Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Macau – Aluna da UM ganhou o Prémio Tomás Pereira

O Prémio Tomás Pereira (em chinês, 徐日昇) é um concurso anual de proficiência em Português que visa distinguir os melhores estudantes de cada ano dos cursos de Língua Portuguesa das instituições de ensino superior de toda a China. De iniciativa da Embaixada de Portugal em Pequim, neste ano de 2016 e na sua 2ª edição, o concurso teve lugar nos dias 26 e 27 de maio, contando com 97 candidatos, oriundos de 20 instituições e de 13 lugares distintos, nomeadamente Harbin, Dalian, Tianjin, Pequim, Xian, Jilin, Zhejiang, Hebei, Jiangxi, Xangai, Sichuan, Cantão, Macau.

É com enorme prazer que desejamos anunciar a vencedora, a nível do 1º ano, do Prémio Tomás Pereira 2016. Trata-se de Zhang Kexin ( ), estudante da Universidade de Macau da Licenciatura em Estudos Portugueses, que prestou as provas, escrita e oral, no dia 26 de maio.

À semelhança do ano anterior, a cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á na Embaixada de Portugal em Pequim, em data a anunciar. In “Universidade de Macau” - Macau

Macau - Produtos lusófonos promovidos “online”

O Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa e a “Macau Eshop Limited” têm estado a promover a venda dos produtos lusófonos no segmento online. Em simultâneo, o IPIM tem organizado actividades na Casa de Vidro para tirar partido das duas plataformas

Na era da Internet, muitas empresas em Macau sentem-se cada vez mais conscientes da necessidade de acelerar a transformação do modelo para se adaptar à tendência do comércio electrónico.

O “Grupo H. Holasco & Cia., Lda” enraizou-se em Macau há quase um século e também estabeleceu uma plataforma de compras on-line, a “Macau Eshop Limited”. A “HN-Produtos Alimentares, Limitada” e a “Macau Eshop Limited” têm organizado actividades de promoção conjuntas no Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, instalado na Casa de Vidro, com vista à promoção dos produtos alimentares e bebidas lusófonas, indicou o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM).

Segundo o director da “Macau Eshop Limited”, Zhang Junwei, o principal ramo de negócio da companhia consiste em negócios online, incluindo a venda a retalho de produtos agenciados pela “HN-Produtos Alimentares, Limitada”, tais como o vinho e o peixe enlatado.

Durante a primeira fase de operação, a “Macau Eshop Limited” conta com mais de 10 mil membros, dos quais 70% são residentes.

Os clientes da China Continental também são responsáveis por uma “certa percentagem” e, por isso, a companhia está a expandir “activamente” negócios de distribuição transfronteiriça, salientou o IPIM.

Por isso, Zhang Junwei considera o Centro de Exposição como um “lugar piloto”, por oferecer aos clientes uma oportunidade de experimentarem os produtos e, de seguida, comprá-los pela internet pondo em prática a sinergia entre o online e offline.

Além disso, acredita que a participação da empresa nas actividades promocionais do Centro vai ajudar a atrair mais empresas a aderir.

Ao mesmo tempo, a “Macau Eshop Limited” foi reconhecida pelo IPIM como uma plataforma que corresponde às “medidas de incentivo para a promoção do comércio electrónico”.


Na próxima semana, a Companhia “CME” estará no Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa para promover produtos que importa, como café, presunto e enchidos. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

domingo, 24 de julho de 2016

Lágrima no canto do olho


















Vamos aprender português, cantando


Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Avozinha está sozinha
ao ver a morte aproximar
sacrifícios aumentados
redobram o nosso padecer

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Se um dia a mais … Se um dia ao menos
pudessem ver e ter
na corrida para o poder
primeiro é o pão para se comer

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Velhos e velhas chorando…
Da alegria passageira
com a promessa da conversa
dos homens da nossa terra

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Velhos outrora respeitados…
Era assim nos outros tempos
hoje amizade e família
são manobrados pelo contexto

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Os velhos morreram cedo…
Os filhos irão também
filhos pequenos estão com medo…
Da situação que se mantém

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Olha os castiços embaciados
olha os vorazes comendo tudo
olha os doentes empobrecidos
olha os molhados emancipados

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Avozinha está sozinha
ao ver a morte aproximar
sacrifícios aumentados
redobram o nosso padecer

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Se um dia a mais … Se um dia ao menos
pudessem ver e ter
na corrida para o poder
primeiro é o pão para se comer

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Velhos e velhas chorando…
Da alegria passageira
com a promessa da conversa
dos homens da nossa terra

