Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

III Congresso Internacional “Pelos Mares da Língua Portuguesa”

Universidade de Aveiro recebe o III Congresso Internacional "Pelos mares da língua portuguesa"



O Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro (UA) vai organizar a partir de hoje, 4 de Maio de 2016 até ao próximo dia 6, o III Congresso Internacional “Pelos Mares da Língua Portuguesa”, assinalando, assim, no segundo destes dias, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Comemorando-se também, em 2016, o Ano Internacional do Entendimento Global, este congresso pretende sublinhar a importância das línguas como meio de comunicação intercultural, fomentando um projeto de aproximação científica dos vários países e comunidades de língua portuguesa.

No seguimento do I Colóquio Internacional “FestLatino 2012 – Pelos Mares da Língua Portuguesa” e do II Congresso Internacional “Pelos Mares da Língua Portuguesa” 2014, esta reunião contempla investigação nos domínios da língua portuguesa, bem como das respetivas literaturas e culturas.

O programa do congresso inclui conferências plenárias, mesas redondas, comunicações livres e pósteres da autoria de mais de uma centena de investigadores oriundos de Portugal, Brasil, Moçambique, Índia (Goa), Timor Leste, Espanha, Itália, Polónia, Estados Unidos da América e China e conta com a presença do escritor moçambicano e Presidente da Associação de escritores moçambicanso (AEMO), Ungulani Ba Ka Khosa.

Reforçando a pluricontinentalidade da língua portuguesa, saliente-se ainda a realização de duas exposições temáticas, uma de pintura da autoria de Chica Sales e outra de fotografia, de Kok Nam, bem como um espetáculo musical, por Alex Duarte, aluno brasileiro da UA, e a apresentação de livros recentemente editados. In “Universidade de Aveiro” - Portugal

Portugal - Microcarro elétrico desenhado na Universidade de Aveiro para conquistar as cidades

Projeto de Emanuel Oliveira, estudante do Mestrado em Engenharia e Design de Produto

Inspirado nas estruturas naturais, o E01 é um microcarro que de pequeno tem apenas as dimensões. Desenhado na Universidade de Aveiro (UA) para fazer concorrência aos carros elétricos e valorizar a perceção dos microcarros, o exterior do E01, tal como os crustáceos, é constituído por partes que formam um elemento único, que é ao mesmo tempo a carroçaria e o chassi que envolve e sustenta todo o interior do veículo.

Com capacidade para quatro pessoas e preparado para ser produzido com o mínimo de material possível para o máximo de rigidez estrutural, o carro foi desenhado por Emanuel Oliveira, o estudante de design do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA (orientado pelos docentes Paulo Bago de Uva, do DeCA, e João Oliveira, do Departamento de Engenharia Mecânica) que quer trazer rapidamente o futuro para as estradas das cidades portuguesas. Assim da indústria nacional surja uma mão para segurar este volante.

Resultado da tese de mestrado em Engenharia e Design de Produto, um trabalho que valeu a Emanuel Oliveira um 19, a grande novidade do E01 passa pela aposta na inovação estrutural do veículo. Nos métodos aplicados atualmente pela indústria automóvel, aponta o estudante, “a componente estrutural encontra-se absorvida por elementos que a disfarçam ou a ocultam e cuja complexidade de montagem se reflete nos custos de produção”. Conjuntamente a isto, fruto da análise da evolução histórica desta tipologia de veículos e do mundo envolvente, são facilmente detectados alguns indícios de mudança na forma de se conceberem as estruturas, como por exemplo nas obras arquitetónicas de Zaha Hadid, ou nos produtos desenvolvidos por Ross Lovegrouve.

Contrariar a tendência

Com quase 2,5 metros de comprimento por 1,60 de altura, o E01 contraria a tendência dos carros com estas dimensões que o mercado já tem à disposição e que são pautados, na generalidade, por formas bastante regulares e retilíneas. Deste modo, e no seguimento de algumas abordagens que começam a surgir sobretudo na arquitetura, a inspiração nas soluções apresentadas por elementos naturais no E01, apelidadas de Biodesign, resulta num veículo onde a estrutura assume um papel preponderante na morfologia final, ou seja, aquilo que é conhecido como chassis passa a fazer parte da ‘casca’ que o compõem, estando exposto.

O microcarro desenhado na UA apresenta assim uma grande versatilidade de uso pouco recorrente atualmente no mercado, em veículos com as mesmas dimensões. “Desde a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros, permitindo o aumento do espaço destinado ao acondicionamento de carga, todos os aspetos foram pensados para se criar um veículo de caráter utilitário urbano para utilizações em curtas e médias distâncias”, esclarece Emanuel Oliveira.

“Em termos estéticos, a proposta revela-se diferenciada da concorrência dada a sua simplicidade formal, a sensação de segurança e as amplas superfícies vidradas, que modificam por completo não só o aspeto, como ainda o ambiente no interior do veículo”, garante Emanuel Oliveira.

