Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 4 de novembro de 2017

Brasil - Projeto do novo porto em Santa Catarina

Projeto do novo porto em Santa Catarina é dimensionado para ser o maior do Sul e um dos mais modernos do país



O ambicioso projeto, o Porto Brasil Sul (PBS), em fase de licenciamento, pretende tornar-se o maior porto da região Sul e o quinto maior multicargas do país. Com sítio definido na região da Ponta do Sumidouro, Praia do Forte, município de São Francisco do Sul (SC), prevê a instalação de sete terminais e oito berços de atracação, com movimentação projetada de 20 milhões de toneladas/ano. O conceito é de um hub port do Mercosul, com capacidade para receber, a médio prazo e após as obras de adequação do canal de acesso, navios da classe Post Panamax, com até 18 mil TEUs e 220 mil toneladas. In “Portos e Navios” - Brasil

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Em homenagem a Cassiano Nunes

                                                            I
Primeiro de uma série de cinco volumes, Poesia - Obra Reunida (Brasília: Universidade de Brasília/Thesaurus Editora, 2015), de Cassiano Nunes (1921-2007), reúne livros esgotados e poemas inéditos do poeta, ensaísta, conferencista e antigo professor de Literatura Brasileira da Universidade de Brasília (UnB), à qual consagrou 25 anos (1966-1991) de dedicação e amor pelas letras, formando gerações de mestres e doutores.

Sem herdeiros, o professor doou à UnB não só a sua extensa biblioteca como muitos manuscritos que hoje formam o acervo do Espaço Cassiano Nunes, que fica na Biblioteca Central no Campus Universitário Darcy Ribeiro daquela instituição. Talvez os cinco volumes previstos não sejam suficientes para abrigar uma vasta produção que inclui muitas conferências em universidades do Brasil e da Europa e dos Estados Unidos bem como uma obra que consta de mais de uma centena de títulos, muitos dos quais aguardam reedição, além de textos inéditos.

Esse trabalho é fundamental porque só assim a produção teórica, além da obra poética, ficaria ao alcance não só do leitor comum como dos professores e pesquisadores que, com certeza, haverão de incluí-la nos programas universitários. Dessa tarefa foi incumbida a professora Maria de Jesus Evangelista, nomeada pelo reitor da UnB como curadora do Espaço Cassiano Nunes e amiga de longa data do colega de trabalho, que neste primeiro volume reuniu cinco livros já publicados – Prisioneiro do Arco-Íris (1962), Jornada (1972), Madrugada (1975), Jornada Lírica (1984) e Poesia II (1998) –, além de peças inéditas e reflexões breves chamadas pelo autor de “Grafitos nas Nuvens” (1995), que foram publicadas no diário Correio Braziliense.

O livro encerra-se com “Poemas traduzidos” (1998) para o inglês, que trazem uma apresentação (“Seven Sides to Cassiano Nunes”) do professor Danilo Lôbo, que, aliás, foi quem saudou o poeta por ocasião da outorga do título de Doutor Honoris Causa que lhe fez a UnB em 2002.


                                                           II
Como bem observa na introdução que escreveu para este livro o poeta e ensaísta Anderson Braga Horta, a poesia de Cassiano Nunes é despojada, com uma “linguagem bem cuidada, mas nada de excessos de palavras, de preciosismos linguísticos, de complicações formais, enfim”. Mais: “não metrificada, mas musical, com apurado senso de ritmo”.

Além disso, é uma poesia madura, sem arroubos juvenis, pois não se conhece até agora a produção do poeta em seus verdes anos, que talvez ainda resida no acervo que legou à UnB. Até porque o poeta demorou muito para mostrar os frutos do seu ofício: só com 41 anos idade publicou o seu primeiro livro de poemas, Prisioneiro do Arco-Íris. Desse livro, é “Canto do prisioneiro” em que mostra a sua ligação à cidade de Santos, que seria uma marca de sua poesia: “Felizes são os marinheiros/ que partem sem dizer adeus, e em cada porto de escala/ renovam o mistério do amor/ (...) Só eu não parto... Prisioneiro do arco-íris/ como quem num presídio abafa/ e expressa a sua ânsia construindo/ um navio dentro de uma garrafa!”.

