Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 5 de julho de 2020

Portugal - Invenção portuguesa ‘anti-covid’ está a correr o mundo

A PortCov é uma máquina de desinfecção criada em Portugal, devido ao surto da covid-19, que já está a fazer sucesso em mercados tão diversos como o suíço e o brasileiro. No entanto, a sua utilização também tem registado alguns anticorpos



De acordo com o portal Portugueses na Suíça, esta invenção é semelhante a um detetor de metais aeroportuário e um dos seus exemplares foi adquirido pelo estabelecimento comercial Migros, em Villars-sur-Ollon, cantão de Vaud, tendo a sua chegada dividido opiniões.

À imprensa suíça, o responsável por aquela franquia de supermercados refere que “nos primeiros dias, vários curiosos testaram a máquina”, mas que a opinião dos seus utilizadores gerou divisões.

Por sua vez, o Flamengo, de Jorge Jesus, também adquiriu uma PortCov com o intuito de desinfetar, medir temperatura e controlar as entradas no centro de treinos do Urubu.

Este aparelho de desenho lusitano entra em funcionamento assim que “a pessoa usa o desinfetante para as mãos situado no exterior da máquina. Quando, de seguida, se posiciona no interior, os captores analisam o tamanho e os bocais necessários ativam-se automaticamente”, salientou António Dias, importador da invenção para a região helvética. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




União Europeia - Financia estudo para captura e reutilização de CO2 em Portugal

Portugal poderá vir a ter estruturas para capturar dióxido de carbono de modo a poder ser reutilizado ou armazenado, e a União Europeia vai financiar um estudo para saber se é viável essa estratégia de redução de emissões.

Para saber se é economicamente viável e do interesse das empresas que mais poluem, uma equipa de investigadores vai percorrer o país entre a Figueira da Foz e Setúbal durante um ano para ouvir empresas, autarquias organizações não-governamentais e todas as partes interessadas.

O investigador Júlio Carneiro, da Universidade de Évora, disse à agência Lusa que a captura e reutilização de carbono se faz em torno de “grandes centros emissores de dióxido de carbono, como centrais termoelétricas, refinarias ou cimenteiras”.

O processo é “separar e capturar” o dióxido de carbono presente nos gases resultantes da combustão, “comprimi-lo a grandes pressões e transportá-lo, através de gasodutos ou navios, para o reutilizar”.

Por exemplo, em Portugal, que tem uma estratégia para o uso de hidrogénio como fonte de energia, o dióxido de carbono pode ser combinado para produzir metano, essencialmente “dando valor económico” a um gás que reforça o aquecimento global quando é libertado para a atmosfera.

Além da reutilização, há outra maneira de lidar com o dióxido de carbono capturado nas estruturas industriais, encaminhando-o e armazenando-o na rocha terrestre, em formações geológicas profundas, algo que a Noruega faz no mar do Norte desde 1996.

Júlio Carneiro afirmou que a principal variável que é preciso avaliar é o “grande investimento em infraestruturas que é necessário”, desde as instalações específicas para captura do gás à rede de gasodutos que seria preciso construir para o transportar.

O investigador assinalou que a perspetiva de reutilizar o dióxido de carbono também seria “atrativo para que não seja só um custo, mas também um proveito”.

O projeto Strategy CCUS, da União Europeia, vai olhar para a chamada Bacia Lusitaniana, uma área com cerca de 20 mil quilómetros quadrados que abrange cerca de cem quilómetros da costa ocidental portuguesa.

Juntamente com as zonas da bacia do rio Ebro, em Espanha, e o vale do Ródano, em França, vai ser avaliada por uma equipa conjunta que inclui as universidades de Évora, Nova de Lisboa, Direção Geral de Energia e Geologia e a cimenteira Cimpor.

Júlio Carneiro indicou que em maio de 2022 deverão ser divulgadas as principais conclusões da análise. In “Green Savers Sapo” – Portugal com “Lusa”

O amor é o segredo















Vamos aprender português, cantando


Um dia me disseram que nada vai adiantar,
que o mundo tá perdido e não sai do lugar.

Pena de quem acreditou,
se a gente existe, ainda existe o amor,
então eu te quero muito bem.

