Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Timor-Leste – Reformado o programa “Bolsa da Mãe” para melhorar a assistência económica a grávidas e crianças

Díli – O Governo aprovou hoje a criação dos subsídios para mulheres grávidas e para crianças, no âmbito do Bolsa da Mãe – Nova Geração.

O projeto, que inclui a primeira alteração ao decreto-lei nº18/2012, de 4 de abril, foi apresentado pela Vice-Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Signi Chandrawati Verdial.

O objetivo da alteração é reformar o programa “Bolsa da Mãe” para que gere “um impacto mais significativo na redução da pobreza e na promoção do capital humano nacional”, justificou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães.

O governante salientou que o “Bolsa da Mãe” passa a integrar duas prestações adicionais: um apoio social durante a gravidez e outro na primeira infância. O objetivo, explicou, é melhorar a saúde, a nutrição materna e infantil, promover a inclusão económica e fomentar a economia local.

O ministro referiu ainda que o programa vai ser implementado de forma faseada e que vai ser dada prioridade às áreas geográficas com maior índice de pobreza e má nutrição para que haja maior proteção na gravidez e na primeira infância.

Este programa vai arrancar no próximo ano, em 2022, nos municípios de Ainaro e Bobonaro e na Região Administrativa Especial Oé-Cusse Ambeno (RAEOA). Será depois alargado, de forma progressiva, a todo o território nacional.

“Em 2023, o Bolsa da Mãe – nova geração irá abranger-se aos municípios de Covalima, Liquiçá, Manatuto e Viqueque. Os municípios de Manufahi, Ermera, Baucau, Aileu e Lautém serão incluídos no programa em 2024. Finalmente, o Bolsa da Mãe irá ser alargado ao município de Díli em 2025”, explicou. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 

Macau - Moçambique em destaque na semana cultural

As obras do pintor moçambicano José Estêvão Manhiça vão estar patentes, a partir de sexta-feira, em Macau, no âmbito da 13ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa


Denominada “Encontros diferentes”, esta exposição vai ser a quarta da série “Policromias lusófonas”, que visita vários domínios das artes plásticas de autores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, de acordo com o sítio do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

As obras expostas “representam diferentes fases da vida artística do autor”, que “crente do papel da convivência humana para o bem-estar da sociedade, busca também transmitir uma mensagem crítica e educativa que sirva de ensinamento às novas gerações”, pode ler-se no “site”.

Antes, passaram pela galeria do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, as obras plásticas de Ana Jacinto Nunes (Portugal), Eduardo Bentub (Cabo Verde) e Guilherme Carvalho (São Tomé e Príncipe). Depois de Moçambique, segue-se a Guiné-Bissau com o pintor Ismael Hipólito Djata, entre 23 de Setembro e 10 de Outubro.

Os trabalhos de José Estevão Manhiça vão estar patentes até 19 deste mês, realizando-se ao mesmo tempo ‘workshops’ presenciais de danças (Tufo, Xigugo e Marrabenta) e de jogos tradicionais (Pindjonce, Neca e N’Txuvha), organizados pela Associação dos Amigos de Moçambique em Macau.

A 13ª Semana Cultural do Fórum de Macau decorre até 31 de Dezembro, em formato “offline” e “online”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


Macau - Paul Pun deixa de ser director da Escola São João de Brito, 35 anos depois de ter fundado a instituição

Paul Pun já não é o director da Escola São João de Brito, 35 anos depois de ter fundado a instituição. Ao Ponto Final, o secretário-geral da Caritas recordou a fundação da escola e adiantou que, apesar de deixar o cargo de director, vai continuar a ajudar a escola. “Fico feliz por ter tido a oportunidade de ter contribuído para a formação de crianças e jovens ao longo de 35 anos”, afirmou Paul Pun


Terça-feira foi o último dia de Paul Pun como director da Escola São João de Brito, instituição de ensino fundada pelo próprio há 35 anos. Segundo explicou ao Ponto Final, Paul Pun sai da escola devido ao novo estatuto do pessoal docente, que o impede de acumular as funções de director da escola com as funções de secretário-geral da Caritas.

A ideia para a fundação da escola surgiu ainda em 1985, quando Paul Pun constatou que havia crianças que não eram aceites nas escolas locais e que, por isso, tinham de passar o dia na rua. “Por isso, imediatamente propus ao Instituto de Acção Social fundar uma escola e eles disseram que sim”, recordou.

Inicialmente, o sítio encontrado foi uma fábrica na Avenida Almirante Lacerda. O espaço foi então transformado numa escola e Paul Pun fundou a instituição ainda nesse ano, tornando-se director da instituição. No entanto, em 1986 foi estudar para a Universidade de Guam e mais tarde para os Estados Unidos, e por isso teve de passar a pasta. Esteve cinco anos no estrangeiro e, quando regressou, o director da altura saiu numa missão católica. A partir de 1991, Paul Pun voltou a ser director da escola, tendo exercido o cargo até agora.