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Velhos outrora respeitados…
Era assim nos outros tempos
hoje amizade e família
são manobrados pelo contexto

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Os velhos morreram cedo…
Os filhos irão também
filhos pequenos estão com medo…
Da situação que se mantém

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Olha os castiços embaciados
olha os vorazes comendo tudo
olha os doentes empobrecidos
olha os molhados emancipados

Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…
Tenho uma lágrima no canto do olho…

Bonga – Angola

Uma radiografia da elite senhorial

I
De onde veio a elite senhorial brasileira? De Portugal, claro. Mas não de Lisboa. Veio, isso sim, em grande parte, do Norte de Portugal e das ilhas açorianas. Na maioria, os fundadores das famílias que constituíram a aristocracia rural, da qual resultaram alguns influentes políticos que ainda hoje se destacam no cenário nacional, chegaram aqui com uma mão na frente e outra atrás, em busca da chamada “árvore das patacas”. À custa de muito esforço, obtiveram sesmarias, escravizaram indígenas e tornaram-se latifundiários, escravocratas e capitalistas, ou seja, “homens bons” no século XVIII. Quase todos seriam pessoas de escassas letras.

Quem duvida que procure ler o Dicionário Histórico do Vale do Paraíba Fluminense, publicado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Vassouras (IHGV) e pela Prefeitura Municipal de Vassouras, com o apoio da Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, organizado pelas historiadoras Irenilda R.B.R.M. Cavalcanti, Neusa Fernandes e Roselene de Cássia Coelho Martins com a colaboração de mais 21 pesquisadores, entre os quais se destacam Antonio Henrique Cunha Bueno e Carlos Eduardo Barata, autores do Dicionário das famílias brasileiras (São Paulo, Editora Ibero-Americana, 1999).

Quem tiver a sorte de colocar as mãos neste livro vai conhecer um trabalho pioneiro sobre seis municípios fluminenses – Vassouras, Barra do Piraí, Campos dos Goitacazes, Barra Mansa, Resende e Volta Redonda –, que recupera a história de 45 famílias tradicionais, além de reunir informações sobre instituições culturais, políticas, educacionais e religiosas. Constitui ainda importante conjunto patrimonial e histórico da época áurea do café que, no século XIX, marcou os destinos do Vale do Paraíba Fluminense.

Uma importante família foi a Andrade, que teve início na região com a chegada em 1751 de Cristóvão Rodrigues de Andrade, natural do lugar de Nogueira da Costa na freguesia de São Pedro, bispado do Viseu, que fica no encaixe entre o Centro e o Norte de Portugal. Outra foi a Antunes Moreira, cujo patriarca no Brasil foi Manuel Antunes Aldeia, natural da Aldeia da Ponte, termo da Vila dos Alfaiates, na Guarda.


                                                           II
Uma família que não se destacou por sua riqueza, mas que ficou bastante conhecida no Brasil foi aquela iniciada por João Augusto Soares Brandão (1844-1921), nascido no povoado de Lomba da Maia, na ilha de São Miguel, nos Açores, aliás, a mesma terra do avô materno deste resenhista, cujo pai era natural do lugar de Peias, freguesia (hoje vila) de Carvalhosa, no concelho de Paços de Ferreira, Norte de Portugal.

Brandão adquiriu as primeiras letras no Brasil, tendo trabalhado como caixeiro em uma padaria e charuteiro no centro do Rio de Janeiro, antes de seguir a carreira artística, o que se deu depois de assistir a várias peças do grande ator João Caetano (1808-1863). Atuou em companhias mambembes que percorriam as cidades do interior do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Em 1883, passou a morar em Vassouras, apresentando-se no teatro local. Um de seus rebentos foi o célebre ator e comediante Brandão Filho (1910-1998).

Uma família que se destacou em Vassouras foi a de Benjamin Benatar (1809-1859), que nada tinha de português. Era natural do Gibraltar, Marrocos. Chegou ao Brasil em 1829, instalando-se em Vassouras, em 1838, como dono de botequim, com jogo de bilhar, e venda de secos e molhados. Casou-se em 1841 no Rio de Janeiro com a paulista Brites Maria da Costa Gavião. Foi um dos comerciantes mais prósperos da cidade, mas o episódio que o marcou para sempre foi a opção no leito de morte de morrer como judeu. Por isso, embora fosse participante da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras, foi-lhe negada sepultura no único cemitério da cidade.