Quero te amar sem medo,
sorrir sem saber por quê,
o amor é o segredo que falta a gente entender.

Quero te amar sem medo,
sorrir sem saber por quê,
o amor é o segredo que falta a gente entender.

Um dia me disseram que a razão vence o coração,
que não vale arriscar numa nova paixão.

Pena de quem deixou de amar,
viu os anos passarem, as flores desabrocharem,
e partiu sem amar ninguém.

Quero te amar sem medo,
sorrir sem saber por quê,
o amor é o segredo que falta a gente entender.

Quero te amar sem medo,
sorrir sem saber por quê,
o amor é o segredo que falta a gente entender.

Quero te amar sem medo,
Sorrir sem saber por quê,
O amor é o segredo que falta a gente entender.

Quero te amar sem medo,
Sorrir sem saber por quê,
O amor é o segredo que falta a gente entender.

Vitor Kley - Brasil


sábado, 4 de julho de 2020

Cabo Verde - Memorial Amílcar Cabral reabre com exposição “Celebrar Cabo Verde e o legado de Cabral no Mundo



Cidade da Praia – O memorial Amílcar Cabral, na cidade da Praia, vai reabrir este domingo, dia em que Cabo Verde celebra os 45 anos de independência, com uma exposição intitulada “Celebrar Cabo Verde, Celebrar o legado de Amílcar Cabral no Mundo”.

O memorial vai reabrir num ambiente completamente reabilitado, com a ideia de integrá-lo na rede de museus nacionais para ser um dos monumentos mais visitados de Cabo Verde, conforme indicou o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

“Toda a pintura e todo o trabalho museográfico foi feito de início, toda a linha de água com a história, desde nascimento de Cabral até a sua morte e toda parte de investigação é nova. Portanto, quem visitar o memorial agora percebe que é uma exposição mais rica e mais próxima da imagem que podemos ter de Amílcar Cabral”, disse.

Antes da abertura da exposição, Abraão Vicente, quis, entretanto, ter a validação do conteúdo do museu por parte de uma pessoa que conhece Amílcar Cabral, no caso o comandante Pedro Pires, que também é presidente da Fundação Amílcar Cabral.

“Antes da primeira visita manhã, com o senhor Presidente da República e os que estarão cá na deposição de coroa de flores, é preciso que uma personalidade que conheça tão bem como o comandante Pedro Pires, valide de certa forma a informação aqui posta”, explicou o governante durante a visita na manhã de hoje.

Por outro lado, o governante justificou esse convite a Pedro Pires para uma visita antecipada ao memorial como forma de também contribuir para ultrapassar o período de debate crispado à volta da história nacional, que se vive ou se viveu em algum momento em Cabo Verde.

“É preciso demonstrar que há símbolos à volta dos quais tem de haver algum consenso e o nosso trabalho como Ministério da Cultura, que é o depositário de Amílcar Cabral, é dar essa mensagem de que 45 anos de independência de Cabo Verde é momento de estarmos unidos à volta dos símbolos nacionais e que essa exposição é o mínimo que podemos fazer para um a figura de dimensão de Amílcar Cabral”, sustentou.

Pedro Pires agradeceu o gesto do ministro da Cultura de o mostrar em primeira mão as alterações e as melhorias feitas, salientando que o espaço vai ficar “muito mais digno” e “mais atractivo”, para as pessoas que queiram conhecer minimamente a vida de Amílcar Cabral.

“Trata-se de um trabalho louvável do meu ponto de vista. Eu e a Fundação Amílcar Cabral estamos agradecidos por isso, já que complementa, de certa forma, o que temos estado a fazer na fundação. O nosso desejo é que reforcemos essa cooperação”, disse.

O ministro Abraão Vicente explicou que a ideia é ter o memorial pronto para que este domingo, na celebração do 45º aniversário, esteja digno, mas que objectivo é abri-lo condignamente no dia 12 Setembro, data de nascimento daquele que é considerado pai da nacionalidade cabo-verdiana.

O mesmo terá uma exposição permanente e ao longo do tempo serão montadas exposições provisórias, com fragmentos da histórica de Cabral. In “Inforpress” – Cabo Verde

Angola – Regresso de trabalhadores portugueses abordado pelo embaixador de Portugal junto do Governo angolano

O embaixador português em Luanda disse que tem abordado com o Governo angolano o regresso de portugueses ao país, que considerou “elementos importantes para o desenvolvimento da vida em Angola e para a economia”.

