Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 21 de setembro de 2014

Cabo Verde – Apresentação internacional do livro de João de Deus Lopes da Silva

No passado dia 18 de Setembro de 2014, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa, assistiu-se à apresentação internacional do livro “Histórias Contadas - Baseadas em Lendas, Contos e Mitos da Ilha de Santiago” da autoria do poeta, escritor e professor do ensino secundário, João de Deus Lopes da Silva falecido a 18 de Dezembro de 1986 na Cidade da Praia, terra que o vira nascer a 08 de Março de 1919. Na data do falecimento a obra já estava pronta para publicação.
 


A apresentação nacional da obra realizou-se a 17 de Abril de 2014 na Biblioteca Nacional da Cidade da Praia em Cabo Verde, com a presença de Manuel Brito-Semedo e José Gonçalves e a participação do músico Daniel Rendall que interpretou algumas mornas da autoria do Senhor Pantchol, nome como era conhecido João de Deus Lopes da Silva.


Com a presença da filha, Maria Helena Lopes da Silva, do neto, o antigo judoca Nuno Delgado, do secretário executivo da CPLP, Murade Isaac Murargy, da embaixadora de Cabo Verde, Madalena Neves, entre outras individualidades, o Anfiteatro do Palácio Conde de Penafiel esteve repleto de público que acorreu à cerimónia de apresentação.

E foi ao som de uma morna que se iniciou o lançamento em Lisboa da obra de João de Deus Lopes da Silva, tendo como oradores, o embaixador Isaac Murargy, Fernando Alves, Maria Helena Lopes da Silva, José Luís Hopffer Almada, autor do posfácio.


Seis contos, divididos por 140 páginas, histórias que contam, entre outras, as imaginárias aventuras de Lázaro, o Salteador, o Robin dos Bosques do arquipélago, ou da Mãe Peixe, e debruçam-se sobre a história da resistência da população da ilha de Santiago aos colonos portugueses, com ilustração magnífica do artista plástico moçambicano Roberto Chichorro.

João de Deus Lopes da Silva foi o pioneiro na introdução do cinema na Praia e do jornalismo tanto escrito como falado em Cabo Verde. Foi autor de várias letras para mornas que foram musicadas por Jota­mente e Luís Morais. Publicou em 1937 a noveleta “Os cinco milhões”, em 1939 a novela “Eterno”, e em 1981 a colectânea de poemas, “Ressaca”. Figura na antologia “Jogos Florais de 12 de Setembro 1976. Baía da Lusofonia

Guiné Equatorial – Embaixador apresentou as cartas credenciais junto da CPLP



O Secretário Executivo da CPLP, embaixador Murade Murargy, recebeu as cartas credenciais do embaixador Tito Mba Ada, indigitando-o como Chefe de Missão da Guiné Equatorial junto da CPLP, no dia 19 de Setembro de 2014.

Nesta ocasião, o embaixador Tito Mba Ada foi acompanhado pelo embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, José Dougan Chubum.

A República da Guiné Equatorial integrou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) enquanto membro de pleno direito na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Julho de 2014, em Dili. CPLP

Embaixador Tito Mba Ada

Macau – Universidade de Macau vai liderar AULP

A Universidade de Macau vai assegurar a liderança através do vice-reitor Rui Martins. A organização vai dar especial atenção a Timor-Leste e Guiné-Bissau.

Vice-reitor Rui Martins
A Universidade de Macau foi ontem eleita para a presidência da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) no triénio 2014-2017, disse à agência Lusa o vice-reitor Rui Martins.

A eleição dos novos corpos sociais foi realizada por unanimidade, na sequência da apresentação de uma lista única de consenso, durante o XXIV encontro da AULP.

A Universidade de Macau, que ocupava, desde 2006, uma das vice-presidências da AULP para a Ásia-Pacífico, sucede à Universidade Lúrio (Moçambique) na liderança da organização.

A vice-presidência da AULP vai também ser ocupada pela Universidade de Coimbra (Portugal), Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), e Universidade Mandume Ya Ndemufayo (Angola).

