Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CPLP - Competitividade global

O Fórum Económico Mundial apresentou o relatório “Índice Competitividade Global 2014-2015” que acompanha 144 economias de todos os continentes. A Suíça é de novo a economia mais competitiva com 5,7 pontos num total de 7, seguida de Singapura, Estados Unidos, Finlândia e Alemanha.

Seis dos nove países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão classificados neste relatório, Portugal, 36º lugar, era 51º no ano anterior, Brasil, 57º, desceu um lugar, Cabo Verde, 114º, era 122º no ano passado, Moçambique, 133º subiu quatro lugares, Timor-Leste, 136º, ascendeu dois e Angola, 140º, melhorou dois lugares, numa classificação em que estão analisadas 144 economias, contra 148 no ano transacto.

Os seis países Observadores Associados da CPLP encontram-se na classificação, Japão, 6º lugar, Ilha Maurícia, 39º, Turquia, 45º, Geórgia, 69º, Namíbia, 88º e Senegal 112º.

Portugal, a economia mais competitiva no seio dos países da CPLP, oscila entre o 5º melhor resultado na burocracia para abrir uma empresa e o 138º lugar no rácio da dívida pública face ao pib. O Brasil varia entre o 44º posto na excelência da inovação e a eficiência do governo, na 131ª posição. Moçambique apresenta os seus piores resultados nos sistemas de saúde e educação, enquanto Angola apresenta um fraco desempenho em todos os indicadores de governança.

Poderá aceder aqui ao relatório completo ou ao resumo do ranking. Baía da Lusofonia


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Moçambique - “Nós matámos o Cão tinhoso” comemora bodas de ouro

Em reconhecimento à sua importância no contexto da literatura e cultura moçambicanas, foi lançada, na passada segunda-feira 01 de Setembro de 2014, em Maputo, a versão da primeira edição do livro “Nós Matámos o Cão Tinhoso” da autoria do escritor Luís Bernardo Honwana, por ocasião das comemorações dos 50 anos desta obra literária.

Publicada em Março de 1964, a obra representa um marco na dinâmica da literatura moçambicana, cuja relevância e estética são testemunhadas pelo resgate e elevação ao estatuto de principal fonte dos textos de ficção narrativa que povoam os manuais escolares dos primeiros anos após a Independência nacional.

A reedição do “Nós Matámos o Cão Tinhoso” resulta das actividades de investigação e extensão da Universidade Eduardo Mondlane, em parceria com a AEMO-Associação dos Escritores Moçambicanos e a editora Alcance Editores, com o apoio institucional da maior operadora de telefonia móvel do País, a mcel.

Intervindo na cerimónia de lançamento da nova versão da obra, Felícia Nhama, disse, em representação da mcel, que “a operadora é uma empresa cem por cento moçambicana, daí que a nossa aposta no apoio à cultura, particularmente à literatura, constitui um desafio muito grande para a promoção e elevação da identidade nacional”.

“Este lançamento, ocorre numa ocasião inestimável, que é a comemoração dos 50 anos desta obra, que marcou a revolução e o desenvolvimento da literatura moçambicana e reiteramos, por isso, mais uma vez, os nossos agradecimentos pela honra de estarmos presentes neste momento de grandes memórias da literatura e história do nosso Moçambique”, frisou Felícia Nhama.



Por sua vez, o secretário-geral da AEMO, Ungulani Ba Ka Khosa (pseudónimo de Francisco Esaú Cossa), considerou que o livro “Nós Matámos o Cão Tinhoso” constitui obra maior da nossa literatura, razão pela qual “não pode ser abandonado em qualquer apeadeiro desta ferrovia literária. Ele tem que ocupar a carruagem da primeira classe junto às grandes obras do nosso universo literário”.

“Que o nosso Ministério da Educação assuma duma vez por todas, que, no edifício do nosso saber, “Nós Matámos o Cão Tinhoso” tem a sua cadeira por direito próprio. Não é um favor que prestamos ao autor, é um tributo que prestamos à nossa cultura”, frisou.

