Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 3 de novembro de 2018

Portugal – Aeroporto de Beja, a infraestrutura que os políticos de Lisboa não enxergam

Autarcas e empresários do Baixo Alentejo criticam os “milhões de euros” previstos para o possível aeroporto no Montijo e insistem no potencial da infraestrutura de Beja como complementar a Lisboa e Faro, recusando o “rótulo” de “elefante branco”



Se avançar a construção do novo aeroporto no Montijo (Setúbal), o valor do investimento previsto “é completamente despropositado, é descabido até”, disse à agência Lusa o socialista Jorge Rosa, presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).

Também o presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL), Filipe Pombeiro, questionou se Portugal terá “disponibilidade” para “fazer um investimento de largos milhares de milhões de euros noutro mega-aeroporto”.

“Será que não existem soluções? Acho que existem, nomeadamente o aeroporto de Beja”, defendeu à Lusa.

Os empresários alentejanos, salientou Filipe Pombeiro, nada têm “contra o Montijo”, estão é “a favor” do equipamento que “está feito em Beja” e que “tem todas as condições para servir o país”.

O aeroporto de Beja, que resulta do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11 e custou 33 milhões de euros, começou a operar a 13 de abril de 2011, quando se realizou o voo inaugural.

Desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na maioria dos dias e quase só tem servido para estacionamento e manutenção de linha de aviões de algumas companhias aéreas.

Este verão, o tráfego de passageiros aumentou, graças a operações de voos “charter” associadas a pacotes de operadores turísticos.

Em julho, a infraestrutura aeroportuária alentejana foi escolhida pela empresa aérea europeia Hi Fly, que já aí detém uma base para estacionamento e manutenção de aeronaves, como “palco” da 1.ª aterragem em Portugal de um Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, por ser o único aeroporto nacional com capacidade para o receber (este “gigante dos céus” continua a parar em Beja entre operações).

A construção de uma unidade de manutenção e desmantelamento de aviões da empresa Aeroneo e de um hangar da empresa portuguesa MESA para manutenção de aviões, sobretudo da Hi Fly, são alguns dos projetos que estão previstos para o aeroporto de Beja.

Autarcas e empresários da região têm reivindicado que esta infraestrutura tem de ser mais aproveitada, nomeadamente em termos de voos de passageiros, como complementar aos aeroportos de Lisboa e de Faro, que dizem estar “esgotados”.

Para o presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio (PS), o aeroporto da cidade “reúne boas condições para servir de retaguarda a Lisboa” e “a qualquer aeroporto nessa zona, tal como o demonstrou este verão, através de ações promovidas por operadores turísticos”.

E ainda no que respeita a voos de passageiros, acrescentou o autarca, “a superlotação” que “já existe” no aeroporto de Faro “também pode e deve ser explorada” para rentabilizar Beja: “Pode ser um extraordinário aeroporto complementar para toda a região algarvia”.

Por isso, sublinhou, ainda que avance “um aeroporto complementar na zona de Lisboa”, como o que está previsto no Montijo, “não é por aí que Beja sairá grandemente prejudicada”, porque o equipamento da cidade "é de excelência" e, "sempre que haja superlotação a norte ou a sul, está muitíssimo bem situado para servir de complemento”.

Convicto de que o aeroporto de Beja “não será, de certeza, um elefante branco”, o autarca lembrou que a infraestrutura tem “uma potencialidade de aproveitamento e de criação de mais-valias e de emprego” que ultrapassa “o simples tráfego de passageiros”.

“O que é preciso são duas ou três empresas âncora que, depois, possam atrair outras para a região”, sustentou.

No “caminho” que o aeroporto de Beja precisa de percorrer para se afirmar, realçou o presidente do NERBE/AEBAL, subsistem ainda dois problemas.

“Ainda não houve um governo que olhasse para o aeroporto e o quisesse viabilizar” e “há o problema das acessibilidades”, assinalou Filipe Pombeiro, frisando: “Se tivermos uma boa ferrovia e uma boa rodovia, numa hora e pouco conseguimos estar em Lisboa”.

