Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Internacional – Maersk confirma construção de porta-contêineres

SANTOS - A transportadora marítima Maersk Line assinou um contrato com o estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering para construir 11 navios com capacidade nominal para 19,630 mil Teus (contêiner de 20 pés). A empresa está tratando a encomenda, anunciada nesta terça-feira, 02 de Junho de 2015, como a segunda geração do “Triple-E”, assim denominada a classe de navios de 18 mil Teus, a maior da frota do armador dinamarquês.

O contrato, no valor de US$ 1,8 bilhão, prevê a possibilidade de mais seis embarcações serem construídas.

Os porta-contêineres terão cerca de 400 metros de comprimento, 58,6 metros de largura e calado de 16,5 metros. Serão empregados no tráfego entre a Ásia e a Europa e irão substituir navios menores, “menos eficientes”, disse a companhia em nota. Os 11 navios serão incorporados à frota entre abril de 2017 e maio de 2018.

O emprego de navios gigantes nas rotas mais movimentadas do comércio mundial tem um efeito cascata em regiões cujo volume de cargas ainda não justifica a utilização de embarcações tão grandes – como África e América do Sul, onde os maiores porta-contêineres são de 9,5 mil Teus.

Ao longo dos próximos cinco anos, a Maersk Line, maior armador de navios de contêineres do mundo, está planejando investir US$ 15 bilhões em novas encomendas, revitalização, contêineres e outros equipamentos. Fernanda Pires – Brasil in “Valor Econômico”

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Portugal – E Cobus, os autocarros eléctricos

Caetano Bus. Os autocarros a diesel já eram. Apresentamos os elétricos E.Cobus

Começaram a desenvolver um sistema de transformação de veículos a diesel em elétricos. Mais ecológicos e silenciosos, os portugueses E.Cobus já estão em aeroportos alemães, a caminho da Bélgica e com promessas - e ambições - de conquistar o mundo inteiro.

É um antes e depois à maneira ambiental, para reduzir a pegada ecológica e aumentar a eficiência dos veículos. A portuguesa Caetano Bus quer transformar a maneira como os aeroportos olham para os seus autocarros. Para isso, criou o E.Cobus, um autocarro normal, a diesel, convertido em amigo do ambiente, isto é, um ex-diesel transformado em elétrico.

A história da Caetano Bus começa em 1946, ano da fundação da empresa que lhe deu origem. "Foi a primeira do grupo Salvador Caetano. Começou por fazer autocarros numa instalações em Gaia, perto da estação. E, em termos de linhas históricas, de orientação, sempre foi uma empresa, por força do papel do nosso fundador, muito virada para a inovação e para a qualidade", esclarece Jorge Pinto, administrador da Caetano Bus.

E se em 1955 começou a dar que falar pela introdução do primeiro autocarro em aço existente em Portugal - quando todos produziam carroçarias de madeira -, em 1967 a vocação inovadora feita em Portugal crescia além-fronteiras e a empresa começava a vender em Inglaterra, que se mantém até hoje como um dos mercados de referência.

Em 2009, "em pleno choque" da crise económica, a empresa decidiu que a estratégia para o futuro passava por enveredar pela mobilidade elétrica. Nesse ano, conta Jorge Pinto, "fomos convidados - ainda que depois não se tenha concretizado - a fazer com a Carris uma conversão de veículos a diesel para veículos híbridos". A iniciativa partiu da Siemens, que tinha levado a cabo um processo idêntico em Barcelona, através da conversão de cerca de cem unidades.

O projeto não avançou mas a empresa começou a fazer as primeiras experiências na área e, há cerca de dois anos, o raciocínio passou por uma realidade concreta: a existência de 3000 Cobus espalhados pelo mundo. "Sabemos que há em várias regiões, vários países a direcionar-se para o verde, para uma realidade limpa. Os aeroportos estão muito conscientes disso mas não têm grande campo de manobra porque, tirando as linhas aéreas, o que faz a emissão de CO2 nos aeroportos é o aquecimento dos terminais, a luz e os meios de tração e de transporte", esclarece o responsável.