Usando igualmente da palavra, o autor da obra, Luís Bernardo Honwana, realçou que o livro é ainda hoje celebrado, porque continua a interessar mesmo àqueles para quem os grandes resultados da saga do 25 de Setembro são, nas suas vidas, um dado adquirido.

O escritor reconheceu que a longevidade deste livro é feita, sem dúvida, pelo interesse do público que justifica sucessivas edições e traduções, mas sobretudo pelo favor da crítica.

“Efectivamente, é grande e variada a produção ensaística que este livro tem suscitado ao longo desde 50 anos. Muitos dos textos estão marcados pelas polémicas que o aparecimento do livro levantou no ambiente peculiar de um país colonizado que éramos então, mas desde cedo a crítica mais esclarecida identificou nesta pequena colecção de contos, aquilo que certamente a faz transcender o tempo, o lugar e o quadro histórico em que foi produzida”, finalizou.in “Olá Moçambique” - Moçambique

Brasil - Corredor Norte, a saída

SÃO PAULO – Não se pode deixar de reconhecer o esforço dos governos federal e estadual para dotar o Porto de Santos, com a participação da iniciativa privada, de uma infraestrutrura viária e ferroviária capaz de suportar as projeções que indicam para 2024 uma movimentação de 230 milhões de toneladas. É claro que isso só será possível se houver um significativo incremento da participação do modal ferroviário no transporte de cargas, hoje limitada a 15% da matriz de transporte.

Para tanto, é fundamental implantar plataformas logísticas ao longo da malha viária e ferroviária do País, sem esquecer de aumentar a participação do sistema hidroviário, aproveitando-se as oportunidades que a natureza oferece. Tais plataformas precisam ser construídas dentro de um espírito de multimodalidade, sem levar em conta a segregação entre ferrovias e rodovias.

De certo modo, essa descentralização já vem ocorrendo mais em função das necessidades da iniciativa privada do que por parte de uma ação planejada do governo federal. É o caso do movimento que se dá no Norte do País com a criação do futuro corredor logístico multimodal formado pela estrada BR-163 e pela hidrovia Tapajós-Amazonas.

Essa alternativa para o escoamento dos produtos do agronegócio da região Centro-Oeste, há tanto tempo defendida pelas ruralistas, só não está mais avançada por causa da demora do governo federal para asfaltar a BR-163 entre Mato Grosso e Pará, que no período de chuvas de janeiro a junho transforma-se num lamaçal em meio a crateras de dimensões lunares. É de lembrar que foi em 1997 que a Cargill arrendou um terminal público no porto de Santarém e a Bunge comprou um terreno em Barcarena, aguardando o asfaltamento completo da BR-163, o que, infelizmente, não ocorreu.

Agora, essas e outras empresas do agronegócio que apostam no chamado corredor Norte aguardam as licitações para novos terminais portuários de grãos no Pará que a Secretaria de Portos (SEP) pretende fazer, mas que há um ano estão sob análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Portugal - Obesidade


Em Portugal, quase metade da população apresenta excesso de peso e perto de um milhão de adultos sofre de obesidade.

Estes números preocupantes estão, entre outras causas, ligados a hábitos de vida mais sedentários e à transformação dos hábitos alimentares, ocorrida ao longo das últimas décadas, que tem favorecido o consumo de cereais refinados, açúcares e gorduras saturadas, em detrimento da tradicional alimentação mediterrânica, rica em cereais integrais, peixe, vegetais, fruta e azeite.

Considerada, entretanto, pela Organização Mundial da Saúde como uma epidemia, a obesidade afecta a longevidade e a qualidade de vida. Por favorecerem doenças como a diabetes mellitus tipo II, a hipertensão arterial ou a dislipidemia, o excesso de peso e a obesidade levam a um importante aumento do risco cardiovascular. Estima-se, por exemplo, que a hipertensão seja 2,5 vezes mais frequente nos indivíduos obesos que em pessoas com peso normal.

