Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 5 de abril de 2014

Brasil - Por uma nova política externa

Com uma dívida externa ao redor de US$ 300 bilhões, um produto interno bruto (PIB) de US$ 2 trilhões e reservas próximas de US$ 370 bilhões, o Brasil não precisa se preocupar com uma possível desaceleração da atividade econômica da China, que poderia cortar drasticamente suas compras de soja e minério. É o que diz o economista norte-americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008, para quem o Brasil se saiu muito bem da crise mundial e já não é a economia vulnerável de outros tempos.

É claro que essa análise faz bem para o ego coletivo da Nação, mas não se pode descuidar porque, se os governantes errarem muito, é sempre possível ocorrer um retrocesso. Embora não deixe explícito, o atual governo tem reconhecido a necessidade de rever a condução de sua política externa que até aqui tem colhido mais fracassos do que êxitos. Mesmo no caso de uma eventual reeleição da atual governante, o que se prevê é que venha por aí uma política externa mais empenhada em aumentar a inserção do País no mercado mundial. É o que se depreende do esforço brasileiro em avançar as negociações para levar o Mercosul a um acordo com a União Europeia.

Parece que o governo, finalmente, acordou para a ameaça que representa para o Brasil deixar de figurar como parceiro num grande bloco, já que o Mercosul, ainda que tenha sido uma iniciativa louvável e continue a gerar bons negócios às empresas do País, não avança nem recua. E o avanço pode vir exatamente a partir de um acordo amplo com a União Europeia.

Depois de o governo anterior ter trabalhado com afinco para o malogro das negociações que previam a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o Brasil assistiu à criação da Aliança do Pacífico, que reúne Chile, Peru, Colômbia e México. E vê agora com apreensão a possibilidade de acordos da União Europeia com o Canadá e com os Estados Unidos, já que esses tratados podem inviabilizar ou ao menos comprometer em termos de competitividade as exportações brasileiras para aqueles países.

Obviamente, se dependesse da vontade do empresariado brasileiro, há muito que o Brasil teria uma relação mais produtiva com os Estados Unidos, por meio da ampliação de nossas exportações e importações. Sem ter tido nos últimos anos um ministro de Comércio Exterior que representasse os anseios do empresariado, a política externa ficou à mercê de decisões politicamente ingênuas que colocaram os interesses comerciais em segundo plano.

Ao apostar na negociação multilateral da Rodada Doha, o Brasil não colheu nenhum fruto. Para piorar, deu prioridade à aproximação com mercados emergentes que, no fundo, só estão à espera de favores ou benevolências a fundo perdido, como se o Brasil fosse uma nação de primeiro mundo.

Portanto, o que se espera é que o novo governo tenha maturidade para construir não só uma parceria soberana com os Estados Unidos como levar o Mercosul a um acordo com a União Europeia. Sem intercâmbio com economias mais desenvolvidas, o setor industrial estará condenado a perder competitividade e espaço no mercado internacional. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Conceição Lima

Raízes de Micondó de Conceição Lima espalham-se pelo Brasil

A jornalista e escritora são-tomense Conceição Lima que participa de 12 a 16 de Abril, na Feira do Livro de Brasília, vai ver um dos seus livros expandir no Brasil. ”A Dolorosa Raiz do Micondó”, o seu segundo livro de poesia, foi seleccionado pelo Programa Nacional de Bibliotecas Escolares do Brasil para o ano 2014.

A selecção da obra de São de Deus Lima, feita pelo Programa Nacional de Bibliotecas Escolares do Brasil, significa que “A Dolorosa Raiz do Micondó”, vai entrar na rede de bibliotecas escolares brasileiras, adquirindo uma grande visibilidade e expansão.

Em declarações ao Téla Nón São Lima, explicou que a obra publicada em 2011 no Brasil pela editora Geração Editorial, de São Paulo, «foi selecionada num conjunto de mais de 400 títulos».

