, valorizando esses modos, essas variantes de todos os países, valorizando justamente o caráter pluricêntrico da Língua Portuguesa, para fortalecer o idioma, para que essas pessoas se sintam mais à vontade, mais familiarizadas nesse idioma», acrescentou. In “Revista Port. Com” - Portugal

Cabo Verde - Nove empresas entram no capital do transporte marítimo do arquipélago

Um grupo de nove armadores (Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu) assumiu 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular



Um grupo de nove armadores nacionais rubricou com governo de Cabo Verde, na Cidade do Mindelo, o acordo que formaliza a entrada no capital social da futura empresa de transporte marítimo do arquipélago, a Cabo Verde Inter-ilhas. As empresas assumiram esta segunda feira 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular, vencedora do concurso internacional para serviço público de transporte marítimo inter-ilhas.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, classificou como “histórico” o acordo por ser mais uma etapa que se cumpre do concurso internacional lançado em Janeiro de 2018 para o serviço público de transporte marítimo inter-ilhas “Este é um acordo histórico, pois selamos hoje um compromisso com os armadores nacionais para darmos ao País uma solução optimizada e excelente em matéria de transportes marítimos”, afirmou o governante, momentos após a assinatura do documento.

As nove empresas que entram na Cabo Verde Inter-ilhas são: Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu. Cada uma deve realizar um capital social de 2.722 milhões de escudos (cerca de 25 mil euros).

O resultado final da entrada dos armadores cabo-verdianos na Cabo Verde Inter-ilhas é, segundo titular da pasta das Finanças, dar ao país oportunidade para se criar uma empresa “saudável e sustentável” e “um bom sistema” de transporte entre as ilhas regular, seguro e a bom preço.

“Estamos engajados e confiantes em que estaremos à altura de mudar o estado atual e sermos capazes de reformar sem medo”, disse Olavo Correia, que ainda prometeu que o executivo vai criar as condições para que os privados agarrem as oportunidades e continuar a dinâmica “reformista” em curso.

Em representação dos armadores nacionais, o comandante Luís Viúla referiu que o acordo é o resultado de “muitas sessões de trabalho e discussão de questões relevantes” para a vida das empresas nacionais de navegação marítima e que, “desde a primeira hora”, os armadores nacionais estiveram interessados em contribuir e colaborar na exploração dos navios de cabotagem na ligação das ilhas.

“Hoje chegamos a um acordo porque o clima de negócio melhorou entre as partes, pelo que após muita discussão os armadores decidiram entrar no negócio por unanimidade”, concretizou.

Mediante o acordo rubricado, todo o pessoal afeto às empresas armadoras poderá ser integrado na Cabo Verde Inter-ilhas. Relativamente aos navios, os que forem considerados aptos, serão transferidos para a nova empresa, sendo que o remanescente poderá ser vendido ou abatido.

A Cabo Verde Inter-ilhas iniciará atividades a partir do próximo mês de agosto, com as mesmas tarifas segundo indicações do governo, por um período de transição de dois anos. É o fim de um processo que parece ter chagado a bom porto, mas que levou meses para ser resolvido, com os armadores cabo-verdianos a reclamarem de que tinham sido deixados de fora, durante concurso internacional de serviço público de transporte marítimo inter-ilhas. In “Jornal Económico” - Portugal

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Internacional - Projeto “PROLIFE” prolonga em mais de meio século a vida útil de pontes antigas

Um consórcio europeu, constituído por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Luleå University of Technology, na Suécia, e por cinco empresas das áreas de projeto de estruturas e de produção de elementos em aço, desenvolveu um conjunto de soluções que garantem às pontes metálicas e mistas (aço e betão) antigas um prolongamento considerável da sua vida útil.

Através de técnicas de reforço inovadoras, que combinam diferentes estratégias de reabilitação, as soluções desenvolvidas no âmbito do projeto de investigação PROLIFE - Prolonging Life Time of old steel and steel-concrete bridges - «permitem uma melhoria muito significativa do desempenho estrutural de pontes metálicas e mistas em fim de vida. Dependendo da intervenção que se adotar, a metodologia de reforço que propomos aumenta o ciclo de vida deste tipo de pontes, com toda a segurança, em mais de 50 anos», nota Carlos Rebelo, coordenador da equipa portuguesa e professor no Departamento de Engenharia Civil da FCTUC.

As intervenções propostas pelo consórcio foram alvo de longos ensaios e testes à escala real em quatro pontes antigas. Em Portugal, o caso de estudo foi o da ponte da Portela, em Coimbra.



A reabilitação de pontes antigas, obsoletas, é de elevada complexidade, pois entram muitos elementos na equação. Geralmente, «devido à falta de conhecimento e experiência, as pontes mais antigas foram dimensionadas sem tirar partido do benefício estrutural obtido com o comportamento misto, ou seja, não existe interação entre os componentes em aço e os componentes em betão devido, principalmente, à falta de dispositivos que garantam a transferência das forças de corte longitudinal», explica Carlos Rebelo.

As técnicas convencionais «implicam a remoção parcial do betão, a interrupção do tráfego e eventualmente a destruição da armadura transversal da laje, pelo que foram estudadas soluções alternativas», acentua. Entre as várias opções foi também estudado «o uso de treliças horizontais entre os banzos inferiores das longarinas das pontes em viga, as quais tornam a secção transversal mais rígida no que respeita aos efeitos da torção permitindo reduzir significativamente os esforços de fadiga gerados pelo tráfego», refere o coordenador do PROLIFE.

