Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Os meandros do famoso “caso Padilla”

Belkis Cuza Malé reconstitui a perseguição que o poeta Heberto Padilla sofreu em Cuba

                                                                                   

                                                                                           I

Conhecer os meandros do famoso “caso Padilla” e as relações putrefatas de um regime que, a princípio, encantou e entusiasmou aqueles que lutavam por mais justiça social é a oportunidade que oferece La Buena MemoriaLa verdad sobreEl Caso Padilla” (Fort Worth, Texas, Linden Lane Press, 2025), obra da poeta Belkis Cuza Malé (1942), edição e-book em espanhol. Viúva do poeta Heberto Padilla (1932-2000), Belkis viveu de perto o drama e também sofreu com os constrangimentos pelos quais passou o escritor, vítima de perseguições pelo regime cubano comandado por Fidel Castro (1926-2016). E também foi perseguida e acusada, como o marido, de “contrarrevolucionária”.

Do livro constam não só as memórias de Belkis como vários de seus artigos publicados na imprensa norte-americana e de países hispanoamericanos, além de documentos e fotografias do tempo em que viveram juntos. Mas, basicamenre, Belkis reconstitui suas lembranças do famoso “caso Padilla”, episódio que se deu em 1971, à época em que Heberto lançara o livro de poemas Provocaciones. Antes disso, porém, em 1968, o poeta já ganhara o grande prêmio da União Nacional dos Escritores e Artistas de Cuba com o livro Fuera del Juego, no qual insinuara mazelas das autoridades cubanas de então que atuavam com os mesmos métodos arbitrários comuns nas ditaduras de direita. Apesar das pressões feitas pela direção da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac), o júri outorgou-lhe o prêmio por unanimidade.

A esse tempo, envolvera-se em polêmicas por defender a criação de um comunismo que valorizasse ideias como as da filosofia existencialista do filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980), e publicara comentários e partes de seu primeiro romance no suplemento Lunes de Revolución, sendo posteriormente correspondente jornalístico na União Soviética.

 

                                          II

Com um estilo saboroso e direto, Belkis recorda também os seus primeiros anos, filha de um pai ateu e autoritário, ex-dirigente sindical que logo se alinharia entre aqueles que se mostravam inconformados com os métodos duros da chamada revolução cubana, “um regime fascista mascarado de libertário”. Pouco afeita ao pai, ela recorda que teve de pedir ao avô, um catalão que emigrara para Cuba no começo do século, para levá-la à cerimônia de entrega do Prêmio Casa de las Américas, em fevereiro de 1962, que obtivera com o livro Tiempos de Sol (poemas).

Foi nessa cerimônia que conheceu Heberto, também um dos galardoados com menção honrosa com o livro de poemas El justo tiempo humano. O relacionamento entre os dois poetas, porém, só ocorreria a partir de 1967, quando ela já estava divorciada e com uma filha, Maria Josefina. Heberto também vinha de um primeiro casamento, com Bertha Hernandez, com quem teve três filhos, Giselle, Maria e Carlos. Com Belkis, teve Ernesto. O casamento terminou em divórcio, em 1995.

Em 20 de março de 1971, Heberto seria detido em seu apartamento na calle O, no bairro de El Vedado, com sua mulher, acusados de “atividades subversivas”, depois de lançar em leitura na Universidade de Havana o livro Provocaciones. Seria solto, em razão de pressões internacionais, 37 dias mais tarde, depois de assinar à força, juntamente com sua mulher, uma “declaração de autocrítica” em que se assumia como “contrarrevolucionário”, pecha que também teve de estender forçosamente à esposa. A assinatura dar-se-ia numa cerimônia na Uneac, que contou com a presença de cerca de 150 escritores e artistas, membros da instituição.

 

                                                                         III

Belkis dedica vários capítulos de sua obra aos dias de detenção de Heberto, lembrando que, só depois de muita insistência, haveria de se encontarr com o marido na prisão num momento em que ele estava debilitado e passando com problemas de saúde, depois que os algozes lhe haviam injetado na veia um líquido que era usado pela polícia política para “facilitar” as confissões dos acusados.