A secretaria-geral da AULP vai ser assumida por Cristina Sarmento, da Universidade de Lisboa. Já o Instituto Politécnico de Lisboa vai continuar a presidir ao Conselho Fiscal, onde o Instituto Politécnico de Macau vai manter a presença.

No triénio 2014-2017, a AULP vai continuar a dar prioridade à organização dos encontros anuais, tendo a associação decidido hoje que o próximo será realizado em Cabo Verde, entre 15 e 17 de Julho de 2015, afirmou Rui Martins, que vai exercer a presidência da associação em representação do reitor, Wei Zhao.

O vice-reitor da Universidade de Macau explicou que a AULP vai continuar a apoiar o programa de intercâmbio da CAPES [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] – entidade brasileira equivalente à Fundação da Ciência e Tecnologia de Portugal -, o qual abrange mais de 50 projectos e envolve mais de 600 professores e alunos do ensino superior.

“Os programas que estão a decorrer e que foram lançados no mandato anterior, de cooperação, por exemplo, do Brasil e dos países africanos [de Língua Portuguesa] e de Portugal são uma prioridade importante”, sublinhou.

Outro objectivo é o reforço da relação entre os diversos países de língua portuguesa, numa altura em que se assiste a um aumento exponencial do número de universidades.

“Só em Angola e Moçambique são cerca de 100 universidades: 72 em Angola, e cerca de 30 em Moçambique. Há todo um espaço de grande apetência pelo ensino superior, e de investigação, e nós vamos contribuir o melhor que pudermos para essa contínua integração de universidades”, salientou, ao apontar que a AULP vai dar “especial atenção à ligação às universidades em Timor-Leste e na Guiné-Bissau”.

“Há todo um diferente nível de desenvolvimento nos diferentes países, que vamos procurar estimular”, adiantou, destacando, pela positiva, a recente criação de uma universidade em São Tomé e Príncipe, onde só havia um instituto politécnico.

Rui Martins invocou ainda a maior interligação entre a AULP e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: “A AULP é mais antiga do que a CPLP, e essa também é uma das áreas que estamos a tentar dinamizar, mas é um plano para o futuro”.

Outra das matérias a estudar é a questão da uniformização dos sistemas de avaliação das universidades lusófonas. “Mas não é uma área muito fácil, porque há um sistema de avaliação em Portugal, há outro no Brasil, os países africanos estão agora a começar a desenvolver os seus sistemas. É uma das áreas que vamos analisar, mas isto não é para um ano ou dois”, explicou.

A AULP vai continuar a atribuir anualmente o prémio Fernão Mendes Pinto, para a melhor tese de doutoramento no espaço de língua portuguesa, e a publicar a Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP), acrescentou.

Fundada em 1986, a AULP reúne cerca de 150 universidades públicas e privadas e institutos politécnicos nos países da CPLP e em Macau. LUSA - Macau

sábado, 20 de setembro de 2014

Portugal - Projecto português inTRAIN na InnoTrans, Berlim

O projecto inTRAIN – Projecto de Investigação e Desenvolvimento de componentes para interiores ferroviários – estará presente na InnoTrans, em Berlim de 23 a 26 de Setembro de 2014, no stand colectivo que reúne 16 empresas nacionais e duas internacionais do sector, no hall 5.1, stand 210.

O Projecto, que se encontra em fase de conclusão, desenvolveu e integrou todo o interior de um comboio suburbano numa mockup à escala real, para validação das soluções desenvolvidas, demonstrador do know-how e das capacidades tecnológicas dos consorciados, no sector ferroviário. A criação de sinergias de trabalho entre as empresas participantes – collaborative work – permite um enorme potencial de spin-offs para projectos decorrentes do conceito desenvolvido.

O inTRAIN é um projecto promovido por um consórcio de empresas constituído pela SETSA – Sociedade de Engenharia e Transformação, S.A; Active Space Technologies, S.A; Almadesign, Conceito e Desenvolvimento de Design LDA; INEGI – Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial; ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade; Optimal Structural Solutions Lda; e Spin.Works, Lda, em estreita colaboração com a EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. O projecto contou com o apoio da ERT – empresa de têxteis técnicos, da FORBO- fabricante líder em revestimentos de pavimentos e da CLIMAR – indústria de iluminação.