Curiosamente, a família de Vassouras mais conhecida também não era totalmente de origem portuguesa: Lacerda Werneck, da aristocracia rural cafeeira, do qual descendia Carlos Frederico Werneck Lacerda (1914-1977), jornalista, fundador do jornal Tribuna da Imprensa e da Editora Nova Fronteira, do Rio de Janeiro, deputado federal e governador do Estado da Guanabara (1960-1965), que teve importante papel na articulação do golpe civil-militar de 1964, até que, mais tarde, decidiu romper com a ditadura (1964-1985). Teve início esta família com Johan Werneck (c.1670-1722), que se declarava de nação alemã, embora haja uma corrente de historiadores que indica esta linhagem como de origem irlandesa.

Ao contrário do seu filho Carlos, expoente do pensamento conservador, o tribuno e escritor Maurício de Lacerda (1888–1959) destacou-se como advogado defensor de operários anarquistas e comunistas. Era o ex-governador também neto paterno do magistrado Sebastião Gonçalves de Lacerda (1864-1925), ministro do Supremo Tribunal Federal (1912) e ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Prudente de Morais (1894-1898). Sua mãe foi Olga Caminhoá Werneck (1892–1979). Embora nascido no Rio de Janeiro, Carlos Lacerda foi registrado em cartório de Vassouras e sempre esteve muito ligado à cidade. Como o pai e os tios Paulo Lacerda e Fernando Paiva de Lacerda, foi comunista até 1939, período em que combateu a ditadura de Getúlio Vargas. Naquele ano, rompeu com o movimento, depois de concluir que aquela doutrina levaria “a uma ditadura pior que as outras, porque muito mais organizada”.


                                                           III
Uma vassourense ilustre foi Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930), mulher avançada para o seu tempo, que viveu sua infância e adolescência numa bela residência senhorial conhecida como a Casa da Hera. Recebeu educação esmerada, apreciava literatura, lia Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) e contos de Edgar Allan Poe (1809-1849).

Viveu um romance de 14 anos com Joaquim Nabuco (1849-1910), advogado, herdeiro de latifundiário pernambucano e defensor da liberdade para os escravos, grande tribuno e jornalista combativo, que despertava a ira dos conservadores que o consideravam um “arrogante mulato nordestino e perigoso abolicionista”, segundo a historiadora Neusa Fernandes. Aliás, quem quiser conhecer a fundo a história desse romance deve procurar ler o livro Eufrásia e Nabuco (Rio de Janeiro, Mauad, 2012), da historiadora Neusa Fernandes, que teve acesso à longa correspondência trocada entre os amantes.

O Dicionário também inclui verbetes dedicados ao chefe quilombola Manoel Congo, que teve seu memorial inaugurado em 1996. Manoel Congo, com sua companheira Mariana Crioula, liderou uma rebelião que envolveu mais de 300 escravos em novembro de 1838. Sufocada a rebelião, Manuel Congo foi enforcado em 1839. O memorial, um modesto monumento, hoje pode ser visto no antigo Largo da Forca, localizado no bairro da Pedreira, a 100 metros do centro histórico de Vassouras. Sobre o quilombo de Manoel Congo, Carlos Lacerda publicou em 1935 um livreto assinado sob o pseudônimo Marcos.

Epifânio Moçambique, outro líder da revolta de escravos ocorrida em 1838, é também recordado em verbete. Coube ao coronel-chefe da Legião da Guarda Nacional, Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, também senhor de escravos e proprietário de fazenda de café, organizar a grande força policial que sufocou a revolta.


                                                           IV
Neusa Fernandes é historiadora, museóloga e pós-doutora em História e Literatura. Professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da UniRio, é sócia efetiva do IHGV e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de autora de dez livros de História e de Museologia, entre os quais A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII (Rio de Janeiro, Mauad, 3ª ed., 2014), outra obra imperdível para historiadores e estudantes de História.

Irenilda Cavalcanti é doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professora adjunta e coordenadora dos cursos de mestrado e graduação em História da Universidade Severino Sombra (USS), de Vassouras. Sócia do IHGV, é autora de capítulo do livro História Urbana: memória, cultura e sociedade, publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Roselene de Cássia Coelho Martins é graduada em História e pós-graduada em História do Brasil pela USS, com mestrado em História Social pela mesma instituição. Sócia-fundadora do IHGV, é consultora e pesquisadora em História na área de Arqueologia (em sítios urbanos e rurais) e Arquitetura de patrimônios tombados. Adelto Gonçalves – Brasil

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Dicionário Histórico do Vale do Paraíba Fluminense, de Irenilda R.B.R.M. Cavalcanti, Neusa Fernandes e Roselene de Cássia Coelho Martins, com apresentação de Carlos Wehrs, membro emérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Vassouras-RJ: Instituto Histórico e Geográfico de Vassouras/Prefeitura Municipal de Vassouras/Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 344 págs., 2016.


