Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Moçambique - Ualalapi ganha edição em banda desenhada e versão inglesa

A Editora Trinta Zero Nove e o projecto Livroteca lançam hoje, na livraria da Vila Municipal de Marracuene, as novas edições de Ualalapi: uma versão em banda desenhada e a tradução inglesa da obra clássica de Ungulani Ba Ka Khosa.


O evento contará com a presença do autor e de Adérito Wetela, ilustrador responsável pela adaptação visual do romance.

Publicado em 1987, Ualalapi é uma referência maior da ficção africana contemporânea. Vencedor do Grande Prémio de Ficção Narrativa Moçambicana, integra desde 2002 a lista dos 100 melhores livros africanos do século XX, destacando-se pela profundidade histórica e pela relevância literária.

A narrativa acompanha Ualalapi, guerreiro encarregado de matar o hosi Mafename por ordem do príncipe Ngungunhane, que assim ascende ao trono como último imperador de Gaza, figura central da resistência moçambicana ao colonialismo no final do século XIX.

A adaptação em banda desenhada oferece uma abordagem visual que procura aproximar a obra de novos leitores, enquanto a tradução inglesa reforça a sua presença no panorama literário internacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sábado, 29 de novembro de 2025

Macau - Revela nível “baixo” de proficiência em inglês

A China ficou em 86.º lugar no relatório EF Engish Proficiency Index de 2025, destinado a avaliar o domínio da língua inglesa em vários países do mundo. Por sua vez, Macau surge em 15.º lugar num ranking de 24 regiões e cidades chinesas, muito abaixo de Hong Kong e Zhejiang


O nível de proficiência na língua inglesa em Macau foi considerado “baixo” no novo relatório do EF Engish Proficiency Index (EF EPI), publicado recentemente pela EF Education First (EF). Os dados recolhidos em 2025 atribuíram apenas 478 pontos a Macau, que fica assim posicionado abaixo de outras regiões chinesas como Zhejiang, Guangdong e Sichuan.

A China situa-se no 86.º lugar do ranking global, com 464 pontos, numa lista que inclui 123 países e regiões da Europa, Ásia, América Latina, África e Médio Oriente. Dos cinco níveis atribuíveis a cada país (“muito elevado”, “elevado”, “moderado”, “baixo” e “muito baixo”), a proficiência em inglês na China foi classificada como “baixa”, entre o Malawi e Moçambique (empatados com 465 pontos) e a Palestina (com 463 pontos). A classificação chinesa ficou também abaixo da classificação média global, que atingiu os 488 pontos.

Olhando apenas para o continente asiático, a China surge a meio da tabela com uma proficiência superior à do Japão e da Tailândia, por exemplo, mas inferior à da Índia, do Paquistão, do Vietname ou da Coreia do Sul. A Malásia e as Filipinas lideram a tabela da Ásia, cada uma conquistando 581 e 569 pontos. Entre os 25 países e regiões aqui contemplados, a China fica na 13.ª posição.

Hong Kong e Zhejiang são as regiões chinesas que mais dominam o inglês, sobressaindo com classificações respectivas de 538 e 506 pontos, correspondentes a um nível “moderado”. Analisando por cidades, aquelas que mais se evidenciam são Hangzhou, Pequim, Nanjing, Changsha, Xangai e Jinan, todas avaliadas entre os 515 e os 502 pontos.

Os resultados da edição de 2025 mostram uma subida de nove pontos em relação ao relatório do ano passado, em que o país obteve apenas 455. Não obstante, a grande maioria das regiões e cidades chinesas continua a incidir no nível “baixo”. Para além de Macau, também se incluem nestes parâmetros regiões como Fujian (489), Hubei (482) e Hainão (458) e as cidades de Cantão e Shenzhen (ambas com 498 pontos), Chengdu (472) e Chongqing (460). Por último, no nível mais baixo de proficiência incluem-se as regiões de Gansu (447), Henan (433) e Guizhou (429), bem como a cidade de Zhengzhou (439).

Das quatro capacidades básicas essenciais à aprendizagem de uma língua estrangeira – “ler”, “ouvir”, “falar” e “escrever” –, os participantes chineses mostraram-se mais confiantes na leitura e na escrita, onde atingiram um nível “baixo” com pontuações respectivas de 492 e 455. Por outro lado, as capacidades de compreensão e produção oral totalizaram 436 e 448 pontos, respectivamente, e foram classificadas com o nível “muito baixo”.

A faixa etária com maior desenvoltura no inglês é a dos 21 aos 25 anos, verificando-se uma pontuação média de 485 neste grupo. Por outro lado, tanto os mais jovens (entre os 18 e os 20 anos) como os mais velhos (a partir de 41 anos) revelam pontuações mais baixas, de 452 e 449, respectivamente. No que respeita aos sexos, não se manifestam quaisquer diferenças: tanto os homens como as mulheres obtiveram uma pontuação igual de 464.

Os Países Baixos lideram o ranking geral com uma proficiência “muito alta” de 624 pontos. Portugal, no sexto lugar (612 pontos), é o único país do sul da Europa a conquistar o nível máximo de proficiência, situando-se entre países como a Noruega (613), a Dinamarca (611) e a Suécia (609). No fundo da tabela, estão a Líbia (395), a Costa do Marfim (393) e o Camboja (390).

