Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Lusofonia - "Os vivos, o morto e o peixe frito" a obra de Ondjaki que pode chegar aos ecrãs da Globo

A obra "Os vivos, o morto e o peixe frito", da autoria do escritor angolano Ondjaki, atraiu o interesse do director brasileiro Carlo Milani, que pretende adaptá-la para formato televisivo, a exibir na rede Globo



A informação foi avançada pela jornalista brasileira Patrícia Kogut, que assina uma coluna sobre as últimas do mundo televisivo.

Segundo a colunista, a peça de Ondjaki "poderá virar uma sitcom na Globo", pela mão do director Carlo Milani, que "trabalha também no desenvolvimento de outros programas envolvendo autores de países lusófonos", com o objectivo de "abraçar a diversidade".

Patrícia Kogut adianta que o escritor angolano já participou de uma leitura do seu texto no Projac, o "quartel-general" das produções da Globo, situado no Rio de Janeiro.

"No mesmo dia, mais de 100 convidados da Globo debateram sobre a presença de negros no mercado audiovisual", revela ainda a colunista.

Lançado em 2014, o livro "Os vivos, o morto e o peixe frito" é descrito, pelo jornalista e poeta Abderrahmane Ualibo, como um "exercício literário sob a aparência de texto teatral", e uma "reflexão bem-humorada" que "explica muitos dos factores da convivialidade africana em território europeu".

"Estamos perante um exercício puro de ficção e de liberdade: o autor dá voz aos africanos que vivem e viveram em Portugal, de um modo arejado e digno. O lado humano dos personagens africanos sobrepõe-se às suas nacionalidades, mas não aos seus costumes. Ondjaki deu-nos um texto cómico e sério, como se fosse um simples abraço a todos os que celebram a língua portuguesa de cada um", concluiu Ualibo. In “Novo Jornal” - Angola

Cabo Verde - Marcas da ajuda e do investimento chinês visíveis em várias zonas do arquipélago

Cidade da Praia – As marcas da assistência e do investimento chinês em Cabo Verde são hoje visíveis em várias zonas do arquipélago e identificam-se em áreas como a saúde, educação, segurança, cultura ou desporto, tendo contribuído para a melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos.

Apenas na cidade da Praia, capital do país, é que estas marcas são facilmente identificadas, uma vez que estão presentes nas principais obras da cidade, seja a nível da cooperação ou do investimento privado.

Actualmente, distam poucos metros duas obras emblemáticas com marca chinesa na capital cabo-verdiana: a recuperação do edifício da Assembleia Nacional (com o apoio do governo chinês) e a construção de um resort turístico e casino na praia da Gamboa (um investimento privado do empresário chinês David Chow).

Os 42 anos de cooperação entre a China e Cabo Verde, tida pelos dois países como um exemplo de amizade, estendem-se a vários ramos e permitiram a melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos em áreas como a saúde (construção do bloco cirúrgico, maternidade e central de consultas no Hospital Central da Praia), educação (construção de escolas), agricultura (construção da Barragem do Poilão), habitação (construção de moradias sociais), cultura (edificação do Auditório Nacional Jorge Barbosa e recuperação da Biblioteca Nacional de Cabo Verde) ou desporto (construção do Estádio Nacional).

Este apoio, orçado em muitos milhões de euros, abrange ainda áreas como a segurança, de que é exemplo recente a dotação de material tecnológico de controlo alfandegário para os aeroportos.

Com os olhos no futuro, o governo chinês avançou também com o financiamento das obras de construção do Campus Universitário da Uni-CV, um conjunto de edifícios na cidade da Praia, com a capacidade para milhares de alunos.

Graças a estas relações, a China transformou-se num dos principais parceiros de Cabo Verde e os governos têm reconhecido o seu apoio na elevação de importantes infraestruturas.

Por seu lado, a comunidade chinesa em Cabo Verde também tem aumentado, assumindo importantes zonas comerciais, nomeadamente em zonas históricas da capital, o que nem sempre agrada ao comércio local.

Na agenda está agora a criação da Zona Económica Especial Marítima em São Vicente, um projecto que a China já manifestou a intenção de financiar.