Com o novo estatuto do pessoal docente, Paul Pun foi obrigado a escolher entre a Caritas e a escola São João de Brito. “Ou ficava como director ou ficava como secretário-geral da Caritas. Como a Caritas recebe mais pessoas e consegue tratar de pessoas mais vulneráveis, escolhi deixar a escola. Na Caritas consigo ajudar mais gente”, justificou.

Paul Pun adiantou que, apesar de deixar as funções de director, vai continuar ligado à escola, ajudando nos trabalhos do dia-a-dia. Cheong Chun Cheng sucede a Paul Pun como director da escola São João de Brito. “Não fico triste. Fico feliz por ter tido a oportunidade de ter contribuído para a formação de crianças e jovens ao longo de 35 anos”, comentou Paul Pun.

A escola mudou-se em 1990 para a Rua de Pedro Coutinho e actualmente serve o ensino básico e secundário, ainda que inicialmente tenha sido uma escola de formação profissional. A Escola São João de Brito tem também ensino nocturno.

Sob a chancela da Caritas, a missão da Escola São João de Brito é “promover a solidariedade social, ajudar os mais desfavorecidos e criar oportunidades”, lê-se no sítio da instituição de ensino, que acrescenta que o objectivo passa por pôr em prática o princípio de “educação para todos”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com 


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Angola – Vai receber nova remessa de vacinas enviada por Portugal

Portugal vai enviar para Angola um novo lote de 200 mil vacinas contra a covid-19 (Astrazeneca), acompanhadas do material necessário para viabilizar a sua administração – seringas e agulhas, entre outros

Este lote chega amanhã, 02 de setembro, a Luanda e será entregue pela Embaixada de Portugal às autoridades sanitárias angolanas.

Este é o quarto lote de vacinas que Portugal envia para Angola, ascendendo a 570 mil as vacinas já doadas a este país parceiro da Cooperação Portuguesa, para apoio ao seu Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19.

Esta doação está enquadrada na segunda fase do Plano de Ação na resposta sanitária à pandemia entre Portugal e os países africanos lusófonos e Timor-Leste, e insere-se no compromisso político assumido por Portugal de disponibilizar aos PALOP e Timor-Leste 5% das suas vacinas contra a covid-19, compromisso este que foi reforçado por Portugal durante a recente Cimeira da CPLP, em Luanda. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal - Vacina portuguesa à espera de apoio estatal para avançar com ensaios clínicos

A biotecnológica portuguesa Immunethep estava pronta para avançar com os ensaios clínicos da sua vacina contra a covid-19 em setembro, mas a espera pelo financiamento por parte do Estado tem impossibilitado seguir com o processo.

“Neste momento, tudo aquilo que podíamos fazer de ensaios não clínicos está feito. Já provámos a eficácia da vacina no modelo animal, já provámos a ausência de toxicidade. O próximo passo seria avançar para ensaios clínicos. O que aconteceu com quase todas as vacinas é que houve um forte apoio do Governo. Apesar dos contactos que houve, do interesse e de algumas reuniões, ainda estamos à espera”, disse à agência Lusa o diretor executivo da Immunethep, Bruno Santos.

Segundo o responsável da biotecnológica sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra, caso já houvesse garantias de financiamento por parte do Governo, a empresa já poderia estar “a pedir autorização dos ensaios clínicos ao Infarmed para começarem” este mês.

“Não tendo o financiamento, poderemos perder alguns meses”, disse, realçando que são necessários cerca de 20 milhões de euros para a fase de ensaios clínicos.

Para Bruno Santos, a forma mais fácil e rápida de financiar o processo passaria “pela compra antecipada de vacinas, tal como foi feito nos Estados Unidos e na Alemanha”.

Já a possibilidade colocada pelo Governo passou pela candidatura a fundos europeus, tendo a empresa fundada em 2014 concorrido a uma linha de financiamento.

“Caso conseguíssemos 80% de financiamento, temos uma série de investidores que se mostraram interessados e conseguiríamos cobrir os outros 20%, mas o valor a ser apoiado pode não ser esse”, notou.

No entanto, o prazo de decisão para a candidatura submetida apenas termina a 31 de dezembro, explicou.

“Com todas as incertezas que temos, que são reais, não consigo estabelecer um prazo. Estou dependente de todas as variáveis, mas perderemos aqui alguns meses num período que seria crítico”, salientou.

Para Bruno Santos, depois de todo o desenvolvimento feito pela empresa, que apresentou uma solução que “ainda é válida e que ainda pode ser útil”, é “um bocadinho frustrante” estar dependente apenas da questão do financiamento.

Mesmo numa altura em que muitos dos países ocidentais têm já grande parte da população vacinada, o cofundador da Immunethep salienta que a vacina continua a ser viável.

“Tem características que a tornam interessante para países em desenvolvimento, pela facilidade de administração, que não precisa de ser por um profissional de saúde, não precisa de uma cadeia de frio e como trabalha o vírus como um todo tem uma cobertura maior das variantes, tornando-a mesmo assim útil para Portugal e para os países desenvolvidos, já que as novas variantes fazem baixar a eficácia de vacinas como a Pfizer ou a Moderna”, realçou.