Com abertura em sistema de ‘tesoura’ das duas portas laterais, o desenho final do E01 resultou num veículo onde os painéis do guarda-lamas frontais e traseiros, capô e portas provocam uma sensação de flutuação, criando um dinamismo que Emanuel Oliveira diz não se encontrar nos possíveis concorrentes de mercado. Dotado de grandes áreas transparentes, que permitem não só a passagem de luz exterior para o habitáculo como a aplicação de painéis fotovoltaicos que aumentem a autonomia do próprio veículo, o E01 permite ainda o rebatimento dos bancos traseiros aumentando com isso a capacidade da bagageira.

Com os olhos postos na indústria

“A concorrência neste segmento de mercado é forte, dado que existem propostas como o Smart Fortwo, o Renault Twizy e os próprios microcarros, mais informalmente conhecidos como papa-reformas”, aponta o jovem designer formado na UA. No entanto, garante, “todos apresentam falhas, ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade de uso, ou até mesmo questões estéticas, sendo também estes alguns dos pontos onde se encontraram as oportunidades” para o desenvolvimento do projeto do E01.

Em termos de motorização a proposta segue a tendência efervescente dos veículos de uso citadino em comercialização. O E01 está pensado para recorrer a um motor elétrico, onde a potência é transmitida às rodas traseiras, como o posicionamento das baterias no chão do veículo, melhorando desta forma a o seu desempenho, performance e comportamento em utilização.

E terá o carro ‘rodas’ para circular diretamente para a produção? “Um dos objetivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma”, diz Emanuel Oliveira apontando que para tal, em Portugal não faltam os muitos clusters tecnológicos dedicados, entre outros aspetos automobilísticos, à produção de componentes para veículos, e que podem convergir para a produção do veículo.

“Obviamente que no caso do nosso país se querer afirmar nesta indústria altamente competitiva, terá de potenciar a investigação e o desenvolvimento técnico e tecnológico para se colocar um passo á frente”, aponta. Portanto, “será necessário investimento financeiro, sendo que o know how está assegurado não só por esta investigação, bem como por outras de diversas áreas dentro deste tema, e ainda pelos profissionais que integram esta indústria, pretendendo esta investigação dar algum contributo adicional”. In “Universidade de Aveiro” - Portugal

terça-feira, 3 de maio de 2016

Angola – Lançamento do livro “Angola – Estado-Nação ou Estado-Etnia Política?”

O ex-primeiro-ministro angolano e ex-secretário-executivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Marcolino Moco, apresentou esta semana o seu novo livro Angola – Estado-Nação ou Estado-Etnia Política?

A apresentação foi realizada na última quarta-feira, 27 de Abril de 2016, em Lisboa para um grupo restrito, por isso ainda será lançado para o público em geral, mas não há data marcada, segundo um comunicado da distribuidora Perfil Criativo.

Em Angola – Estado-Nação ou Estado-Etnia Política?, Moco reúne uma colecção de artigos, intervenções, entrevistas e crónicas que “podem parecer demasiado críticos em relação a um regime político”, diz o autor no epílogo. Mas não se centra nisso, o antigo governante traz propostas para uma Consituição afro-angolana com uma “reflexão sobre o futuro do país e de África”.

“Uma Constituição capaz de eliminar os medos entre os diversos grupos que teimam em afirmar-se inexistentes, mas que se entrincheiram no escuro da dissimulação para desferirem ataques desestabilizadores, uns contra os outros, em surdina, com prejuízos para a construção da nação moderna”, continua o texto.

Marcolino Moco começa por apresentar o cenário pós-colonialista, passa a analisar as correntes universalistas e de uma África antes da colonização europeia, “uma África supostamente unida nos planos axiológicos, filosófico e até institucional, para a qual se poderia regressar”, e apresenta a proposta do “Estado-nação moderno africano pós-colonial”, a “única realidade” que o autor acredita.

E a estabilização do cenário político angolano serviria “com todos os recursos e possibilidades para a ‘construção de África’, uma ideia praticamente abandonada no plano material, embora continuamente proclamada nos areópagos africanos e internacionais”, explica.

O livro está disponível nas lojas FNAC e na Loja dos Autores, da editora e distribuidora Perfil Criativo. Esta livraria online é um projecto inaugurado há um mês que conta com oito autores angolanos, entre os quais António Alberto Neto, José Maria Pimentel, Armindo Laureano.

O responsável da Perfil Criativo, Ricardo Rodrigues, disse ao Rede Angola que está previstos outro lançamento de um angolano: Autores e Escritores de Angola (1624-2015), de Tomás Lima Coelho, onde vai ser possível descobrir 1770 autores de Angola. In “Rede Angola” - Angola

Brasil - Duas boas iniciativas

SÃO PAULO – Apesar da instabilidade política que se reflete diretamente na economia, não se pode deixar de elogiar duas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento do comércio exterior, aliás, um dos caminhos para que o País saia do atual ciclo de estagnação, que só contribui para agravar os índices sociais.

Uma dessas iniciativas é o Portal Único do Comércio Exterior, que pretende, até o final de 2016, reduzir de 13 para oito dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo de importação. Se conseguir esse objetivo, em 2017, o Brasil sairá da 124ª posição para figurar entre as 70 melhores nações para se realizar operações de comércio exterior, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial.