Do livro Madrugada, é o poema “Sou de Santos” em que faz uma referência a outro poeta santista, Ribeiro Couto (1898-1963), de geração anterior: Nasci perto do mar/ como Ribeiro Couto./ Como ele, cantei/ o cais do Paquetá,/ cheio de marinheiros,/ estrangeiros,/ aventureiros./ Apitos roucos de navios/ me atraíam para outras terras,/ propostas sedutoras./ Corri mundo./ vim parar no Planalto Central/ onde, solitário, entre livros,/ contemplo os últimos anos./ Às vezes, à noite,/me encaminho para o lado do Eixo/ e me detenho ante os terrenos baldios/ (amplidão) da Asa Sul./ Ao longe,/ os guindastes das construções/ sugerem um cenário de cais./ E o vento me traz com o cheiro de sal/ o inútil apelo do mar.

Vivendo os 40 anos finais de sua vida em Brasília, obviamente, a nova capital federal            não deixaria de ficar marcada em sua poesia, pois, andarilho, conhecia praticamente todos os seus meandros, de que é exemplo o poema “Palavras à Cidade Livre hoje Núcleo Bandeirante”: “Há vinte anos, quando aqui cheguei/ no Planalto Central,/ em Brasília, ainda encontrei/ intacta, na tua verdade pioneira,/ na tua realidade rude, mas fecunda: áspera imagem, do “far west” brasileiro, e Cidade Livre!/ Livre! Haverá adjetivo/ com mais oxigênio e glória? (...)


                                                           III
Filho de um português de escassas letras, para quem “livros não davam dinheiro”, e nascido numa rua do tradicional bairro da Vila Mathias, o futuro poeta e professor Cassiano Nunes Botica, a princípio, não teve como não se vergar à imposição do pai: formou-se técnico de Contabilidade pelo Colégio Santista, instituição católica dirigida pelos Irmãos Maristas, a uma época em que a profissão de contador significava na cidade pelo menos uma carreira na prefeitura local ou em alguma empresa de despachos aduaneiros ou de corretagem de café. Àquela época, cursar o Colégio Santista era privilégio reservado a famílias que tinham recursos financeiros, o que indica que a de Cassiano não seria de modesta condição.

Foi difícil, mas Cassiano conseguiu escapar do futuro discreto e obscuro que o pai autoritário, como deixou explícito em alguns de seus versos, insistia em lhe apontar, não sem antes passar três anos como datilógrafo de um instituto de aposentadoria para os estivadores, até conseguir um emprego no Office for Inter-American Affairs, ainda em sua cidade natal.

Mas, por conta própria, começou a ler muito, até que se integrou aos meios intelectuais da cidade nos anos de 1940. Foi, então, que encontrou guarida em A Tribuna, principal diário da cidade, onde começou a publicar resenhas e críticas de livros. Nessa década, com os poetas Roldão Mendes Rosa (1924-1988) e Narciso de Andrade (1925-2007), participaria do movimento literário denominado Pesquisista, que reuniria também, entre outros nomes, Miroel Silveira (1914-1988), Cid Silveira (1910-?), Nair Lacerda (1903-1996) e Leonardo Arroyo (1918-1985).

Foi secretário-executivo da Câmara Brasileira do Livro a partir de 1947, quando a entidade iniciava suas atividades em prol da difusão do livro no país. Em São Paulo, vivendo sozinho, muitas vezes em modestos hotéis, conseguiu o título de bacharel e licenciado em Letras Anglo-Germânicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), em 1954 e 1955, respectivamente.

Numa época em que quase não havia no Brasil universidades que oferecessem estudos de pós-graduação, ele obteve bolsa para estudar na Miami University, onde se especializou em Literatura Norte-Americana. Estudou Literatura Norte-Americana também na Universidade de Ohio. Depois, novamente com bolsa de estudos, rumou para a Alemanha, onde na Universidade de Heidelberg se aperfeiçoou em Literatura Alemã. Lá deu aulas de Literatura Brasileira.

Ao retornar para o Brasil com tamanha bagagem, tornou-se orientador cultural na Editora Saraiva, de São Paulo. Foi ainda fundador da Biblioteca Pública de São Vicente. Por fim, em 1966, por sugestão do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), seu amigo, foi para Brasília, onde ajudou na instalação da UnB. Antes disso, ajudou os professores Antônio Soares Amora (1917-1999) e Antônio Cândido (1918-2017) a fundar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, no Estado de São Paulo, em 1958, e foi ainda professor-visitante na Universidade de Nova York.

Entre os muitos livros que publicou estão O Lusitanismo de Eça de Queiroz (1947); A Evolução da Literatura dos Estados Unidos (1953); Modernidade de Chaucer (1954); Prisioneiro do Arco-Íris (1962); A Experiência Brasileira (1964); Sedução da Europa (1968); Norte-americanos (1970); Retrato no Espelho (1971); O Sonho Brasileiro de Monteiro Lobato (1979); A Felicidade pela Literatura (1983); A Atualidade de Monteiro Lobato (1984); Jornada Lírica (1984); Poesia – II (1998); e Literatura e Vida (2004), entre outros.