A “declaração de autocrítica” de Padilla, porém, haveria de suscitar, na América Latina, América do Norte e Europa, reações de intelectuais como Mario Vargas Llosa (1936-2025), Julio Cortázar (1914-1984), Gabriel García Márquez (1927-2014), Susan Sontag (1933-2004), Jean-Paul Sartre e outros. Em função da repercussão negativa para um regime à época ainda com a auréola de reformista, o governo liderado por Fidel Castro haveria de reconsiderar a decisão, procurando dar um fim ao chamado “caso Padilla”.

Como conta Belkis, embora liberto, o poeta, depois de vários anos de tentativas frustradas de deixar o seu país, só teria permissão para sair de Cuba em 13 de março de 1980, quando então mudou-se para os Estados Unidos, por intercessão do senador norte-americano Edward Kennedy (1932-2009). Um ano antes, Belkis já havia conseguido sair de Cuba, mudando-se para os Estados Unidos com o filho. Instalada em Princeton, nos Estados Unidos, com Heberto, em 1982, Belkis criou o periódico Linden Lane Magazine, dedicado à literatura e arte, especialmente aquelas produzidas no exílio, e que já alcançou 43 anos de publicação sem interrupções.

No exílio, em 1986, Heberto lançaria o romance En mi jardin pastan los héroes (Barcelona, Editorial Argos Vergara), cujo título, segundo alguns críticos, seria uma referência jocosa e dissimulada a Fidel Castro, a quem muitos cubanos chamavam às escondidas de El Caballo (O Cavalo). O título provém de um poema do poeta salvadorenho Roque Dalton (1935-1975).



                                                         IV

Nascido em Puerta de Golpe, Pinar del Río, Heberto formou-se em Direito e Filosofia em Havana. Publicou seu primeiro livro de poemas, Las rosas audaces, em 1948. Com a vitória da chamada revolução em 1959, foi nomeado correspondente oficial em Nova York, onde já residia à época, depois que fora exilado pela ditadura de Fulgencio Batista (1901-1973), que durou de 1952 a 1959. Ainda em Nova York trabalhou para a agência Prensa Latina. Com o triunfo da revolução, transladou-se para Cuba, onde continuou a trabalhar na agência Prensa Latina e fez parte da redação do jornal Revolución, dirigido pelo jornalista, poeta e ativista político Carlos Franqui (1921-2010).

É autor também dos livros de poesia La Hora (1964); Cuadernos de Poesía (1964); Poesía y Política (1974); El Hombre junto al Mar (1981); Una Ponte, una Casa de Pedra (1998); Puerta de Golpe, antologia criada por Belkis Cuza Malé (2013); e Una Época para Hablar (2013) antologia que contém toda a sua obra poética. No gênero narrativas, publicou El Buscavidas (1963), novela; e Prohibido el Gato (1989), romance político, além de La Mala Memoria (Barcelona, Plaza e Janes, 1989), em que conta as vicissitudes que vivera em Cuba.

Heberto Padilla faleceu em 24 de setembro de 2000, depois de uma prolongada doença no coração. No dia seguinte, foi encontrado morto, sozinho, estendido no sofá em seu apartamento em Auburn, no Alabama. Heberto dava aulas no Departamento de Estudos Latino-americanos da Universidade de Auburn e seus colegas, que já sabiam de seus problemas de saúde, estranharam a sua ausência e foram até a sua residência.


                                                 V

Belkis Cuza Malé (1942), poeta, artista plástica e jornalista, nascida em Guantánamo, realizou estudos de literatura cubana e hispano-americana na Universidade de Oriente, em Santiago de Cuba, e na Universidade de Havana. Ao final de 1964, mudou-se para Havana, onde trabalhou como jornalista cultural e na redação de La Gaceta de Cuba, até a sua saída do país em abril de 1979.

