Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de março de 2026

Portugal - Doc’s Kingdom e o Cinema Fulgor anunciam a convocatória Vislumbre - Residência de Criação Documental em Odemira

O Doc’s Kingdom e o Cinema Fulgor têm o prazer de anunciar a convocatória Vislumbre - Residência de Criação Documental em Odemira, que apoiará uma cineasta ou artista residente em Portugal na realização de uma curta-metragem de não-ficção no concelho de Odemira.


O programa compreende um período de residência em Odemira (4 semanas, em maio 2026). A montagem e a pós-produção do filme serão realizadas de forma autónoma, de modo a apresentar o filme no Doc’s Kingdom 2026, em novembro. Será concedida uma bolsa no valor total de 8000€ (incluindo 2000€ de honorários; 6000€ de apoio à produção da obra).

Podem candidatar-se artistas e cineastas residentes em Portugal, independentemente da nacionalidade, idade ou fase da sua carreira, desde que já tenham realizado pelo menos um filme. São aceites candidaturas em português e inglês.

As candidaturas podem ser submetidas até 22 de Março de 2026.

Mais informações aqui. Doc’s Kingdom - Portugal


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Angola - Luanda inaugura fábrica com capacidade para montar mais de 20 000 veículos/ano

Angola conta a partir de agora com um complexo industrial com capacidade para montar 1000 autocarros e 22.000 veículos ligeiros/ano, com o Governo a destacar a criação de emprego e a produção local


O Complexo Industrial de Montagem de Veículos Automóveis, entre elétricos e híbridos, instalado na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, de um grupo privado angolano, foi inaugurado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.

A unidade industrial - investimento do Grupo Opaia, que não avançou valores -, empregou numa primeira fase 1500 jovens angolanos e constitui o início de um novo capítulo para a indústria automóvel e para a economia angolana, disse o presidente do grupo empresarial, Agostinho Kapaia.

A fábrica de montagem de veículos "simboliza o compromisso do Estado angolano com a industrialização e a inovação", afirmou o empresário, garantindo igualmente que o projecto, possui linhas de produção avançadas com práticas industriais responsáveis e ambientalmente sustentáveis.

José de Lima Massano visitou demoradamente o complexo, recebeu explicações sobre o funcionamento e fez inclusive o "test-drive" de um dos autocarros montados pela Opaia Motors.

"Já tivemos experiências, algumas no passado, que não foram muito bem-sucedidas, tivemos arranques logo seguidos de paragens. O que temos aqui ficamos com esta sensação de ser algo mais bem estruturado, desde logo o facto de os investidores nacionais, do ponto de vista tecnológico, terem encontrado parceiros de referência para os variados segmentos da indústria automóvel que se propõem desenvolver", afirmou o governante.

Massano destacou também os postos de trabalho criados: numa primeira fase conta com 1500 e prevê-se um alargamento para cerca de 3500 trabalhadores, com o ministro a sublinhar que se trata de mão-de-obra nacional, a maioria jovem.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola disse ter verificado igualmente o potencial dos equipamentos em montagem na fábrica, referindo que o modelo das viaturas que os promotores entenderam desenvolver têm grande possibilidade de integrar componentes de produção local.

"Vimos, por exemplo os autocarros, que vai ser possível ter os bancos e pavimentos feitos aqui em Angola, e vamos também fazendo esta integração e pensamos que no modo como está desenhado é uma solução integrada que nos dá também esta perspetiva de sustentabilidade no médio e longo prazo", assinalou, realçando que o executivo vai continuar a potenciar a produção e iniciativas locais.

Já o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, considerou que o projecto industrial reflecte uma decisão estratégica de soberania produtiva, assegurando que o mesmo vem dotar o país de capacidade interna para fabricar e montar meios que asseguram a mobilidade colectiva.

Para o governante, a pressão crescente sobre o sector dos transportes, "resultante do crescimento demográfico, da expansão urbana e da intensidade das deslocações diárias", não se resolve apenas com planeamento ou aquisição pontual de frotas.

"Resolve-se com capacidade produtiva instalada no país, com continuidade de oferta e com uma cadeia de valor nacional que sustente essa capacidade ao longo do tempo", salientou, concluindo que a produção local de veículos automóveis, a começar pela montagem de autocarros, veículos ligeiros e comerciais, "responde exactamente a essa lógica". In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”


quinta-feira, 18 de junho de 2020

Angola – Começou a produção de três mil tractores por ano

A Zona Económica Especial (ZEE), em Luanda, já arrancou com o processo de montagem de 3000 tractores por ano, no quadro de um projecto de instalação de uma linha de montagem financiada pelos Emirados Árabes Unidos

Os tractores, produzidos com 80 por cento da mão-de-obra nacional, são tecnologicamente desenvolvidos e equipados com alfaias agrícolas próprias para o mercado angolano. A unidade industrial aguarda apenas pela inauguração oficial, tendo já produzido os primeiros tractores. Devido à crise da pandemia do COVID-19, a inauguração foi adiada, mas deve acontecer assim que se restabelecer a normalidade.

O investimento, estimado em cerca de 100 milhões de dólares, resultou de um memorando assinando entre o Governo angolano, representado pelo Ministério da Agricultura, e os Emirados Árabes Unidos, representado pelo escritório privado do xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum, membro da Família Real daquele país, durante a sua visita a Angola, em Dezembro do ano passado, depois de ser recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta.

O Ministério da Agricultura pretende, com o projecto, apoiar o desenvolvimento agrícola e promover a mecanização agrícola em Angola. A linha de montagem está a ser implementada na ZEE com o apoio da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e dos ministérios da Indústria e da Economia.

