Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 2 de agosto de 2020

Estados Unidos da América – Alzuleycha, a empresa de decoração portuguesa na Califórnia

A designer Ana Guerreiro lançou a empresa de decoração Alzuleycha, na Califórnia, partindo de detalhes da arquitetura e do design português para construir peças que fazem lembrar azulejos e apelam a um público diversificado



“Não é só a comunidade portuguesa que se revê nestes padrões”, disse à Lusa a designer, mencionando que as peças de decoração que produz também têm despertado o interesse de consumidores de origem latina e do médio oriente.

Situada em Sunnyvale, que se enquadra na região conhecida como Silicon Valley, a Alzuleycha “é uma marca de decoração para casa que é inspirada na arquitetura e no design português”, disse Ana Guerreiro. Do seu portfólio constam peças em fibra de madeira MDF, impressões, puzzles de parede, almofadas decorativas, chávenas, aventais e capas para telemóvel.

Apesar do nome da marca, que vem de uma palavra de origem árabe da qual derivou ‘azulejo’, a designer explicou que a inspiração é mais alargada. “São todos os detalhes da arquitetura que vemos”, indicou.

“Uso pormenores de portas em madeira, janelas, portões, esculturas feitas em pedra nas fachadas, os pormenores de desenhos feitos com esses materiais”, explicou Ana Guerreiro.

“Acabo por olhar para eles, tirá-los e conjugá-los para fazer um novo padrão”, acrescentou.

As coleções têm nomes em português, tal como as séries “Folha de Oliveira”, “Alfama” ou “Coração”. Ana Guerreiro disse que os itens que mais vendem através da loja ‘online’, por estes dias, são as almofadas e as peças de cozinha (panos e aventais), uma área em que só entrou por sugestão de uma amiga que começou a dar aulas de cozinha.

Antes da pandemia de covid-19, a Alzuleycha tinha começado a aparecer em mercados locais, no condado de Santa Clara, mas a situação forçou Ana Guerreiro a alterar o seu plano estratégico.

“Estou a tentar fazer parcerias com empresas de ‘staging'”, afirmou, referindo que muitas lojas continuam fechadas. “Há empresas ‘online’ de design e estou a tentar chegar a elas. Quero fazer parcerias para ter os meus produtos disponíveis para os seus designers”, apontou a designer.

Neste momento, os produtos são feitos nos Estados Unidos e no México, mas a empresária está a ponderar transferir alguma da produção para Portugal, nomeadamente as peças de decoração de parede.

Apesar do impacto negativo da pandemia, Ana Guerreiro notou que a crise levou a uma maior abertura das organizações luso-americanas nas redes sociais e realçou o papel do conselho de liderança PALCUS. “Se não fosse a pandemia, talvez não tivesse a oportunidade de chegar tanto às comunidades portuguesas”, refletiu a empresária.

“Foi mau, porque está a cortar um caminho que eu queria seguir, mas é uma questão de encontrar outros caminhos e seguir por eles”, afirmou Ana Guerreiro.



“O mais importante é fazer parcerias com outras empresas que estejam ligadas ao que eu faço, na decoração”, concluiu.

Com uma licenciatura em arquitetura e design de interiores, Ana Guerreiro estava a trabalhar numa empresa de remodelações em Portugal quando teve a ideia que viria a tornar-se na Alzuleycha. A designer mudou-se para a Califórnia em 2017 e abriu a empresa nos Estados Unidos no final de 2019. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

Timor-Leste - Escola Portuguesa de Díli inaugurou novo auditório que lembra cheias de 13 de março

A Escola Portuguesa de Díli (EPD) conta com um novo auditório para cerca de 80 pessoas, construído na sequência das inundações de 13 de março passado

O espaço foi inaugurado pelo vice-primeiro-ministro timorense, José Reis, e pelo embaixador de Portugal em Díli, José Pedro Machado Vieira, num dia em que foram entregues os certificados aos finalistas do 12.º ano.

“As imagens do dia da inundação foram chocantes, deixando pessoas dentro e fora de Timor-Leste num sentimento de tristeza e imensa preocupação. Mas, esse triste evento provocou também que algo muito mais importante e bonito viesse ao de cima”, lembrou José Reis.

“O movimento que ocorreu logo de seguida, a solidariedade e dedicação que foi demonstrada por toda a comunidade da Escola Portuguesa de Dili, desde professores e funcionários, pais, alunos”, sublinhou o responsável, destacando ainda o apoio de entidades oficiais do Estado.

O Auditório 13 de Março lembra o dia das inundações que causaram graves danos materiais à instituição.

No dia 13 de março passado, uma forte chuvada, associada a assoreamento e falta de manutenção, provocou cheias em várias zonas da cidade de Díli. Milhares de famílias foram afetadas e os danos materiais foram avaliados em mais de 20 milhões de dólares.