Jorge Rosa, da CIMBAL, sugeriu até que os “milhões” previstos para o Montijo deveriam ser aplicados “na melhoria das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias” à região, que “estão muito más”, o que “permitiria encurtar o tempo de distância até Lisboa”, acabando com "o argumento que é utilizado, o da distância, para não se considerar o aeroporto de Beja como complementar” ao da capital.

“Já o Alqueva não o era, como se provou, e isto também não é nenhum elefante branco. Se tivermos condições de acessibilidades, tenho a certeza de que este investimento ainda vai dar um retorno muito grande ao país”, argumentou Filipe Pombeiro. In “Sapo24” – Portugal com “Lusa”

Austrália - Agiu de forma condenável ao espiar Timor-Leste quando negociava o tratado do Mar de Timor

A Austrália agiu de forma condenável ao espiar Timor-Leste quando negociava o tratado do Mar de Timor e, por essa "fraude", deve compensar o país pelas receitas de petróleo e gás que perdeu, defendeu um senador australiano



"Considero que, em 2004, a Austrália atuou erradamente. Responsáveis australianos defraudaram Timor-Leste de petróleo e gás. E a fraude desfaz tudo. Deveríamos voltar a uma posição em que nenhuma das partes são prejudicadas por essa fraude", disse à Lusa Rex Patrick, senador da Aliança de Centro.

"Não é concebível espiar alguém com quem apertamos as mãos e a quem dissemos que vamos negociar em boa fé. É ilegal e é inconcebível fazer isso. A Austrália não atuou em boa fé", frisou.

Rex Patrick que falava à Lusa em Díli, à margem de uma visita parlamentar australiana a Timor-Leste - a primeira desde 2011 - referia-se ao polémico caso denunciado por dois homens que estão atualmente a ser julgados num tribunal em Camberra.

Um ex-agente dos serviços secretos australianos, conhecido como "Testemunha K" (a sua identidade nunca foi revelada publicamente), e o seu advogado, Bernard Collaery, foram acusados de conspiração pelas autoridades em Camberra.

Os acusados, que regressam na quinta-feira ao tribunal, enfrentam uma pena máxima de dois anos de prisão, se forem considerados culpados. O Governo tem defendido que dada a natureza do conteúdo do caso o que ocorre no tribunal deve ser 'fechado', algo contestado pela defesa e por críticos da decisão de acusar os dois homens.

Em causa está uma denúncia por parte da "Testemunha K", que divulgou um esquema de escutas montado em 2004 pelos serviços secretos australianos em escritórios do Governo timorense, em Díli.

De acordo com os relatos, através das escutas, o Governo australiano obteve informações para os favorecer nas negociações com Timor-Leste da fronteira marítima e pelo controlo da zona Greater Sunrise, uma rica reserva de petróleo e gás.

O caso está a ensombrar o que foi o êxito de negociações entre Timor-Leste e a Austrália - iniciadas depois de Díli recorrer a uma Comissão de Conciliação obrigatória ao abrigo da Lei do Mar - e que levou a um tratado que delimita definitivamente as fronteiras marítimas.

Rex Patrick saúda o novo tratado, que considera ter sido negociado em boa fé, defende que deve ser ratificado, mas admite não concordar com a cláusula do documento que determina que não haverá qualquer compensação.

"Muitas coisas acontecem em negociações e penso que se chegou a uma solução equilibrada. Mas fiquei surpreendido que Timor-Leste tenha concordado em não fazer qualquer pedido de compensação no futuro", disse.

"Não quero sugerir que a Austrália ou Timor-Leste não devam ratificar o tratado, só fiquei um pouco surpreendido que não haja possibilidade de compensação. Não sei como se compensa, se devolve o dinheiro ou, a pensar no futuro, se adota um programa muito mais forte de assistência externa. O que digo é que não se pode ter uma vantagem partindo de uma fraude", disse.

O novo tratado, assinado em março, mas ainda não ratificado, coloca as fronteiras na posição sempre reivindicada por Timor-Leste o que implica que a Austrália esteve desde 2004 a receber receitas de recursos que estão no que agora admite serem águas timorenses.

Contas da organização timorense La'o Hamutuk estimam que, ao abrigo do anterior tratado, que Rex Patrick diz ter sido negociado de má fé, a Austrália recebeu cerca de cinco mil milhões de dólares de receitas timorenses.