Sabendo disso - e tendo em conta a frota existente -, surgiu a ideia de converter parte dessa frota e apresentar uma solução que permitisse colocar veículos convertidos em mobilidade por um custo razoável. O protótipo foi um carro de 2007, que esteve em Lisboa a fazer demonstrações. Produziram mais dez. "Acabámos por receber a primeira encomenda de seis carros para Estugarda e quatro para Genebra, que vamos fornecer até ao final do ano. E temos manifestações de interesse de vários aeroportos", conta. A transformação de um veículo custa cerca de 350 mil euros e inclui a modificação do sistema de tração de diesel para elétrico, assim como uma remodelação do carro e um redesign. "Uma coisa que não foi pensada à partida mas que se torna cada vez mais importante é o facto de meios de transporte a diesel serem barulhentos. O elétrico tem a vantagem de não fazer barulho. Para Genebra, dois deles são em versão VIP, com menos bancos, mais conforto."

Com cerca de 600 trabalhadores, a Caetano Bus opera sobretudo por projeto e faturou 50 milhões de euros em 2014, um valor ainda abaixo do de 2007, altura em que a faturação rondava os 65 milhões. Mas as perspetivas são de crescimento, com os mercados da China, Vietname, Rússia, Índia, Estados Unidos e América Latina à cabeça. "Isto é o início", garante o administrador. In “Dinheiro Vivo/ Diário de Notícias” - Portugal

Guiné-Bissau - Mecanização da agricultura

Bissau - O governo da Guiné-Bissau vai adquirir, “em breve”, 500 tractores para a produção agrícola, sendo isso o primeiro passo no sentido da mecanização da agricultura no país, anunciou fim-de-semana em Bafatá o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

João Aníbal Pereira anunciou ainda que o governo dispõe actualmente de 36 tractores para facilitar a lavoura mecanizada em campos de grandes dimensões, motocultivadores para apoiar as comunidades rurais com parcelas mais reduzidas, motobombas e máquinas descascadoras de arroz que, de imediato, serão colocados à disposição dos camponeses.

Durante a cerimónia da abertura do novo ano agrícola 2015/2016, que este ano ocorreu na cidade de Bafatá, leste do país, o ministro sublinhou que a decisão visa aumentar as áreas cultivadas, sobretudo nas regiões de Bafatá e Gabu, cujos agricultores beneficiam das águas do rio Geba, de forma a poderem obter duas colheitas por ano.

Assim, João Aníbal Pereira disse terem sido já identificados 15 mil hectares de terreno em que o governo pretende que seja iniciada de imediato a produção mecanizada.

Por seu turno, o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, prometeu, também para breve, a construção de uma fábrica de transformação de batata-doce em Bambadinca, na região de Bafatá, para aproveitar a elevada produção do produto naquela localidade. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

terça-feira, 2 de junho de 2015

Portugal – “O Tapete está na Rua” em Arraiolos

Nos próximos dias 5 a 10 de junho o evento “O Tapete está na Rua” é mais um ponto no “tapete” da dinamização da economia local.

O Centro Histórico de Arraiolos terá as suas ruas cheias da cor e da tradição do Tapete de Arraiolos, com propostas diversificadas que integram espetáculos, exposições, mercado medieval e um conjunto de atividades culturais e de animação.

Na Praça do Município “lança-se” o “maior tapete de Arraiolos feito em Arraiolos” e entre “saberes” bordam-se os “sabores” das empadas, pastéis de toucinho, cavacas, doces conventuais, compotas, pão, figos da índia, enchidos, queijos, vinhos e licores.

Este evento que reafirma a importância histórica, cultural, social e económica do nosso mais genuíno artesanato, será um momento de extrema relevância no processo de candidatura do Tapete de Arraiolos a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, processo que decorre com a ERT-Alentejo e Ribatejo.