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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

sábado, 23 de julho de 2016

Moçambique – Startup BlackBOX TV vencedora da Seedstars Maputo – Standard Bank

BlackBOX TV: Primeiro sistema de transmissão de vídeo que não precisa de internet premiado em Maputo

Foi premiada na passada sexta-feira, 15 de Julho de 2016, a startup vencedora do SeedStars Maputo, um evento promovido pelo Standard Bank, em parceria com a empresa moçambicana UX Information Technologies.

Trata-se da BlackBOX TV, uma criação tecnológica que visa a reprodução de conteúdo televisivo através da plataforma digital sem ligação à internet. O evento contou com a participação de um total de 10 startups, tendo a IZYSHOP (supermercado online) e VAMOBI Net (modernização da gestão de pequenos sistemas de abastecimento e distribuição de água) ficado em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Na qualidade de startup vencedora do concurso, a BlackBOX TV irá representar o nosso País no SeedStars World, um evento global que terá lugar na Suíça, no qual estará em jogo um prémio num valor de até 1.5 milhões de dólares norte-americanos.

O SeedStars World tem por objectivo colocar empreendedores de mercados emergentes no centro das atenções, para identificar as melhores startups e oferecer-lhes oportunidades de crescimento através da disponibilização de mentoria, bem como a exposição a investidores de todo o mundo.

Falando momentos após o anúncio da startup vencedora, Claude Champier, criador da BlackBOX TV, não escondeu a sua satisfação e garantiu que está motivado a continuar com o projecto, bem como avançar para as fases subsequentes.

Explicou que “BlackBOX TV é o primeiro sistema de transmissão de vídeo que não precisa de internet ou qualquer antena. Basicamente é o primeiro do mundo com estas características, sendo que será comercializado no nosso País a partir do próximo mês de Setembro”.

Sobre a presença no SeedStars World, referiu que “estou bastante empolgado. Sendo a segunda vez que Moçambique participa neste evento global, espero dar o melhor de mim por forma a trazer o prémio final para casa”.

Discursando no evento na qualidade de principal parceiro da iniciativa, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, assegurou que o banco apoia o SeedStars por ter um grande interesse na criação e sustentabilidade de um ecossistema empresarial no País.

Chuma Nwokocha disse ainda que o “Standard Bank apoia a realização do SeedStars porque quer que os jovens moçambicanos tenham as suas ideias expostas numa plataforma mundial, onde possam ter acesso a apoio diverso”.

“A todas as startups, queremos que saibam que o Standard Bank está comprometido com a causa do empreendedorismo”, assumiu, acrescentando que, “brevemente, este espaço será transformado numa incubadora onde poderão ter acesso a recursos diversos para desenvolverem as vossas ideias e negócios”.

Dirigindo-se directamente à startup vencedora, Chuma Nwokocha apelou para que a mesma tenha o maior aproveitamento da experiência que viverá na Suíça.

O director-geral da UX Information Technologies, Frederico da Silva, afirmou que o principal objectivo do evento foi cumprido, que é o de promover as startups locais, levando-as para uma plataforma internacional, nomeadamente o SeedStars global.

“Nesta edição, a competição esteve extremamente forte comparativamente à do ano passado e é bom ver este ecossistema de startups a evoluir. Creio que o vencedor vai representar muito bem o nosso País, na Suíça”, concluiu.

Importa realçar que esta iniciativa conta igualmente com o apoio de organizações locais e internacionais, tais como a Embaixada da Suíça, Embaixada dos Estados Unidos, o Centro Cultural Americano, Idealabs e a Embaixada da Holanda. In “Txopela” - Moçambique

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moçambique – Nova edição do livro “O gato e o escuro”

O escritor moçambicano Mia Couto lança, este Sábado, pelas 11h00, o livro infantil “O Gato e o Escuro”, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo. Trata-se de uma nova edição desta obra que o autor publicou há alguns anos, contando, desta vez, com ilustrações de um artista moçambicano Luís Cardoso.

A temática de “O Gato e o Escuro” é tão actual quanto pertinente, dada à intenção do autor quando escreveu o texto. Neste livro, Mia Couto convida os leitores a uma aventura destemida para enfrentar o medo. Leva-os ao encanto do mundo mágico da aventura, com um misto de emoções: a tristeza de quem se perde, o conforto da companhia materna e o brilho da amizade e da tenacidade.