Em Maio do ano passado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou: “No âmbito da nossa cooperação com Cabo Verde vamos prestar todos os apoios necessários para criação da Zona Económica Exclusiva em São Vicente”.

Intenções que o Governo cabo-verdiano espera que avancem durante o Fórum de Cooperação China-África (FOFAC), que se realiza em Pequim, segunda e terça-feira.

Para o executivo de Cabo Verde, a criação desta Zona Económica Exclusiva deverá intensificar a cooperação sino-cabo-verdiana.

A delegação de Cabo Verde ao FOCAC é composta pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que se fará acompanhar do ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e Ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, do ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, e do ministro da Economia Marítima, José Gonçalves. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

domingo, 2 de setembro de 2018

Macau – Instituto Cultural lança livro de António Pedro Pires sobre o Ano Novo Chinês

A grande festividade chinesa do Ano Novo Lunar é explicada, ao detalhe, na mais recente obra de António Pedro Pires. A publicação integra a colecção “Farol da Guia” do Instituto Cultural



A celebração do Ano Novo Lunar – grande festividade do povo chinês – é analisada em detalhe na mais recente obra de António Pedro Pires. As primeiras páginas do livro “Festividade do Ano Novo Lunar em Macau”, publicado pelo Instituto Cultural (IC), são dedicadas à “marcha da Humanidade desde a tomada de consciência do tempo e da sua medição até à invenção do calendário e ao aparecimento dos relógios” numa clara abordagem ao calendário lunar propriamente dito.

De acordo com o organismo, a segunda parte descreve o Ano Novo Lunar do ponto de vista da preparação da festa, bem como o papel das “grandes religiões chinesas (taoismo, budismo, confucionismo e culto dos antepassados) nos rituais que a antecedem”. Além disso, “é prestada especial atenção ao último dia do ano, à preparação do jantar-reunião de família, aos rituais que o precedem, sobretudo à veneração dos antepassados e à culinária própria da reunião”.

Por sua vez, o autor optou também por descrever a entrada do ano novo e tudo o que ele implica: o ruído, as visitas aos templos, as multidões e rituais no seu interior, sobretudo nos templos de Á-Ma e Kun Iam. “E porque não há festa sem culinária, um capítulo é dedicado à culinária da festa, à culinária como linguagem, e ao simbolismo dos pratos”, acrescenta o IC.

Já na recta final da obra são descritos os rituais que ditam o fim da festividade. Nesta secção aborda-se a festa das lanternas no 15º dia e reflecte-se sobre a importância da festa para a construção duma sociedade mais pacífica e harmoniosa. Isto porque, durante o Ano Novo Lunar, a “sociedade renasce com nova força e vigor, retempera o seu ser. É a vida que se renova, os afectos que circulam, os laços que se estreitam, os amigos que se “cativam”. Não há festa como esta”, vinca o IC.

António Pedro Pires, formado em Ciências Antropológicas e Etnológicas, é também autor de dezenas de artigos publicados em revistas, catálogos e jornais sobre a condição feminina e a cultura chinesa. Proferiu também várias conferências durante as quais se versou sobre a mulher na China e em Portugal, chá, porcelana, festividades cíclicas, ano novo lunar, minorias étnicas, culto dos antepassados, entre outros temas.

O livro pode ser comprado na Livraria Portuguesa, Plaza Cultural, Livraria Seng Kwong, Arquivo de Macau e Centro Ecuménico Kum Iam por 140 patacas sendo o quinto da Colecção “Farol da Guia”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

Dona












Vamos aprender português, cantando


Dona desses traiçoeiros
sonhos sempre verdadeiros
oh Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Pelas ruas onde andas
onde mandas todos nós
somos sempre mensageiros
esperando tua voz
teus desejos, uma ordem
nada é nunca, nunca é não
por que tens essa certeza
dentro do teu coração

Tã, tã, tã, batem na porta
não precisa ver quem é
pra sentir a impaciência
do teu pulso de mulher
um olhar me atira à cama
um beijo me faz amar
não levanto, não me escondo
porque sei que és minha
Dona

Dona desses traiçoeiros
sonhos sempre verdadeiros

Não há pedra em teu caminho
não há ondas no teu mar
não há vento ou tempestade
que te impeçam de voar
entre a cobra e o passarinho
entre a pomba e o gavião
ou teu ódio ou teu carinho
nos carregam pela mão