O “Tapete está na Rua 2015” pretende contribuir para a defesa e salvaguarda do “Tapete de Arraiolos”, procurando realçar a sua importância para a produção local, pelo valor histórico e cultural que representa para o concelho e para o país, bem como da necessidade da sua certificação, dando cumprimento à legislação aprovada com esse objetivo.


Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, considera que “O Tapete está na Rua” é uma proposta para a “dinamização da economia local, para a preservação e valorização do Tapete de Arraiolos, para a promoção do concelho, bem como uma proposta de animação cultural diversificada, onde as exposições e os diversos espetáculos integram o objetivo duma programação abrangente e de interação com a comunidade local.”

Durante o evento visite o Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, o Centro Interpretativo Mundo Rural Vimieiro, o nosso património histórico e monumental. Conheça a nossa gastronomia e os nossos vinhos e fique mais um dia nas unidades de alojamento turístico de Arraiolos. In “Diário do Sul” - Portugal

Internacional – Arto Carpus Castelo Foundation investe no Algarve

A finlandesa Arto Carpus Castelo Foundation (ACCF) vai investir 10 milhões de euros, em Querença, no Algarve, concelho de Loulé. Trata-se de um complexo de edifícios, que inclui um Centro de investigação científica na propriedade conhecida como “Casa da Benémola” e um pequeno hotel rural de 4 estrelas. A propriedade tem uma extensão de 10,5 ha mas a fundação deseja construir “apenas 10% da área total, integrando completamente os edifícios com o ambiente circundante”.

O contrato que formaliza o investimento foi esta semana assinado entre a CEO da ACCF, Kristiina Lappi, e o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo.

De acordo com o autarca algarvio, "este é um investimento diferente e destina-se a criar residências para acolher investigadores, vindos de todo o Mundo, que queiram trabalhar aqui e estar em relação próxima com a natureza". Além da unidade hoteleira e centro de investigação, o projeto prevê ainda um espaço de meditação "dedicado a todas religiões".

O restante terreno será dedicado à preservação do meio ambiente natural e cultural, a reativação do cultivo de pequenas leguminosas e da jardinagem e de agricultura tradicional.

O principal objectivo da fundação “centra-se na pesquisa e preservação do ecossistema mediterrânico intitulado “Barrocal”. “Promover e incentivar o empreendedorismo local é fulcral para os objectivos deste projeto, que está alicerçado na ligação entre o Homem, Natureza e Cultura” – afirma Kristiina Lappi.


Em relação à cultura, o Centro vai promover estudos antropológicos, etnográficos e de arte, nomeadamente através de inúmeras iniciativas para artistas e artesãos. Propõe-se também promover e divulgar o artesanato e artesãos locais, além do incentivo ao cultivo de plantas tradicionais e produtos agrícolas locais.

A Fundação Arto Carpus Castelo (ACCF), fundada em 2004 e com sede em Resife, Finlândia, é uma organização sem fins lucrativos. Segundo os seus estatutos, “a ACCF é uma organização de caridade que visa orientar outros para o empreendedorismo independente, inspirando a harmonia entre a humanidade, a natureza e as diferentes culturas”. In “Diário Imobiliário” - Portugal

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Baía da Lusofonia – Terceiro aniversário

Hoje, dia 01 de Junho de 2015, Dia Mundial da Criança, o blogue “Baía da Lusofonia” comemora o seu terceiro aniversário.

Como afirmámos no texto síntese apresentado no centésimo escrito, na Baía da Lusofonia mareiam simplesmente palavras levadas pelas naus e caravelas portuguesas que aportaram nas enseadas mais recônditas banhadas pelos mares e oceanos. Essas palavras levaram conhecimentos, mas também destruições de costumes milenares, transmitiram alegrias e tristezas, carregaram amores mas também ódios, transportaram sorrisos e lágrimas, acenaram com a riqueza e criaram pobreza, apoiaram a formação de novas famílias através da miscigenação, mas ajudaram também a separar pais dos filhos, homens das mulheres. Normalmente para a história ficam sempre os lados negativos e para esses há que pedir desculpa, mas no fundo fica também uma língua, que será o símbolo da unidade nacional, pois é uma língua que por onde se fala define fronteiras e nesse aspecto é um facto único, com é o exemplo do grande Brasil.

