Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 4 de outubro de 2020

Suíça - Investigador português lança associação de graduados portugueses

 


Um investigador português da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) quer reunir graduados portugueses na Suíça numa associação, com o objectivo de promover o intercâmbio de experiências pessoais e profissionais. São vários os países europeus que contam com associações que juntam graduados portugueses nos seus países de acolhimento. Este ano, foi a vez de ser lançado na Suíça o projecto que pretende reunir licenciados, mestres, doutorados ou pós-doutorados, das mais diversas áreas de actividade no maior número possível de cantões suíços.

Paulo Gomes, investigador no CERN há mais de 30 anos, foi o mentor do projecto que junta os graduados portugueses na Suíça.

"Ao longo dos últimos 30 anos, o número de portugueses no CERN tem vindo a multiplicar-se. Há cerca de 300 portugueses a trabalhar de forma permanente ou temporária no CERN", explicou o engenheiro em electrónica à agência Lusa, relatando que a ideia surgiu em 2018, em conversa com colegas num encontro da diáspora organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Portugal.

"Esta associação já existia em vários países europeus e já estava a fazer falta na Suíça, visto que se trata de um país que acolhe um grande número de portugueses", afirma o investigador do CERN.

O acto constitutivo da Associação dos Graduados Portugueses na Suíça foi assinado a 14 de Julho no consulado português de Genebra, tendo sido apresentados e aprovados os estatutos, bem como confirmados os seus primeiros corpos sociais.

O presidente da Associação dos Graduados Portugueses na Suíça (AGRAPS), Paulo Gomes, relatou que o projecto da associação já tinha sido apresentado, no ano passado, ao então secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, aquando da sua visita ao CERN mas que só este ano foi possível constituir formalmente a organização.

Trata-se de uma associação que pretende estabelecer uma rede de comunicação entre os graduados portugueses que residam ou trabalhem em território helvético, promovendo trocas de experiências pessoais e profissionais com vista a reforçar as ligações com os meios académico, científico, industrial, empresarial, cultural, tecnológico e governamental, não só na Suíça como em Portugal.

Actualmente a AGRAPS conta com cerca de 20 membros constituintes e uma centena de profissionais interessados em integrar o grupo enquanto sócios.

Segundo o presidente, a mais recente associação de apoio aos graduados portugueses na Suíça tem contado com o apoio das congéneres nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos. O grupo reúne uma vez ao ano para discutir e trocar ideias no âmbito de desenvolver uma comunidade além-fronteiras.

"Pretendemos estreitar o contacto de todos os membros da nossa associação organizando encontros socioculturais e científicos para os membros, assim como interagir com a comunidade portuguesa", declara o presidente.

Além disso, Paulo Gomes, refere ainda que o comité associativo está a trabalhar sobre a criação de um espaço, no próprio 'site' da associação, destinado a todos os graduados portugueses que desejem estudar e/ou trabalhar na Suíça ou voltar a Portugal, com o objectivo de esclarecer dúvidas. In “O Século de Joanesburgo” – África do Sul com “Lusa”

Queria Morar Num Boteco

 









Vamos aprender português, cantando 


Queria morar num boteco


O fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

o fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

 

Naquele boteco no Morro da Glória

com aquela vitrine, haja coração

queijinho no espeto e jiló recheado

cerveja gelada e uma com limão

na Fonseca Hermes figuinho descendo

mais uma com mel, eu vou de repeteco

 

O fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

o fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

 

É tanta história que eu nem te conto

e tem sempre uma mala só no blábláblá

mas já tenho na casa meu canto cativo

pra ficar bebendo e filosofar

eu mesmo resolvo meu atendimento

já sou escolado nesse dialeto

 

O fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

o fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

 

E quando o samba chega de mansinho

pandeiro, viola, cavaco e tantan

olho no relógio e levo aquele susto

já passam das quatro horas da manhã

aí vem o dono do estabelecimento

querendo acabar com o meu telecoteco

 

O fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

o fato é que eu moro num apartamento

mas queria mesmo é morar num boteco

 

Joyce Cândido – Brasil

António Zambujo – Portugal

Composição – Roger Resende - Brasil


sábado, 3 de outubro de 2020

Estados Unidos da América - Aves conseguem prever tempestades

 


Ao estudarem pequenas aves migratórias com dispositivos de geolocalização, os cientistas observaram que estas abandonaram uma zona para se reproduzirem pouco depois da sua chegada e dois dias antes de uma forte tempestade. As mariquitas d’asa amarela (“Vermivora chrysoptera”) já viajaram 1.500 km em cinco dias para escaparem de uma tempestade nos EUA, disseram os autores do estudo, publicado na revista especializada ‘Current Biology’.