Estreou como poeta com o livro El Viento en la Pared (1962), publicado pelo Departamento de Expansão Cultural da Universidade de Oriente, graças ao seu professor, o poeta, escritor e ator mexicano Eraclio Zepeda (1937-2015). Começou a trabalhar como jornalista no periódico Hoy em 1965 e, posteriormente, mudou-se para o jornal Granma, do qual, segundo ela, foi demitida em 1967.

Belkis confessaria posteriormente jamais haver tido o menor entusiasmo revolucionário. Fazia jornalismo cultural e só ia à redação do jornal para entregar os artigos e entrevistas que fazia com personalidades literárias, como o romancista italiano Alberto Moravia (1907-1990), o poeta chileno Nicanor Parra (1914-2018), a escritora argentina-colombiana Marta Traba (1930-1983), o escritor peruano Vargas Llosa, o romancista argentino Julio Cortázar e vários poetas e intelectuais espanhóis que costumavam visitar Cuba, além de pintores e artistas de teatro.

Em 1982, já no exílio, fundou, em Princeton, a revista Linden Lane Magazine, especializada em literatura e arte. Em 1996, radicada em Fort Worth, Texas, fundou La Casa Azul, centro cultural cubano.  Durante mais de 25 anos, escreveu uma coluna semanal de opinião publicada em El Nuevo Herald, de Miami, e outros jornais de Nova York, Los Angeles e Porto Rico. Publicou também artigos no jornal Panorama News, de Fort Worth, que foram reunidos no livro No digas que el día está feo, porque lo has visto (2021).

No gênero poesia, publicou Los Alucinados (1962);  Cartas a Ana Frank (1966); Juego de Damas (2002); Woman on the Front Lines (1987); La otra mejilla (2007); e Los poemas de la Mujer de Lot (2011). No gênero prosa, é autora também de El Clavel y la Rosa: biografia de Juana Borrero (Madrid, 1984); Elvis: La Tumba sin Sosiego o La Verdadera Historia de Jon Burrows (1984); En Busca de Selena, (1997); "Lagarto, Lagarto", novela, (2013); Ermita, Jazmín y Melaza, (2013); Puerta de Golpe, mi antología personal de Heberto Padilla (2013); e Vida de Tula. Biografía de Gertrudis Gómez de Avellaneda (2016). Adelto Gonçalves - Brasil                                              

_________________

La Buena Memoria – La verdad sobre “El Caso Padilla”, de Belkis Cuza Malé. Fort Worth, Texas/EUA, Linden Lane Press / Colección Testimonio, edição e-book, 399 páginas, 2025. E-mail: lindenlanemag@aol.com

________________________

Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp)/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os Vira-Latas da Madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Robbin Laird, editor, 2024), publicado na Inglaterra. E-mail: marilizadelto@uol.com.br





domingo, 27 de julho de 2025

Centro Estudos Internacionais Iscte - Programas doutorais, 6ª Fase de Candidaturas Abertas

Encontra-se aberta a 6ª fase de candidaturas aos programas de doutoramento do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa. Esta fase decorre até ao dia 27 de agosto.


O CEI-Iscte, enquanto unidade de investigação, faz a gestão dos programas doutorais em Estudos Africanos, Estudos Internacionais, História, Estudos de Segurança e Defesa (em parceria com a Academia Militar), e mais recentemente do doutoramento em Transições para a Sustentabilidade, promovendo a ligação entre ensino e investigação nas suas áreas temáticas.

O Doutoramento em Estudos Internacionais já não se encontra com fase de candidatura aberta.

O Doutoramento em Estudos Africanos forma investigadores, docentes e profissionais de várias áreas na análise de realidades sociais, económicas e políticas de África e da sua relação com o mundo global.

Ao longo do programa, os doutorandos adquirem conhecimentos das principais problemáticas sociais, políticas e económicas em África, tendo a possibilidade de aprofundar a sua investigação numa diversidade de áreas que incluem: Ambiente e Recursos Naturais; Desenvolvimento e Cooperação; Economia e Empresas; Educação e Desenvolvimento; Estruturas e Dinâmicas Sociais; Política e Relações Internacionais.