A perspectiva dos investidores é expandir a produção além dos 3000 tractores por ano. A instalação da linha de montagem de tractores “Made in Angola” conta com a colaboração entre o escritório privado da realeza daquele país e a multinacional italiana Massey Ferguson.

O plano de inclusão da maior força de trabalho local inclui a substituição de quadros expatriados por nacionais, incluídos em cargos executivos e de direcção, através da formação de técnicos. Este é o primeiro investimento do escritório xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum em Angola, cujo propósito é apostar na diversificação da economia, reforçar a capacidade industrial e agrícola e promover o emprego.

A intenção daquela entidade dos Emirados Árabes Unidos é reforçar a sua aposta no investimento privado em Angola. O escritório do xeque daquele país anunciou que já se encontra numa fase avançada de estudo um investimento em indústrias de apoio à agricultura, nomeadamente para a produção de fertilizantes e pesticidas em território angolano.

Além da linha de montagem foi criado um centro de formação que, no espaço da fábrica, terá as componentes de formação para técnicos de fábrica; formação de agricultores para operação e manutenção dos tractores e alfaias; e um programa de formação de formadores especialistas para que estes possam dar formação em todo o território, evitando a deslocação dos agricultores a Luanda para receber formação.

Foi estabelecido igualmente um programa de serviços pós-venda, manutenção e substituição de peças gastáveis. Os contractos de serviço de manutenção de longo prazo e a disponibilidade peças de suplentes no apoio pós-venda são uma parte fundamental do projecto.

Foi também estabelecido um programa de substituição de peças importadas. Para tal, encontra-se em marcha um plano de desenvolvimento de fornecedores locais, fomentando o emprego e diversificação da economia, trazendo desenvolvimento da pequena indústria local de longo prazo e diminuindo a dependência das importações. In “Angola 24 Horas” - Angola

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Brasil - Montagem final do primeiro submarino convencional do Prosub

A Marinha do Brasil inicia hoje, 20 de fevereiro de 2018, com a presença dos ministros da Defesa do Brasil e da França, a fase de integração dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo previstos pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), um dos maiores projetos tecnológicos em andamento atualmente no país. O marco desta nova fase do Prosub acontecerá no Complexo Naval da Itaguaí, com o início da montagem final do “Riachuelo”, o primeiro dos submarinos convencionais do programa a ter unidas todas as seções que formam o casco e os múltiplos sistemas já instalados em cada uma delas. Esta fase, de elevada sofisticação tecnológica, é a última, antes do lançamento do submarino ao mar, previsto para o segundo semestre deste ano.

O Prosub prevê, além da construção concomitante dos quatro submarinos convencionais, o projeto e a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear e a infraestrutura necessária à construção, operação e manutenção do ambos os modelos.

O programa conta com forte participação de universidades e centros de pesquisa, o que gera, entre outros benefícios, transferência de tecnologia, desenvolvimento próprio de tecnologias, processos e materiais avançados, fomento ao desenvolvimento da base industrial brasileira de defesa, capacitação de profissionais em atividades altamente especializadas e milhares de empregos diretos e indiretos. In “Portos e Navios” - Brasil

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Angola – Telemóveis montados no país

Parte dos materiais será proveniente da China, mas equipamentos serão montados em Angola. Alvo é o mercado grossista e o objectivo é produzir cerca de nove milhões de telemóveis por ano

Um consórcio liderado pela empresa nacional Lisa Pulsares Electrónica deverá dar início, a partir de Janeiro do próximo ano, à produção de telemóveis, num investimento de 8,5 milhões USD, em parceria com uma empresa estrangeira baseada em Hong Kong.

Ao Mercado, o director de Projectos da empresa angolana, Morato Custódio, assinala que, numa primeira fase, serão produzidos na fábrica, localizada no Pólo Industrial de Viana, Luanda, nove milhões de telemóveis/ano, e criados 253 postos de trabalho, dos quais apenas três serão ocupados por expatriados.

O objectivo do projecto, avança, é “estancar a importação” deste tipo de aparelhos de telecomunicação no País, estabelecendo, ao mesmo tempo, um centro de produção-satélite para a região da África Austral, com a exportação do produto.

“É um projecto aliciante que estamos a estabelecer em Angola, em velocidade de cruzeiro, para a produção de telemóveis com a mais alta tecnologia”, afirma, notando que os aparelhos serão desenvolvidos num processo denominado SKD. Na prática, trata-se de componentes semimontados, que serão importados para Angola como matéria-prima.

Ou seja, não se irá fundir o plástico nem o ferro e produzir as capas e as placas electrónicas no País, uma vez que “não dispomos de infra-estruturas internas que nos permitam fazer este trabalho”. As capas, o material plástico e os componentes metálicos virão pré-fabricados da China para serem montados em Angola, explica.

“Internamente, faremos a transformação da matéria-prima em telemóveis com a qualidade necessária.

Contamos com uma parceria estratégica de uma empresa de Hong Kong, que nos vai auxiliar em termos de know-how e matéria-prima para termos no País o nosso produto final”, garante. Morato Custódio explica que, numa primeira fase, a Lisa Pulsares Electrónica se encarregará do fabrico de aparelhos de telefonia móvel, incluindo os chamados smartphones, para, posteriormente, avançar para a produção de tablets de 8,5 polegadas.

Nesta altura, afirma, decorrem acções de formação e testes, que têm o fim previsto para o próximo dia 15 de Dezembro. Estêvão Martins – Angola in “Mercado”