Formalmente o interior da carruagem caracteriza-se por uma linguagem emotiva e fluida, inspirada nas formas orgânicas da natureza. O tecto apresenta uma artéria central integradora dos sistemas de iluminação baseado num conceito LED RGB que permite alterar a intensidade e cor da luz proporcionando diversos ambientes em função de variáveis como a luz natural, as condições climatéricas e a estação do ano, integra também o sistema de som e de distribuição de ar que se ramifica para os pilares das portas constituindo assim um pórtico de entrada.

O projecto aposta na utilização de materiais compósitos certificados para o fogo M2/F2 e em estruturas modulares com vista à fácil acessibilidade à estrutura primária da carruagem e consequentemente à sua fácil manutenção e substituição, tendo também como objectivo a leveza da solução final. A principal inovação respeitante ao desenvolvimento dos bancos refere-se ao projecto / implementação de uma estrutura cantilever em compósito. No âmbito de sistemas de infotainment e som, foi desenvolvido um esboço inicial da interface visual, que transmite informações com várias características. Esta inferface será feita por painéis com ecrãs TFT e irá integrar o sistema de som, de forma a permitir transmitir diversos conteúdos audiovisuais.

Financiamento

O inTRAIN é um projecto integrador de custo e risco controlados com a possibilidade de retorno para alavancar outros projectos e investimentos. O projecto tem também como objectivo introduzir melhorias ao nível do I&D, organização, cooperação e gestão das empresas bem como estimular a sua presença no mercado internacional. Foi financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE, e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. In “Webrails.tv” - Portugal

Brasil – Ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida

A ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, anunciada na passada quarta-feira, 17 de Setembro de 2014, pelo Ministério da Fazenda, foi considerada positiva pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), pois atendeu parte dos pleitos do setor de construção. No entanto, o sindicato defende que o programa se transforme em uma política permanente.

Para Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, o programa precisa de ser alçado à condição de Política Nacional de Habitação, cuja continuidade esteja assegurada independentemente de ideologias partidárias e transições de governos. O objetivo, segundo afirmou, é garantir perenidade e previsibilidade à atuação das empresas do setor e condições para arrefecer o déficit habitacional do país.

Em nota divulgada na quinta-feira, 18 de setembro de 2014, o Secovi-SP mencionou que um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que até 2024 o Brasil necessitará de 15 milhões de moradias, sendo 11 milhões de unidades na faixa até cinco salários mínimos, que é abrangida pelos parâmetros do Minha Casa, Minha Vida. O montante equivale a uma demanda média de produção de 1,1 milhão de unidades por ano. Atualmente são produzidas 460 mil unidades por ano dentro do programa, segundo o sindicato.


Após encontro realizado na passada quarta-feira, em Brasília, entre o Ministério da Fazenda e representantes da indústria da construção, foi anunciado o acréscimo de 350 mil unidades habitacionais à fase 2 do programa Minha casa, minha Vida. O Secovi destacou que este era um dos pleitos do setor imobiliário, de forma a evitar um momento de paralisação às empresas do segmento na transição do programa em 2015.

A prorrogação do Regime Especial de Tributação (RET) para o Minha Casa por mais quatro anos também foi anunciada no encontro. A medida visa reduzir de 6% para 1% os tributos sobre faturamento da construção de imóveis de até R$ 100 mil. Outra proposta do setor levada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi a criação de uma faixa intermediária, para famílias com renda mensal entre R$ 1,3 mil e R$ 2,25 mil. In “Infomoney” - Brasil

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Brasil - Mais Mercosul e novos acordos

SÃO PAULO – Só não vê quem não quer: a balança comercial brasileira não entrou ainda numa fase de deterioração por causa da alta competitividade das commodities. Se não fosse a boa fase do agronegócio – que tem sido impulsionado pela demanda do mercado chinês –, há muito que o País estaria acumulando grossos déficits em sua corrente de comércio.

