Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Moçambique - Dany Wambire participa na 25ª edição das Correntes d’Escrita

O contista moçambicano Dany Wambire vai participar na celebração do 25º aniversário do festival literário Correntes d’Escrita. O evento, a decorrer entre os dias 19 e 24 de Fevereiro, em Portugal, é organizado pelo Município de Póvoa de Varzim.

A participação de Dany Wambire no festival começa às 18h30 do dia 21 de Fevereiro, na Antiga Escola Primária das Sencadas. Neste dia, na companhia do escritor português Afonso Cruz, o autor vai conversar com leitores sobre o seu processo criativo e suas leituras.

Esta é a segunda participação de Dany Wambire nas Correntes d’Escrita, o mais antigo festival literário português e que tem contribuído fortemente, através da literatura, para uma maior difusão cultural, para a formação de um público mais crítico e exigente e, consequentemente, mais comprometido e mais conhecedor da diferença e aberto ao outro.

Dany Wambire nasceu em 1989, na província de Manica. Tem dezenas de textos publicados na imprensa nacional e em inúmeras antologias, no Brasil e em Portugal.

O escritor coordena a Associação Literária Kulemba e dirige a revista SOLETRAS. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Portugal - Pepetela vence Prémio Literário Casino da Póvoa 2020 atribuído no âmbito do encontro literário Correntes d’Escritas


O escritor angolano Pepetela venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa 2020, com o livro “Sua Excelência de Corpo Presente”, atribuído no âmbito do encontro literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

O júri do concurso decidiu distinguir a obra deste autor, de 78 anos, nascido em Benguela, “pela originalidade do estratagema narrativo para denunciar com ironia uma história de nepotismo e abuso de poder do próprio sistemas totalitários”, atribuindo-lhe o prémio no valor de 20 mil euros.

O livro foi escolhido entre 15 finalistas de um total de 120 obras candidatas a este prémio literário.

Pepetela sucede assim ao autor português Luís Quintais, que em 2019 venceu, na categoria de poesia, o galardão máximo do Correntes d’Escritas, encontro de escritores de expressão ibérica que decorre oficialmente a partir de hoje na Póvoa de Varzim.

O escritor angolano não marcará presença no evento, por estar a recuperar, em Luanda, de um problema de saúde, que o impede de viajar, mas fez chegar à organização uma mensagem de agradecimento.

“Ficou muito feliz por me ter sido atribuído o prémio, agradeço à organização e ao júri por esta honra e pelo encorajamento para persistir na escrita”, transmitiu Pepetela.

O autor e professor angolano nasceu em Benguela, Angola, em 1941 e frequentou o ensino superior em Lisboa, mas acabando por se licenciar em Sociologia, em Argel, na Argélia, durante o exílio.

Iniciou a sua atividade literária e política na Casa dos Estudantes do Império.

A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.

Em 1997, confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona ao conquistar o Prémio Camões, sendo então o primeiro autor angolano e segundo autor africano a ser escolhido para o galardão.

Em relação às restantes distinções literárias atribuídas pelo Correntes D’Escritas, Ana Sofia Trigo, de pseudómino Jieun, com a obra de poesia “Relógios Parados”, venceu o prémio Papelaria Locus, o trabalho “Tempestade no Rio”, dos alunos do 4.º C da Escola Básica da Venda do Pinheiro, venceu o prémio Conto Infantil Ilustrado/Porto Editora, enquanto “Ala Ala Arriba”, de Álvaro Maio, venceu o prémio Fundação Luís Rainha.

Para esta 21.ª edição do Correntes d’Escritas, a organização convidou 107 autores de expressão ibérica, de 14 nacionalidades, havendo 30 escritores que participam pela primeira vez no evento, que se desenrolará, com múltiplas atividades, até 23 de fevereiro.

Além de Hélia Correia, destacam-se escritores portugueses como Afonso Cruz, Ana Luísa Amaral, Ana Margarida de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Isabel Rio Novo, Jaime Rocha, João de Melo, José Gardeazabal, Luísa Costa Gomes, Patrícia Portela, Ricardo Araújo Pereira e Rita Taborda Duarte.

Do universo lusófono, estão anunciados autores como Germano Almeida e Mário Lúcio, de Cabo Verde, Abdulai Silá e Conduto de Pina, da Guiné-Bissau, Hirondina Joshua, de Moçambique, e Manuel Rui e David Capelenguela, de Angola.