A covid-19 provocou pelo menos 4539682 mortes em todo o mundo, entre mais de 218,91 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17757 pessoas e foram contabilizados 1039492 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

Timor-Leste – Ainda não estão concluídas as negociações sobre a delimitação das fronteiras terrestres e marítimas

Díli – A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adaljiza Magno, disse que o líder carismático Kay Rala Xanana Gusmão ainda continua a exercer a função de negociador principal para a delimitação das fronteiras terrestres e marítimas com Indonésia.

“Com base no decreto-Lei, Xanana Gusmão ainda continua a liderar o Conselho para a Delimitação Definitiva das Fronteiras Marítimas (CDDFM)”, revelou a MNEC.

Desde 2015, o líder tem como missão concluir os procedimentos necessários à ratificação do Tratado entre Timor-Leste e a Austrália, que estabelece as respetivas fronteiras marítimas no Mar de Timor.

Questionada sobre quando é que Timor-Leste e a Indonésia vão retomar as discussões sobre as fronteiras terrestres, a governante informou que o assunto depende da evolução da pandemia covid-19.

“A discussão sobre a delimitação das fronteiras terrestres ainda não foi definida, devido a covid-119. Faltam dois segmentos (Bidjael Sunan-Oben e NoelBesi Citrana) que ainda não finalizaram, pois, Timor-Leste e Indonésia estão em confinamento. Já concordámos que depois desta situação normalizar, vamos discutir o tema”, recordou.

Adaljiza Magno referiu também que quer construir a barreira para demarcar a fronteira terrestre entre Timor-Leste e Indonésia, em Motain, que está quase perdida, por causa do impacto das chuvas e inundações que ocorreram no mês passado.

“A equipa técnica já fez o levantamento dos dados. Está prevista a reconstrução, infelizmente ainda não aconteceu porque depende da alocação do Orçamento Geral do Estado de 2022”, frisou a ministra.

Entre Timor-Leste e a Indonésia ainda há dois segmentos que faltam determinar em relação às fronteiras terrestres, nomeadamente em Oé-Cusse, com as zonas de Bidjael Sunan-Oben e NoelBesi Citrana (zonas entre Oé-Cusse e a província de Timor Ocidental, na Indonésia).

Noelbesi Citrana é a área fronteiriça entre Kupang e Ambeno (OéCusse), enquanto Bidjael Sunan-Oben demarca a fronteira entre Timor Tengah Utara e Oé-Cusse, com uma área de 142,7 hectares.

Recorde-se ainda que, em 2019, em Jacarta, a equipa de negociação das fronteiras de Timor-Leste, liderada por Xanana Gusmão, reuniu-se com o ex-Ministro Coordenador dos Assuntos Políticos e da Justiça da Indonésia, Wiranto, e a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Retno Marsudi. Na altura foi assinada uma nota de princípio de aceitação para finalizar a delimitação das fronteiras terrestres. Afonso do RosárioTimor-Leste in “Tatoli”

 

 

Macau - Nova tecnologia de nanozimas desenvolvida pela Universidade de Macau pode ajudar a melhorar a eficácia da imunoterapia

Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências da Saúde (FHS) da Universidade de Macau (UM), liderada pelo professor Zhao Qi, desenvolveu uma nova tecnologia de nanozimas que pode aumentar os efeitos antitumorais das células T receptoras de antigénios quiméricos (CAR) remodelando o microambiente tumoral. Esta tecnologia pode ser usada para melhorar a capacidade do próprio sistema imunológico do paciente de lutar contra o tumor. O estudo foi publicado na revista académica dedicada à nanotecnologia Small, editada pela Wiley-VCH.

Este estudo é um avanço no tratamento de tumores sólidos com células CART. A equipa de investigação descobriu que um dos principais obstáculos que limitam a terapia com células T CAR é o microambiente tumoral (TME). As nanozimas exibem méritos na modulação da imunossupressão do meio tumoral. Os cientistas adoptaram uma estratégia sinérgica combinando nanozimas e células T B7-H3 CAR em tumores sólidos. Esta nanozima com propriedades fototérmico-nanocatalíticas duplas é dotada para remodelar TME destruindo a sua estrutura compacta. A equipa descobriu que as células B7-H3 CAR T infundidas em camundongos enxertados com as células NSCLC têm actividade antitumoral superior após a ablação por nanozima do tumor. Além disso, as mudanças alteraram o ambiente do cancro hostil imunológico, resultando em activação e infiltração aumentadas de células T B7-H3 CAR. Este estudo apoia claramente que a nanozima imunomodulada com TME é uma ferramenta promissora para melhorar os obstáculos terapêuticos das células T CAR contra tumores sólidos.

O estudante de doutoramento Zhu Lipeng é o primeiro autor do estudo, e o professor Zhao Qi é o autor correspondente. Os professores Liu Tze-Ming e Dai Yunlu, deram contribuições importantes para o estudo, que foi financiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FDCT). In “Ponto Final” - Macau