Isso ocorre não só porque o chamado custo Brasil tira a competitividade do produto manufaturado nacional como o mundo está imerso num mar de preferências tributárias das quais, na maior parte, o País está excluído em razão da ausência nos últimos dez anos de uma diplomacia comercial que levasse à formalização de acordos de livre comércio.

Para piorar, até o agronegócio pode ser afetado, pois, além dos preços das commodities estarem em queda, se Estados Unidos e União Europeia concluírem o acordo que discutem já há um bom tempo, será cada vez mais difícil concorrer com as exportações norte-americanas para a Europa. Ou seja, o futuro que se traça é que haja maior dependência em relação a China, funcionando o País como reles exportador de matérias-primas.

Portanto, num mundo cada vez mais competitivo, é preciso que o novo governo que sairá das urnas em outubro tenha desde logo uma estratégia definida para assegurar custos mais baixos de produção e ao mesmo tempo ampliar a inserção internacional do País com sua participação em outros blocos, além do Mercosul. Seguir em outra direção equivalerá a remar contra a maré.

Se a dinâmica mundial hoje é fazer acordos regionais, o Brasil deveria negociar não só no eixo Sul-Sul, aprofundando os negócios com o Mercosul, mas também no sentido do eixo Norte-Sul, o que significa buscar acordos com a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Peru e México) e com os Estados Unidos e Canadá. Sem contar que não dá mais para adiar um acordo Mercosul-União Europeia, que se arrasta há pelo menos uma década. Depois da última reunião de Cúpula em Caracas, ao final de junho, são os europeus que devem uma resposta à proposta do Mercosul.

De comemorar é o recente acordo entre Mercosul e Chile, Colômbia e Peru que prevê a liberalização total (tarifa zero) pelo menos até o final da década, pois segue no sentido de ampliar o número de tratados. Até porque, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2013, o comércio do Brasil com o Chile aumentou 200%, com a Colômbia, 300% e com o Peru, 389%. Portanto, só mais Mercosul não é suficiente. É preciso ir além. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Portugal – Era uma vez uma escola

Era uma vez uma escola, tinha sido construída em meados do séc. passado num projecto intitulado Plano dos Centenários, que levou à construção de milhares de escolas espalhadas por todos os locais mais recônditos de Portugal, integrado nas comemorações dos 800 anos da Fundação do país e dos 300 anos da Restauração de Portugal.


As escolas foram construídas baseadas em projectos-tipo que mantinham a traça e os materiais mais usuais na região. Construídas com pouco dinheiro, cumpriram a sua tarefa, duraram no tempo e ensinaram os jovens da época, hoje os mais altos dirigentes de Portugal.


Conforme a região um arquitecto projectava as escolas, cabendo por exemplo ao arquitecto Eduardo Moreira Santos, autor do símbolo que acompanha o blogue “Baía da Lusofonia”, os Projetos da Direção dos Edifícios Nacionais de Lisboa que planeou as escolas Tipo Ribatejo, Tipo Estremadura e Tipo Alto Alentejo.


A história da escola que comecei a contar foi projectada pelo arquitecto Joaquim Areal e depois de muitos anos de serviço, as autoridades locais recuperaram-na tendo gasto cerca de cem mil euros para a rejuvenescerem e dar a qualidade há muito perdida.

Há três meses a escola foi reinaugurada para servir os jovens da terra, aqueles que conseguem resistir à desertificação imposta por más políticas vindas do poder central, mas funcionou apenas uma semana. Foi encerrada.


Os jovens agora vão percorrer cerca de 50 quilómetros para irem a uma outra escola, normalmente de construção original recente, considerada de boa qualidade para a aprendizagem, mas que depois são notícia na comunicação social por chover dentro das salas de aula.


Que dirão os portugueses na diáspora, que dirão os cidadãos lusófonos espalhados por todo o globo, da forma como em Portugal se gasta o dinheiro público, da maneira como se tratam os jovens portugueses que se pretendem estar inseridos numa cultura dita europeia? Baía da Lusofonia