A organização nota mesmo que, até à ratificação do novo tratado - cujo prazo não é ainda conhecido -, Timor-Leste perderá para os cofres australianos mais de 5.500 dólares por hora, ou cerca de quatro milhões de dólares (3,23 milhões de euros) por mês, equivalentes aos 10% das receitas que Camberra ainda recebe.

O senador australiano falava à Lusa no decurso de uma visita de cinco dias de uma delegação parlamentar australiana, a primeira a Timor-Leste desde 2011.

"Desde aí tivemos alguma turbulência no relacionamento e penso que agora todos consideram que, com o tratado [de fronteiras marítimas] assinado está na altura de avançar, para uma nova fase, com maior interação bilateral", disse.

"Temos uma posição agora na qual podemos construir e trabalhar como amigos", sublinhou. In “Sapo” – Portugal com “Lusa”

UCCLA - Apresentação do livro “A sereia Mánina e seus sapatos vermelhos” de Celina Pereira - Edição em braille e crioulo cabo-verdiano



A UCCLA será palco do lançamento do audiolivro infantojuvenil “A sereia Mánina e seus sapatos vermelhos” de Celina Pereira, no dia 8 de novembro, pelas 18h30.

Trata-se de um obra inédita por ter uma edição em braille e por estar traduzida em crioulo cabo-verdiano, e é resultado de um trabalho de cerca de dois anos.

Com a chancela da Editorial Novembro, esta obra é o reflexo da história que a mãe de Celina Pereira cantava aos filhos quando eram pequenos.

A apresentação do livro estará a cargo da Embaixatriz de Cabo Verde em Portugal, Manuela Soares de Brito.



Biografia de Celina Pereira:

Cantora, Educadora, Contadora de Estórias, Escritora.
O seu primeiro single foi editado em 1979. Em 1986 é editado o seu primeiro disco, "Força di Cretcheu" (Força do Amor), com arranjos e direção musical de Paulino Vieira, que inclui estórias e cantigas de roda, de brincadeira, de casamento e de trabalho.
Em 1990 lançou o LP "Estória, Estória… No Arquipélago das Maravilhas" que contou com a colaboração de Paulino Vieira. Iniciou um trabalho de contadora de estórias em 1991, nos Estados Unidos, nas escolas públicas de Boston.
Edita pela editora francesa Melódie, em 1993, o álbum "Nós Tradição". Participa na compilação "Pensa nisto!...".
No disco "Harpejos e Gorjeios", editado em 1998, canta em crioulo e português. Contou com a direção musical de Zé Afonso. Interpreta a morna "Bejo de Sodade", da autoria de B. Leza, com o fadista Carlos Zel.
Colabora com Martinho da Vila no tema "Nutridinha (nutridinha do sal)" do disco "Lusofonia" de 2000.
"Estória, Estória..." foi reeditado em CD e em formato audiolivro (livro/cassete) pela ONG italiana, CIES (Centro de Informação e Educação para o Desenvolvimento), tendo vários prémios nacionais e internacionais.
"Estória, Estória… do Tambor a Blimundo" é um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos. As ilustrações são da autoria da italiana Cláudia Melotti e os textos são da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos africanos. A 2.ª edição desta obra multilingue apresenta-se em português, crioulo, inglês e francês.
Foi condecorada, em 2003, com a Medalha de Mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.
Além dos muitos prémios anteriores foi galardoada em 2014 com o PRÉMIO CARREIRA CVMA/ Cabo Verde Music Awards, em 2015 com o PRÉMIO DE MÉRITO da Multilanguage Schools Foundation, do Funchal, em 2017 com o Prémio Lusofonia em 2017, Oscar Mulher Empreendedora na categoria Música em 2018.



Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Angola – Viriato da Cruz recebeu, a título póstumo, o prémio Nacional de Cultura e Artes

"Como o sol de Novembro brincando de artista", Viriato da Cruz recebe Prémio Nacional de Cultura e Artes



Viriato da Cruz recebeu esta semana o prémio Nacional de Cultura e Artes, a título póstumo, numa cerimónia marcada pela reconciliação com a memória. O júri justifica a decisão por considerar que o poeta, falecido em Pequim, a 13 de Junho de 1973, é um "digno representante da cultura nacional, que exalta, com profundidade, a identidade e os valores da angolanidade"

Viriato da Cruz teve finalmente reconhecido o seu valor literário por um júri angolano, esta quarta-feira, 31 de Outubro, na sala de reuniões do Ministério da Cultura, em Talatona, durante o anúncio feito pelo presidente do júri, Vatomene Kukanda, que declarou que os galardões deste ano, nas variadas modalidades artísticas, foram atribuídos, "tendo em conta a reconciliação nacional, a inclusão social, a unidade nacional, a representatividade de várias regiões e sensibilidades políticas".

O poeta de "Namoro", musicado e cantado por Fausto Bordalo Dias, e, posteriormente, por Rui Mingas e outros intérpretes e compositores, é também autor de "Sô Santo" e "Makézu", "Mamã Negra", entre outros poemas.

Jaka Jamba está entre os distinguidos

O júri do prémio decidiu atribuir este ano, pela primeira vez na história do concurso, uma Menção Honrosa, também a título póstumo, ao professor e historiador Almerindo Jaka Jamba, deputado e dirigente histórico da UNITA, falecido em Abril deste ano, distinguindo-o pelos "feitos a nível da formação do novo cidadão angolano, agregando ao conhecimento o sentido de alteridade, o respeito e a valorização dos angolanos e angolanas, enquanto base do desenvolvimento humano e sustentável."

Na categoria de Música, o prémio foi atribuído a Waldemar Bastos, "cujo nome e obras individuais e colectivas diversificadas editadas têm vindo a destacar-se no país e na diáspora".

Na categoria de Cinema e Audiovisuais, o júri decidiu atribuir, também a título póstumo, o prémio ao antigo realizador da TPA, Misael Filipe de Almeida, por ser "um profissional que se destacou no género documentário pelo conjunto da sua obra".

Na disciplina de Artes Visuais e Plásticas foi distinguido o gravador António Feliciano Dias dos Santos "Kidá", mentor e mestre do grande movimento da classe dos gravuristas, técnica de gravar sobre um suporte, desde a década de 1970.

O coreógrafo Sakaneno João de Deus é o vencedor na categoria de Dança, "pela sua trajectória, levada com alma, dedicação, humildade, sacrifício e competência, no processo da profissionalização da arte da dança angolana". É membro efectivo do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

No Teatro, o prémio foi atribuído ao grupo teatral Ngwizane Tuxikane, "pela qualidade técnica, artística e a reflexão" apresentada na obra "Cassinda não volta atrás".

Na Investigação em Ciências Humanas e Sociais foi distinguido o historiador Fidel Raul Carmo Reis, "pela sua obra intitulada "Era uma vez... O campo político Angolano (1950-1965)", que, segundo o júri, "se contextualiza a nível regional e internacional".

No Jornalismo Cultural, o prémio foi atribuído ao magazine cultural da TPA "Tudo e Mais", ao passo que em relação aos Festivais Culturais Populares foram distinguidos Os Bakama, pela secularidade e por se tratar de um baluarte da defesa e preservação da afrocracia e angolanidade do povo de Cabinda.

O Prémio Nacional de Cultura e Artes é a mais importante distinção do Estado angolano neste sector, tendo como principal objectivo incentivar a criação artística e cultural, bem como a investigação científica no domínio das ciências humanas e sociais.

"O prémio constitui uma homenagem e incentivo ao génio criador dos angolanos, de modo a perpetuar entre os cidadãos ideias tendentes à compreensão das múltiplas formas da criação artística e diversidade das manifestações linguísticas e culturais do povo e da nação". In “Novo Jornal” – Angola


UCCLA - Lançamento do livro “O Que Falta” de Adolfo Maria

Será lançado na UCCLA, dia 7 de novembro, pelas 18h30, o livro de poemas “O Que Falta” de Adolfo Maria, com a chancela das Edições Colibri.



