Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 7 de julho de 2012

Jogos


Iniciam-se hoje oficialmente os VIII Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que decorrem de 7 a 15 de Julho no complexo desportivo de Mafra, embora ontem já tenha havido dois jogos de basquetebol feminino com Portugal a defrontar São Tomé e Moçambique. São cerca de 900 jovens, em representação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, maioritariamente no escalão de sub 16, que vão competir nas modalidades de andebol masculino, atletismo masculino e feminino, atletismo para pessoas portadoras de deficiência, basquetebol feminino, futebol masculino, ténis e voleibol de praia nos dois géneros. De lamentar a ausência dos jovens atletas da Guiné Bissau, que ficaram impossibilitados de confraternizar com os colegas dos outros países da CPLP.
Além dos jogos, haverá várias actividades culturais que decorrerão paralelamente aos jogos, onde participarão os atletas presentes nos VIII Jogos Desportivos da CPLP e as comunidades locais. Baía da Lusofonia

                               //www.jogosdesportivoscplp.com/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Formação

"Penso que é o analfabetismo e a desconfiança. Analfabetismo porque estamos num meio de recursos muito escassos e onde é sempre difícil assegurar que a distribuição da riqueza nacional, independentemente dos critérios que estão estabelecidos, chegue de forma equitativa a todos os cidadãos. Por essa razão, temos dificuldades de confiar um no outro. Por conseguinte, as pessoas julgam-se no direito de utilizar todos os recursos e todos os argumentos, incluindo a violência, para fazer valer o seu direito de ter a sua participação na distribuição do bolo comum. Como é que isso se resolve? Através da educação, através da formação." Domingos Pereira - Guiné Bissau  in "O País" Moçambique

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Desavergonhado


Estava nas minhas horas de lazer e decidi ver um pouco de televisão, que acontece esporadicamente, quando entra em minha casa, pelo televisor, um senhor sorridente a afirmar que a contratação de enfermeiros tinha sido realizado por um transparente concurso público, tendo sido acautelados os interesses do Estado e dos contribuintes (o meu), e como tal, tinha sido aceite a proposta mais vantajosa.
Veio-me à memória os tempos idos de 1985, quando nos falavam da melhoria salarial que seria a entrada no ano seguinte na CEE, para auferirmos vencimentos condignos, idênticos aos praticados nos futuros parceiros comunitários.
No dia seguinte encontrei um amigo meu, comerciante, do ramo do pronto-a-vestir, que tinha visto um programa com comentadores e políticos a falarem sobre umas certas parcerias, ele não percebeu bem, mas ficou com a ideia que havia uma grande trapaça.
Resolvi explicar-lhe que estava a falar de contratos de parceria público-privadas e para melhor compreender iria criar um cenário, em que ele arranjava uma boa loja, o Estado pagava-lhe as obras, ele apetrechava o espaço com a roupa e quando chegasse o fim da estação, o Estado lhe pagaria as roupas que entretanto não tinha vendido.
Respondeu-me que não havia ninguém que fizesse um contrato assim, e eu sorri, com aquele sorriso que tinha visto num desavergonhado, que tinha entrado sem licença, pela minha casa adentro, através do visor da televisão. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ponte


“A ponte, que se a­figura um grande perigo para as populações e o móbil da desgraça que paira no seio destas, foi construída sem os mínimos padrões de segurança e a sua vida foi abreviada pelos camiões de grande tonelagem e geralmente carregados que passavam por ali.
Não tem que se ser necessariamente um técnico de construção civil ou engenheiro para ver a péssima qualidade do material de construção usado para erguer a ponte de Boane-Massaca.
Porque parte desta já está despedaçada, vê-se que os varões usados são do tipo 12 e 16, o betão parece não ter sido feito para aquele propósito, talvez fosse para uso doméstico ou então muito cimento, varões, pedras foram desviados para ­fins ainda desconhecidos.
Apesar de todas as anomalias, a ponte não chegou a benefi­ciar de obras de manutenção. Desde que ela foi construída até desabar nunca havia sido feita uma intervenção técnica.
Quando a ponte de Boane-Massaca, como é conhecida, desabou, as autoridades da província de Maputo foram informadas do caso e enviaram para o local técnicos e engenheiros de construção civil para ver in loco as consequências de um trabalho mal feito.” Hermínio José – Moçambique           in “@ Verdade”

terça-feira, 3 de julho de 2012

Culturas


«Foi muito complicado deixar a família, temos que fazer sacrifícios pelos estudos, mas nós africanos são muito unidos, por aqui vemos os moradores muito sozinhos, como se estivessem abandonados neste bairro do Barreiro, estranhamos e perguntamos-lhes pelos filhos. Notamos que os idosos estão sempre à procura de conversa.» Popular - Angola

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Centralismo


Regularmente aparecem artigos de opinião na comunicação social evidenciando que as verdadeiras democracias são aquelas que são maduras, em que os partidos do poder são do centro democrático e todos aqueles que apresentam ideologias que não estão enquadradas neste centralismo, são consideradas de extremistas e que desempenham papéis importantes, mas apenas como movimentos de protesto.

Fica-nos sempre esta questão. Se os partidos do centro democrático são os verdadeiros partidos para dirigirem os países democraticamente, como foi possível chegarmos ao estado em que nos encontramos hoje, nós e os outros… Baía da Lusofonia

domingo, 1 de julho de 2012

Timor


"Ao povo português esteve, nos últimos quinhentos anos de história, associado o povo timorense, de que meus antepassados foram igualmente reis. Foi também por isso que, durante as horas sombrias da ocupação estrangeira de Timor, senti como uma obrigação a que me não podia eximir o dever de lutar para que ao povo timorense, que era também o meu povo, fosse reconhecido o direito a autodeterminar-se e escolher livremente o seu destino político. Empenhei por isso o prestígio que me advinha da minha ascendência, e até a herança dos laços de amizade fraterna estabelecidos outrora entre os meus avós e os soberanos que então reinavam na Indonésia, como os de Mataram, de que descendem os actuais sultões de Solo e Jogjakarta, para persuadir as autoridades indonésias a aceitar o diálogo, o que, com a ajuda de Deus, veio a produzir os seus frutos." Duarte de Bragança - Portugal