Ao longo do estudo dos dados apurados, os investigadores encontraram algo estranho com cinco dos pássaros que estavam a ser monitorados: quatro deles desviaram a sua rota pela Carolina do Norte, Geórgia e desceram rumo à Flórida, antes da tempestade. Um quinto pássaro seguiu pela costa da Flórida até Cuba, antes de retornar à sua rota, nas montanhas do Tennessee. Isso foi tido como estranho pelos cientistas, já que esses pássaros não são conhecidos por tal comportamento, mas sim, pelo facto de obedecerem a uma rota clara, marcando o seu território e criando os seus filhos.

Primeiro, achavam que se trataria de um erro de posicionamento, mas depois, ao reverem os dados, não acharam nada que atestasse isso. Foi então que procuraram uma explicação alternativa. “O mais curioso é que estes pássaros abandonaram o lugar muito antes da chegada das chuvas”, estimou Henry Streby, um ecologista da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

“Quando os especialistas do canal meteorológico disseram que a tormenta se dirigia para nós, os pássaros preparavam-se para sair da zona”, explicou. Segundo os pesquisadores, as aves, ao contrário dos humanos, são capazes de ouvir infrassons de baixíssima frequência que se propagam em longas distâncias e são gerados principalmente por perturbações meteorológicas severas.

“Os meteorologistas e físicos já sabiam que as tempestades que geram tornados produzem fortes emissões de infrassons, que viajam milhares de quilómetros e a frequências as quais estes pássaros são mais sensíveis”, explicou o ecologista.

Os investigadores também mostraram que esta espécie, que segue as mesmas rotas migratórias todos os anos, pode também efectuar deslocamentos fora dos seus períodos de migração quando necessário. Este sexto sentido dos pássaros é uma boa notícia para a sua sobrevivência em resposta ao aquecimento climático, que conduzirá a um aumento da intensidade e frequência de tempestades e tornados, destacaram.

“Isso significa que, face ao aquecimento climático, os pássaros deverão adaptar-se melhor do que alguns previam”, afirmou Streby. Algumas habilidades dos animais são percebidas pela sabedoria popular, o que se deve a contínua observação ao longo do tempo. Agora, as pesquisas científicas surgem para comprovar estas teses. In “Green Savers Sapo” - Portugal

Colômbia - Instituto Camões ajuda a equipar hospital no país

 


O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e a Agência Presidencial de Cooperação Internacional da Colômbia (APC-Colômbia) celebraram esta semana um protocolo de cooperação para apoio humanitário no setor da saúde, que beneficiará também deslocados da Venezuela

O protocolo dá início oficial ao projeto de “aquisição de equipamentos biomédicos e mobiliário hospitalar para os serviços de obstetrícia e hospitalização do Hospital ESE San José de Maicao”, adiantou em comunicado o Camões.

A execução do projeto poderá beneficiar mais de 160 mil pessoas, que diariamente procuram os serviços do Hospital de Maicao, maioritariamente provenientes da Venezuela, permitindo não só melhorar o atendimento materno-infantil, mas também contribuir para a resposta de emergência aos casos motivados pela pandemia de covid-19, referiu a nota.

O projeto, que visa o fortalecimento institucional do Hospital de Maicao, no departamento de La Guajira, na Colômbia, tem um orçamento total aproximado de 100 mil euros, financiado pelo Camões, mas será a APC-Colômbia a entidade que administrará os recursos e fará o seu acompanhamento, acrescentou o comunicado.

“Com a assinatura deste protocolo, as relações bilaterais entre Portugal e a Colômbia são reforçadas e é reafirmada a intenção da União Europeia e dos seus Estados-membros em apoiar a região afetada pela crise humanitária e fluxo de populações deslocadas e em situação de vulnerabilidade provenientes da Venezuela”, sublinhou o Camões.

A cerimónia de assinatura do protocolo pelo presidente do Camões, Luís Faro Ramos, e pela diretora da APC-Colômbia, Angela Ospina de Nicholls, foi testemunhada pela embaixadora de Portugal em Bogotá, Gabriela Soares de Albergaria, e pela embaixadora da Colômbia em Portugal, María Elvira Pombo, e contou com a participação do vice-ministro da Saúde da Colômbia, Luis Alexander Moscoso.

