Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 28 de março de 2023

Angola - Novo Aeroporto Internacional de Luanda, Dr. António Agostinho Neto, é inaugurado no final do ano

O Presidente da República anunciou esta segunda-feira, 27, que o novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, localizado no distrito de Bom Jesus, município de Icolo e Bengo, Luanda, vai ser inaugurado no final de 2023


"Eu estive aqui a 04 de Dezembro do ano passado e devo dizer que saio daqui satisfeito, na medida em que houve uma boa evolução física dos trabalhos desta empreitada", disse o Chefe de Estado, João Lourenço, em conferência de imprensa, no final da visita.

De acordo com o Presidente da República, face à envergadura do aeroporto, o Executivo angolano vai retomar brevemente as negociações com a Boeing, tendo em vista a aquisição de novos aviões para a TAAG.

"No acto de inauguração do aeroporto em termos de apetrechamento não vai faltar nada", garantiu João Lourenço.

Localizado no distrito de Bom Jesus, município de Icolo e Bengo, o novo Aeroporto Internacional de Luanda tem quatro pistas, estando duas delas prontas para aterragens de aviões de grande e pequeno porte.

A pista sul, a maior do aeroporto, tem quatro mil metros por 60 de largura.

O novo Aeroporto Internacional de Luanda "Dr. António Agostinho Neto", que ocupa uma área de 1324 hectares, tem capacidade para 15 milhões de passageiros/ano e um volume de mercadorias de 50 mil toneladas por ano.

A infra-estrutura possui, também, duas pistas duplas e está dimensionado para receber aeronaves do tipo B747e A380 - actualmente o maior avião comercial, além de contemplar a construção de raiz de uma cidade aeroportuária que cobrirá uma área de construção de 75 quilómetros quadrados. In “Novo Jornal” – Angola

Recordemos que em Portugal Continental apenas o Aeroporto Internacional de Beja tem condições para receber a aeronave A380. Baía da Lusofonia


segunda-feira, 27 de março de 2023

Goa - Restauro da capela erguida por portugueses nas mãos da Fundação Oriente

A Fundação Oriente juntou-se ao Governo de Goa para restaurar, naquele estado indiano, a capela da Nossa Senhora do Monte, construída no século XVI pelos portugueses, e que implica “um investimento avultadíssimo”, disse o organismo


“Este ano vamos fazer um forte investimento novamente na recuperação da capela, juntamente com o Governo local”, apontou o delegado da Fundação Oriente (FO) em Goa, Paulo Gomes.

A história da FO em Goa, que celebra este ano o 28.º aniversário da delegação na região, não pode ser contada sem mencionar a Capela de Nossa Senhora do Monte. Além de ter sido responsável, em 2001, pela recuperação integral da estrutura religiosa, o organismo português lançou naquele espaço, no ano seguinte, o festival de Música do Monte, “um dos cartazes culturais ou musicais mais importantes de Goa”, que já completou 21 edições de sons indianos e internacionais.

“Os períodos das monções aqui são bastante significativos para determinado património. As monções acontecem desde junho até setembro, quando chove ininterruptamente, e estes edifícios mais antigos carecem de uma manutenção diária”, disse Paulo Gomes, referindo que, ao longo das duas últimas décadas, o trabalho “para evitar que a capela chegasse a este estado não foi feito”.

Com a responsabilidade da intervenção no interior do edifício, a fundação trouxe a Goa, no ano passado, dois restauradores-conservadores portugueses. “É um investimento avultadíssimo, e o nosso compromisso é colaborar na recuperação do interior da capela que também é um investimento avultado, desde murais, eletrificação, desde os altares”, explicou o responsável, estimando que até ao final do ano, “a capela possa estar operacional”.

Questionado sobre o valor do investimento da Fundação Oriente neste projecto, o delegado preferiu não responder. A Lusa também entrou em contacto com o departamento de Arqueologia do Governo de Goa, mas até ao momento não recebeu qualquer resposta.

