Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Moçambique – Empresa Vale avança com o reflorestamento da Mina de Moatize

A Vale Moçambique já reflorestou mais de 260 hectares de terra à volta do complexo Mineiro de Moatize, em Tete. Só em 2020, a empresa recolheu cerca de 650 quilos de sementes de 30 espécies florestais nativas e plantou mais de 54 mil mudas.

O Reflorestamento da Mina de Moatize tem como objetivo conservar a biodiversidade da mata local e implantar uma cortina verde sobre o muro que separa a área mineira das comunidades circunvizinhas. A iniciativa enquadra-se no Plano de Gestão Ambiental que tem como objectivo garantir uma mineração sustentável e amiga do meio-ambiente.

As preocupações ambientais da mineradora passam, ainda, pela promoção de iniciativas contínuas junto das comunidades circunvizinhas. Entre os meses de Janeiro e Dezembro do ano passado, a Vale doou cerca de 4500 espécies de mudas de árvores de fruto, em todos os bairros das comunidades do distrito de Moatize.

Segundo Paulo Bueno, Gerente de Meio Ambienta da Vale, a empresa tem um plano ambicioso para Moatize. "A Vale pretende garantir uma operação ambientalmente responsável, pois a sustentabilidade do planeta é muito importante para a continuidade do negócio”. Bueno acrescenta que em Moçambique, a Vale introduziu o mesmo padrão de excelência ambiental implementado nos outros países onde a empresa opera.


No complexo Mineiro de Moatize, a Vale possui um Viveiro de Mudas onde reproduz e desenvolve as plantas que são usadas para o reflorestamento ambiental. O resultado deste projecto de revegetação, em muito se deve a tecnologia moderna utilizada no viveiro.

“Cuidar do nosso Planeta” é um dos principais valores que norteiam a actuação da Vale Moçambique, trabalhando em prol da sustentabilidade nos territórios onde actua. Desta forma, a empresa aproxima-se, cada vez mais, das comunidades que a cercam, permitindo a contínua preservação do meio ambiente. Refira-se que o reflorestamento ambiental garante a melhoria da qualidade do ar, funcionando também como um elemento para a redução do calor. In “Olá Moçambique” - Moçambique




Portugal - Vacina portuguesa contra a Covid-19 termina ensaios não clínicos com "elevada segurança e eficácia"

A Immunethep afirma que, "através destes ensaios não clínicos e da taxa de sobrevivência de 100% observada, foi possível confirmar a eficácia da vacina em infeções letais por SARS-CoV-2"


A biotecnológica portuguesa Immunethep anunciou que os ensaios não clínicos da sua vacina contra o coronavírus já terminaram e demonstraram "uma elevada segurança e eficácia" numa infeção letal por SARS-CoV-2.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra, refere que nos ensaios não clínicos foram usados como modelo animal os ratinhos transgénicos k18-hACE2 que, infetados com o coronavírus, desenvolvem uma doença semelhante aos humanos.

Citado no documento, o cofundador e diretor científico da Immunethep afirma que, "através destes ensaios não clínicos e da taxa de sobrevivência de 100% observada, foi possível confirmar a eficácia da vacina em infeções letais por SARS-CoV-2".

A biotecnológica portuguesa sediada em Cantanhede, Portugal, estava a realizar ensaios pré-clínicos da sua vacina SIlba (SARS-CoV-2 Inactivated for Lung B and T cell Activation), há vários meses.

"Após a infeção com um inóculo letal do vírus verificamos que, comparativamente com ratinhos controlo (que não sobreviveram), os animais vacinados tinham uma sobrevivência de 100% nos animais vacinados com a vacina SIlba, observável logo na primeira semana após a infeção, além disso, não demonstraram quaisquer efeitos adversos após a vacinação", lê-se na nota.

Desde a sua fundação, em 2014, que a Immunethep se tem dedicado ao desenvolvimento de imunoterapias, principalmente contra infeções bacterianas multirresistentes, contando atualmente com 10 colaboradores.

"A realização deste projeto em Portugal permite o desenvolvimento de competências únicas à escala global no desenvolvimento de vacinas e outros produtos biológicos", conclui o cofundador e diretor executivo da Immunethep, Bruno Santos.