Biografia de Adolfo Maria: 

Adolfo Maria, nascido em Luanda, entregou-se desde a sua juventude à luta nacionalista para a independência do seu país. Participou no combate cultural (Sociedade Cultural de Angola, jornal Cultura e Cine Clube de Luanda), nos anos 1950; no combate político (no PCA e no MLNA), o que lhe valeu a prisão pela polícia política portuguesa, a PIDE, em 1959; e no combate armado (nas fileiras do MPLA) nos anos 60 e 70 do passado século. 
Dentro da luta nacionalista, participou no combate pela democracia no seio do MPLA, em 1974, como membro da tendência Revolta Activa, o que originou um mandado de captura contra vários elementos dessa tendência, em Abril de 1976, cinco meses após a independência de Angola. Adolfo Maria escapou à rusga da polícia do regime, a DISA, e manteve-se escondido durante quase três anos, cessando a sua clandestinidade após o anúncio de amnistia pelo presidente da república; esteve ainda preso pela polícia política e, depois, foi expulso do país em 1979. Esse período que o autor viveu é descrito no seu livro ANGOLA, SONHO E PESADELO e a dramática vivência dessa clandestinidade é-nos transmitida na sua obra ANGOLA NO TEMPO DA DITADURA DEMOCRÁTICA REVOLUCIONÁRIA - POÉTICA DO AUTO-CÁRCERE.
No exílio, Adolfo Maria tem participado em colóquios, conferências, entrevistas e colaborado em publicações angolanas; é membro do painel do programa "Debate Africano" da RDP África. Além dos livros acima citados, publicou ANGOLA - CONTRIBUTOS À REFLEXÃO e os romances NAQUELE DIA NAQUELE CAZENGA e NA TERRA DOS TTR. Todas estas obras foram editadas por "Edições Colibri", em Lisboa.

Sinopse do livro:

Na abertura do livro de poemas O QUE FALTA, de Adolfo Maria, diz o autor:

(...)quando alguém esteve empenhado em combates pela dignidade humana, esperam-se dele escritos ou discursos de análise, denúncia, encorajamento em vez de poemas (...)no meu caso, dediquei a já razoavelmente longa vida a esses combates (...)
Sucedeu que, nessa luta contra a opressão das pessoas e dos povos (duros combates físicos e psíquicos!), a minha sensibilidade captava os sofrimentos e esperanças, a mente não deixava de questionar a realidade que fui encontrando e vivendo. Por vezes registei em prosa e mais raramente em verso o que sentia e pensava.
Agora, cheguei a uma fase da vida onde o espaço da acção está naturalmente suplantado pelo da meditação, o que propicia momentos de escrita sob a forma de poemas, numa vontade de falar a quem procura sentir o mundo (falar de... exílio, amor, saudade...). Para mim é O QUE FALTA.
Neste livro, Adolfo Maria fala do Mundo e das gentes e desvenda-se, através de poemas, numa centena de páginas, divididas pelos temas: do Exílio, do Amor, da Saudade, da Mulher, da Meditação, da Finitude.

Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Macau e Portugal apostam em cursos e projectos de investigação conjuntos nos politécnicos



Institutos Politécnicos de Portugal e Macau vão apostar nas candidaturas a cursos e projectos de investigação conjuntos, disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses (CCISP). “Vamos apresentar candidaturas a cursos conjuntos” e em breve “vamos identificar as áreas estratégicas”, afirmou Pedro Dominguinhos. Os politécnicos portugueses e o de Macau pretendem ainda investir em “candidaturas conjuntas a projectos de investigação, energia, saúde, gestão, ‘smart city’, inteligência artificial, big data”. Pedro Dominguinhos definiu as linhas orientadores que os institutos se devem pautar para os próximos tempos: “mais intercâmbio de estudantes e mobilidade de docentes”.

O presidente do CCISP esteve na sexta-feira em Macau, no Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa, organizado pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, a Universidade de Macau e a Universidade de São José. A cooperação estratégica entre os institutos, iniciada em 2004, já se “traduziu ma organização conjunta de múltiplas palestras, publicação conjunta de manuais e materiais didácticos e na participação de mais de 1000 estudantes portugueses e chineses em programas de intercâmbio entre o IPM [Instituto Politécnico de Macau] e membros do CCISP”, apontou o estabelecimento de ensino superior do território administrado pela China.

