Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Portugal - Há uma empresa portuguesa entre as que mais crescem na Europa

A consultora tecnológica Bold International é a única empresa portuguesa a constar no ranking do Financial Times referente às empresas europeias que mais crescem. O FT1000 junta as mil companhias que atingiram a maior percentagem de crescimento nas receitas entre 2012 e 2015.

Inserida na categoria “Tecnologia”, a Bold registou um crescimento de 234% no período analisado, tendo sido fundada em 2009. Surge na 464.ª posição, entre a RG Impianti e a Arca Distribution.

“Empresas inovadoras e de rápido crescimento são a força motriz da economia europeia no século XXI. Criam empregos e sustentam a competitividade da Europa”, refere a publicação, que descreve ainda Londres como o hub de inovação e comércio do continente. A razão para esta distinção está no facto de 78 empresas do ranking terem sede na capital britânica. Paris surge em segundo lugar, seguida por Milão e Berlim.

No topo do ranking está a alemã HelloFresh, à frente da polaca Codewise e da também alemã Green IT Das Systemhaus. O top 10 é completado com Brainlabs, Catapult Enterprises (Propercorn), Black Swan Data, Optal, Theano Advisors, Falcon Green Personnel e Landwarme. In “Executive Digest” – Portugal







A BOLD International é uma empresa portuguesa fundada em 2009, que atua no setor das tecnologias. Atualmente está presente em Portugal, com escritórios em Aveiro, Lisboa e Porto, e no Brasil, na cidade de São Paulo. Tem cerca de 450 colaboradores e o seu investimento é centrado nas pessoas, sendo que as equipas diferenciam-se pela proximidade e pelo acompanhamento.


Brasil-México: boas perspectivas

SÃO PAULO – O Fórum Econômico Mundial para América Latina, realizado recentemente em Buenos Aires, trouxe um alento para a nova política comercial externa do governo brasileiro, que procura deixar para trás o isolacionismo a que o País foi condenado pelas últimas e desastrosas administrações lulopetistas. O principal resultado parece ter sido a decisão de ampliar com o governo do México o Acordo de Complementação Econômica (ACE-53) tanto para setores industriais como agrícolas, bem como criar novas regras em temas como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio e barreiras não tarifárias. Esse constitui o melhor caminho para se alcançar, senão um acordo de livre-comércio, que incluiria o Mercosul, pelo menos um tratado comercial amplo.
           
É preciso ver que o cenário internacional mudou no exato momento que o Brasil, acossado por uma conjuntura econômico-financeira delicada, decidiu se abrir mais para o mundo. Infelizmente, hoje, as negociações para novos acordos ficaram mais difíceis e já não se percebe muitas perspectivas de arranjos multilaterais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), exatamente num momento em que a presença de um diplomata brasileiro à frente daquele organismo poderia facilitar o encaminhamento de novos acordos.

Diante do que resta, não é de se depreciar a perspectiva de um acordo comercial com o México, parceiro nada desprezível e com o qual as trocas só têm registrado crescimento nos últimos anos. Basta ver que, em janeiro-fevereiro deste ano, as vendas para o mercado mexicano foram de US$ 506 milhões, o que significou uma evolução de 5,2% em relação ao mesmo período de 2016.

Mais: em 2016, o México foi o oitavo país com maior fluxo de comércio com o Brasil. Como mostram os números, os embarques brasileiros totalizaram US$ 3,8 bilhões, com um crescimento de 6,3% em relação a 2015. No mesmo período, as importações do mercado mexicano foram de US$ 3,5 bilhões, o que representou um superávit de US$ 285,3 milhões para o Brasil.

Segundo os dados do Ministério da Indústria, Comércio e Exterior e Serviços (MDIC), para o México, o Brasil vende, majoritariamente, automóveis de passageiros (participação de 7,6%), veículos de carga (6,8%), motores para automóveis (6,5%), autopeças (4,1%) e minério de ferro (3,7%), importando especialmente automóveis de passageiros (16,8%), autopeças (13,4%), ácidos carboxílicos (6,4%), instrumentos e aparelhos de medida e precisão (3,9%) e máquinas automáticas para processamentos de dados (3,1%).  Em 2016, 3.369 empresas brasileiras realizaram exportações ao México, o que significou um aumento 7% na comparação com 2015.