Uma obra poética que tem sido também objeto de vários estudos de Mestrado e de doutoramento em universidades portuguesas e sobretudo brasileiras.

No texto de apresentação à edição brasileira, a académica Prisca Agustoni escreveu:

‘’Íntima, pessoal e sofrida, a poesia de Conceição Lima é também dotada de um lirismo e esteticismo sublimes, presenteados aqui pela primeira vez ao público brasileiro. Embora a dor seja uma constante em seus versos, o sentimento que os perpassa é o da sutil esperança de que a mesma memória que resgata os factos traumáticos ajude a fazer germinar algo novo dos escombros, como o micondó que, com suas profundas raízes e frondosa copa, fez florescer o alfabeto poético de Conceição Lima’’.

“A Dolorosa Raiz do Micondó” foi editado pela Editorial Caminho, de Lisboa, em 2006, e reeditado pela mesma editora dois anos depois. Em 2011, o livro foi editado no Brasil (São Paulo), pela editora Geração Editorial, que em 2013, apresentou a candidatura ao Programa Nacional de Bibliotecas Escolares para 2014.

Entretanto, a Editora Leya Brasil acaba de adquirir os direitos de outra obra literária de São Lima, “O País de Akendenguê”, o terceiro livro da escritora são-tomense, que se vai candidatar ao Programa Nacional de Bibliotecas Escolares do Brasil(PNBE) para 2015.

Segundo São Lima, a obra “A Dolorosa Raiz do Micondó” foi traduzido em 2009 para o espanhol, em Espanha, pela editora Baile del Sol e, na Venezuela, pelo Conselho Nacional de Cultura, em 2013.

Em 2010, foi traduzido para o alemão, em conjunto com o primeiro livro da autora, “O Útero da Casa”, pela editora Delta, de Estugarda, em edição bilingue.

Outra novidade acrescenta a escritora é que a editora italiana House Kolibris vai lançar, ainda este ano, uma edição bilingue de “A Dolorosa Raiz do Micondó”.

Os três livros de Conceição Lima (O Útero da Casa, A Dolorosa Raiz do Micondó e O País de Akendenguê) foram publicados em edição especial no ano de 2012, em São Tomé, pela editora Lexonics, todos com patrocínio do Banco Equador.

Conceição Lima é o nome mais traduzido da literatura são-tomense. Está traduzida para o alemão, árabe, espanhol, francês, inglês, galego, italiano, servo-croata, shona e turco.

Em 2012, o seu poema ‘’O Cataclismo e as Canções’’, do livro “O País de Akendenguê” foi parte do Festival Parnassus ou Olimpíadas de poesia, em Londres, em representação de São Tomé e Príncipe, integrando a antologia do evento intitulada The World Record Book, a qual inclui poetas de 204 países.

Para o primeiro semestre deste ano, a escritora disse que tem na forja, o lançamento de o “Fio das Horas”. Trata-se de uma colectânea de crónicas editadas em vários periódicos e tem em preparação um novo livro de poemas. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Portugal é mar

Novos territórios marítimos estão na proposta – entregue nas Nações Unidas em 2009 – de extensão da plataforma continental portuguesa para lá das 200 milhas. Desde então, o país já pôde começar aí a exercer a sua soberania sobre o solo e subsolo marinhos.



Mais de 44.000 mapas de Portugal serão pendurados nesta quarta-feira, 02 de Abril de 2014, nas paredes das salas de aulas de inúmeras escolas, desde o primeiro ciclo até ao final do ensino secundário, e tanto públicas como privadas. O que este novo mapa procura explicitar é que Portugal é praticamente só mar: enquanto o território fora de água tem pouco mais de 92.000 quilómetros quadrados, o território debaixo de água chega quase aos quatro milhões de quilómetros quadrados. Portugal é Mar, o título do mapa, evidencia que 97% do país é mar.

