Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Mafra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mafra. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Portugal - Os sinos e os carrilhões do Palácio de Mafra vão voltar a tocar após silêncio de vinte anos

Os sinos e os carrilhões do Palácio de Mafra vão tocar a partir de 01 de fevereiro, após obras de restauro, depois de os primeiros sinais de deterioração surgirem a 11 de setembro de 2001, remetendo-os ao silêncio



“Foi uma data má em todos os sentidos com a coincidência de as torres gémeas [nos Estados Unidos da América] caírem e as nossas torres também começarem a ter problemas”, recorda Abel Chaves, um dos carrilhonistas do palácio, à agência Lusa.

Os 119 sinos e os dois carrilhões ficaram sujeitos a um “silêncio forçado” durante 20 anos, à espera de obras de requalificação e “presos” por andaimes desde 2004.

A empreitada de reabilitação iniciou-se em maio de 2018 e terminou em dezembro de 2019, representando um investimento de 1,7 milhões de euros.

“Fizemos uma intervenção global”, afirmou à Lusa Luís Marreiros, um dos técnicos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) que coordenaram os trabalhos.

“Não nos limitámos a intervir nos carrilhões, que são instrumentos musicais, mas também em todo o conjunto sineiro, ou seja, nos 119 sinos (sinos das horas, sinos litúrgicos e sinos dos carrilhões), nas estruturas, no catavento, no para-raios e nos dois relógios da torre””, explicou.

O investimento permite devolver este património único no mundo à população de Mafra e aos visitantes do Palácio Nacional de Mafra.

“Aquilo que temos pensado para este património é, a partir do primeiro domingo após a inauguração, ter concertos regulares dominicais, como era tradição em Mafra”, referiu à Lusa o diretor do palácio, Mário Pereira. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / Lusa”



domingo, 12 de janeiro de 2014

Tartaruga

Francisco Ortega e Adán Pérez-Garcia
O fóssil de uma nova espécie de tartaruga com 145 milhões de anos foi descoberto nas arribas de uma praia em Mafra, anunciaram este sábado, em Torres Vedras, os paleontólogos espanhóis Francisco Ortega e Adán Pérez-García.

"Sabíamos que estas tartarugas se encontravam unicamente na Europa e apenas na Inglaterra no Cretáceo Inferior (há 65 milhões de anos), mas este achado em Portugal permitiu-nos descobrir uma tartaruga com 80 milhões de diferença daquela, porque esta é do Jurássico Superior e tem 145 milhões de anos", disse à agência Lusa Francisco Ortega, paleontólogo e director científico da Sociedade de História Natural de Torres Vedras. 
 
As semelhanças existentes entre elas permitiram aos cientistas perceber que pertencem à mesma família das "eucryptodiras", de que fazem parte tartarugas actuais, mas as diferenças anatómicas entre ambas levaram-nos a concluir que se tratava de uma nova espécie para a ciência, a que apelidaram de 'Hylaeochelys kappa'
 
"Tem formas um pouco mais primitivas do que a da Inglaterra, como uma carapaça mais aplanada do que a das outras que são mais redondas, o que não é tão comum nas tartarugas", explicou o também professor na Universidade Nacional de Educação à Distância, em Madrid. 
 
Essa característica levou os investigadores a inspirarem-se num episódio em que os japoneses, no século XVI, confundiram as cabeças dos frades franciscanos portugueses com as figuras mitológicas japonesas 'kappas', semelhantes a tartarugas, por terem a cabeça parecida à carapaça das tartarugas, para apelidarem a nova espécie.  
 
Trata-se de uma tartaruga de água doce adulta, cuja carapaça de meio metro de diâmetro foi encontrada quase completa. 
 
O achado foi feito em 2011 na praia do Porto Barril, concelho de Mafra, por José Joaquim dos Santos, um cidadão de Torres Vedras que, nos seus tempos livres de carpinteiro, se ocupa a encontrar achados de dinossauro e outros animais nas arribas. 
 
A descoberta foi validada pela comunidade científica, depois de a Academia das Ciências francesa ter aprovado a publicação para breve do artigo científico na sua revista. 
 
Para os cientistas, este grupo de tartarugas confinado à Europa vem corroborar a tese de que, com a abertura do Atlântico Norte no Jurássico Superior e a separação dos continentes europeu e americano, começou a existir faunas diferentes dos dois lados que se tornou mais patente no Cretáceo.
 
Nos últimos 20 anos, José Joaquim dos Santos recolheu alguns milhares de fósseis pertencentes a dinossauros, tartarugas, crocodilos, peixes e até tubarões, cuja colecção foi vendida em 2009 à Câmara de Torres Vedras, para vir a expô-los num futuro museu. 
 
A colecção tem vindo a ser estudada desde essa altura por investigadores associados da Sociedade de História Natural. In “Rádio Renascença" - Portugal

sábado, 7 de julho de 2012

Jogos


Iniciam-se hoje oficialmente os VIII Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que decorrem de 7 a 15 de Julho no complexo desportivo de Mafra, embora ontem já tenha havido dois jogos de basquetebol feminino com Portugal a defrontar São Tomé e Moçambique. São cerca de 900 jovens, em representação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, maioritariamente no escalão de sub 16, que vão competir nas modalidades de andebol masculino, atletismo masculino e feminino, atletismo para pessoas portadoras de deficiência, basquetebol feminino, futebol masculino, ténis e voleibol de praia nos dois géneros. De lamentar a ausência dos jovens atletas da Guiné Bissau, que ficaram impossibilitados de confraternizar com os colegas dos outros países da CPLP.
Além dos jogos, haverá várias actividades culturais que decorrerão paralelamente aos jogos, onde participarão os atletas presentes nos VIII Jogos Desportivos da CPLP e as comunidades locais. Baía da Lusofonia

                               //www.jogosdesportivoscplp.com/