É a moça da cantiga
a mulher da criação
umas vezes nossa amiga
outras nossa perdição
o poder que nos levanta
a força que nos faz cair
qual de nós ainda não sabe
que isso tudo te faz
Dona
Oh Dona

Dona
Oh Dona

Dona
Oh Dona

Roupa Nova - Brasil


sábado, 1 de setembro de 2018

China - Fórum de Cooperação China-África

Dezoito anos depois da primeira conferência, o Fórum de Cooperação China-África procura um novo impulso sob o signo da Iniciativa Faixa e Rota. Países africanos lusófonos levam planos ambiciosos para Pequim



As ruas de Pequim estão vestidas a rigor, com cartazes e banners alusivos à Cimeira China-África que tem lugar no início da próxima semana, nos dias 3 e 4 de Setembro. Sob o lema “China e África: rumo a uma comunidade ainda mais forte e com um futuro partilhado através da cooperação geradora de benefícios mútuos”, a cimeira deverá centra-se no desenvolvimento de infraestruturas, processo de industrialização e modernização agrícola no continente africano, tendo como pano de fundo a Iniciativa Faixa e Rota. Além do discurso do presidente Xi Jinping, os olhos do mundo estarão também centrados nas palavras do Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres. Pequim tem promovido o papel da Iniciativa Faixa e Rota na implementação dos objectivos da União Africana de transformação socioecónomica do continente (Agenda 2063) e na Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

A Pequim começaram a chegar os chefes de estado e de governo dos 53 países africanos que fazem parte do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), criado em 2000. Na fotografia de família faltará apenas a Swazilândia, o único estado africano que mantém relações diplomáticas com Taiwan. Para alguns estados – os que abandonaram os laços com Taipé nos últimos três anos – esta vai ser a primeira vez que se sentam à mesa de uma cimeira do FOCAC. É o caso de São Tomé e Príncipe. O primeiro-ministro santomense Patrice Trovoada afirmou aos jornalistas esta semana que, à margem da cimeira, irão ser assinados acordos com a China, sendo que o país lusófono insular procura mobilização para apoios financeiros a projetos.

A agenda dos PALOP em Pequim

A Guiné-Bissau também olha com otimismo para o encontro de Pequim. O presidente guineense José Mário Vaz afirmou que iria apresentar planos para projetos relacionados com agricultura, turismo, pescas, infraestruturas e setor mineiro, manifestando convicção que serão “motores para o crescimento económico da Guiné-Bissau”, e que por esse motivo irão beneficiar do apoio financeiro do governo chinês, disse antes de embarcar para Pequim.

Cabo Verde leva para a capital chinesa na agenda planos para “melhor aprofundar novos modelos de cooperação futura” com a China, como salientou há dias o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças Olavo Correia. Espera-se uma atenção especial da China ao projeto de criação da Zona Económica Especial Marítima em São Vicente.

Moçambique também aposta forte na reunião da próxima semana. Segundo a agência Macauhub, vai ser organizado em Pequim um Fórum de negócios entre empresários chineses e Moçambicanos, a ser inaugurado no domingo, dia 2 de setembro, pelo presidente Filipe Nyusi.

A atenção especial a Angola

Angola é claramente grande parceiro da China entre os PALOP, ocupando o segundo lugar ao nível das trocas comerciais com todo o continente. As autoridades chinesas promoveram a cimeira China-África em Luanda na semana passada, através de uma conferência de imprensa em que o embaixador da China em Luanda, Cui Aimin, sublinhou que Angola é um elemento fundamental no encontro de Pequim.

Uma das preocupações nas relacões bilaterais diz respeito à dívida de Angola à China. Cui garantiu que esta é controlável, rondando os eixos normais, sem no entanto revelar o valor em causa. As declarações do diplomata chinês surgiram numa altura em que foram anunciados novos projetos conjuntos como a parceria na área da indústria militar com vista ao reequipamento e requalificação das infraestruturas das Forças Armadas Angolanas (FAA). J Carlos Matias – Macau in “Plataforma”

Moçambique - Galp vai investir 150 milhões na expansão da rede

A energética quer alargar a rede de postos de abastecimento até 2020 e investir em duas novas bases logísticas em Moçambique



A Galp Energia anunciou que quer duplicar a presença no mercado moçambicano em quatro anos. Para tal, vai investir 150 milhões de dólares no reforço da rede de postos de abastecimento, bem como em duas novas bases logísticas.