Simbolicamente vai ser colocado por volta das 10h30 na Escola Básica e Jardim de Infância Rómulo de Carvalho, em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais, pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, e pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas (que já o tinham dado em Fevereiro ao Presidente da República, Cavaco Silva). Pediu-se também às escolas que o receberam que o pendurassem à mesma hora.

Por agora, nem todas as escolas têm o mapa. Hoje, 44.780 mapas serão afixados em salas de aulas e laboratórios de 1008 escolas ou agrupamentos escolares públicos e privados, segundo informou ontem a assessoria de imprensa do Ministério da Educação. O mapa estará em 86% das escolas da rede pública, acrescentou. Por outro lado, iniciaram-se agora os contactos para que chegue às escolas dos Açores e da Madeira, onde existe autonomia regional educativa.

O novo mapa resulta dos trabalhos científicos de alargamento da plataforma continental para lá das 200 milhas náuticas da Zona Económica Exclusiva (ZEE), realizados de forma sistemática a partir de 2005, na transição entre os governos PSD de Pedro Santana Lopes e PS de José Sócrates.

Com 80 centímetros de comprimento por 60 de largura, o mapa tem pouca informação de propósito. Pintados de amarelo, vêem-se os três pedaços de terra que constituem Portugal Continental e os arquipélagos dos Açores e da Madeira, como se fossem jangadas de pedra perdidas num imenso mar azul. À volta desses bocados de terra surge a ZEE, que já dava ao país jurisdição tanto sobre a água como sobre o solo e subsolo marinhos; e pode ir até às 200 milhas desde que não chegue a território espanhol.

Agora, para lá da ZEE, Portugal (tal como outros países ao abrigo da Lei do Mar das Nações Unidas) pode ainda estender pacificamente o seu território no mar – neste caso, alargar a jurisdição sobre solo e subsolo marinhos. É isto que se designa por extensão da plataforma continental. Os limites da plataforma portuguesa, tal como foram entregues numa proposta às Nações Unidas em 2009, ainda com José Sócrates como primeiro-ministro, é o que finalmente mostra o novo mapa, evidenciando a diferença entre a pequenez da terra e a grandeza do mar.

Os contornos da plataforma continental apresentados às Nações Unidas ainda serão discutidos na Comissão de Limites da Plataforma Continental, em princípio em 2016. Mas a proposta da sua extensão já permite a Portugal exercer direitos de soberania sobre o solo e subsolo marinhos para exploração e aproveitamento de recursos naturais. Mais: não só esses direitos são exclusivos de Portugal, por isso nenhum outro país pode exercer aí actividades de exploração sem o seu consentimento, como não dependem da ocupação deste território.

No total, a área dos novos domínios marítimos portugueses ultrapassa 3.800.000 quilómetros quadrados: desses, 1.600.000 correspondem à ZEE (a terceira maior da Europa) e 2.150.000 à plataforma continental para lá das 200 milhas. O território marítimo é 40 vezes superior ao terrestre.

À 14ª versão

A ideia deste mapa partiu da geóloga Raquel Costa, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (agora tutelada pelo Ministério da Agricultura e do Mar), onde coordena o projecto Kit do Mar, destinado a promover o conhecimento sobre os oceanos. Surgiu-lhe durante uma conversa com o director do Oceanário de Lisboa, João Falcato. Esta parceria entre o Oceanário, que pagou a elaboração do mapa, e o Kit do Mar incluiu ainda o Ministério da Educação, para que o novo retrato do país estivesse nas escolas.

O objectivo é mostrar aos mais jovens a importância do mar e renovar a identidade marítima colectiva, até agora mais virada para o valor histórico desde os Descobrimentos. “Espero que o impacto de ver o mapa de Portugal centrado no mar mude as consciências das novas gerações e vejam que o mar tem um potencial enorme de exploração do ponto de vista científico, económico, social e cultural”, refere Raquel Costa.