Com o Portal, a Receita Federal procura estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados entre todos os intervenientes públicos e privados. O programa prevê a integração entre os 22 órgãos que atuam no comércio exterior e também com o setor privado. Com isso, espera-se a eliminação de uma série de obstáculos burocráticos, especialmente a produção de documentos que, por vezes, são apresentados de forma distinta a cada um dos órgãos envolvidos num processo. Essa situação, há anos, gera custos desnecessários tanto para o governo como para importadores e exportadores.

Com o programa, todas as exigências, licenças ou autorizações diretamente incidentes sobre operações de comércio deverão ser demandadas dos operadores mediante o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).  Ou seja, os intervenientes privados nas operações de comércio exterior terão conhecimento de todos os requisitos que deverão cumprir para concluir suas operações.

Outra iniciativa que merece elogios é a transição do regime Linha Azul para o programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA). A Linha Azul é um regime aduaneiro que, sem comprometer os controles, vem procurando reduzir o tempo das liberações das mercadorias, mediante a racionalização da movimentação da carga, nas operações de importação, exportação e de trânsito aduaneiro.

Já o programa OEA é uma certificação concedida pelas aduanas a importadores, exportadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas e despachantes que lhes confere o status de empresa segura e confiável em suas operações. Em outras palavras: o OEA é uma parte envolvida no movimento de cargas internacional que se insere no contexto dos programas de segurança criados por cada país, com base nas recomendações da Organização Mundial das Aduanas (OMA) para a segurança da cadeia logística.

Portanto, as duas iniciativas vêm ao encontro do Acordo sobre Facilitação de Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), já aprovado pelo Senado brasileiro, que prevê medidas para a modernização da administração aduaneira, bem como celeridade e simplificação de procedimentos, contribuindo para a redução de custos tanto no âmbito do governo como nos setores privados. Milton Lourenço - Brasil

______________________________________

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site:www.fiorde.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Lusofonia – Novos poetas lusófonos em antologia


O lançamento do primeiro número da antologia “Emergente – Novos Poetas Lusófonos” será no dia 7 de Maio de 2016, pelas 16h, na Livraria Ferin, Rua Nova do Almada 72 em Lisboa. Idealizada pelo escritor Samuel Pimenta e publicada pela editora Livros de Ontem, a Emergente é uma iniciativa de promoção à publicação de novos autores de poesia escrita em português.

A apresentação será feita pelo júri que seleccionou os textos, composto por Samuel Pimenta, João Batista, editor da Livros de Ontem, e Ana Paula Tavares, escritora angolana que, nos últimos anos, tem integrado, também, o júri que atribui o Prémio José Saramago.

Da selecção do júri, foram escolhidos 12 autores: Alexandre Brea Rodríguez, da Galiza; Ana Cunha, Ariana Rupp, David Erlich, Diogo Godinho, Eduarda Barata, Iago Vendrell, João Paulo Coelho e Margarida Gordon, de Portugal; Rodrigo Domit e Vanessa C. Rodrigues, do Brasil; e Kussu Kappo, de Angola.

No dia do lançamento, será anunciada, também, a convocatória para o segundo número da “Emergente – Novos Poetas Lusófonos”. Samuel Pimenta – Portugal

Aceda ao desenvolvimento desta iniciativa aqui e aqui.


Macau – Exposição de porcelana chinesa com toque português

A Casa Garden inaugurou, na passada quinta-feira, 28 de Abril de 2016, uma exposição intitulada “ChinAware” que reúne uma série de objectos em porcelana chinesa reinterpretados pelo designer Bruno M. Carvalho. A exposição ficará patente até ao próximo dia 29 de Maio.


Depois de dois meses na cidade da cerâmica imperial, em Jingdezhen, no âmbito de uma bolsa de curta-duração, Bruno M. Carvalho criou uma série de objectos, em porcelana, que culminaram no projecto “ChinAware”. A Casa Garden dá as boas-vindas à mostra que representa a “criação de design contemporâneo através de novas abordagens da disciplina, face às especificidades socioculturais e constrangimentos espácio-temporais”, indica um comunicado da Fundação Oriente.

A mostra segmenta-se em quatro projectos: “Barbowls”, “Imperial marker” “Pleasure cups” e “Classbowls”, num total de 20 objectos em porcelana, criados a partir de 34 formas já existentes e que representam tipologias tradicionais chinesas, produzidas e comercializadas em pequenas fábricas porcelana utilitária. Além disso, a exposição vai complementar-se com fotografias e vídeos de enquadramento sociocultural, para explicar todo o contexto por detrás dos processos de criação.

Por isso, a exposição vai também revelar a “associação histórica nas relações sino-portugueses”. “Os objectos criados, foram motivados a partir de pormenores do contexto sociocultural da China actual”, que tiveram o toque especial do designer português.

Bruno M. Carvalho é licenciado em Design Cerâmica e desenvolve trabalhos que exploram a cultura material contemporânea em contextos geográficos e socioculturais específicos. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

domingo, 1 de maio de 2016

É isso aí










Vamos aprender português, cantando


É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí!
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

Ana Carolina e Seu Jorge - Brasil