Participou de antologias como Poemas do Amor Maldito (1969), com organização de Gasparino Damata e Walmir Ayala; Antologia dos Poetas de Brasília (1971); Brasília na Poesia Brasileira (1982), com organização de Joanyr de Oliveira; Poetas de Santos (1977), com organização de João Christiano Maldonado; Nem madeira nem ferro podem fazer cativo quem na aventura vive (1986); Caliandra – Poesia em Brasília (1995); Cronistas de Brasília, (1996, v.2), com organização de Aglaia Souza; Poesia de Brasília (1998); e Poemas para Brasília (2004), com organização de Joanyr de Oliveira, entre outras.


                                                           IV
Maria de Jesus Evangelista, professora de Letras da Universidade de Brasília, nascida no Piauí, é bacharel em Letras Neoclássicas pela Universidade Federal do Maranhão e doutora pela Université de Toulouse, França. Com estudos comparativos em Portugal, foi professora catedrática na Universidade de Coimbra, onde dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros. Tem publicado ensaios em revistas especializadas no Brasil e no exterior. Recentemente, publicou pela Editora da UnB o livro Cassiano Nunes - Poesia e Arte. Adelto Gonçalves - Brasil

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Poesia - Obra Reunida, v.1, de Cassiano Nunes, organizada por Maria de Jesus Evangelista, com introdução Anderson Braga Horta. Brasília: Thesaurus Editora/Espaço Cassiano Nunes/Biblioteca Central/Universidade de Brasília, 270 págs., 2015. E-mail: maju.curadora@bce.unb.br


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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012) e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros.  E-mail: marilizadelto@uol.com.br

Moçambique - Migração digital: Instalados mais 60 emissores

Um total de 60 emissores, que irão cobrir 80% do território nacional, serão instalados em vários pontos do País, para a conclusão do processo de migração digital. Este número supera os 50 emissores que operam no contexto analógico.

Estes dados foram avançados na quarta-feira, 1 de Novembro, por Carlos Mesquita, ministro dos Transportes e Comunicações, durante a visita que efectuou ao Centro Emissor Digital de Ressano Garcia, bem como ao Centro de Televisão Provincial de Maputo, da Televisão de Moçambique (TVM), com o propósito de monitorar a implantação das infraestruturas tecnológicas ligadas ao processo de migração digital.

Conforme admitiu o governante, os 60 emissores a serem instalados até ao próximo ano, para marcar a transição para o sistema digital, poderão sofrer um acréscimo por forma a abranger mais pontos do País, “quando o processo estiver na sua fase progressiva, facto que advoga o nosso propósito de continuar a levar a televisão para todos os moçambicanos”.

Ainda neste contexto, Carlos Mesquita falou da necessidade de se garantir a consistência e a sustentabilidade do processo, recomendando, para este efeito, o necessário investimento em recursos humanos, nomeadamente em quadros técnicos devidamente formados e preparados. “Isto para que as transmissões e o processo de manutenção dos equipamentos sejam feitos a contento, ao encontro daquilo que todos almejamos”, conforme referiu.

Para Carlos Mesquita, este processo de transição, actualmente em vigor no País, não se resume apenas na troca de tecnologia, do sistema analógico para o digital, “mas também na melhoria da qualidade de transmissão, como também na garantia de melhores oportunidades para fazer a difusão de muitos programas”.

“Olhando para a capacidade que o sistema digital traz, estamos claros que o mesmo irá permitir a realização de uma série de actividades, como a oferta de produtos e conteúdos específicos nacionais, como também de programas que visam reportar os níveis de desenvolvimento que o País tem vindo a registar”, apontou. “Neste processo, o Governo está ciente das suas responsabilidades de sempre garantir os melhores serviços aos cidadãos.

O projecto de digitalização é exemplo disso na área das telecomunicações, que acreditamos que vai fazer a diferença no País”, garantiu. No que compete à visita efectuada, o ministro dos Transportes e Comunicações revelou que ficou extremamente agradado com o que viu, sobretudo por ter visto, de perto, o processo de implantação do sistema digital.

