Uma mostra documental sobre a vida e obra de Camilo Pessanha está patente na Biblioteca Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz. O público pode visitar a exposição sobre o poeta que viveu em Macau até 4 de Dezembro
A
Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz,
inaugurou uma exposição documental dedicada a Camilo Pessanha, assinalando “o
centenário da morte de um dos maiores nomes do simbolismo português
(1926–2026)”, refere o Município da Figueira da Foz numa publicação.
Composta
por 16 painéis, a exposição percorre o trajecto pessoal e literário do poeta,
“convidando à descoberta da sua vida, da sua obra e do legado que marcou a
literatura portuguesa”, acrescenta.
Produzida
pelo GAAC – Grupo de Arqueologia e Arte do Centro e pelo Centro de Literatura
Portuguesa da Universidade de Coimbra, em associação com o Alma Shopping, a
mostra chega agora à Biblioteca Municipal, depois de ter estado patente naquele
centro comercial durante o mês de Setembro.
A
sessão inaugural contou com a presença dos curadores António Apolinário
Lourenço e Manuel Seixas, que apresentaram a exposição e deram a conhecer as
perspectivas que orientaram a sua concepção. A mostra fica patente ao público
até ao dia 4 de Dezembro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das
9h30 às 18h30, e aos sábados, das 14h00 às 19h00.
O
Município da Figueira sublinha que esta é “uma oportunidade para conhecer
melhor Camilo Pessanha, descobrir o seu percurso literário e reencontrar a
poesia de uma figura incontornável da literatura portuguesa”.
Camilo
Pessanha é considerado a principal figura do Simbolismo em Portugal e um dos
mais importantes poetas da literatura portuguesa. Nascido em Coimbra,
licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, cidade onde iniciou a sua
actividade literária.
Em
1894, partiu para Macau, onde exerceu funções como professor de Filosofia e
desempenhou diversos cargos na administração pública. Acabou por morrer no
território, sendo que a sua campa se localiza no Cemitério de São Miguel
Arcanjo.
Recorde-se
que, em Julho deste ano, a Câmara Municipal de Coimbra e os Serviços
Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra decidiram dar espaço a
Pessanha no autocarro 501, numa iniciativa que visava valorizar “figuras
maiores da cultura portuguesa com ligação a Coimbra”.
O
autocarro exibia um retrato de Camilo Pessanha, uma reprodução da sua
assinatura e o verso que abre Clepsidra: “Eu vi a luz em um país
perdido”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

Sem comentários:
Enviar um comentário