Esta é a 14ª versão do mapa – até se conseguir chegar a “uma versão bonita, simples e didáctica”, conta a geóloga. Mas a informação não se resume ao próprio mapa. No sítio do Kit do mar, a equipa do projecto desenvolveu uma série de propostas de actividades educativas, já disponíveis. Teresa Firmino – Portugal in “Jornal Público”

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Comércio mundial

O World Economic Forum apresentou ontem, 01 de Abril de 2014. O seu relatório ”The Global Enabling Trade Report 2014” que avalia o desempenho de 138 economias na área do comércio em quatro áreas: acessos a mercados, administração de fronteiras, infraestruturas e ambiente operacional.

O relatório agora apresentado considera que as barreiras ao comércio estão a atrasar a recuperação económica e que são necessárias implementar reformas para que no longo prazo se alcance o crescimento económico desejado e o progresso social.

A classificação de 2014 é liderada por Singapura com uma pontuação de 2,9 pontos num total de 7. Seguem-se Hong Kong (5,5), Países Baixos (5,3), Nova Zelândia, Finlândia, Reino Unido e Suíça, todos com 5,2 pontos.

Quatro países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão classificados neste relatório sobre a atividade global de comércio, são eles, Portugal, Brasil, Moçambique e Angola. Os países observadores associados da CPLP presentes são a ilha Maurícia e o Senegal. A Namíbia e a Geórgia que manifestaram interesse em serem observadores associados também se encontram nesta lista de países.

Portugal é o país lusófono melhor classificado no 35º lugar com uma pontuação de 4,5 pontos, pior classificado que a vizinha Espanha, está no 27º posto com 4,8 e que a ilha Maurícia, 29ª com 4,7 pontos. A Geórgia está imediatamente na 36ª posição também com 4,5 pontos.

O Brasil é o segundo país lusófono no 86º lugar com 3,8 pontos, inferior aos vizinhos, Chile, 8º (5,1), Peru, 51º (4,3), Uruguai, 60º (4,2), Colômbia, 73º (4,0) e melhor que a Bolívia 87º (3,7), Argentina, 95º (3,7), Guiana, 104º (3,6), Paraguai, 113º (3,5) e no penúltimo lugar, no 137º posto, a Venezuela com 2,8 pontos.

Moçambique está no 110º lugar com 3,5 pontos, a vizinha África do Sul situa-se na posição 59ª com 4,2 pontos, a Tanzânia, 111º com os mesmos 3,5 pontos, o Zimbabwé, 134º (2,9).

Angola está na antepenúltima posição, 136º com 2,8 pontos, a vizinha Namíbia encontra-se no lugar 81º com 3,9 pontos. O Senegal, país observador associado da CPLP está no 100º lugar com 3,6 pontos, numa classificação em que o Chad é o último classificado, 138º com 2,5 pontos.


O relatório que pode aceder aqui, considera que os maiores entraves nas economias avançadas são os regimes tarifários complexos e nos países em desenvolvimento e emergentes as barreiras estão na burocracia fronteiriça, a corrupção, infraestruturas inadequadas e baixos níveis de segurança. Baía da Lusofonia

FESTin


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apoia a quinta edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin) que irá decorrer entre os dias 02 a 09 de Abril de 2014, no cinema de São Jorge, em Lisboa.

Serão exibidos mais de 70 filmes oriundos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal compõem uma programação diversificada e organizada em nove mostras e homenagem ao 25 de Abril.

O festival abre hoje, 02 de Abril de 2014, com a estreia em Portugal de Serra Pelada, de Heitor Dhalia. Às duas habituais secções de competição de longas e de curtas-metragens, junta-se este ano, pela primeira vez, a competição de documentários. A programação integra ainda duas novas mostras: “Democracia e Ditadura” e “País Convidado: França”, bem com uma homenagem a Cabo Verde, e as tradicionais mostras de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens), Inclusão Social e Infantojuvenil.