A recuperação do património é, segundo Paulo Gomes, “uma das apostas da Fundação Oriente” no estado indiano de Goa. Mas o apoio, assume o responsável, vai além da tradição portuguesa: “Estamos sempre disponíveis, quer seja património cristão, quer seja património hindu, para receber propostas e analisar dentro daquilo que são as nossas possibilidades”, salientou.

No que diz respeito à intenção de deitar abaixo a Capela de Nossa Senhora das Angústias, em Damão, Paulo Gomes disse não estar na posse “dos elementos necessários” para falar sobre o caso, declarando, no entanto, que “ainda não existem certezas sobre a sua demolição”.

A comunidade católica damanense está a tentar impedir a demolição do edifício religioso com mais de 400 anos, que o administrador provincial, Praful Kodhabai Pratel, membro do Bharatiya Janata Party (BJP, Partido do Povo Indiano, nacionalista conservador hindu, no poder desde 2014), quer transformar num campo de futebol. “Estamos a preparar-nos para a eventualidade de levarmos o caso até à decisão do Supremo Tribunal em Bombaim”, disse à Lusa o padre Brian Rodrigues, que presta os serviços religiosos naquele lugar de culto ainda ativo.

Ainda no que diz respeito ao património, a FO em Goa recebeu, em fevereiro, o 7.º Colóquio Internacional Casas Senhoriais, um projeto com mais de duas décadas que até recentemente se debruçava sobre o estudo deste tipo de mansões em Portugal e no Brasil. Um “espaço de reflexão” que chegou este ano, pela primeira vez, à Índia.

“Um seminário muito bonito e com cerca de 20 investigadores, arquitetos, quer do Brasil, quer de Portugal, aos quais se juntaram arquitetos de referência de Goa”, explicou o representante da FO, notando que a própria sede do organismo em Goa é uma casa senhorial, adquirida em 1993, e que foi alvo, no início do ano, de obras de manutenção “também avultadas” na galeria de arte.

Em 2004, foi doada à FO parte da colecção de trabalhos de António Xavier Trindade (1870-1935), “pintor maior da Índia”, nascido em Goa e de origem portuguesa. Dessa herança artística, mais de três dezenas de obras estiveram expostas, entre Novembro de 2022 e janeiro de 2023, na Galeria Nacional de Arte Moderna, em Nova Deli. “Foi uma das acções em que levámos também Goa, a Fundação Oriente e Portugal à capital”, disse, explicando que “a Índia, já no próximo mês, vai tornar-se no país mais populoso do mundo”, pelo que “as distâncias são enormes e nem sempre é fácil desenvolver atividades fora de Goa”. In “Ponto Final” - Macau


Macau – Universidade de Macau desenvolve robô macrófago para tratamento de pneumonia aguda

Uma equipa de investigação liderada por Wang Ruibing, professor associado do Instituto de Ciências Médicas Chinesas (ICMS) da Universidade de Macau (UM), desenvolveu uma plataforma celular motorizada de engenharia supramolecular como portadora de nanomedicina, baseada no tropismo inflamatório dos macrófagos e no catalisador geração de oxigénio como força propulsora. Quando carregado com curcumina anti-inflamatória, a plataforma mostrou “um bom efeito terapêutico contra a pneumonia aguda”, referiu a instituição de ensino superior em nota de imprensa.


A curcumina, como uma pequena molécula amplamente estudada isolada da erva medicinal chinesa açafrão, “mostrou bom potencial terapêutico no tratamento de muitas doenças inflamatórias”. No entanto, pode ainda ler-se, “a própria curcumina não tem como alvo os tecidos inflamatórios, ou seja, quando a curcumina é usada sozinha, não consegue acumular-se com precisão nos tecidos inflamatórios, portanto os resultados clínicos não têm sido satisfatórios”.