“Estou satisfeito com o ritmo com que decorre o processo, sobretudo com a instalação dos equipamentos”, assegurou, acrescentando que tal sentimento é ainda originado pelo compromisso exibido pelos técnicos no terreno, dirigentes da Empresa de Transporte, Multiplexação e Transmissão (TMT), que lidera a implementação do processo de migração, bem como da Comissão Nacional da Migração Digital (COMID), encarregue de realizar o acompanhamento e monitoria deste processo. In “Fimdesemana” - Moçambique

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Guiné-Bissau - Projecto “Cultura i no balur” lançado em Bissau

Bissau - O projecto “Cultura i no balur” (cultura é o nosso valor), uma estratégia de Educação para a Cultura da Guiné-Bissau, foi ontem lançado no Centro Cultural Português, em Bissau.

Segundo um comunicado da União Europeia, entidade financiadora do projecto com duração de quatro anos, a iniciativa visa contribuir para a promoção inclusiva e sustentável do património cultural guineense, para facilitar o acesso da população guineense a bens e serviços culturais.

Na cerimónia de abertura, a professora Guilhermina Miranda, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa falou sobre “O Valor de Educar”, e apresentou o curso de pós-graduação de especialização em Educação Intercultural. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

Moçambique – Atletas da equipa americana Globetrotters em visita de apoio social

Três atletas pertencentes aos Harlem Globetrotters, uma equipa de basquetebol profissional norte-americana, estiveram recentemente na província de Gaza, tendo escalado, entre outros locais, o distrito de Mandlakazi, para a interacção e transmissão de técnicas aos alunos e praticantes daquela modalidade, nas escolas primária de Chitsombelane e secundária Samora Machel.

A visita daqueles desportistas a Moçambique insere-se no âmbito da parceria entre os Harlem Globetrotters e a Visão Mundial, uma organização não-governamental que actua em Moçambique, virada fundamentalmente à promoção dos direitos da criança e apoio aos grupos sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade.

“Estamos em parceria com os Harlem Globetrotters e parte dos jogadores desta equipa decidiu, no âmbito da parceria existente com a nossa organização, virem espelhar a situação que algumas crianças ainda enfrentam no seu quotidiano em Gaza, e se colocarem como parte da solução”, disse Graham Strongs, director nacional da Visão Mundial em Moçambique, falando em entrevista colectiva no distrito de Mandlakazi.

“Estamos entusiasmados por eles terem vindo a Moçambique para promoverem o basquetebol nas nossas crianças e, na verdade, basquetebol é desporto, saúde e bem-estar”, continuou Strongs, referindo-se aos três basquetebolistas norte-americanos, por sinal embaixadores do desporto na Visão Mundial.

O primeiro ponto escalado pelos visitantes foi a Escola Primária de Chitsombelane, onde se depararam com duas salas construídas de material precário, inclusive o gabinete do director e casas de banho sem condições favoráveis, devido ao tipo de material aplicado.

Ademais, as aulas de educação física, naquela escola, contemplam, além do voleibol e entre outras modalidades, o basquetebol e, para a prática desta, as crianças têm recorrido a meios alternativos, a exemplo de colocação de jantas de bicicletas nas árvores para servirem de cestos, tudo na tentativa de garantir a prática do “bola-ao-cesto” pelas crianças.

Este factor, nomeadamente a falta do material adequado para a prática da modalidade, constitui apenas um exemplo de tantos outros pelos quais muitas crianças moçambicanas estão sujeitas. Aliás, foi a partir destes e outros cenários que Graham Strongs chegou mesmo a afirmar que Moçambique “necessita de mais apoios”, sobretudo para as áreas de educação, desporto, água e saneamento do meio, entre outras.

“Acreditamos que no seu regresso aos EUA poderão contar estas histórias para que percebam que Moçambique precisa de mais apoios para progredir e desenvolver a nação e os recursos que advierem destes países chegarão para apoiar nas diferentes áreas, saúde, educação, água e saneamento”, explicou Strongs.

Por seu turno, Anthony Buckets Blakes, um dos três basquetebolistas da equipa norte-americana, os Harlem Globetrotters, disse ter encontrado em Mandlakazi “bons talentos”, de diferentes géneros.

“É importante realçar isto porque a nossa equipa (Harlem Globetrotters) é composta por homens e mulheres. E nós aqui tivemos a oportunidade de ver meninas e meninos a jogarem. As crianças têm um bom potencial, eles parecem que trabalham arduamente e que têm bons treinadores”, disse Anthony Buckets Blakes, um dos jogadores dos Harlem Globetrotters, equipa de basquetebol profissional norte-americana que ganhou a alcunha de “equipa de básquete mais famosa do mundo”, por fazer de suas partidas uma mistura de entretenimento e exibição de habilidades técnicas. A colectividade viaja o mundo e já fez mais de 25 mil apresentações em 118 países, segundo apurou o “Diário de Moçambique”.