Portanto, num momento em que até o Mercosul não parece tão solidificado, como mostra a intenção do Uruguai de negociar bilateralmente com a China, é preciso que o Brasil esteja preparado para outras alternativas, inclusive com a possível flexibilização das regras do bloco sul-americano, o que permitiria acordos bilaterais não só com o México mas com a União Europeia, a Associação Europeia de Comércio Livre (Efta), que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, e com a Índia.

É claro que, enquanto não se abaixar o chamado custo Brasil, novos acordos comerciais não resolverão isoladamente a expansão das exportações nacionais, mas constituem, sem dúvida, o melhor instrumento de que o governo dispõe para ajudar a inserir os produtos brasileiros no mundo. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Em busca das raízes no Brasil profundo

O homem, através dos tempos, sempre sonhou com o retorno às suas raízes, ou seja, à terra de seus pais e avós ou mesmo ao local onde nasceu e de onde saiu para ganhar o mundo. Talvez tenha sido assim desde a Antiguidade, como se pode ler em A Odisseia, grande obra clássica e épica do poeta grego Homero (século VIII a.C.), que conta a história de Ulisses (Odisseu), rei de Ítaca, ilha supostamente localizada no mar Jônico, que seria casado com Penélope e tinha um filho, Telêmaco.

Quando Páris, príncipe troiano, raptou Helena, a mulher mais bela do mundo e esposa de Menelau, rei de Esparta, preparou-se uma expedição contra Troia, na qual Ulisses tomou parte ativa. Durante os dez anos do cerco a Troia, Ulisses teve um papel decisivo. Depois, com as feridas cicatrizadas, levou mais dez anos para retornar a sua Ítaca, onde estavam suas raízes, a pátria de seus sonhos. Mas o importante da história não é o seu retorno, mas a longa e sobressaltada viagem que fez para voltar para casa.

Com isso, parece que Homero queria dizer que todo homem sempre sonha com o seu retorno às raízes, o eterno retorno, de que dizia o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Se tudo retorna eternamente, o futuro já é um passado; e o presente é tão passado quanto o futuro, dizia o filósofo. Em Assim Falou Zaratustra (1883-85), Nietzsche retoma a ideia do devir formulada por Heráclito (535a.C-475a.C), segundo a qual tudo flui, tudo muda, tudo passa e tudo retorna,  girando assim a roda deste mundo.         

Em A insustentável leveza do ser, Milan Kundera conta que, certa vez, ao folhear um livro sobre Adolf Hitler (1889-1945), emocionou-se com algumas fotos do ditador, pois lhe lembravam o tempo de sua infância. “Essa reconciliação com Hitler trai a profunda perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente permitido”, escreveu.

Já o filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), em O mito do eterno retorno, lembra que este mito existe em todas as religiões, pois reconstitui a passagem do tempo, o percurso entre o começo e o fim, a vida e a morte. Para Eliade, ao narrar um mito, reatualizamos, de certa forma, o tempo sagrado no qual se sucederam os acontecimentos de que falamos, como diz em Imagens e símbolos (1961) É esse tempo sagrado que nos ficou na memória que, de certo modo, todo homem procura reconstruir, ao buscar suas raízes.

Foi, aliás, o que este crítico procurou fazer em janeiro de 1990, quase quarentão, depois de entrevistar o escritor catalão Eduardo Mendoza, em Barcelona, para um trabalho de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), ao viajar de trem até Vigo, na Galiza, e de lá de caminhoneta rumo ao Porto, para no dia seguinte buscar na freguesia de Carvalhosa, comarca de Paços de Ferreira, no Norte de Portugal, o lugar de Peias e possíveis vestígios da sua família paterna, 60 anos depois que seu pai largara aquela terra para nunca mais vê-la. Levado por um parente compungido, conhecido no local e na hora, porém, o que encontrou foram só os retratos dos avós numa lápide do cemitério do vilarejo, imagens que já trazia na lembrança, pois eram as mesmas fotografias que costumava ver nas mãos do pai, que perdera aos 14 anos de idade.