Pedro Pessoa e Costa, que falava à imprensa no final do ato de entrega de equipamentos para o combate da pandemia de covid-19 em Angola, doados pelo Governo de Portugal, respondia à questão sobre a situação de cidadãos portugueses que querem regressar ao país africano.

“Gostaria um dia de trabalhar mais esses essenciais, que são essenciais para o presente, para o futuro, de Angola, como regressar, sempre em pleno respeito pelas regras e pelo quadro existente, e sempre divulgado pelas autoridades angolanas, [que] são as quarentenas, sejam elas domiciliares sejam elas em hotéis indicados para o efeito”, disse o embaixador português.

Segundo o embaixador, continua a ser grande o número de portugueses que ainda se encontra em Angola, dada a dimensão das relações de amizade e de cooperação existente entre os dois países, mas alguns membros da comunidade já puderam regressar a Portugal através de voos excecionais e humanitários.

“Os voos da TAP são todos a pedido das autoridades portuguesas para repatriar, saíram os primeiros, aqueles que tinham mais dificuldades, os que foram apanhados sem rede em Angola, os que tinham questões de saúde, mas também tem sido aproveitado para repatriar expatriados que queriam voltar aos seus países, nomeadamente por algumas rotações, diplomatas também, que têm vindo a utilizar os voos da TAP”, disse.

De acordo com Pedro Pessoa e Costa, “até agora as coisas têm funcionado bem,”.

“Hoje em dia continuamos com o espaço aéreo angolano fechado e, portanto, continuamos com o mesmo formato de voos humanitários especiais, porque vivemos uma situação especial, que levam para Portugal e para a Europa aqueles que nos pedem para regressar, esperando também que muitos deles voltem”, frisou.

O diplomata português sublinhou que recentemente felicitou as autoridades angolanas pela maneira como têm vindo a lidar com a questão da pandemia, “provando até que tomaram as iniciativas e as decisões atempadamente e as corretas”.

Angola é o país africano lusófono com menos infeções pelo novo coronavírus (315 casos), mas é o terceiro com mais mortos (17, a seguir à Guiné Equatorial e Guiné-Bissau. In “Angola 24 Horas” - Angola

Macau - Santa Casa da Misericórdia teve de reduzir rendas dos espaços comerciais até 75%

As rendas dos espaços comerciais, principal fonte de receitas da Santa Casa da Misericórdia de Macau, foram reduzidas em 75% entre Março e Maio e em 25% nos três meses seguintes, devido à pandemia. O Provedor, António José de Freitas, disse à Tribuna de Macau que desde que está à frente da instituição todos os anos tem havido um saldo positivo, algo que poderá não acontecer em 2020

A Santa Casa da Misericórdia de Macau teve de reduzir as rendas de todos os espaços comerciais, a principal fonte de receitas da instituição, devido à pandemia, explicou o Provedor ao Jornal Tribuna de Macau. “Desde que sou Provedor, desde 2000, temos feito uma gestão bastante rigorosa e todos os anos temos tido um saldo positivo, portanto, não temos que tirar do saco azul. Mas até ao final deste ano 2020 se calhar pela primeira vez vamos ter de descapitalizar algum dinheiro do fundo”, afirmou António José de Freitas, referindo-se à Santa Casa em termos globais.

“Este poderá ser o ano em que as receitas poderão não ser suficientes para cobrir as despesas. Se isso acontecer, será a primeira vez”, lamentou. Segundo explicou a este jornal, durante os meses de Março, Abril e Maio foi necessário reduzir a renda dos espaços comerciais em 75%, a pedido dos interessados. Além disso, a instituição teve ainda de reduzir em 25% por mais três meses, ou seja, Junho, Julho e Agosto. “É meio ano de 2020. São seis meses, é muito dinheiro”, apontou António José de Freitas.

Apesar disso, sublinhou que percebe a situação dos arrendatários: “Pediram para baixar as rendas, ou mesmo isenção, mas isenção não podia ser. Percebemos a situação porque, até hoje, aqui na Travessa do Roquete, três ou quatro lojas ainda continuam fechadas, mas continuam a pagar renda”.