“Estamos não apenas para mostrar habilidades de basquetebol, mas também somos embaixadores de boa vontade que partilham o seu tempo para ajudarem a forjar bons seres humanos. Juntos com a Visão Mundial pretendemos ajudar as crianças em situação difícil e, outrossim, tornar as comunidades vulneráveis a serem auto-sustentáveis”, acrescentou Blakes.

Neusa Abdul Cassamo é uma das alunas da Escola Secundária Samora Machel de Mandlakazi e praticante de basquetebol naquela instituição de ensino, e à nossa reportagem disse, momentos depois do jogo de transmissão de técnicas, que “aprendemos muita coisas, sobretudo as regras elementares do basquetebol, com muito entretenimento e habilidades performativas à mistura. Foi momento ímpar e deu para aproveitar. Gostaríamos que viessem por mais vezes”. Neusa, de 14 anos de idade, estuda na oitava classe e sonha ser basquetebolista de profissão. Victor Muvale – Moçambique in “Diário de Moçambique”

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Angola - Novo aeroporto de Luanda adiado para 2019

O novo Aeroporto Internacional de Luanda, em construção desde 2004 por empresas chinesas nos arredores da capital angolana, só deverá iniciar operações em 2019, um atraso de dois anos face à previsão anterior, afirmou o ministro dos Transportes

Augusto Tomás disse, no final de uma visita ao empreendimento pelo novo Presidente de Angola, João Lourenço, que o custo da empreitada de construção do aeroporto, incluindo acessos, ultrapassa já os 6000 milhões de dólares.

O novo aeroporto está em construção no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros da capital. O início da operação chegou a ser anunciado para o primeiro semestre de 2017, mas o ministro dos Transportes, argumentando com dificuldades financeiras, disse que a obra está concluída em apenas pouco mais de metade, pelo que só deverá haver condições para começar a funcionar no final de 2019.

A construção do aeroporto está a cargo da China International Fund Limited (CIF), contratada pelo governo angolano por 3800 milhões de dólares. Os equipamentos foram adjudicados à China National Aero-Technology International Engineering Corporation por 1400 milhões de dólares.

O consórcio da China Hyway Group Limited foi escolhido em 2015 para construir o acesso ferroviário ao aeroporto, estando a empreitada de construção e fornecimento de equipamentos para as cinco novas estações do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) orçada em 255 milhões de dólares.

Somam-se a construção do respectivo ramal ferroviário desde a actual Estação de Baía do CFL ao novo aeroporto internacional de Luanda (num total de 15 quilómetros), por 162,4 milhões de dólares, e o programa de obras e intervenções nos acessos viários de 692,7 milhões de dólares, envolvendo igualmente empresas chinesas.

O projecto é financiado por fundos englobados na linha de crédito aberta pela China para permitir a reconstrução de Angola, depois de terminado um período de três décadas de guerra civil. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Angola - Modernização da linha de Moçâmedes formalmente concluída

Onze anos volvidos sobre o início das obras e cinco depois da sua conclusão, o China Hyway Group procedeu à entrega definitiva das infra-estruturas ferroviárias do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) ao presidente da sociedade gestora, Daniel Quipaxe

As obras de reabilitação e modernização dos CFM iniciaram-se em 2006 e ficaram concluídas em 2012, mas entretanto houve que proceder a alguns trabalhos complementares para conferir maior segurança à circulação ferroviária.

As obras consistiram na colocação de 967 quilómetros de carris, do Namibe ao Cuando Cubango, passando pela Huíla, na substituição das chulipas de madeira por outras de betão e na construção de raiz de um ramal com 105 quilómetros entre a estação da comuna do Dongo a de Tchamutete (município da Jamba) para garantir o transporte do minério de ferro.

Foram ainda erguidas 57 estações ao longo do traçado, sendo três especiais, sete de primeira classe, 11 de 2.ª e 36 de 3.ª, assim como a instalação de um novo e moderno sistema de telecomunicações por fibra óptica e sinalização completa, e construído de raiz um novo centro de formação profissional, estando em curso o processo de equipamento das suas oficinas.

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que assistiu à cerimónia de entrega, ontem, no Huíla, disse que o acto marca o início de um novo ciclo na história do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, linha que começou a ser construída em 1905, abriu à circulação em 1910 e continuou a ser aumentada até chegar a Menongue (antiga Serpa Pinto) em Dezembro de 1961. In “Transportes & Negócios” - Portugal