O curso tem uma forte componente metodológica que reforça as capacidades para a conceção e gestão de programas de investigação. Permitindo, também, reforçar as competências de liderança na análise, gestão, e a avaliação de políticas públicas e no exercício de atividades profissionais nomeadamente na investigação e docência, administração pública, em organização da sociedade civil e em empresas.

Candidaturas

O programa de Doutoramento em História, Estudos de Segurança e Defesa, realizado em parceria com a Academia Militar, proporciona aos doutorandos uma formação aprofundada nos domínios científicos da História, dos Estudos de Segurança e da Defesa.

No primeiro ano, os alunos frequentam uma parte curricular composta por dois semestres, participando em seminários sobre as várias áreas científicas do curso, ministrados por docentes do Iscte e da Academia Militar.

No sentido de tornar o Doutoramento um espaço plural, aberto aos olhares privilegiados dos protagonistas e especialistas das questões que aborda, o plano de estudos inclui também anualmente um Ciclo de Conferências Multidisciplinares baseado na colaboração de alguns dos mais reputados especialistas nacionais e internacionais sobre estas temáticas, assim como um Seminário de Projeto dedicado à discussão e preparação dos projetos de doutoramento dos estudantes.

As aulas funcionam em regime pós-laboral, concentradas em dois dias da semana (um no Iscte, outro na Academia Militar), para além do Ciclo de Conferências que decorre alternadamente entre as duas instituições.

Candidaturas

A crise ecológica atual, o aumento da consciência ambiental e o desenho e implementação de medidas de política pública tornam oportuna a oferta formativa pós-graduada que promova a reflexão crítica e a mudança para sociedades mais sustentáveis.

O Doutoramento em Transições para a Sustentabilidade, que passou para a gestão do CEI-Iscte a partir do ano letivo 2024/2025, reflete sobre as formas de transição de sistemas centrais da vida em sociedade (p.e. energia, alimentação, habitação, transportes), incluindo instrumentos de políticas públicas (p.e. políticas verdes) e opções tecnológicas (p.e. tecnologias digitais).

Candidaturas

Japão - Missionários lusófonos enfrentam desafio de evangelizar no país

Dois missionários lusófonos radicados no Japão falaram sobre os desafios de tentar expandir a religião católica numa realidade “radicalmente diferente”

“Nos fins de semana isto fica cheio, duas mil pessoas”, disse, com orgulho, o português Nuno Lima, pároco na Catedral de Osaka, a terceira maior cidade do Japão, com cerca de 2,7 milhões de habitantes.

Muito diferente é a realidade do moçambicano Hipólito Vida, pároco de três paróquias rurais: Sennan, Kinokawa e Misaki, “a menor, é uma espécie de família. E acrescentou: “Os católicos registados são 50 e os que participam nas missas são 15, 20”.

Ambos pertencem à Sociedade Missionária da Boa Nova, um grupo apostólico dedicado à evangelização, atualmente presente em Portugal, Moçambique, Brasil, Angola, Zâmbia e Japão.

O primeiro a chegar, há 26 anos, foi Nuno Lima, natural de São João da Madeira.

“Sempre achei interessante ou desafiante este encontro com o diferente. Então o Japão seria, para mim, era esta possibilidade de pensar e transmitir o cristianismo num contexto radicalmente diferente”, explicou o missionário.

Ainda assim, Lima sublinhou que há uma longa história a ligar Portugal e Japão, destacada na Expo2025 em Osaka, onde o pároco é vice-comissário geral do Pavilhão da Santa Sé integrado na Pavilhão da Itália.

Tal como Nuno Lima, também Hipólito Vida, natural de Angoche, na província de Nampula, no norte de Moçambique, passou os primeiros dois anos no Japão a aprender a língua, depois de estudar Teologia na Universidade Católica de Porto.

“Durante esses dois anos, quis desistir muitas vezes. Cheguei a arrumar minhas malas para voltar para casa. Mas os meus colegas sempre diziam: ‘Olha, ninguém morreu por estar aqui’”, recordou o pároco, ordenado com 33 anos.