Durante o certame vão realizar-se 10 mesas redondas, no Cine-Teatro Garrett, ponto central das atividades do Correntes D’ Escritas, onde escritores e público vão interagir no debate de temas variados. Vão decorrer ainda várias iniciativas paralelas, como lançamentos de livros, ações de formação, concertos e exposições, e visitas a escolas por vários dos autores participantes. In “Mundo Português” - Portugal

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Portugal - Prémio Literário Casino da Póvoa 2019 atribuído ao livro de poesia “A Noite Imóvel”



O Prémio Literário Casino da Póvoa 2019, no valor de 20 mil euros, foi atribuído ao livro de poesia “A Noite Imóvel”, de Luís Quintais. O anúncio foi feito esta terça-feira na Póvoa de Varzim, na presença do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de abertura das Correntes d’Escritas, o maior festival literário do País. O vencedor do prémio Casino da Póvoa nasceu em Angola em 1968 e é professor de antropologia na Universidade de Coimbra. O júri era constituído Almeida Faria, Ana Paula Tavares, José António Gomes, Maria Quintans e Marta Bernardes.

Este festival literário, o maior do género em Portugal, vai em 20 edições e terá este ano o maior programa da sua história. Até dia 24, vão passar pela Póvoa de Varzim mais de 140 escritores de 20 países, incluindo o Prémio Cervantes Sergio Ramírez (Nicarágua) e três escritores distinguidos com o Prémio Camões: Germano Almeida, Hélia Correia e Arménio Vieira.

No extenso programa, haverá momentos para lembrar o escritor José Régio, natural de Vila do Conde, e cuja memória tem estado presente em anteriores edições do festival. Também será divulgada a tradicional revista do festival, este ano dedicada à escritora brasileira Nelida Piñon.

A Correntes d’Escritas, organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, é na realidade um grande encontro de escritores, com debates, conversas, lançamentos de livros e visitas a escolas, entre outras iniciativas que constituem uma espécie de montra para a literatura, sobretudo a lusófona, mas também das diversas expressões literárias de língua castelhana.

Entre os escritores presentes, este ano, além dos já referidos, destaque para os portugueses Lídia Jorge, Manuel Jorge Marmelo, Gonçalo M. Tavares, Rui Zink, Francisco José Viegas, João Tordo ou Bruno Vieira Amaral, entre outros. Nas anteriores edições, este festival tem sido um imenso êxito, com as sessões geralmente repletas de público. Estão previstas exposições de arte e uma feira do livro. Como também é tradicional, haverá um lote de escritores famosos, constituído este ano pelo brasileiro Luís Fernando Veríssimo e o espanhol António Muñoz Molina. In “Dia 15” - Portugal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Jorge Carlos Fonseca lança “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” em Portugal

O Presidente da República lança hoje, 19 de Fevereiro de 2019, no teatro Almeida Garett na Póvoa do Varzim (Portugal) o seu mais recente livro “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes”, no quadro da sua visita de três dias a este país europeu



O livro, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, marca o início de uma série de lançamento de mais de 40 livros de “grandes autores” que serão lançados por ocasião da XXª edição da conferência inaugural das Correntes d’Escritas”, da qual o Chefe de Estado cabo-verdiano fará a abertura.

Ao que apurou a Inforpress, o lançamento acontece hoje à tarde, após a conferência de abertura e antes da primeira conversa do Correntes d’Escritas: “A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda”, com Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos de Vasconcelos.

Entre os participantes da edição de 2019 do Correntes d’Escritas constam os Prémios Camões cabo-verdianos Arménio Vieira (2009) e Germano Almeida (2018), e a portuguesa Hélia Correia (2015).

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” vai ser apresentado pelo escritor cabo-verdiano Arménio Vieira e divide-se em prosas poéticas inéditas sob o título “Absoluto Capricho de Tarde”, uma antologia da sua poesia publicada nos três livros anteriores e “textos de fortuna crítica” de personalidades literárias sobre o conjunto da sua produção poética já publicada.

Publicada pela Editora Rosa de Porcelana, dos escritores Filinto Elísio e Marta Souto, a seleção dos escritos desta obra, conforme avançou o Chefe de Estado, esteve a cargo do poeta cabo-verdiano Arménio Vieira que fez o “prefácio”.