Com este investimento, a petrolífera portuguesa prevê passar dos actuais 57 postos para 70 até 2020. Ainda em 2018, a energética quer aumentar a rede até aos 60 postos.

O plano de expansão da empresa em Moçambique passa ainda pela construção de duas novas bases logísticas para recepção, armazenagem e expedição de combustíveis nas cidades da Matola e da Beira. Com este reforço, que será realizado no âmbito de uma parceria, a petrolífera vai ficar a contar com quatro bases logísticas no país, onde está presente há 60 anos.

A Galp sublinha ainda que este investimento vai contribuir para a criação de novos postos de trabalho directos, quer na fase de construção, quer na fase de exploração. "No final de 2020 o universo de pessoas a trabalhar apenas na área de retalho da empresa será superior a 2600 colaboradores", detalha a empresa em comunicado.

Além do segmento de distribuição, a Galp está presente neste mercado no segmento de Exploração e produção. Aliás, Moçambique é o mercado-chave da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva para o gás natural.

Actualmente, a Galp está presente neste segmento no país, com uma participação de 10%, no projecto Coral Sul, no qual também participam a italiana Eni e sul-coreana Kogas. Além deste projecto, a empresa também tem em curso o projecto Mamba, apelidado pelo CEO da Galp como a "jóia da coroa". Este projecto, com capacidade para produzir 7,6 milhões de toneladas por ano (mtpa) já foi submetido ao Governo moçambicano. A decisão final deve ser conhecida em 2019. Sara Ribeiro – Portugal in “Jornal de Negócios”

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Portugal – Cientistas descobrem espécie de fungo que pode substituir pesticidas

A Universidade do Minho explica que o novo fungo, descoberto por cientistas do Centro de Engenharia Biológica daquela instituição de ensino em parceria com a Universidade de El Manar (Tunísia), "tem a característica particular de não infetar nem apodrecer as maçãs"



Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho (UMInho) descobriu uma "nova espécie de fungo", a "Penicililium tunisiense", que pode "ser muito útil" para combater doenças em maçãs, permitindo "evitar o uso de pesticidas e químicos", anunciou hoje aquela academia.

Em comunicado, a Universidade do Minho explica que o novo fungo, descoberto por cientistas do Centro de Engenharia Biológica da UMinho em parceria com a Universidade de El Manar (Tunísia), "tem a característica particular de não infetar nem apodrecer as maçãs".

Os investigadores acreditam que "assim, a partir de agora, será possível combater, de forma natural, a podridão do bolor azul (Penicillium expansum), uma das doenças mais comuns na fase pós-colheita, responsável por causar grandes prejuízos nos frutos".

Fungo é seguro e não contamina alimentos

Ao contrário do Penicillium expansum, explica o texto, aquela "nova espécie Penicillium tunisiense, além de ter o potencial de combater doenças específicas, não produz patulina, uma micotoxina produzida pelo bolor azul que contamina alimentos, em especial, a maçã".

A instituição minhota adianta que "a nova espécie está agora preservada e disponível no catálogo da MUM - Micoteca da Universidade do Minho, podendo vir a ser explorada para combater a podridão do bolor azul".

A MUM - Micoteca da Universidade do Minho é uma coleção de culturas de fungos filamentosos sediada no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho desde 1996 que tem como principal missão ser um centro de recursos para a preservação da diversidade fúngica e sua informação, e criar soluções para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar do homem.

Com mais de 750 estirpes no catálogo, a MUM, salienta a UMInho, "tem colaborado de forma decisiva para os avanços na ciência, tendo recentemente conseguido trazer para Portugal a única sede de uma infraestrutura europeia de investigação, a MIRRI - Microbial Resource Research Infrastructure".

O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho é um centro de investigação criado em 1995 e "altamente tecnológico", atuando nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia.

A atividade de investigação do CEB concentra-se nos setores ambiental, da saúde, industrial e alimentar. Nuno de Noronha – Portugal in “Sapolifestyle”