A obesidade ocorre quando o número de calorias ingerido é superior ao gasto: quando tal sucede, as calorias são armazenadas no organismo sob a forma de massa gorda, podendo vir a afectar toda a saúde.


Medidas para prevenir e combater a obesidade

A regra essencial é manter o gasto calórico do corpo igual ou superior à quantidade de calorias ingeridas.

1. Siga as proporções recomendadas pela Roda dos Alimentos

Pratique uma dieta equilibrada e variada, rica em legumes, cereais integrais, fruta e peixe. Reduza os alimentos com açúcar e as gorduras saturadas, presentes sobretudo nas gorduras processadas industrialmente (hidrogenadas), carnes vermelhas, manteiga, e lacticínios gordos.

2. Aprenda a conhecer os alimentos e os nutrimentos

Quando ingere um alimento, procure saber que tipo de nutrientes está a fornecer ao seu organismo. Não precisa de transformar-se num “conta-calorias”, mas é importante ter a noção de que certos alimentos são mais calóricos do que outros.
Aprenda sobretudo a detectar as calorias escondidas nos alimentos pré-cozinhados ou processados industrialmente (muitas vezes sob a forma de gorduras invisíveis).

3. Coma cada 3 a 4 horas

Comendo várias vezes ao dia não tem demasiada fome quando chega à refeição seguinte. Coma porções suficientes para se sentir saciado. Use o seguinte truque: comece as refeições principais com uma sopa de legumes, sem batata. Para além de conter água, muitas vitaminas e sais minerais, ajuda a saciar a sensação de fome. Isto evita a ansiedade que certas dietas de emagrecimento podem causar.

4. Mantenha uma actividade física regular

Escolha uma actividade que lhe dê prazer e inclua-a na sua rotina, de preferência diária. A regularidade é importante. Sempre que possível, ande a pé nas suas deslocações e privilegie o contacto com a natureza com pequenos passeios ou caminhadas ao ar livre.

5. Emagrecer e manter um peso saudável

Muitas pessoas conseguem perder peso em tempo recorde. No entanto, o mais comum é que estas “dietas relâmpago” resultem, pouco tempo depois, no inverso: a recuperação do peso, acompanhada, frequentemente, de um aumento superior ao peso original.
Se tem excesso de peso, procure ser acompanhado por um médico ou nutricionista e estabeleça metas razoáveis para a sua dieta.Tão importante como emagrecer é manter um peso saudável ao longo do tempo.

Obesidade e IMC

O índice de massa corporal (IMC) permite classificar o grau de obesidade de uma pessoa. Calcula-se dividindo o peso (em Kg) pela altura elevada ao quadrado (em metros).
Segundo a OMS, o excesso de peso corresponde a um IMC entre 25 e 30 e a obesidade surge quando o IMC é igual ou superior a 30.
IMC = Peso (Kg)
Altura 2 (m)



Obesidade infantil

As estatísticas mostram que, a nível nacio­nal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. A alimentação incorrecta e a escassa prática de actividade física são a base desta situação, favorecendo na população infantil uma predisposição para um conjunto de doenças, como a diabetes e as alterações do foro cardiovascular, em idade adulta.
Se não se contrariar esta tendência, a esperança média de vida destas crianças vai ser mais curta do que aquela que a geração dos pais tem neste momento.


Tipos de Obesidade

Do ponto de vista da distribuição da gordura, a obesidade pode ser:

Ginóide (em forma de pêra): caracteriza-se por um aumento da gordura da cintura para baixo. É a forma mais comum nas mulheres, tem menos risco cardiovascular mas está associada, muitas vezes, ao aparecimento de varizes e doenças das articulações.