De certo modo, é o relato de viagem semelhante, ao interior de si mesmo e, portanto, de volta às raízes, o que o leitor vai encontrar em Choro por Ti, Belterra!, narrativa de Nicodemos Sena, publicado originalmente como folhetim em 2014 no jornal O Estado do Tapajós, de Santarém do Pará, na Amazônia brasileira, cidade natal do escritor. A diferença é que Nicodemos Sena teve a oportunidade (e a felicidade) de, cinquentão, em 2014, levar o pai Bernardino Sena, então com 78 anos de idade, para ver o que restara, mais de seis décadas depois, do lugar em que vivera “cinco inesquecíveis anos de sua vida juvenil”.

Em 19 episódios, Nicodemos Sena reconstitui o dia em que fez essa viagem de retorno às origens em companhia de seu pai, depois de um percurso de algumas horas pela rodovia Santarém-Cuiabá, até entrar numa estradinha de terra que leva à Estrada Um e, enfim, às ruínas da cidadezinha de Belterra, que na década de 1940 fora dirigida pela Ford Motor Company, empresa do magnata norte-americano Henry Ford (1863-1947), que, em plena Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tentaria fazer da extração da borracha uma atividade lucrativa, fornecendo os pneumáticos necessários para movimentar os veículos militares.

Não se pode dizer que se trata de um romance nem tampouco de um conto que se tenha derramado por causa de uma prosa poética. Não é também uma simples reportagem, pois não constitui a mera literalização dos acontecimentos de um dia na estrada. Neste caso, cada encontro no caminho com esporádicos moradores perdidos naquelas paragens do Brasil profundo serve como motivo para um ou mais comentários, como aquele episódio em que o cronista depara-se, em meio ao tórrido calor do meio-dia amazônico, dentro de um casebre em que não havia água encanada e muito menos tratada, com uma menina que não parava de manipular a tela de um telefone celular.

É, isso sim, um texto híbrido que se assume como uma crônica repassada de lirismo, uma narração das vicissitudes vividas pelo narrador em companhia do pai, que faz, com a ajuda do filho, uma viagem de retorno à infância para reencontrar todos os fantasmas que ainda assolam seus pensamentos.

Ou ainda uma narrativa poética que, ao reunir musicalidade e metaforização, faz com que o narrador desfie o novelo da memória, em tom de conversa com o leitor em que não dispensa nem mesmo citações de autores, como o português Fernando Pessoa (1888-1935), o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), o mexicano Juan Rulfo (1917-1986) e o norte-americano William Faulkner (1897-1962). Como se sabe, o que une esses autores de nacionalidades tão distintas é a construção metafórica de um lugar mítico, que existe só na alma do próprio autor, como “o rio da minha aldeia” do heterônimo pessoano Alberto Caeiro. Em resumo, o texto dialoga com o mito do eterno retorno, ao praticar a intertextualidade com discursos canônicos, reconstruindo, dessa forma, metáforas da precária condição humana.

Autor de livros que já se tornaram referências obrigatórias dentro da Literatura Brasileira, como os romances A espera do nunca mais (1999), A noite é dos pássaros (2003) e A mulher, o homem e o cão (2009), trilogia que constitui uma saga amazônica, Nicodemos Sena mostra em Choro por ti, Belterra! que pode ser também considerado um cronista da estirpe de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Rubem Braga (1913-1990) ou Fernando Sabino (1923-2004).

A diferença é que, em vez da fugacidade dos registros do cotidiano das ruas do Rio de Janeiro que se leem nas crônicas daqueles grandes mestres, o que o leitor descobrirá nestes episódios é não só Amazônia que é vista ainda como exuberante paraíso tropical, mas também aquela que governantes corruptos permitiram que continuasse a ser destruída, tomada por aventureiros “gananciosos e cruéis, os quais, sem escrúpulos, saqueiam e depredam os bens da terra, auxiliados por ‘mucamas’ e ‘mordomos’ (degenerados filhos da terra) que, a troco de migalhas e posições, passaram-se para o lado dos inimigos”. Adelto Gonçalves - Brasil


Nota: Apresentação escrita especialmente para o livro Choro por ti, Belterra! (págs. 7/11).

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Choro por ti, Belterra!, de Nicodemos Sena, com apresentação de Adelto Gonçalves. Taubaté-SP: Editora LetraSelvagem, 192 páginas, R$ 30,00, 2017. E-mail: letraselvagem@letraselvagem.com.br Site: www.letraselvagem.com.br


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Adelto Gonçalves, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros.