Os investigadores desenvolveram ainda uma estratégia inovadora de reforço estrutural que permite colocar novos materiais em contacto com os componentes originais (antigos), melhorando a performance das velhas pontes.

O especialista em engenharia de estruturas da FCTUC observa que a rede europeia de infraestruturas de transporte, rodoviária e ferroviária, é «caracterizada por uma grande variedade de pontes metálicas. Aliado ao facto de um grande número destas infraestruturas já ter períodos em serviço consideravelmente longos, os efeitos do envelhecimento dos materiais e o aumento do nível de tráfego são grandes desafios para que sejam mantidos os níveis de segurança estrutural, os requisitos de desempenho e a sua durabilidade.»

Além disso, «muitas das pontes antigas estão identificadas como património cultural o que significa que a sua substituição por uma nova infraestrutura não é facilmente aceitável». Por outro lado, «nem sempre a substituição da ponte original por uma nova é a solução mais vantajosa se se tiverem em conta os custos de impacto ambiental associados ao ciclo de vida da estrutura, para além dos custos diretos associados à sua construção. Assim, urge a necessidade de desenvolver estratégias de reparação e reforço também numa perspetiva de sustentabilidade e preservação ambiental», finaliza Carlos Rebelo.

O projeto PROLIFE teve um financiamento de perto de um milhão de euros da Comissão Europeia através da medida Research Fund for Coal and Steel. As empresas que integraram o consórcio foram: Alessio Pipinato & Partners Architectural Engineering (Itália), Movares Nederland B.V. (Holanda), Ramböll Sverige AB (Suécia), Schimetta Consult Zivil Techniker GMBH (Áustria), empresas de projeto de estruturas, bem como a Arcelormittal Belval & Differdange S.A (Luxemburgo), produtora de elementos em aço. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

África - BAD recomenda expansão de infra-estruturas portuárias

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) recomenda aos países africanos costeiros, entre eles os de língua oficial portuguesa, a expansão de infra-estruturas portuárias como forma de melhorar a integração no continente.

O BAD informou igualmente que a Guiné-Bissau foi o país africano de língua oficial portuguesa que mais cresceu no ano passado, 5,3%, seguido de São Tomé e Príncipe (4,1 %), Cabo Verde (3,9%) e Moçambique (3,5%). Angola teve um resultado de (-0.7%)



A recomendação do BAD consta do dossier “A integração como via para a prosperidade económica em África”, inserido no recente relatório “Perspectivas económicas em África 2019”, que define um conjunto de respostas políticas para maximizar os benefícios da integração regional e mitigar os potenciais riscos, para cada tipo de economias.

As economias costeiras, refere, devem “expandir as instalações portuárias, incluindo o armazenamento e a administração aduaneira, bem como melhorar a eficiência da movimentação de tráfego de embarcações e do carregamento e descarregamento de contentores.”

O relatório adianta que o custo das instalações portuárias africanas está estimado em 40% acima do padrão mundial, denotando estas também tempos de permanência dos contentores mais elevados, atrasos na libertação do tráfego de embarcações, processos de documentação extensivos e poucos contentores por grua e por hora (excepto na África do Sul).

Outra recomendação do BAD é “aumentar a velocidade e a fiabilidade das redes ferroviárias e rodoviárias, ao reduzir o congestionamento e os atrasos nos pontos de controlo e os desvios de camiões e material circulante para reparação.”

Os países costeiros, prossegue a instituição, devem ainda “fomentar melhores convenções e instrumentos além das negociações multilaterais estagnadas para facilitar o comércio de trânsito” e colocar mais ênfase nos bens públicos regionais, “algo fácil de entender devido aos benefícios para todos os países, especialmente, os países de baixo rendimento.”

Outra recomendação vai no sentido de “sincronizar os quadros de governação financeira na região e reforçar os quadros prudenciais da supervisão dos fluxos financeiros, além de remover quaisquer restrições legais sem fundamento ainda presentes nos fluxos e transacções financeiros transfronteiriços.”

As recomendações do BAD incluem ainda fomentar bolsas de energia eléctrica de forma a explorar o enorme potencial do comércio de energia eléctrica transfronteiriço e “abrir os céus” à concorrência, “como acontece com Moçambique, que se abriu, recentemente, a transportadoras estrangeiras.”

O Mercado Único do Transporte Aéreo Africano da União Africana, lançado em Janeiro de 2009, foi já assinado por 22 países, com 75% de transporte aéreo entre países africanos.

Finalmente, é recomendado aos países costeiros “abrir as fronteiras à livre circulação de pessoas – por exemplo, ao ratificar e implementar o Passaporte da União Africana, lançado em 2016 e previsto para estar completamente em vigor até 2020.”

O relatório do BAD informa que o crescimento económico em África continua a fortalecer-se, alcançando uma estimativa de 3,5% em 2018 e devendo acelerar para 4,0%, em 2019, e 4,1%, em 2020.

Os líderes de crescimento são países não ricos em recursos – que têm por base uma produção agrícola mais elevada e o aumento da procura do consumidor e do investimento público – crescem mais rápido (Senegal, 7,0%; Ruanda, 7,2%; Costa do Marfim, 7,4%) enquanto os maiores países exportadores de produtos de base registaram um crescimento ligeiro ou negativo (Angola, –0,7%).

O BAD informou igualmente que a Guiné-Bissau foi o país africano de língua oficial portuguesa que mais cresceu no ano passado, 5,3%, seguido de São Tomé e Príncipe (4,1 %), Cabo Verde (3,9%) e Moçambique (3,5%). In “Macauhub” - Macau