Mas Vida admitiu que “é preciso morrer para ressurgir de novo” como missionário.

“Eu vim com aquela ideia de Moçambique, uma missão muito mais aberta, muito mais criativa, com guitarra, danças e tudo, como a nossa cultura moçambicana”, recordou o missionário.

“Quando eu cheguei aqui, percebi que as coisas não funcionam assim, diante desta realidade que é o Japão, uma realidade completamente diferente”, frisou Vida.

Ao contrário de países como Portugal, onde a Igreja Católica é dominante, no Japão “não podemos dar por garantido que as pessoas saibam o que é que significa, por exemplo, a missa”, explicou Nuno Lima.

Afinal, apenas cerca de metade dos fiéis japoneses em Osaka cresceram em famílias católicas, algumas descendentes dos “kakure kirishitan”, “cristãos ocultos/escondidos” que sobreviveram à perseguição e torturas no século XVII.

Ainda assim, dois terços dos fiéis católicos em Osaka continuam a ser estrangeiros e a catedral da cidade celebra missas em japonês, inglês, vietnamita e coreano, disse Lima.

“Temos que procurar estar próximo das pessoas e, através da curiosidade, transmitir a mensagem de uma forma que lhes toque o coração”, referiu o português, apontando para um retrato de Nossa Senhora em trajes tradicionais japonesas.

“Se calhar nós, como Igreja, ainda não conseguimos fazê-lo de um modo mais vivo, que ultrapasse esta barreira dos preconceitos, das ideias prévias”, lamentou Lima, numa referência à imagem que o catolicismo tem como uma religião estrangeira.

Hipólito Vida diz que procura conhecer os habitantes das três paróquias através do modo de ser e da alegria. “As pessoas vão dizer que eu sou o padre do sorriso e eu gosto muito de brincar”, explicou.

Entre aqueles que se convertem, explicou Nuno Lima, alguns fazem-no por casamento, mas a maioria já tinha tido contacto com a religião católica nas escolas ou mesmo infantários cristãos.

Estes estabelecimentos são populares entre os pais japonesas devido ao “bom currículo académico” e aos “valores cristãos”, que o missionário descreve como “ajudar e amar o próximo”.

Mas Hipólito Vida defendeu que os convertidos, “uma vez budistas, morrem budistas”. “Vão à missa, aos domingos, rezam, fazem toda a atividade da Igreja, mas quando há um evento budista, eles participam”, explicou.

No que toca ao futuro, o moçambicano pondera ir estudar no Vaticano, mas para depois regressar: “Não me vejo em outra realidade que não seja no Japão”.

Também Nuno Lima garantiu que gostaria de continuar no país. “Mas em relação ao futuro, só Deus sabe”, acrescentou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Romeu











Vamos aprender português, cantando

 

Romeu

 

Que espécie de tragédia foi esta?

Tudo começou numa conversa

foi o destino que me trouxe para ti

ai o drama

se quiseres até alinho em fugir

bem ao nível de um drama de Shakespeare

se for para ir espera por mim

 

Ho Romeu

bora deixar de lado a etiqueta

eu quero ser a tua Julieta

estou que até posso morrer por ti

ho Romeu

eu sei que ainda é tudo tão recente

mas olha que o coração não mente

ai quando tu olhas para mim

 

Ho Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

 

Se for para apostar, aposto até ao fim

porque só quem ama sabe que o amor é mesmo assim

o destino não tem hora vem de forma aleatória

e o nosso amor, ficou para a história

se for para fugir diz-me só onde é que eu espero

Romeu e Julieta na versão 2.0

o teu beijo foi veneno e eu cedi

agora só quero chamar por ti

 

Ho Romeu

bora deixar de lado a etiqueta

eu quero ser a tua Julieta

estou que até posso morrer por ti

ho Romeu

eu sei que ainda é tudo tão recente

mas olha que o coração não mente

ai quando tu olhas para mim

 

Ho Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

 

Ho Romeu

bora deixar de lado a etiqueta

eu quero ser a tua Julieta

 