É neste arco-íris da aventura que se convertem fraquezas em força, inspirador para as crianças. O livro foi escrito numa linguagem acessível, mas sempre com o traço do autor, que se consubstancia no contributo que dá em vocabulário à língua portuguesa. Ao entrarem em contacto com “O Gato e o Escuro”, os mais pequenos se estarão também a introduzir na fantástica escrita do autor moçambicano. Este “O Gato e o Escuro”, cuja tiragem é de cinco mil exemplares, conta com ilustrações do artista moçambicano Luís Cardoso. A Fundação Fernando Leite Couto e o autor decidiram-se por esta tiragem para permitir que a obra chegue a mais mãos, sobretudo dos mais pequenos, no quadro dos esforços que empreendem para tornar o livro mais disponível no país.

O evento de lançamento de “O Gato e o Escuro” compreenderá uma animação teatral da obra, pela actriz e encenadora Sufaida Moyana e pelo bailarino de dança tradicional Jaime Nhamatate, ao que se seguirá a leitura do livro por crianças e uma intervenção do autor, que vai interagir com crianças sobre o fascinante mundo da leitura. In “Txopela” - Moçambique

Brasil - Sessão Azul promove cinema para crianças com distúrbios sensoriais

O projeto Sessão Azul possibilita que crianças com distúrbios sensoriais e seus pais possam ir ao cinema, e auxilia as famílias na adaptação ao convívio em novos espaços e atividades culturais

Ir ao cinema, além de ser uma atividade cultural, às vezes é uma baita terapia, principalmente naquele finalzinho de domingo, em que assistir a um filme pode ser algo totalmente revigorante. Mas uma atividade que parece tão simples para alguns, pode ser um pouco mais complexa para outros. Crianças com distúrbios sensoriais, por exemplo, podem se incomodar com a escuridão das salas de cinema, com o barulho, e a agitação resultante criará um mal estar para ela, transformando a experiência de lazer em algo traumático.

O projeto Sessão Azul promove, em seis cidades do país, sessões de cinema adaptadas para crianças com distúrbios sensoriais. Pelo menos uma vez por mês, em parceria com as redes Kinoplex, Cinemaxx, Centerplex e Cinesystem, algumas salas de cinema são adaptadas para uma exibição diferenciada, em que as crianças e seus familiares assistirão a um filme infantil, com as luzes levemente acesas, som mais baixo, e livres para caminhar, dançar, cantar e gritar à vontade.

Mais do que uma simples sessão

Não se trata apenas de sessões adaptadas. O objetivo do projeto é que essas atividades possibilitem a ambientação da criança com este ambiente cultural, permitindo e encorajando que ao longo do tempo estas crianças e suas famílias venham a frequentar as sessões regulares de cinema. É uma forma de inserir essa atividade cultural na rotina da família, abrindo novos horizontes e possibilidades de lazer, funcionando inclusive como uma extensão ao trabalho terapêutico realizado com a criança e o engajamento dos pais no processo de tratamento.

Quais filmes são exibidos na Sessão Azul

A temática é infantil, e o filme exibido em cada sessão é sempre escolhido pelo público, por meio de uma votação online. A enquete colocará à disposição do público pelo menos dois filmes para que sejam votados. Os filmes da Sessão Azul são dublados, e exibidos em 2D. As sessões não têm trailers nem propagandas comerciais, e são realizadas em horários que favorecem à rotina da criança, geralmente pela manhã.

Acompanhamento de profissionais

Profissionais devidamente capacitados e habilitados fazem o acompanhamento das sessões e dão suporte às famílias, transformando a Sessão Azul em uma espécie de treinamento, auxiliando as crianças na adaptação do ambiente de cinema, e ajudando os pais, orientando-os em como lidar com as dificuldades de adaptação da criança em novos ambientes.

Próximas sessões

Até agora o projeto Sessão Azul já realizou 19 sessões adaptadas, recebendo cerca 1300 pessoas, cerca de 160 pessoas por sessão. Foram 13 sessões no Rio de Janeiro, sendo 11 de cinema e 2 de teatro; 4 em São Paulo e 2 no Espírito Santo.

Agora no final de julho, dias 30 e 31, duas novas sessões serão apresentadas em Goiânia e Brasília, nos cinemas da rede Kinoplex. As duas acontecerão às 10h30 da manhã, e o filme a ser exibido poderá ser escolhido pelo público no sítio da Sessão Azul. Os ingressos estarão a venda após a conclusão das enquetes na bilheteria do cinema e no sítio Ingresso.com. In “Vá de Cultura” - Brasil