As cheias encheram todo o recinto da escola de lama, tendo a ação rápida de professores e funcionários evitado vítimas. A limpeza e reconstrução do espaço começaram entre abril e junho.

“Um dia triste”, que se deveu a fortes chuvadas, mas também “à falta de um planeamento e ordenamento eficaz e eficiente, resultando em construções feitas sem estudos profundos e sem respeitar padrões”, salientou José Reis.

“O Governo está empenhado em corrigir essa falta, de forma a elaborar um plano de ordenamento para o território nacional, para que no futuro desastres deste tipo possam ter impactos minimizados, não só em Dili, mas como também em outras áreas de Timor-Leste que têm também sido afetadas”, disse.

José Reis lembrou que a recuperação da escola e a construção do auditório é um marco na institutição, que nasceu em 2002 “como resposta a uma necessidade existente em Timor-Leste de afirmar a vontade dos timorenses em fazer da Língua Portuguesa, umas das línguas oficiais” do país.

“Nós escolhemos como Língua Nacional de Timor-Leste a Língua Portuguesa”, e esta escolha foi um fator determinante para a Independência e soberania de Timor-Leste, disse Reis, lembrando as palavras do antigo Presidente timorense Nicolau Lobato.

Ao nascer no mesmo ano da restauração da independência, a EPD tornou-se num “forte centro de formação por onde têm passado muitas crianças timorenses”, disse. A quase totalidade dos mais de mil alunos da EPD são timorenses.

Um espaço que permite formação em português, mas que também oferece “um ensino de qualidade que prepara os alunos para poderem competir dentro e fora de Timor-Leste”, acrescentou.

Na mesma ocasião, o embaixador de Portugal em Díli sublinhou o esforço de professores e funcionários para recuperar o espaço da escola, “uma instituição de referência para Portugal” em Timor-Leste.

“A criação deste espaço mostra, uma vez mais, o compromisso e aposta da Escola Portuguesa em prover uma formação diversificada aos seus alunos, reforçando a vertente de educação abrangente que esta Escola se orgulha de oferecer”, disse José Pedro Machado Vieira.

Designar o novo espaço ‘Auditório 13 de março’ permite não só marcar o “momento dramático” vivido, mas “prestar uma justa homenagem a todos os que, na tarde daquele fatídico dia, tiveram o rasgo, a coragem e a determinação para evitar perdas não materiais”.

“Mesmo em tempos difíceis, como no contexto pandémico, e com a reestruturação da Escola pela frente, foi incrível observar que, para além de mediador, facilitador e articulador do conhecimento, o papel do professor também se vai renovando; é também um criativo, um artista das estratégias de ensino que precisa de processar novos cenários e reformular métodos a todo o momento, qualidades fundamentais nesta época”, destacou.

“É de louvar, ainda, o espírito de resiliência e a capacidade de liderança que permitiu a rápida reconstrução da Escola, necessária após as cheias do passado dia 13 de março. O envolvimento dos docentes, dos auxiliares, dos pais, mães e encarregados de educação, bem como da comunidade foi essencial para que fosse possível estarmos aqui hoje”, sublinhou. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

A vida que eu quiser













Vamos aprender português, cantando


Letra - Tiago Torres da Silva - Portugal
Música - Renato Júnior – Portugal
Voz – Sofia Escobar - Portugal


sábado, 1 de agosto de 2020

Cabo Verde - Centro Cultural em Lisboa promove workshop sobre olaria tradicional do arquipélago

Cidade da Praia – O Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa promove de 1 a 15 de Agosto, o workshop sobre a olaria tradicional do arquipélago, visando desenvolver os conhecimentos e todo o processo operatório de técnicas.

De acordo com um comunicado dos promotores, o workshop propõe uma oficina prática, passando por todos os processos que constituem a cadeia operatória de uma peça cerâmica.

“A preparação das pastas, as diferentes técnicas de modelação tradicional cabo-verdiana, o processo de secagem, os acabamentos através de óxidos, técnica de brunir e finalmente a cozedura em forno tradicional, soenga, com material combustível orgânica”, pode-se ler no comunicado.

O workshop é dirigido a todas as pessoas de qualquer idade que pretendem conhecer a cultura material cabo-verdiana, aprofundando e desenvolvendo conhecimentos e aptidões sobre a olaria tradicional de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

Cabo Verde – Protocolo vai permitir a estudantes de Porto Novo frequentarem cursos de licenciatura no Politécnico de Bragança

Porto Novo – Quarenta e dois estudantes do Porto Novo, Santo Antão, vão poder, a partir do ano lectivo 2020/2021, frequentar cursos de licenciatura em Portugal, mais precisamente no Instituto Politécnico de Bragança, anunciou a edilidade porto-novense.