Ho Romeu

bora deixar de lado a etiqueta

eu quero ser a tua Julieta

estou que até posso morrer por ti

ho Romeu

eu sei que ainda é tudo tão recente

mas olha que o coração não mente

ai quando tu olhas para mim

 

Ho Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

Romeu ai ai

Romeu ai ai

o que é meu

agora é teu

agora é teu

 

Margarida Vasconcelos - Portugal 


sábado, 26 de julho de 2025

Brasil - Agosto, mês de cahorro louco

Agora, eles querem a nossa soberania, mas não vamos ceder, vamos nos unir, direita e esquerda, católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas, ateus, para dizer que o Brasil é nosso, quem faz as leis e as aplica no judiciário somos nós os brasileiros

Mais alguns dias e chegaremos ao primeiro de agosto. Agosto, mês de cachorro louco, é verdade. Na história que o Brasil vai viver a partir do primeiro de agosto, tem cachorro e tem louco.

Vocês escolhem quem é o cachorro e quem é o louco, entre o presidente dos Estados Unidos que vai taxar nossas exportações para os americanos em 50%, e o patriota filho do ex-presidente Bolsonaro, que foi aos Estados Unidos, pedir ao Trump para ferrar o Brasil, para o Trump sacanear o Brasil e provocar uma crise econômica, que tornará tudo mais caro e tornará ainda mais difícil a vida das famílias pobres.

Graças ao Eduardo Bolsonaro, para quem não interessa se o Brasil sifo... , para ele o importante é seu pai não ser condenado por ter tentado dar um golpe militar e se tornar ditador.

Você que se enrola na bandeira brasileira, você que se dizia e era chamado de patriota, acampado diante dos quartéis, você concorda que outro país faça chantagem com o Brasil e ameace de nos fazer uma guerra econômica se não nos curvarmos e não aceitarmos fechar a STF e demitirmos o Lula?

Você acha que um gringo, que está expulsando de maneira violenta brasileiros que estavam vivendo nos EUA, que um gringo tem o direito de provocar uma crise na exportação da carne, da soja e cereais, numa chantagem para ser anistiado o ex-presidente Bolsonaro, da tentativa de golpe?

Não somos nós brasileiros que devemos dizer o que é bom para o Brasil? Essa guerra econômica é como se os fuzileiros navais dos gringos entrassem nas nossas casas no Amazonas, Goiás, Pernambuco, São Paulo, Rio ou Rio Grande do Sul, para citar só alguns Estados.

Você acha que Deus e Cristo estão do lado dos gringos e do Trump, nessa chantagem contra o Brasil e que o jeito é mesmo de baixar as calças e trocar de bandeira e cantar o hino nacional deles, para o Trump acabar com a guerra econômica que declarou contra o Brasil?

Faz quase cem anos, eles queriam ficar com nosso petróleo, e nós dissemos Sai pra lá gringo, o petróleo é nosso! Agora, eles querem a nossa soberania, mas não vamos ceder, vamos nos unir, direita e esquerda, católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas, ateus, para dizer que o Brasil é nosso, quem faz as leis e as aplica no judiciário somos nós os brasileiros.

Todos unidos contra Trump e contra o traidor brasileiro, que colocou Trump contra nós. Rui Martins - Brasil 

Macau - 60 alunos do secundário aprendem a Língua de Camões em Portugal e Xangai

Nas férias de Verão, a DSEDJ lançou este ano dois cursos focados na aprendizagem de Português, um em Portugal com duração de três semanas e o outro em Xangai que vai durar duas semanas. O objectivo é melhorar as competências integradas de língua portuguesa dos 60 alunos participantes seleccionados de 22 escolas secundárias locais


Entre este mês e Agosto, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) vai organizar dois cursos de Verão para aprendizagem do Português, tendo seleccionado um total de 60 alunos de 22 escolas secundárias de Macau, para participar num curso em Portugal ou noutro em Xangai.

