Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Biblioteca Provincial do Huambo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biblioteca Provincial do Huambo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de dezembro de 2024

Angola - Escritora lança a obra infantil “Os segredos dos meninos mágicos”

A escritora Gizela de Brito lançou e comercializou sexta-feira, no auditório da Biblioteca provincial do Huambo, a sua obra infantil intitulada “Os segredos dos meninos mágicos"



O livro que está resumido em três contos, com um total de 104 páginas, serve para levar os amantes da literatura a viajar sobre os desafios que se impõem na educação e no futuro das crianças.

Segundo revelou a escritora, Gizela de Brito cada um dos três contos, narra a história de uma criança do sexo masculino, que no seu universo estava envolvido na convivência com as áreas rurais, florestas e desertas.

Gizela de Brito disse que “Os segredos dos meninos mágicos”, constitui a primeira obra a solo, mas tem várias participações em colectâneas de alguns escritores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A escritora sublinhou que o livro de contos, retrata a vivência das crianças dos municípios do Huambo, Bailundo e da província vizinha do Bié, que fizeram o universo na sua inspiração, fruto de algumas pesquisas que a autora realizou nessas localidades.

Gizela de Brito revelou que o curso da natureza, as crenças religiosas e o imaginário africano, ofereceram pistas, para a autora reflectir sobre a obra literária por via da observação e auscultação.

A escritora acrescentou que os contos da sua obra, além de entreterem, abrem uma janela para a alma de um continente repleto de vida e mistérios, onde o passado e o presente, se entrelaçam de uma maneira mágica e indissolúvel.

Gizela de Brito prometeu que no próximo ano vai lançar igualmente duas obras literárias da classe infantil, já em fase de conclusão, uma delas vai tratar sobre a vida dos meninos do Huambo, um conto misto entre uma criança que atravessa o universo africano, para Europa, que estão a ser trabalhados numa das editoras Infanto-juvenil de Portugal.

A escritora incentivou a população do Huambo e não só, o gosto e hábito pela leitura, por propiciar o aumento do conhecimento e capacidade intelectual do cidadão.

No final da sua actividade Gizela de Brito ofereceu cerca de 60 livros de diversos géneros literários à Biblioteca Provincial do Huambo, para apetrechar a instituição.

A directora da Biblioteca Provincial, Herodina Afonso agradeceu pela doação, tendo afirmado que Gizela de Brito é uma benfeitora fiel da sua instituição, uma vez que em todos os anos oferece livros de diferentes áreas do saber.

A responsável apelou aos demais cidadãos, para que doem mais livros, para enriquecer o acervo bibliográfico da Biblioteca. Marcelino Wambo – Angola in “Jornal de Angola”


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Angola - Victor Evaristo apresenta o romance intitulado “O outro lado da cela”

O autor Victor Evaristo apresentou na Biblioteca Provincial do Huambo, aos amantes da literatura no Planalto Central, o romance intitulado “O outro lado da cela”, um retrato do quotidiano de um indivíduo que tem a sua liberdade condicionada, por estar preso numa cadeia


Segundo Victor Evaristo para escrever esse livro foi inspirado por uma reflexão que destaca o valor que da liberdade joga na vida de uma pessoa e que aquelas que estão privadas desta liberdade, esperam ansiosamente o longínquo dia para a restituição da sua independência.

O autor realçou, igualmente, que a liberdade do ser humano transcende o estabelecimento prisional, onde as questões culturais, políticas e sociais acabam por dar uma outra dimensão da independência.

"Há quem está preso por situações culturais, políticas, económicas e outras mais e que precisam de se libertar, para que consiga discernir bem o rumo da sua vida e encontrar soluções para cada tipo de problemas”, disse.

O livro com 174 páginas, dividido em 5 capítulos, manifestou, é fruto de reflexões do quotidiano e aglomerado de pensamentos, tendo depois surgido a ideia de compilar esse romance para que seja partilhado com o público-alvo.

A obra literária faz reflexão de um jovem que acidentalmente acaba por conhecer a prisão, posto lá encontrou o outro sentido da vida e o conceito mais aguçado da liberdade.

Victor Evaristo revelou que o seu livro de estreia foi lançado, oficialmente, em 2022, com uma tiragem de 100 exemplares. Nesta segunda edição, disse, vão ser colocados no mercado 500 cópias a serem comercializadas no valor de dez mil kwanzas. Estácio Camassete – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Angola - Efeméride marcada com palestra sobre a unidade na diversidade

O historiador e antropólogo Gregório Tchikola defendeu, na Biblioteca Provincial do Huambo, que a cultura angolana deve ser preservada, transmitida e inserida no programa curricular das escolas, universidades públicas e privadas

Gregório Tchikola, que falava na palestra subordinada ao tema "Unidade na diversidade”, inserida nas comemorações do Dia da Cultura Nacional, assinalado na segunda-feira, disse ser importante que nos programas curriculares escolares sejam incorporados matérias ligadas ao acervo cultural nacional, como forma de ajudar a juventude a conhecer melhor os costumes e ganhar o gosto pela pesquisa.

O historiador, que se dirigia aos criadores locais, sublinhou que a preservação da cultura angolana passa também por aceitar as próprias origens, hábitos e trabalhar para a criação de programas culturais que facilmente possam ajudar a divulgar o mosaico cultural da região. "É preciso valorizar a nossa cultura todos os dias, por estar ligada à educação de uma nação e nunca ser exaltada somente nas datas de efemérides”, considerou.

O tema "Unidade na diversidade”, disse, revela que o país é constituído por culturas diferentes, o que é necessário é manter a unidade como povos de culturas distintas, mas que podem conviver e partilhar experiências na diversidade. O também professor universitário defendeu os símbolos nacionais como uma riqueza cultural que se herdou e que devem ser preservados para as gerações vindouras.

O director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, no Huambo, Jeremias Piedade Chissanga, apelou para uma maior valorização, divulgação e preservação da cultura no seu todo, para que não se perca a essência.

O responsável lamentou que, nos últimos tempos, os cidadãos estão a desvalorizar os costumes da própria terra. Quanto ao número de fazedores de cultura no Huambo, segundo o director do Gabinete Provincial, ronda os dez mil associados, entre cantores, actores, artistas plásticos, escritores, artesãos, fabricantes de olaria, cestaria, entre outros.

Chissanga disse que existem infra-estruturas com condições aceitáveis para a dinamização das acções culturais no Huambo, reforçado com o programa de melhoria das condições sociais dos filiados.

O rei do Bailundo, Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, apelou à necessidade do desenvolvimento da indústria cultural no país, a fim de que os criadores encontrem mais espaço para expor os seus conhecimentos e fomentar as actividades culturais e artísticas. "Estamos preocupados com a falta de incentivos para a preservação e valorização das tradições locais”, concluiu. Adolfo Mundombe – Angola in “Jornal de Angola”