O Camões é um instituto público, tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

França – Toulouse, começaram as aulas de português da federação das associações portuguesas

 


Teve lugar no passado dia 26 de setembro o primeiro dia de aulas de língua portuguesa para alunos do «Collège», da região de Toulouse.

As aulas são lecionadas pela professora Cristina Graça, já colocada pelo Instituto Camões há alguns anos na região, mas que agora completa o seu horário com alunos do «Collège», uma vez que apenas lecionava para alunos da primária.

O ensino da língua portuguesa decorre em regime de Protocolo entre o Instituto Camões e a Federação das Associações Portuguesas da Haute-Garonne, presidida por Miguel Novo Costa. As aulas têm lugar na sala da sede do Grupo Folclórico Vila Rosa de Toulouse.

Esta era uma velha reivindicação da Comunidade portuguesa da região de Toulouse.

Depois de um longo processo que teve início em outubro de 2019, e que teve algumas contrariedades e obstáculos, a Federação abriu, numa primeira fase, um curso privado de língua portuguesa, no primeiro semestre de 2020. Agora, no mês de setembro iniciaram enfim as atividades por parte do Instituto Camões.

No ano letivo passado, a aprendizagem foi possível graças à colaboração de diversos empresários portugueses da região, que apoiaram o financiamento deste curso privado organizado pela Federação das Associações, o que, de certa forma, relançou o assunto do ensino da língua portuguesa na região.

Desde outubro de 2019 que a Coordenação do ensino português em França foi informada das intenções da Federação e da própria Comunidade portuguesa, mostrando-se sempre colaborante. Este processo foi diretamente tratado pela Coordenadora Maria Adelaide Cristóvão, culminando no sucesso da iniciativa e no início das aulas neste mês de setembro.

O curso funciona com 16 alunos neste primeiro ano. In “LusoJornal” - França

África do Sul - Instituto Camões ofereceu computadores portáteis e máscaras a alunos de português em Joanesburgo

 


A entrega de 25 computadores portáteis com licenças da plataforma de ensino digital ‘Português mais Perto’ decorreu a 25 de setembro na Protea Glen Secondary School no Soweto, em Joanesburgo.

Os computadores portáteis foram oferecidos pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua aos melhores alunos de Português daquela escola da África do Sul e entregues numa cerimónia com a participação da Ministra do Ensino Básico e Secundário sul-africana, Angie Motshekga, e do Embaixador de Portugal em Pretória, Manuel Carvalho.

Foram ainda entregues 1000 máscaras com a bandeira portuguesa ao Departamento do Ensino Básico e Secundário, informou o Camões, numa nota, onde refere ainda que outras 1000 máscaras idênticas serão entregues em breve ao Departamento do Ensino da Província do Gauteng.

“O gesto foi condignamente apreciado pela Ministra, pela Direção da Escola e pelos alunos, tratando-se de um momento particularmente significativo devido ao reconhecimento pelas Autoridades sul-africanas da importância estratégica da língua portuguesa, especialmente na sub-região da África austral”, refere o Instituto Camões na mesma nota.

No decorrer da entrega dos computadores portáteis, a Ministra Angie Motshekga “recomendou aos alunos que perseverassem na aprendizagem do Português, para além das línguas oficiais sul-africanas, por ser um importante idioma adicional para os sul-africanos”, sublinha a nota do Camões.

A governante valorizou ainda a existência de importantes comunidades luso-falantes na África do Sul. Ana Pinto – Portugal in “Mundo Português”

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Austrália - Ilha Macquarie, o magnífico porto de abrigo para milhões de pinguins

 


Localizada a 1450 quilómetros a sul da Austrália, a ilha Macquarie não tem a aura e mediatismo de outras. E ainda bem. Local de importante significado ambiental, a ilha foi declarada Património Mundial da UNESCO em 1997 e é o único sítio da Terra onde as rochas do manto terrestre, que se encontram normalmente seis quilómetros abaixo do nível do oceano, se encontram expostas.

Sem habitantes humanos à vista, a ilha é governada por pinguins – ou melhor, por quatro milhões deles. A ilha tem ainda 100 mil focas, que se encontram protegidas pelo “selo” de Património Mundial.

Apesar da sua localização, a ilha não está coberta de branco e neve, mas sim verde e vegetação. E, apesar de hoje ser difícil de acreditar, a população de focas e pinguins esteve perto da extinção, no início do século XX, devido à caça excessiva. O desenvolvimento de várias leis de protecção aos animais, conseguido nos anos 60, veio alterar esta situação. In “Green Savers Sapo” - Portugal