Nestes três anos foram publicados quase 1700 textos, oriundos das mais diversas partes do globo que foram procurados por leitores de mais de uma centena de países e territórios.



Seis países dominam as visitas do blogue “Baía da Lusofonia”, correspondendo a 83% do total. São eles os Estados Unidos da América, 24,9%, Portugal, 18,0%, China, 12,7%, Brasil, 11,0%, Rússia, 10,4% e Alemanha, 6,1%. Num segundo patamar de visitantes estão países como a França, Moçambique, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, Holanda, Espanha e Angola.



O texto com mais visualizações de páginas abertas, 1296, foi “Guiné Equatorial – Uma outra linguagem” de 01-03-2014, seguido de “Brasil – Construção da Ferrovia Transoceânica Atlântico-Pacífico”, 591 observações, publicado no dia 10-04-2015 e na terceira posição “Cabo Verde – A nossa história: uma pausa para pensar!”, 452 visualizações editado no dia 04-10-2014.




O blogue “Baía da Lusofonia” vai continuar a divulgar informação em língua galaico-portuguesa, aberto a contributos que desejem mostrar realidades locais, sempre numa base construtiva, promovendo as notícias na quinta língua mais falada no mundo, a terceira do mundo ocidental, a segunda com presença universal e a primeira mais pronunciada no Hemisfério Sul. Baía da Lusofonia




Brasil – Investimento na energia eólica


O Brasil deve alcançar, em 2016, a segunda ou terceira colocação no ranking dos países que mais investem no aproveitamento dos ventos como fonte de energia, subindo ainda para a sexta posição mundial em capacidade instalada. Esse é o prognóstico da presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Silva Gannoum, apresentado na passada quinta-feira, 28 de Maio de 2015, no 12º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), aberto no dia 27, no Rio de Janeiro, pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

No ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em relação à capacidade instalada, ocupava o décimo lugar, com ganho de três posições em relação ao ano anterior.

Atualmente, 262 usinas eólicas estão em atividade no Brasil, somando capacidade instalada de 6,56 GW, suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Paulo. Elbia disse que até o final de 2015, o setor alcançará 10 GW de capacidade instalada. Até 2019, serão 18 GW, sem contar os leilões que vão ocorrer. Mais 3 GW estão sendo contratados no momento, e a presidenta da associação acredita que nos próximos leilões – A-3 e leilão de reserva, programados para 21 de agosto e 13 de novembro – poderão ser vendidos de 3 a 4 GW a mais.

Complementar à matriz hidráulica, como as demais fontes renováveis, a energia eólica mostra tendência de expansão, de acordo com Elbia. “A tendência do Brasil é expandir sua matriz a partir das fontes complementares. Nós temos as renováveis complementares e as complementares termelétricas, que além de poluentes são mais caras”, acrescentou.

Ela advertiu, entretanto, que o Brasil não pode deixar de investir nas usinas térmicas, porque esses empreendimentos contribuem para a segurança do sistema elétrico nacional. “Uma tendência de matriz futura, com o nível de hidrelétrica atual e uma tendência de crescimento das renováveis complementares, puxadas pela eólica, e com alguma participação termelétrica, é um sinal do governo para garantir a segurança básica do sistema”, ressaltou.

Com a capacidade instalada de 6,56 GW, o setor de geração eólica consegue reduzir as emissões de 11,6 milhões de toneladas de gás carbônico, nas contas de Elbia Gannoum, e ela estima que em 2019, ao alcançar 18 GW, serão cerca de 30 milhões de toneladas de gás carbônico que deixarão de ser emitidas na atmosfera. “Mais ou menos três vezes o que temos hoje”, destacou. Alana Gandra – Brasil in “Agência Brasil”