Moçambique - Standard Bank parceiro estratégico da feira tecnológica MozTech



Com o objectivo de contribuir para a massificação do uso da tecnologia, sobretudo as que estão ligadas ao sector financeiro, na satisfação das necessidades dos moçambicanos, o Standard Bank será, pelo terceiro ano consecutivo, parceiro da feira tecnológica MozTech.

Neste evento, que terá lugar no próximo mês de Maio, na cidade de Maputo, para além de ser novamente um dos principais expositores, o Standard Bank integrará os painéis de debate.

Para esta instituição bancária, servir os seus clientes com rigor e qualidade constitui uma das principais prioridades, uma missão que o banco acredita que tem conseguido alcançar com sucesso graças ao uso da tecnologia.

Para a quarta edição, o Standard Bank irá apresentar várias inovações, sendo de destacar uma que permite a autorização de transacções bancárias no smartphone com recurso à impressão digital e outra que permitirá realizar transferências, pagamentos de serviços e demais operações em qualquer tipo de celular, com ou sem ligação à internet.

A expectativa do Standard Bank em relação à presente edição da MozTech, que decorrerá sob o tema “Era digital: Uma nova Forma de Viver e Fazer Negócios”, segundo o administrador delegado, Chuma Nwokocha, é que depois desta feira o digital faça parte do estilo de vida dos moçambicanos, ou seja, que as pessoas adoptem paulatinamente a tecnologia na realização das suas tarefas diárias.

“O Standard Bank compreende que esta feira tem estado a crescer em termos qualitativos. Seja a nível dos debates, bem como da exposição e aplicabilidade das soluções apresentadas pelas empresas para satisfazer as necessidades reais da população”, referiu o administrador delegado.

Esta instituição bancária – conforme indicou o administrador delegado – compreende que a MozTech é uma iniciativa de capital importância para Moçambique, tratando-se de um espaço privilegiado onde todos os actores da sociedade, desde o Governo, o sector empresarial até os estudantes, podem encontrar soluções para estimular a inovação tecnológica e sua aplicação na resolução dos problemas quotidianos da nação moçambicana. In “Olá Moçambique” – Moçambique

Mais informações aqui

terça-feira, 11 de abril de 2017

Galiza – Balanço do III Encontro Minho-Galiza

No passado sábado, dia 1 de abril, em Goián-Tomiño, na Galiza, Pedro Abrunhosa (Porto) e Ses (Corunha), ambos cantores e compositores, partilharam o palco no III Encontro Minho-Galiza, organizado pela Universidade do Minho (UMinho), participando de uma animada conversa sobre a cultura e identidade que caracterizam a singularidade da referida região. O papel da língua na afirmação de uma identidade cultural transfronteiriça, na sua relação com a criação musical, foi uma das principais questões levantadas.

O debate, Pedro Abrunhosa e Ses 2017 moderado por Joaquim Fidalgo (UMinho) e Fernando Pena (Braga), foi intercalado pela atuação musical de Pedro Abrunhosa. Ses, não tendo previsto atuar, foi surpreendida pelo músico, que a desafiou a acompanhá-lo em algumas frases melódicas de temas do cantor, assim como a cantar, ela mesma, um dos seus próprios temas. Foram momentos mágicos que empolgaram o público, constituído por galegos e minhotos, estes, em boa parte, alunos e docentes da UMinho. Ainda durante o debate, os artistas confessaram desconhecer a produção musical um do outro, assim como a do outro lado da fronteira. Por isso, manifestaram a sua preocupação em que se discutam as razões políticas, sociais e culturais que poderão explicar uma tal realidade, pautada pela insuficiência de dinâmicas de promoção do intercâmbio musical entre a Galiza e o Minho. “Sou uma resistente social” foi uma das expressões que Ses utilizou no decorrer do debate, ao afirmar a relevância do galego na sua música. Abrunhosa concordou e enfatizou a importância de o artista fazer uso da sua própria língua, única forma de expressar a sua visão do mundo e o seu sistema de pensamento próprio.