Segundo um anúncio da câmara do Porto Novo, esses jovens vão poder prosseguir os estudos em Portugal graças a um protocolo existente entre a autarquia e o Instituto Politécnico de Bragança, que tem como propósito criar oportunidades aos jovens porto-novenses de acesso ao Ensino Superior.

Todos os anos, este instituto, já frequentado por muitos estudantes porto-novenses, oferece ao município do Porto Novo vagas para licenciaturas e mestrados, no âmbito do protocolo existente entre as duas instituições.

Igualmente, estudantes dos outros municípios de Santo Antão vão ter a possibilidade de frequentar a formação superior nesse instituto politécnico, graças a acordos de cooperação estabelecidos.

Enquanto isso, o ano lectivo 2020/2021 deverá ficar marcado pelo arranque do Ensino Superior em Santo Antão, com a operacionalização do instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias desta ilha, criado em Janeiro deste ano.

O Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias de Santo Antão é uma unidade orgânica da Universidade Técnica do Atlântico, com sede no Mindelo. In “Inforpress” – Cabo Verde

Tailândia – O país que que melhor está a recuperar da pandemia

De acordo com o Índice Global COVID-19 (GCI), a Tailândia ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos 184 países que registaram a maior recuperação da pandemia causada pelo novo coronavírus, tendo obtido uma pontuação de 82,06% no índice de recuperação

Até hoje, foram confirmados 3312 casos de covid-19 na Tailândia, dos quais 3135 já se encontram recuperados, 119 em tratamento e 58 mortes. Este resultado veio confirmar o país como um exemplo em termos de esforço no combate à pandemia.

A Tailândia começou a tomar medidas de prevenção contra a pandemia logo no início do ano, em janeiro, e tem mantido restrições muito fortes à entrada de viajantes no país, tendo encerrado todos os acessos marítimos, aéreos e terrestres ao turismo.  Dentro do próprio país cumpre-se também o recolher noturno das 22h00 às 04h00, limitações nas deslocações entre províncias e a proibição de encontros sociais.

O GCI baseia 70% dos seus cálculos em grandes dados e análises diárias de 184 países, enquanto os outros 30% provêm do Índice de Segurança Sanitária Global, uma avaliação da segurança sanitária global de 195 países preparada pelo Centro Johns Hopkins para a Segurança Sanitária nos Estados Unidos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

Estados Unidos da América - Steven Ferreira é o novo presidente da Discovery Language Academy

Duarte Nuno Carreiro homenageado pela Discovery Language Academy no final do seu mandato como presidente da direção

Durante o seu mandato – 30 de Junho 2018 a 31 de Julho 2020, a Discovery Language Academy testou positivamente o sucesso de um novo modelo de ensino, procurando sempre acompanhar a evolução tecnológica, por forma a oferecer as melhores condições de aprendizagem aos seus alunos.

A criação da Sala da Realidade Virtual é prova disso mesmo, onde os alunos podem “viajar” e explorar outros locais, aumentando assim os seus conhecimentos sem se ausentarem da escola.

Os protocolos que foram feitos com entidades relevantes, nomeadamente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Instituto Camões e a FLAD – Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, permitiram novas experiências aos alunos, com resultados muito gratificantes na sua formação cultural.

A Discovery Language Academy ensina a jovens dos 4 aos 78 anos de idade distribuídos pelas aulas do Pré-Escolar ao Nono Ano e naturalmente as aulas para os mais adultos.

Este ano e devido à situação desfavorável, a que ninguém estava habituado, a escola criou alternativas de forma a garantir um ensino à distância.

Como já perceberam, estamo-nos a referir à pandemia Covid-19 que nos levou a um confinamento em nossas casas e como resposta foi iniciado um programa de ensino interativo, através de uma aplicação informática para que os alunos não ficassem privados das suas aulas de português, espanhol e inglês. Com esta iniciativa, a D.L.A. conseguiu a aderência de mais alunos de diversos estados dos Estados Unidos da América, permitindo assim uma abrangência geográfica considerável.

É de referir também a especial atenção dada ao jovem Folkloric Performance Group que muito tem prestigiado a DLA com as suas atuações.

Com um mandato recheado de iniciativas que muito valorizaram a Discovery Language Academy, com a colaboração e empenho de todos os envolvidos, nomeadamente: do corpo docente, diretores, diretora executiva, empregados, pais dos alunos e benfeitores, Duarte Nuno Carreiro refere a honra e o privilégio que sentiu em presidir a uma escola ativa e dinâmica, incentivando os seus alunos a prosseguirem aos seus estudos. In “Portuguese Times” – Estados Unidos da América