Produzido pela Padrão Actual/ ASCULP – Associação Cultura e Cidadania de Língua Portuguesa, em coprodução com o Cinema São Jorge e a EGEAC-CML, o FESTin nasceu em 2010 com o objetivo de celebrar e fortalecer a cultura lusófona através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Poderá aceder a mais informação aqui.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Casamansa – Stop Senegal!

Hábeis fabricantes de mentiras e disciplinados a exortar o ódio desde o assassinato de Victor Diatta, o fundador do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC), em 1947, os governos senegaleses continuam a institucionalizar políticas de violência e de repressão brutal e sangrenta através de detenções arbitrárias, espancamento, actos de tortura, violações, execuções extrajudiciais e o desaparecimento forçado de casamanseses.

Por detrás dos capachos que são as entidades como o BMS, a polícia, o exército e o seu instrumento de propaganda a DIRPA, a máquina de matar e de doutrinação faz os seus estragos temivelmente e impunemente na Casamansa.

Felizmente, a elite vacinada contra as informações sistematicamente falsificadas desceram do seu pedestal para dizer “Stop Senegal!”.

Esta palavra de ordem estende-se mesmo para lá dos casamanseses e exalta os intelectuais de todas as nações democráticas partidários dos direitos humanos e da justiça.

De todos os lados e com todas as forças, nós temos o direito de repugnar os traidores azedados dum poder doente da sua arrogância e do seu despropósito.

A preocupação das contínuas violações dos direitos humanos cometidos pelas autoridades senegalesas contra o povo da Casamansa não torna a tarefa fácil ao embaixador Mark Boulware, conselheiro americano para a Casamansa. Ele sabe-o, fazer a paz nestas condições é irrealista e inaceitável.

O único remédio que me vem à mente, é de exigir directamente ao presidente Obama, ao seu mandatário, ou ao Congresso norte-americano de preocupar-se mais sobre a situação dos direitos humanos na Casamansa e da exploração ilegal das riquezas mineiras e piscícolas pelo Senegal e empresas estrangeiras, propondo um projecto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU, para introduzir um mecanismo de fiscalização dos direitos humanos no âmbito da Missão das Nações Unidas.

Caso contrário, as torturas até à morte de honestos cidadãos casamanseses, como foi o caso de Abdou Bodian no passado Domingo, 23 de Março de 2014, continuarão sem justiça e o espectro de uma limpeza étnica ou simplesmente um genocídio seguir-se-á. Bintou Diallo - Casamansa

Córsega

A ilha da Córsega, situada no mar Mediterrâneo com uma área de 8 681 Km2, teve no passado Domingo a segunda volta das eleições municipais francesas, tendo pela primeira vez uma candidatura nacionalista ganho uma das principais cidades da ilha.

O acontecimento deu-se na cidade de Bastia, a segunda cidade da ilha, com uma população aproximada de 43 mil habitantes, num total de trezentos mil, o número de cidadãos que vivem na Córsega, através da candidatura “Inseme per Bastia” (Juntos por Bastia), liderada por Gilles Simeoni, advogado, filho de um dirigente histórico da União do Povo Corso, o médico Edmond Simeoni.

Bastia é a capital da Alta Córsega, região norte da ilha, tem o principal porto da ilha e a candidatura nacionalista obteve nesta segunda volta das eleições municipais, 55,4%, vencendo a coligação de esquerda com 44,6% dos votos, totalizando a abstenção os 18%. Nas últimas eleições municipais realizadas no ano de 2008, os nacionalistas não ultrapassaram os 25%, conseguindo agora, mais que duplicar a percentagem de votos. Baía da Lusofonia

Gilles Simeoni – Natural de Bastia onde nasceu a 20 de Abril de 1967, advogado, conselheiro da Assembleia da Córsega e eleito Maire de Bastia no passado Domingo, 30 de Março de 2014. Membro do partido nacionalista corso “Inseme per a Corsica”