Destaca-se Encontro Minho Galiza 2017ainda a realização da mesa redonda que teve lugar durante a manhã, na qual participaram Henrique Barreto Nunes (Conselho Cultural da UMinho) e Albertino Gonçalves (UMinho), que moderaram o debate com Ricardo Almeida (UTAD), José Font (Rádio Municipal de Tui) e José Vicente Simeó (Maestro da Banda de Monção). O estado atual e a importância da música popular e da música tradicional para o intercâmbio cultural entre as duas regiões foi o tema discutido entre os convidados, com a participação ativa do público, na tentativa de se encontrarem as razões da falta de interação cultural entre ambas as regiões no âmbito musical. A música, propriamente dita, também marcou presença, ora através da gaita-de-foles, que abriu e fechou esta mesa redonda, tocada pelo gaiteiro Ricardo Almeida, ora antecedida, no ato inaugural, pela atuação da Banda de Música de Goián, anfitriã do III Encontro, dirigida pelo maestro Pedro Villarroel, ora, ainda, no ato de encerramento, com o acordéon de Joaquim Fidalgo que brindou a plateia com o seu acordéon, desafiando galegos e minhotos a distinguir as diferenças entre as músicas, de uma rapsódia de modinhas do Minho e da Galiza, que tocou.

Terminado o III Encontro Minho-Galiza, que alguns apelidaram de «inesquecível, com momentos únicos e irrepetíveis», aos seus mentores e coorganizadores, os alunos de Mestrado Francisco Abrunhosa e Adriana Silvério, foi dado de imediato o incentivo à realização da seguinte edição, no próximo ano, por parte dos dois Institutos apoiantes da UMinho, ali representados por Pedro Dono e Fernando Groba, responsáveis pelo Centro de Estudos Galegos (CEG), e por Helena Pires e Albertino Gonçalves, responsáveis pelo Mestrado em Comunicação Arte e Cultura/Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade (MCAC-CECS), numa feliz conjugação de vontades entre o Instituto de Letras e Ciências Humanas (CEG-ILCH) e o Instituto de Ciências Sociais (MCAC/CECS-ICS) da UMinho. Francisco Abrunhosa – Portugal in “Palavra Comum”

segunda-feira, 10 de abril de 2017

UCCLA - Fórum Económico sobre “Cidades Sustentáveis” em Viana

Terá lugar no dia 20 de abril, no Centro de Congressos de Viana (sito no Complexo World Trade Center - Estrada de Catete), Angola, um Fórum Económico subordinado ao tema “Cidades Sustentáveis”, numa parceria entre a UCCLA, Associação Empresarial de Luanda e com o apoio da Comissão Administrativa da cidade de Luanda.



A sessão de abertura contará com as intervenções do Governador da Província de Luanda, General Higino Carneiro, da Ministra do Ambiente de Angola, Fátima Jardim, do Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, e do presidente da AEL (Associação Empresarial de Luanda) e do FELP (Fórum dos Empresários de Língua Portuguesa), Francisco Viana.

Intervirão também no Fórum representantes de Moçambique, Macau, São Tomé e Príncipe e Portugal, neste caso através dos presidentes das câmaras de Almada e Cascais. UCCLA

domingo, 9 de abril de 2017

No comboio dos atrasos











Vamos aprender português, cantando


No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece

Logo pela madrugada vai o sinal de um bocejo
vai uma noite acordada vai a lembrança de um beijo
vai quem perdeu quase tudo e quem não tem nada a perder
e Vai alguém com um ar sisudo por não ter nada a dizer

Vai uma lágrima solta num olhar desamparado
um bilhete de ida e volta que nunca foi usado
um caso de amor secreto com perfume de abandono
vai um olhar indiscreto e por resposta um olhar de sono

No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece
devagar devagarinho eu conheço tantos casos
de quem passa a vida inteira no comboio dos atrasos

Logo pela madrugada vai quem já vai atrasado
quem nem sequer deu por nada vai dar ao destino errado
vai quem quer andar no centro e quem do centro nunca sai
vai quem não quer ir lá dentro mas não sabe aonde vai

No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece
devagar devagarinho eu conheço tantos casos
de quem passa a vida inteira no comboio dos atrasos

No comboio dos atrasos vai gente que a gente esquece
vai quem nunca chega a horas e às vezes nem aparece
devagar devagarinho eu conheço tantos casos
de quem passa a vida inteira no comboio dos atrasos

devagar devagarinho
No comboio dos atrasos

devagar devagarinho
vai gente que a gente esquece

Sebastião Antunes & Quadrilha - Portugal