De acordo com a DSEDJ, os alunos que participam no curso em Portugal, com duração de três semanas, vão visitar Lisboa, Coimbra e Porto, onde vão fazer cursos intensivos de Português em instituições de ensino superior. Neste curso, designado por “Viagem de estudo de língua e cultura no Verão – Programa de estudo em Portugal”, os alunos irão experimentar de perto o ambiente académico e conhecer a rica história e cultura local, o que aprofundará o conhecimento desses jovens sobre Portugal e os ajudará a planear antecipadamente o prosseguimento de estudos, destacou a DSEDJ.

Durante as três semanas, os alunos participarão ainda em várias actividades de estudo fora das salas de aula. Vão conhecer aquelas três grandes cidades portuguesas e ganhar mais capacidades em termos da prática linguística e da comunicação intercultural, através da interacção com residentes locais.

Já em Xangai, os participantes no “Curso de Verão de Iniciação à Língua Portuguesa 2025” terão duas semanas para fazer cursos sistemáticos leccionados por instituições de ensino superior, de modo a fortalecer as suas técnicas para aprender Português e a aumentar a sua confiança em estudar a Língua de Camões.


Na mesma linha, este grupo de alunos também vai ter intercâmbios linguísticos e culturais com alunos de ensino secundário que estudam língua portuguesa em Xangai, com quem irão trocar métodos de aprendizagem. Segundo a DSEDJ, além disso, o curso em Xangai reveste-se do significado de alargar o horizonte e a rede interpessoal dos alunos na área do Português.

“As duas actividades de campo de estudo de Português nas férias de Verão não apenas melhorarão as competências integradas de Português dos alunos, mas também serão benéficas para os estudantes demonstrarem o estilo e a qualidade excelentes dos jovens de Macau junto dos amigos do Interior da China e internacionais, promovendo intercâmbios humanísticos entre a China e Portugal”, realçou a DSEDJ.

Num comunicado, o organismo sublinhou ainda que a DSEDJ está empenhada, através da educação sistemática, em formar, desde a infância, alunos interessados em aprender a língua portuguesa, para que sejam capazes de ouvir, falar, ler e escrever em Português. Ao mesmo tempo, prometeu o “aprofundamento contínuo” do estabelecimento de escolas oficiais de língua portuguesa que disponibilizem todos os níveis de ensino e de desenvolvimento de turmas bilingues chinês-português, bem como a organização de diversos planos de estudo, cursos faseados de Português e actividades de aprendizagem diversificadas, com vista a consolidar a base linguística para os estudantes interessados em prosseguir estudos em Portugal.

Além disso, a DSEDJ destacou a criação de prémios em níveis, no intuito de aumentar as oportunidades para alunos estudarem língua portuguesa no exterior. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau




Cabo Verde - Cantora Radija Borges estreia-se com o single “Sem Guerra” sobre amor, superação e reconciliação

Cidade da Praia – A cantora cabo-verdiana Radija Borges estreia-se com o single “Sem Guerra”, tema que fala de amor, superação e reconciliação, cantado em crioulo e com “a alma à flor da pele”.


De acordo com um comunicado enviado à Inforpress, Radija Borges, 20 anos, natural da cidade da Praia, a viver actualmente em Portugal, desde de pequena que compõe, canta e se emociona com cada nota.

“'Sem Guerra' nasceu de forma muito natural. Tudo começou com o beat do Felino, que me tocou logo de início. Assim que o ouvi, veio a primeira melodia, ainda sem palavras, só sentimento. A letra e a inspiração verdadeira chegaram depois, num processo lindo com o Loreta, que trouxe uma sensibilidade que encaixou perfeitamente no que eu queria transmitir”, explicou a artista.

Ainda segundo a mesma fonte, apesar de ser nova no mercado, Radija está rodeado por profissionais com “vasta experiência e reconhecimento na indústria”. 

"Sem Guerra" é uma composição assinada por Radija e Loreta KBA, com produção de Felino, mix & master da Buzzmati Entertainment e direção artística do coletivo Wilsoldiers, uma equipa responsável por vários dos nomes promissores da nova geração. In “Inforpress” – Cabo Verde