Com 148 funcionários, e um encargo mensal em termos de salários acima dos três milhões de patacas, a Santa Casa não cortou nestas despesas, nem dispensou funcionários. “Não houve despedimentos nem cortes nos salários”, sublinhou.

Por outro lado, assim que a instituição soube do encerramento das fronteiras, rapidamente arranjou apartamentos para os cerca de 20 trabalhadores não-residentes. “Já lá vão uns meses, alguns com família, marido, filhos, e que não vão à terra”, disse, acrescentando que, de resto, “está tudo a funcionar bem em termos de funcionários”.

“A pandemia afectou a Santa Casa em termos de receitas, sem a mensalidade da creche e com as rendas mais baixas, mas isso não nos perturba nem nos demove em termos de projectos para beneficiar aqueles que precisam. Vamos cumprir tudo exactamente que faz parte do nosso calendário e da nossa missão”, garantiu António José de Freitas.

Lembrando que a pandemia afecta “muita gente, quer empresas, quer instituições de caridade”, o Provedor disse ainda que, no caso concreto da Santa Casa, “as coisas continuam a funcionar bem porque temos uma base financeira bastante sólida ao longo do tempo e estamos preparados para qualquer eventualidade”.

Creche com 30 crianças

A Creche da Santa Casa, com capacidade para 258 crianças, acolhe, neste momento, apenas 30. “A Creche deixou de funcionar e, neste momento, já está a funcionar, mas em termos de receitas não é quase nada, porque o Instituto de Acção Social [IAS] só permite três crianças em cada sala. Temos 10 salas e, portanto, são 30 crianças diariamente que pagam a mensalidade”, explicou.

A Creche abriu portas na semana passada e António José de Freitas espera que “aos poucos” a capacidade para acolher crianças possa vir a ser aumentada pelo IAS.

Adiantou ainda a este jornal que já está inscrita uma verba de 15 milhões de patacas para este ano “para suportar as despesas com as obras de restauro e de adaptação da nova creche”, mas que “ainda não é o suficiente”.

“Não começámos ainda com as obras precisamente por causa da situação, porque em Macau, como sabemos, a mão-de-obra, sobretudo no campo da construção, depende muito da vizinha China. Neste momento ainda existe o confinamento, portanto, ainda não é oportuno, para já, começar com as obras”, explicou, acrescentando estar optimista de que arranquem ainda este ano.

O Centro de Reabilitação de Cegos, por sua vez, reabre totalmente a partir de segunda-feira, mas haverá uma distribuição dos utentes, com apenas metade a utilizar o centro da parte da manhã e outra metade da parte da tarde. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Luxemburgo – Aposta no turismo interno para salvar um sector importante da economia

Os mais de 700 mil vouchers vão começar a ser distribuídos ainda esta semana. A garantia é do ministro do Turismo



A partir dos próximos dias, os vouchers de 50 euros que o governo criou para impulsionar o turismo local deverão começar a chegar às caixas de correio de todos os residentes com mais de 16 anos e trabalhadores transfronteiriços. A garantia foi dada pelo ministro do Turismo, Lex Delles, nas redes sociais. São mais de 700 mil.

A aposta para relançar o sector do turismo tem sido bem recebida pelos empresários.

Mesmo obrigados a respeitar as normas de saúde e segurança que acompanham a pandemia, hotéis, pousadas e parques de campismo esperam compensar as quebras sem precedentes que se registam desde fevereiro.

Vales podem ser acumulados

Num ano atípico, uma noite num hotel do Grão-Ducado pode ficar até 200 euros mais barata, caso seja reservada por uma família de quatro pessoas com dois filhos com mais de 16 anos. Embora o governo não tencione reembolsar os clientes que gastem menos de 5o euros numa estadia, decidiu que os vales podem ser acumulados.

Os cheques de 50 euros são validos até ao fim do ano. Podem ser utilizados já na segunda quinzena de julho, a partir de dia 15.

Tal como o ministro já tinha antecipado, cada cupão tem um código de barras bidimensional (QR). Além de não ser transmissível, não podendo ser utilizado por outra pessoa, só é válido uma vez. In “Contacto” - Luxemburgo