Este responsável sublinha ainda que o rápido apoio por parte das entidades governamentais "é essencial para que possamos dar continuidade aos ensaios clínicos da vacina, a tempo de contribuir para a resolução da pandemia da Covid-19".

A pandemia de Covid-19 provocou quase 4 milhões e 250 mil mortos em todo o mundo, aproximando-se dos 200 milhões de casos de infeção pelo coronavírus.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17369 pessoas e foram registados 970937 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. 

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru. In “TSF” – Portugal com “Lusa”


Brasil - Anvisa recebe pedido para testes de vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou neste sábado (31), que recebeu o pedido para realização de estudos de fase 1 e 2 da vacina SpiNTec.

O imunizante contra a Covid-19 está sendo desenvolvido pelo CTVacinas, centro de pesquisas em biotecnologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Fundação Exequiel Dias (Funed).

A análise da Anvisa considerará a “proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais”. A solicitação foi enviada na última sexta-feira (30).

A agência informou ainda que, antes da formalização do pedido, já havia se reunido com a equipe da UFMG para esclarecimentos. O último encontro foi em 14 de junho. Foram discutidas questões como o andamento dos testes e os aspectos regulatórios que devem ser atendidos para submissão do pedido. In “SRzd” – Brasil com “Agência Brasil”


 

domingo, 1 de agosto de 2021

Cabo Verde – Presidência celebra escritores na reabertura do Museu da Língua Portuguesa


São Paulo – O Presidente de Cabo Verde celebrou os escritores da língua portuguesa, que classificou como “deuses” por serem quem melhor trabalha o idioma, na cerimónia de reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, no Brasil.

Num breve discurso, o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, também ele autor literário, disse ser um prazer enorme participar na reinauguração do museu, que esteve fechado durante quase seis anos depois do incêndio de 2015, e lembrou que a língua portuguesa se expandiu da Europa para a América Latina, África e Ásia e foi sendo “recriada através de falas, diferentes sotaques”.

O Presidente cabo-verdiano frisou que a língua portuguesa “é uma língua que foi cada vez mais apropriada e reconstruída e afagada pelos deuses”.

“Os deuses da nossa língua comum são, para além dos nossos povos humildes, aqueles que melhor trabalham o idioma”, afirmou o chefe de Estado de Cabo Verde.

“São os escritores, os contistas, os poetas, os grandes deuses da poesia, e aqui, em nome desta ideia, deste critério de diversidade, recordo e falo do enigma que é Guimarães Rosa, que é Sophia de Mello Breyner Andresen, que é Fernando Pessoa […] e que são muitas e muitos outros autores de uma língua que é falada por muitos milhões de pessoas”, destacou Fonseca.

O Presidente de Cabo Verde acrescentou: “É uma língua que é de nós todos, dos portugueses, dos brasileiros, mas também é a língua que é partilhada cada vez mais por milhões de angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, são-tomenses, timorenses, guineenses, e também por muitas comunidades nossas espalhadas pelos quatro cantos do mundo”.

O Presidente de Cabo Verde aproveitou a reinauguração do Museu da Língua Portuguesa para ressaltar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que completou 25 anos no início do mês e celebrou um acordo de mobilidade cujo objectivo é favorecer o trânsito de cidadãos dos nove países membros.

“Recentemente, há poucos dias em Luanda, Angola, numa cimeira de chefes de Estados e de Governo conseguimos superar diferenças, reservas, perspectivas quanto ao futuro e conseguimos, nove países, chegar a um consenso sobre uma convenção de mobilidade no seio da comunidade”, frisou Fonseca.

Instalado na histórica Estação da Luz, no centro da cidade brasileira de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa foi reconstruído após um incêndio ocorrido em Dezembro de 2015.

Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma no mundo, o espaço promove um mergulho na história e na diversidade do idioma através de experiências interactivas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos.

A reconstrução do museu teve como patrocinador principal a EDP Brasil, seguida da Globo, do Itaú Unibanco e da companhia Sabesp, contando ainda com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal brasileiro, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa é a organização social IDBrasil Cultura, Educação e Esporte. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


 

Angola - Apenas 22,8% dos artistas inscritos na União Nacional dos Artistas e Compositores são mulheres

Número de mulheres nas associações culturais é ainda inferior ao de homens. A União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) controla 1011 mulheres, num universo de 5443 artistas

A União Nacional dos Artistas e Compositores - Sociedade de Autores (UNAC-SA) controla, em todo o País, 5443 (cinco mil, quatrocentos e quarenta e três) artistas, sendo que, desse número, 1011 (mil e onze), pelo menos 22,8%, são mulheres e 4432 homens, soube o Novo Jornal da organização.