Os resultados da investigação, que foram publicados na revista académica Advanced Materials, revelam que, após o carregamento de moléculas de curcumina em nanopartículas de dióxido de manganês modificadas por moléculas hospedeiras e convidadas, respectivamente, subsequentemente e foram incubados macrófagos com essas nanopartículas sequencialmente para induzir a automontagem supramolecular intracelular, a fim de bloquear as nanopartículas transportadoras de drogas nos macrófagos para inibir o efluxo. “Devido ao seu tropismo inflamatório, os macrófagos carregados acumularam-se nos tecidos pulmonares inflamatórios. No microambiente altamente oxidativo no local da inflamação, as nanopartículas de dióxido de manganês catalisaram o peróxido de hidrogénio para gerar oxigénio, levando o robot macrófago a infiltrar-se rapidamente no tecido inflamatório. Enquanto isso, a curcumina foi libertada no tecido inflamatório, polarizando os macrófagos e regulando conjuntamente o microambiente inflamatório, para reverter a inflamação”, pode ler-se no estudo científico.

Esta tecnologia regula e trata eficazmente doenças inflamatórias com alta especificidade, e a equipa recebeu um segundo prémio na categoria de Prémio de Ciências Naturais nos Prémios de Ciência e Tecnologia de Macau de 2022. In “Ponto Final” - Macau


Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra criam novos materiais sustentáveis para aplicação na indústria automóvel

Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a empresa TMG Automotive, está a desenvolver novos produtos com baixas emissões de compostos orgânicos voláteis para aplicação na indústria automóvel.


Estas atividades têm vindo a ser desenvolvidas no âmbito do projeto “DeVOC – Novos produtos plastificados funcionais, mais verdes e sustentáveis, à base de PVC, e com baixas emissões de compostos orgânicos voláteis (VOCs)”, liderado pela TMG Automotive em co-promoção com o Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), do DEQ.

Tal como o nome indica, «o principal objetivo deste projeto é desenvolver processos inovadores, tendo por base o uso de matérias-primas mais sustentáveis e de processos mais verdes e seguros, que permitam a obtenção de materiais plastificados com baixas emissões de compostos orgânicos voláteis, os chamados VOCs, que são responsáveis por aquilo a que, normalmente, associamos ao “cheiro a carro novo”», especifica Hermínio Sousa, o responsável pelo projeto na FCTUC.

Portanto, prossegue o docente do DEQ, «o foco é reduzir o total destas emissões em cerca de 25%, bem como reduzir ao mínimo a emissão de certos VOCs específicos, que são considerados pela indústria e pelos consumidores como sendo os principais responsáveis por alguns dos odores mais indesejáveis e desagradáveis».

Assim, «esta redução é perfeitamente justificada por questões relacionadas à perceção sensorial dos consumidores em termos dos odores emitidos e da qualidade do ar interior nos veículos automóveis», esclarecem os investigadores. 

Segundo a equipa da FCTUC, devido aos resultados promissores obtidos até então, ainda não podem ser revelados publicamente muitos detalhes sobre as abordagens inovadoras utilizadas. «Neste momento, estamos a tratar de várias questões relacionadas com a proteção da propriedade industrial criada neste projeto. No entanto, podemos revelar que conseguimos obter reduções globais de emissões de VOCs que variam entre 10 a 40% e, em alguns compostos voláteis específicos, responsáveis pelos odores mais indesejáveis, estamos a conseguir também reduções muito significativas», assegura.

«Os resultados estão já consolidados, tanto à escala laboratorial como à escala semi-piloto. Além disso, os mecanismos fundamentais associados a estes resultados estão a ser estudados por simulação molecular, o que é uma abordagem tipicamente inexplorada em projetos de cariz industrial», conclui.

Com anos de experiência em materiais de superfície para interiores de automóveis, a TMG Automotive está cada vez mais consolidada como líder em soluções inovadoras e sustentáveis, atendendo às normas cada vez mais rigorosas do mercado automóvel. De acordo com esta empresa, o crescimento da indústria automobilística na Ásia tem impulsionado a procura por uma melhor qualidade do ar no interior dos veículos, sendo uma preocupação crescente e um verdadeiro desafio para este setor a emissão de VOCs pelos materiais poliméricos existentes no interior do veículo.