O EF EPI foi elaborado a partir dos resultados de testes de proficiência realizados por cerca de 2,2 milhões de participantes de 123 países e regiões: 37 na Europa, 28 em África, 25 na Ásia, 20 na América Latina e 13 no Médio Oriente. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Macau - Comunicação social em português e inglês faz papel de ponte com a população

Ho Iat Seng afirmou, no habitual almoço do Governo com os órgãos de comunicação social de língua portuguesa e inglesa por ocasião do Ano Novo Lunar, que o sector tem “desempenhado o papel de ponte” entre as autoridades e a população. O Chefe do Executivo assegurou que o Governo continuará, “como sempre”, a salvaguardar a liberdade de imprensa e a apoiar a comunicação social

Realizou-se o habitual almoço de Ano Novo Lunar oferecido pelo Governo aos órgãos responsáveis dos órgãos de comunicação social de língua portuguesa e inglesa. Na ocasião, o Chefe do Executivo destacou o “papel de ponte” dos órgãos em português e inglês.

“Os profissionais dos órgãos de comunicação social de língua portuguesa e inglesa de Macau assumem as suas responsabilidades com profissionalismo, têm desempenhado o papel de ponte, reflectindo as vozes da população, apresentam sugestões e achegas e dão colaboração, o que contribui relevantemente para o trabalho do Governo da RAEM nas diferentes tutelas”, afirmou Ho Iat Seng no discurso proferido na ocasião, aproveitando para manifestar o seu “sincero agradecimento a todos aqueles que fazem parte dos órgãos de comunicação social de língua portuguesa e inglesa”.

Ho descreveu também os órgãos de comunicação social em português e inglês como “veículos importantes de proximidade para a comunidade portuguesa e inglesa local e no exterior aceder à informação”, noticiando “extensivamente as novas dinâmicas e os novos desenvolvimentos na RAEM, bem como as actividades de intercâmbio do Governo da RAEM com o exterior, facto que veio a fortalecer o conhecimento e confiança do exterior em relação ao desenvolvimento da RAEM, elevando o renome de Macau”.

O Chefe do Executivo lembrou também que, após os três anos de restrições pandémicas, a primeira visita ao exterior de uma delegação do Governo da RAEM foi a Portugal: “Esta visita teve um significado muito importante, pois para além de ter intensificado o contacto de Macau com o exterior, reflectiu ainda mais o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, bem como concretizou os objectivos de reforçar as relações amigáveis, aprofundar a cooperação em diferentes áreas e explorar novas oportunidades de cooperação”.

Lembrando que no ano passado os órgãos de comunicação social de língua portuguesa e inglesa foram convidados a visitar a Grande Baía e também o Tibete, Ho salientou que, estando sediados em Macau, “estão próximos da China e virados para o mundo”.

O líder do Governo assinalou também que este ano se comemora o 75.º aniversário da implantação da República Popular da China e também o 25.º aniversário do estabelecimento da RAEM. “Espero que o sector da comunicação social de língua portuguesa e inglesa continue a desempenhar bem o papel de ponte, a desenvolver as vantagens linguísticas e culturais, apoiar a acção governativa, promover a divulgação ampla dos grandes eventos e actividades do 25.º aniversário do estabelecimento da RAEM, e contribuir de forma mais empenhada  para a exploração de mercados de turistas no estrangeiro, o fomento de oportunidades de cooperação para as quatro indústrias prioritárias e a divulgação das perspectivas de desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada e da Grande Baía”, disse Ho, sublinhando que o Governo irá esforçar-se junto da comunicação social “para que mais pessoas possam conhecer melhor a implementação bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’ em Macau, compreender o papel importante de Macau como plataforma entre a pátria e os países de língua portuguesa, e para que seja demonstrada a coexistência e harmonia multicultural que caracteriza Macau”.

“O Governo da RAEM continuará, como sempre, e em cumprimento da Constituição e da Lei Básica de Macau, a salvaguardar a liberdade de imprensa, a apoiar a comunicação social no exercício das suas funções e responsabilidades, dando apoio de forma activa ao trabalho de cobertura noticiosa”, frisou Ho.

Na ocasião, o Chefe do Executivo aproveitou para assinalar que este ano também se vão concretizar os objectivos da primeira fase de desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada, e é também o ano do início da implementação do Plano de desenvolvimento da diversificação adequada da economia da Região Administrativa Especial de Macau (2024 – 2028). Além disso, o Governo está a participar nos trabalhos preparatórios da VI Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa (Macau) e na organização da 7.ª reunião da Comissão Mista Macau-Portugal, “para alargar ainda mais o papel de Macau como  plataforma  entre a China e os Países de Língua Portuguesa, contribuindo para elevar a qualidade e o nível da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.

O Chefe reiterou também que o Governo da RAEM “irá defender, com um esforço acrescido e firmeza, a segurança nacional e a estabilidade social, concretizar de forma acelerada as principais tarefas e os projectos prioritários consagrados no Plano ‘1+4’, acelerar o progresso da construção da Zona de Cooperação Aprofundada e impulsionar efectivamente o desenvolvimento de alta qualidade da economia de Macau”. “Vamos continuar a melhorar o bem-estar da população, a promover a harmonia social, a elevar constantemente o nível e a capacidade da governação, a resolver empenhadamente os conflitos e problemas profundamente arreigados no desenvolvimento socio-económico, a potenciar plenamente as vantagens únicas de Macau, a aprofundar a integração de Macau na conjuntura do desenvolvimento nacional e a impulsionar um novo desenvolvimento da RAEM em todas as vertentes”, sublinhou. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”