Andróide (em forma de maçã): a gordura localiza-se na zona da cintura e zona superior do tronco. É mais frequente entre os homens e tem uma estreita relação com o aparecimento de diabetes, hipertensão, aterosclerose e o aumento de risco cardiovascular. Fundação Portuguesa de Cardiologia – Portugal

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Portugal - "A Solução Novo Escudo" na próxima quinta-feira



                                              e. Teríamos muito gosto na sua presença
                                         F Louçã e JF Amaral



Brasil – Grupo Fiorde especializa-se no transporte de material bélico

Fiorde coordena desembaraço e transporte de material bélico - Empresas do Grupo desempenham operação com 63 contêineres em menos de 72 horas

SÃO PAULO - Neste final de semana, o Grupo Fiorde atendeu a um de seus clientes, com sincronia  e  sintonia entre as  empresas Fiorde Cargo e a Fiorde Assessoria, desempenhando a missão em menos de 72 horas, com o planejamento e o transporte de 62 contêineres com material bélico e um contêiner com produtos explosivos.

Sob a responsabilidade da Fiorde Cargo, ficou a missão de  conseguir movimentar 32 caminhões em menos de 16 horas, incluindo a seleção de terceiros e a coordenação do carregamento no Porto de Santos, com 100% de sucesso. Para a  Fiorde Assessoria, ficou  a missão de conseguir as aprovações de desembaraço antecipado junto ao Exército e a Receita Federal.

Para destacar a magnitude do projeto, o presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, lembrou que foram movimentadas 672 toneladas de carga perigosa classificada como IMO 1.1. “O expertise da equipe da Fiorde Cargo foi o diferencial no transporte, já que qualquer erro poderia comprometer toda a operação”, disse.

Lourenço ressaltou ainda que o cliente ficou amplamente satisfeito e admirado com a agilidade e dedicação da equipe da Fiorde, adiantando que, em função do êxito obtido, o Grupo Fiorde já está cotado para mais dois projetos dessa magnitude. Grupo Fiorde – Brasil

Angola – Prevenção ao surto da epidemia do ébola

Direcção Provincial da Saúde aperta o cerco a entrada do vírus ébola através do Porto do Lobito

A Direcção Provincial da Saúde em Benguela está a adoptar medidas estratégicas apropriadas para prevenir a entrada, no país, do vírus Ébola que está a assolar a região ocidental de África, particularmente a vizinha República Democrática do Congo (RDC).


Um comunicado enviado pela área marítima do departamento provincial de Inspecção e Fiscalização da direcção provincial de Saúde, à Capitania do Porto do Lobito, faz saber que “por razões alarmantes que se está a viver nos países da África Ocidental devido ao surto da epidemia do Ébola, os navios provenientes dos países afectados serão obrigatoriamente submetidos a quarentena durante três dias, como forma de despistar eventuais casos da doença”.

O documento que o Conselho de Administração do Porto do Lobito teve acesso, revela que após serem tomadas as devidas precauções “ os navios poderão atracar no Porto do Lobito para as suas operações normais”.

A direcção provincial da Saúde informa que “a equipe de serviço ou a autoridade indicada para visita e inspecção aos navios, deverá tomar todas médias de precaução, munindo-se com equipamentos de proteção tais como, luvas e máscaras, evitando também apertos de mãos”.

O comunicado que vimos citando esclarece ainda que para fazer face a ameaça “não será admitida a saída da tripulação do navio para a área territorial”.

Recorde-se que Angola passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de infeção por Ébola, depois de casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC). Por isso, as autoridades sanitárias angolanas preocupadas com essa estão agora a "redobrar" e a "acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta e vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira a norte, portos e aeroportos.

O vírus Ébola é um dos mais contagiosos ao homem e o seu nome vem de um rio no Congo, onde ele apareceu pela primeira vez na década de 1960. A contaminação acontece pelo contacto com o sangue, fluídos corporais ou tecido de uma pessoa infectada. Depois do período de incubação do vírus, aparecem sintomas como dor de cabeça e no corpo, que evoluem para vômitos, insuficiência hepática e hemorragia interna e externa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Ébola tem índice de fatalidade de 90%. Porto de Lobito - Angola