As Original Equipment Manufacturers (OEMs) e os fabricantes de componentes, como a TMG, estão empenhadas em reduzir as emissões de VOCs e alcançar a neutralidade olfativa nos interiores dos automóveis, ao mesmo tempo que procuram uma maior sustentabilidade dos seus produtos. Para tal, estão a desenvolver novos processos produtivos e materiais baseados em matérias-primas de base natural e/ou com baixo impacto ambiental, com o objetivo de reduzir a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) dos materiais plastificados, para desta forma, promover a economia circular e proteger o meio ambiente.

Este projeto, financiado pelo Programa Portugal 2020/COMPETE 2020 (Projetos em co-promoção SII&DT - I&D Empresarial), reflete e complementa uma longa e frutífera parceria estratégica entre a TMG Automotive e alguns dos investigadores do CIEPQPF da FCTUC nele envolvidos, nomeadamente Hermínio Sousa, Ana Dias, Pedro Simões e Maria da Graça Rasteiro. Universidade de Coimbra - Portugal


Portugal - Equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde descobre mecanismo que leva ao aparecimento do Lúpus

Estudo premiado pela Lupus Research Alliance (EUA) abre portas ao desenvolvimento de novas terapias para o tratamento de doenças autoimunes


Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), liderada pela cientista Salomé Pinho, descobriu que alterações na composição dos glicanos (açucares) à superfície das células confundem o sistema imunitário e desencadeiam doenças autoimunes como o Lúpus. Os investigadores mostraram também que é possível reparar esta modificação de glicanos, e desta forma, prevenir o desenvolvimento do Lúpus.

A descoberta foi publicada na prestigiada revista científica Science Translational Medicine e distinguida esta semana com um prémio de inovação de 280 mil euros pela associação americana Lupus Research Alliance (LRA).

As doenças autoimunes são patologias crónicas caracterizadas pela incapacidade do nosso sistema imunitário em distinguir o “próprio” do “não-próprio”, o que o leva a “atacar” as nossas próprias células, desencadeando um processo inflamatório crónico. São normalmente doenças debilitantes e incapacitantes, sem cura e com impacto na qualidade de vida dos doentes.

A equipa do i3S centrou-se no estudo do Lúpus e quis perceber até que ponto a presença anómala de açucares (glicanos) alterados à superfície do rim determina o aparecimento desta doença autoimune.

Salomé Pinho, líder do grupo «Immunology, Cancer & GlycoMedicine», explica que o sistema imune, ao perceber que “há uma expressão anómala de açucares à superfície das células do rim, ativa um certo tipo de células imunológicas que levam à produção de moléculas pro-inflamatórias, contribuindo assim para o estabelecimento do processo inflamatório”. Isto significa, esclarece, que “conseguimos identificar um novo mecanismo subjacente ao desenvolvimento de uma patologia autoimune”.

Como explica Inês Alves, primeira autora do estudo, a equipa conseguiu também descobrir que é possível reparar esta modificação anómala de glicanos e controlar desta forma a resposta imunológica auto-reativa, evitando que o rim seja «atacado» pelas células imunes e prevenindo, assim, o desenvolvimento do lúpus». Estão, assim, abertas novas portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o tratamento de doenças autoimunes.

Esta descoberta é particularmente importante porque o lúpus afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é uma doença complexa, já que o sistema imunitário pode atacar qualquer parte do corpo, incluindo os rins, cérebro, coração, pulmões, sangue, pele e articulações.

Mais de 90 por cento dos doentes são mulheres e a doença surge frequentemente entre os 15 e os 45 anos, ou seja, na fase mais ativa e produtiva da mulher. Os afro-americanos, hispano-americanos, asiáticos e nativos americanos estão duas a três vezes mais expostos a riscos do que os caucasianos.