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” é a quarta obra literária de Jorge Carlos Fonseca, depois de “O Silêncio Acusado de Alta Traição”, “Porcos em Delírio” e o “Albergue Espanhol”.

Jorge Carlos Fonseca pretende fazer a primeira apresentação deste livro no país, em finais deste mês, na cidade da Praia. In “Sapo Muzika” – Cabo Verde com “Inforpress”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Portugal – Literatura de Macau presente na 18ª edição do festival literário “Correntes d’Escrita”

Carlos Morais José, escritor e jornalista português radicado em Macau, volta às origens para um debate que se propõe “abrir a porta de entrada para a comunidade literária luso-espanhola”. A edição de 2017 do festival Correntes d’Escrita vai reunir autores que escrevem em língua portuguesa e castelhana. A literatura de Macau está pela primeira vez representada no encontro. A 18ª edição do festival literário arranca a 21 de Fevereiro.

Na 18ª edição do festival literário Correntes d’Escrita, a literatura em língua portuguesa de Macau faz-se representar por Carlos Morais José. Convidado pela organização do evento, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, o autor de “O Arquivo das Confissões – Bernardo Vasques e a Inveja” – obra lançada em finais de 2016 – vai participar numa das dez mesas redondas que integram o programa do festival.  As iniciativas propõem-se debater as temáticas das oito obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa. A Morais José juntam-se autores de vários pontos do globo, incluindo da Guiné-Bissau, de Moçambique e de Portugal.

“Eu acho que será, neste momento, talvez o escritor vivo – digamos – que melhor pode representar Macau pela qualidade do seu trabalho, pela actualidade, porque ainda muito recentemente editou um livro que teve as melhores referências de quem o leu e de alguma crítica também. Portanto acho que ninguém melhor do que ele o poderia fazer”, explicou o editor Rogério Beltrão Coelho ao Ponto Final, sobre o convite do Correntes d’Escrita endereçado ao autor de Macau.

Num fórum onde vão estar “escritores de língua portuguesa e de língua espanhola altamente considerados”, a presença de um autor residente no território abre portas a uma literatura que se depara com grandes dificuldades para entrar no mercado português, esclareceu o responsável pela Livros do Oriente: “É importante que se saiba que, em Macau, também se produz literatura. Portanto, será a primeira vez que se abre uma porta para que dentro da comunidade literária luso-espanhola, se saiba que existem em Macau autores e uma literatura pujante, moderna e de qualidade”, referiu Beltrão Coelho. “Tudo isto são passos significativos para uma divulgação cada vez maior daquilo que se faz em Macau em termos literários”, reiterou.

Rogério Beltrão Coelho assume que a falta de visibilidade da literatura produzida no território “não é de hoje”: “A grande dificuldade foi sempre a de criar espaço em Portugal para a literatura que se produz em Macau. Foram feitas várias tentativas, alguns resultados foram obtidos mas sempre muito pouco significativos, ou, pelo menos, não tanto como se desejaria”, referiu o também jornalista. O responsável pela editora Livros do Oriente sustenta ainda que “o que é um facto é que hoje, em Portugal, nos meios literários, conhece-se muito pouco daquilo que se produz em Macau”.

No último dia do maior festival literário português, à volta da mesa 9 e sob o tema “de um jogo frágil de palavras se faz a literatura” estarão – para além do autor português radicado no território – o escritor, realizador e músico português Afonso Cruz, o escritor guineense Francisco Conduto Pina (que desempenhou funções como deputado, secretário de Estado e ministro na Guiné Bissau), a escritora, actriz e artista plástica portuguesa Marta Bernardes e o escritor e médico moçambicano Mbate Pedro. O debate, que decorrerá pelas 10h, será moderado pelo jornalista João Gobern.

O Correntes d’Escrita decorre entre os dias 21 e 25 deste mês. No dia 22, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, preside à cerimónia oficial de inauguração do festival, que decorre no Casino da Póvoa. Francisco Pinto Balsemão, empresário da comunicação em Portugal, é o convidado para a Conferência de Abertura que acontece no mesmo dia, mas no Cine-Teatro Garrett. In “Ponto Final” - Macau