Os cursos de “enfermagem, comunicação, gestão, administração pública” estão entre os principais programas de intercâmbio, referiu o responsável português. Para Pedro Dominguinhos o ensino da tradução e o ensino de línguas é visto como prioritário nas relações entre Macau, Portugal e o interior da China.

A directora da Escola Superior de Línguas e Tradução (ESLT) do IPM, Han Lili, sublinhou a importância das candidaturas a cursos conjuntos entre o IPM e os membros do CCISP na área de tradução chinês-português e português-chinês. “Os alunos, além de terem contacto com os professores monolingues, sejam chineses, sejam portugueses, têm também contacto com professores bilingues (chinês-português) que têm sensibilidade em relação à tradução e interpretação desta combinação linguística”, disse à Lusa Han Lili, afirmando ainda que a mobilidade é fundamental para a interacção com a língua e com a cultura de cada país, de forma a “permitir a mobilidade inter-institucional dos alunos para que se integrem, naturalmente, no ambiente real com a imersão total linguística e cultural”.

A directora afirmou ainda que o reforço entre o sistema de Ensino Superior de Macau e de Portugal “corresponde ao interesse económico, comercial, cultural, social e político de Macau, de Portugal e do Interior da China”. “Os ex-alunos estão a trabalhar como tradutores, intérpretes, e interlocutores nas diversas áreas da sociedade de Macau, do Interior da China e dos Países de Língua Portuguesa. São eles que contribuem, diariamente, para a construção de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”, defendeu. In “Ponto Final” - Macau

UCCLA - Vai acolher 2.ª edição do Curso Livre da História de Angola



Pela segunda vez, a Mercado de Letras Editores e a UCCLA estão a organizar a 2.ª edição do Curso Livre História de Angola. A exigência e a inquietude do seu conhecimento fizeram da 1.ª edição deste curso um enorme sucesso.

Em 2018, entre os meses de abril e julho, ao longo de 14 sessões, numa iniciativa que se mostrou inédita, tentámos contribuir para o entendimento e aprofundamento do conhecimento da realidade política, geográfica e cultural de Angola. Findo o mesmo, a única observação referida pelos alunos relacionava-se com a sua duração - o curso deveria ter uma maior duração, de forma a que o conhecimento sobre a história de Angola fosse mais aprofundado.

Dando azo a essa exigência, num esforço conjunto, e de novo, com a coordenação do Professor Doutor Alberto Oliveira Pinto, a 2.ª edição do Curso Livre História de Angola, prolongar-se-á pelos meses de Janeiro a Julho de 2019, ao longo de 26 sessões, que decorrerão às terças-feiras de cada semana, às 18 horas. 

À semelhança do que aconteceu na 1.ª edição, também nesta edição, serão convidadas uma série de individualidades cujos nomes serão anunciados tão breve quanto possível. UCCLA


As condições de inscrição encontram-se aqui

Qualquer questão poderá ser endereçada para o email:

Nota biográfica do Professor Doutor Alberto Oliveira Pinto:

Alberto [Manuel Duarte de] Oliveira Pinto nasceu em Luanda, Angola, a 8 de janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, em 1986. É Doutorado (2010) e Mestre (2004) em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde colaborou como docente no Departamento de História. Lecionou igualmente noutras universidades portuguesas. Presentemente é Investigador do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento do Instituto Superior de Economia e Gestão.
Como ficcionista publicou diversos romances e é autor de múltiplos livros de ensaio sobre a história de Angola, com destaque para História de Angola. Da Pré História ao Início do Século XXI (2016), primeira experiência no género em 40 anos de Independência de Angola, cuja 3.ª edição se prevê para breve. 
Em 2016, foi presidente do Júri do Prémio Internacional em Investigação Histórica Agostinho Neto da Fundação António Agostinho Neto (FAAN). No mesmo ano foi, pela segunda vez, vencedor do Prémio Sagrada Esperança 2016 com o livro de ensaios Imaginários da História Cultural de Angola.
Em 2018, coordenou o Curso Livre História de Angola/UCCLA/Mercado de Letras Editores, iniciativa igualmente inédita e com enorme adesão, do qual se prepara uma nova edição mais desenvolvida.