Um “reconhecimento do trabalho desenvolvido no i3S e em Portugal”

Ter conquistado um dos sete «Lupus Innovation Award», atribuídos este ano pela Lupus Research Alliance (LRA), e ser o único projeto europeu distinguido, tem um significado especial para Salomé Pinho: “Trata-se da maior agência de financiamento não governamental, sem fins lucrativos, de investigação sobre lúpus em todo o mundo. Além disso, a totalidade dos donativos que a associação recebe destina-se a apoiar a investigação de ponta em lúpus com o objetivo de descobrir melhores diagnósticos, melhores tratamentos e, em última análise, uma cura para o lúpus. É, por isso, um orgulho imenso receber este prémio, mas também representa um reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido no i3S e em Portugal em estreita colaboração com hospitais como o caso do Centro Hospitalar Universitário de Santo António-Porto”.

Inês Alves destaca por sua vez o impacto do estudo agora publicado na investigação de translação e a importância do prémio na continuação deste trabalho para uma fase mais próxima da clínica: ” descoberta de um novo mecanismo subjacente à resposta imune descontrolada que caracteriza o Lúpus abre portas para investigarmos novas abordagens terapêuticas que podem ter impacto num leque alargado de doenças autoimunes. O prémio irá permitir transformar este mecanismo num alvo terapêutico e, assim esperamos, controlar a doença e melhorar a qualidade de vida destes pacientes”, aponta a investigadora.

Do lado da LRA, Teodora Staeva, vice-presidente e principal responsável científica da associação, realça o orgulho “de poder oferecer estas bolsas, que apoiam a investigação crítica do lúpus e encorajam o desenvolvimento de abordagens terapêuticas inovadoras. Os talentosos laureados com o Prémio Lúpus de Inovação estão a desenvolver a investigação sobre lúpus, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas com esta doença», sublinhou a responsável, em comunicado. Universidade do Porto - Portugal


domingo, 26 de março de 2023

São Tomé e Príncipe - Vaga de emigração para Portugal provoca falta de profissionais de saúde

O sistema de saúde de São Tomé e Príncipe está com carência de profissionais devido ao aumento da emigração de quadros para Portugal desde a facilitação de visto no âmbito da CPLP, segundo o ministro da Saúde.

“Desde que Portugal tornou fácil o acesso à entrada, muitos profissionais de saúde têm saído, então alguns serviços começaram a estar em causa, deixaram de ter o mínimo que é necessário para trabalhar e garantir qualidade de serviço”, disse à Lusa Celsio Junqueira.

Face à “vaga de emigração”, o ministro da Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais foi autorizado pelo Governo a proceder à contratação de profissionais reformados para compensar a saída de quadros.

“Para já, a curto prazo vai resolver, mas se continuar esta saída, a médio e longo prazo temos que ter outra estratégia de atração de quadros profissionais da saúde para o nosso sistema nacional de saúde. Teremos mesmo de atrair novos quadros ou mesmo arranjar um maior incentivo para maior fixação dos profissionais da saúde, sobretudo para a Região Autónoma do Príncipe”, disse Celsio Junqueira.

Segundo o ministro da Saúde, registra-se maior carência de profissionais nos serviços de banco de urgência do Hospital Central Doutor Ayres de Menezes, na capital são-tomense, e nas urgências das áreas de saúde distritais.

“Começamos a ter carências devido à facilidade de visto para Portugal”, reforçou.

Celsio Junqueira referiu que há “postos de saúde fechados” que só abrem quando há partilha de profissionais que saem de um posto para outro.

“Em alguns serviços há sobrecarga, daí termos como solução a curto prazo e imediata a contratação dos profissionais reformados [… ], mas é preciso pensar a médio e longo prazo e teremos que fazer uma reforma profunda e analisar para garantir pelo menos serviços minimamente operacionais e com qualidade”, defendeu Celsio Junqueira.

Além disso, o Ministério da Saúde está a avaliar os pedidos profissionais que estão em férias sem vencimentos e as saídas de muitos profissionais por junta médica.