O número de mulheres na maioria das associações culturais é inferior ao de homens, constatou este semanário. Por exemplo, na União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) estão cadastrados 600 membros e apenas 20% desses, um total de 120, são mulheres (e 480 homens). A União dos Escritores Angolanos (UEA), uma das mais antigas organizações artísticas do País, foi proclamada em 1975 pelo então Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, e tem pelo menos 118 membros, dos quais 97 são homens e 25 mulheres. Hélder Caculo – Angola In “Novo Jornal”


Galiza - A Associação Docentes de Português entra para a CPLP

A Docentes de Português na Galiza é uma associação com mais de doze anos de história que se tem destacado por promover o ensino profissional, melhorias na contratação pública (concurso público, oposições), aumento da oferta educativa e na formação continuada dos docentes de língua portuguesa.

Com a entrada do Estado Espanhol na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a existência de três entidades galegas no seio da organização internacional, a importância do português no Reino da Espanha e, nomeadamente, na autonomia da Galiza, onde conta com legislação específica para a sua promoção, só pode, e deve, vir a aumentar e melhorar progressivamente.

Em palavras da DPG: “O português hoje na Galiza está de parabéns e a própria Galiza também porque poderá vir a colocar-se no lugar que lhe corresponde e contribuir para o ensino de excelência da língua portuguesa.”

A DPG é uma associação que promove o alargamento do ensino da língua portuguesa a todos os centros e modalidades de ensino da Galiza assim como a formação didática continuada de docentes ou campanhas específicas de promoção da matéria entre outras propostas de atuação encaminhadas a fomentar o ensino de qualidade em português.

Da DPG agradeceram o apoio recebido: “às docentes da associação que se comprometeram às viagens, reuniões e elaboração de documentação e também ao apoio e conselho de entidades como a Academia Galega da Língua Portuguesa assim como às embaixadas dos diferentes países que nos receberam, onde pudemos expor o nosso trabalho e onde nos encorajaram a continuar com o processo.”

Nesta mesma conferência foi aprovada também a entrada da Espanha como observadora associada, isto ligado à Lei Paz Andrade faz com que a promoção do português no nosso âmbito de atuação conte com cada vez mais razões de peso para ser implementada como língua do máximo interesse. Outras entidades galegas que já fazem parte da CPLP são o Consello da Cultura Galega e a Academia Galega da Língua Portuguesa. In “Portal Galego da Língua” - Galiza

 

O meu nome é saudade


 







Vamos aprender português, cantando

 

O meu nome é saudade

 

O meu nome é saudade

porque vou sem saber quando vou voltar

sou tão só e ninguém me sabe acalmar

 

Mas nem tudo em mim é mau

nem tudo em mim é dor

sem mim não há amor

 

O meu nome é saudade

nasci quando alguém partiu sem avisar

sou a esperança de que um dia vais pensar

 

Que nem tudo em mim é mau

nem tudo em mim é dor

sem mim não há amor

 

Hoje sou eu quem vai nascer de novo

hoje acordei já sem querer mais fugir

hoje sonhei, deixaram-me um recado

era a saudade a sonhar por mim

 

O meu nome é saudade

sou a história que ninguém quer ouvir

sou o medo que ninguém quer sentir

 

Mas nem tudo em mim é mau

nem tudo em mim é dor

sem mim não há amor

 

Hoje sou eu quem vai nascer de novo

hoje acordei já sem querer mais fugir

hoje sonhei, deixaram-me um recado

era a saudade a sonhar por mim

 

Hoje sou eu quem vai nascer de novo

hoje acordei já sem querer mais fugir

hoje sonhei, deixaram-me um recado

era a saudade a sonhar por mim

 

Era a saudade a sonhar por mim

 

Luís Trigacheiro – Portugal

 

Composição:

Bruno Chaveiro - Portugal

João Direitinho - Portugal

Diogo Lopes - Portugal

José Ganchinho - Portugal

Eduardo Espinho - Portugal