Por outro lado, o governante disse à Lusa que o Governo está “a acompanhar a taxa de propagação da covid-19”, que tem aumentado nas últimas semanas, tendo registo 50 casos durante a última semana.

Segundo Celsio Junqueira, a equipa de epidemiologia do Ministério da Saúde tem acompanhado a situação com “preocupação e atenção”, mas a situação está sob controlo, sobretudo por não haver muitos casos graves e internamentos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

Estados Unidos da América - Novo restaurante português abriu Los Angeles

O novo restaurante português Barra Santos, um projeto da Last Word Hospitality, abriu em Los Angeles com lotação esgotada, preenchendo um vazio na cidade numa altura em que cada vez mais norte-americanos visitam Portugal


“É por essa razão que está aqui este pessoal todo”, disse à Lusa o coproprietário Michael Santos, um luso-americano nascido em Portugal e criado na costa Leste dos Estados Unidos que fala bem a língua. Já tinha apontado que, em LA, “quase não há restaurantes portugueses”.

O público que acorreu à estreia foi maioritariamente norte-americano, lotando o espaço interior e a zona exterior pouco depois da abertura das portas. O tempo de espera por mesa chegou a atingir uma hora e meia, algo que deixou Michael Santos impressionado. “Está uma loucura agora”, referiu.

Num ambiente descontraído, com quadros alusivos ao fado e fotografias a preto e branco de um Portugal passado, a azáfama no Barra Santos foi temperada por sons raros em Los Angeles, como a “Canção de Engate” de António Variações.

O menu é tipicamente português com foco nos grandes êxitos culinários que são associados a Portugal. Há frango com piripíri, tostas de sardinha, pastéis de bacalhau e bifanas. Há também salada de bacalhau e grão-de-bico, camarão preparado com vinho verde e alho, e pratos com linguiça.

“Temos queijo dos Açores, temos pão com fiambre cortado bem fininho e também azeitonas”, acrescentou Michael Santos. “É mesmo uma casa portuguesa”.

Além da comida, a carta de vinhos é um dos grandes atrativos do local. “A maior parte do vinho na nossa lista é português, 75% a 80% da lista é portuguesa”, frisou Michael Santos.

O responsável disse que gostaria que o restaurante fosse um local de eleição também para lusodescendentes, visto que praticamente não há outras ofertas semelhantes (à exceção do Natas em Sherman Oaks, que é mais virado para pastelaria, e do Caldo Verde na baixa, que tem uma mistura de cozinha lusa e californiana).

“Espero que seja o princípio e traga mais portugueses aqui”, afirmou Santos, apontando que a comunidade está muito dispersa. “A Califórnia é tão grande que estão espalhados pelo estado todo”.

É um forte contraste com o que Santos viveu do outro lado dos Estados Unidos. “Não há comunidade portuguesa aqui como há na Costa Leste”, disse. “Fui criado em Rhode Island onde é tudo português, há muitas comunidades”.

O Barra Santos, localizado em Cypress Park, dista cerca de 40 quilómetros do salão português de Artesia, cidade onde reside a maior comunidade portuguesa do condado de Los Angeles.

É precisamente da Portugal Imports em Artesia que vêm vários dos produtos usados pelo restaurante, que também tem como fornecedores a HGC Imports em São José e um importador de Point Loma, San Diego.

“Todos os produtos que conseguimos encontrar vêm de Portugal”, explicou Santos, com importações diretas e indiretas. “O que não conseguimos encontrar usamos coisas daqui ou espanholas”.

Aberto de quarta a domingo, o Barra Santos vai servir sobretudo snack, jantares e bebidas. O projeto foi bastante antecipado no mercado por ser uma criação da Last Word Hospitality, a mesma equipa responsável pelo Found Oyster, um sítio que ganhou notoriedade (e espaço no guia Michelin) com os seus pratos de peixe e marisco. In “Sapo 24” – Portugal com “Lusa”