Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Portugal – Universidade do Porto lidera estudo para mitigar desigualdades no acesso à Saúde

Trabalho inovador, coordenado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, vai estar em destaque na oitava sessão do Centro de Conferências da U.Porto


É possível mitigar as desigualdades no acesso à Saúde. Para tal, um grupo de investigação liderado por Sílvia Fraga, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), está a estudar e a procurar determinar as causas estruturais que moldam a saúde da população do Porto, freguesia a freguesia, a fim de procurar soluções que permitam, a nível global, corrigir também a reprodução desta injustiça.

O trabalho realizado pelo grupo de investigação em “Adversidade Social e Desigualdades em Saúde” do ISPUP vai ser apresentado por Sílvia Fraga na oitava sessão do Centro de Conferências da U.Porto, que terá lugar no dia 21 de maio, às 17h00, no Salão Nobre da Reitoria.

Intitulada “Justiça social e equidade em saúde: o que o Porto nos está a ensinar”, a conferência mostrará de que modo esta investigação, realizada à microescala do tecido urbano da cidade, permite inferir dados com possível impacto global. Sílvia Fraga defende, aliás, que as desigualdades em saúde “são evitáveis e injustas”, exigindo, por isso, «uma abordagem centrada nas condições de vida ao longo do seu curso».

Deste modo, a investigação realizada no Porto constitui “um laboratório privilegiado e único para a investigação das desigualdades em saúde”, possibilitando a obtenção de “informação e conhecimento novos”. Esta “base empírica” sustenta, por outro lado, uma “reflexão que, partindo do tecido da cidade, permite inferir globalmente”, explica a também docente da Faculdade de Medicina da U.Porto (FCUP).

Doutorada em Saúde Pública pela U.Porto (2013) e licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior de Serviço Social do Porto, Sílvia Fraga foi, entre 2016 e 2018, investigadora no Instituto de Medicina Preventiva da Universidade de Lausanne, na Suíça. É agora investigadora auxiliar no ISPUP, centrando a sua atividade na análise dos determinantes sociais da saúde, com enfoque na origem e na formação das desigualdades em saúde ao longo da vida

Sílvia Fraga é também membro integrado na Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit), onde coordena a pesquisa sobre “Sindemias, desigualdades em saúde e populações vulneráveis” no Laboratório de Investigação Integrativa e Translacional em Saúde Populacional (ITR). Lidera ainda o grupo de investigação “Adversidade Social e Desigualdades em Saúde”, centrado na compreensão dos mecanismos e processos envolvidos na produção de desigualdades em saúde desde as fases iniciais da vida. É vogal da Direção do ISPUP desde 2023.

Com entrada livre e aberta ao público em geral, a sessão terá também transmissão, em direto, através do canal YouTube da U.Porto.

Sobre o Centro de Conferências da U.Porto

Criado em julho de 2025, o Centro de Conferências da Universidade do Porto tem como missão afirmar a U.Porto como espaço privilegiado de diálogo e reflexão crítica e cívica sobre os grandes desafios da atualidade, envolvendo a comunidade académica, os decisores públicos e a sociedade civil.

O Centro é coordenado por Luís Valente de Oliveira e Elisa Ferreira, antigos docentes da U.Porto, e conta com um programa regular de sessões, em que são abordados  temas diretamente relacionados com as mais diversas áreas de estudo, da geopolítica à tecnologia, passando pela economia, o urbanismo, as artes, a saúde ou o desporto.

As sete primeiras sessões tiveram como temas a proposta de requalificação da Via de Cintura Interna do Porto desenvolvida por investigadores da FCUP, o trabalho inovador desenvolvido pelo IPO Porto, os desafios da inteligência artificial, os riscos geopolíticos para as empresas, a crise habitacional da cidade do Porto, a alteração dos programas financeiros plurianuais da União Europeia e o percurso do “unicórnio” tecnológico Feedzai. Universidade do Porto - Portugal


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Europa - Universidade de Coimbra lidera projeto focado na saúde das abelhas melíferas e no apoio a uma apicultura sustentável

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lidera uma das ações do Programa Intergovernamental de Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST) - “BeSafeBeeHoney: Beekeeping Products Valorisation and Biomonitoring for the Safety of Bees and Honey”, centrada na saúde das abelhas melíferas e no apoio a uma apicultura sustentável. Esta ação terá a duração de quatro anos.


Sara Leston, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) do Departamento de Ciências da Vida (DCV), é a representante científica e membro do Comité de Gestão nacional desta ação, que representa uma rede promissora de investigação interdisciplinar que junta diversos investigadores e empreendedores.

«Com uma abordagem claramente multidisciplinar, o projeto “BeSafeBeeHoney” reúne conhecimentos científicos em diversas áreas, para que a produção e transferência de evidências científicas inovadoras sejam capazes de defender a saúde das abelhas e apoiar uma apicultura sustentável num contexto de alterações climáticas», revela Sara Leston.

«A ação centra-se também na recuperação e valorização dos produtos derivados do mel das colmeias e na sua utilização para proporcionar novas oportunidades de mercado sustentáveis e económicas. Em conformidade com os princípios das ações do COST, o projeto irá ainda ao encontro da igualdade de género, da capacitação das mulheres e da inclusão, uma vez que mais de metade dos membros da equipa do projeto são mulheres, jovens investigadores e investigadores de diversos países com objetivos de inclusão», explica a representante do projeto.

Para além disso, a ação “BeSafeBeeHoney” pretende assegurar a realização da estratégia "Do prado ao prato", que deve garantir um sistema alimentar justo, saudável e respeitador do ambiente, e, simultaneamente, a subsistência dos agricultores. «A estratégia abrangerá toda a cadeia de abastecimento do mel e dos seus produtos, enquadrada na Estratégia de Biodiversidade, que visa proteger a natureza, inverter a degradação dos ecossistemas e travar a perda de abelhas; e na Estratégia de Economia Circular, que inclui todas as medidas que promovem processos circulares e garantem a redução de resíduos», conclui.

A “BeSafeBeeHoney” vai além das colaborações científicas tradicionais, reunindo investigadores e intervenientes não científicos e tem vindo a crescer desde a sua aprovação, contando já com 53 membros no Comité de Gestão e um total de 270 participantes de universidades, centros de Investigação e Desenvolvimento (I&D), organizações governamentais/ intergovernamentais, Organização Não Governamentais (ONGs) e Pequenas e Médias Empresas (PMEs), distribuídos por 41 países dentro e fora da União Europeia (UE).

Mais informações sobre esta ação estão disponíveis aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 7 de novembro de 2023

Portugal - Râguebi: fomos portugueses ou D. Sebastião voltou?

O que é que a equipa de râguebi lusitana nos ensinou? Simplesmente que o D. Sebastião está cá dentro, precisa de ser orientado, precisa de ter um caminho claro, de ter ambição


Mesmo quem não entende bem as regras de jogo do râguebi e tenha estado a assistir ao jogo da seleção nacional com as Fiji, vibrou com a nossa equipa e a forma estoica com que venceu um adversário com qualidades técnicas e físicas efetivamente superiores.

Mas sendo o adversário superior, como foi possível vencer? Essa vitória só foi possível alcançar pelo simples e fundamental fenómeno da equipa portuguesa ter sido mais que um conjunto de indivíduos. Foram efetivamente uma equipa una! Atuaram como uma equipa alinhada com um objetivo comum, reforçando a fragilidade de quem da sua equipa estava ao lado, quando este necessitava de apoio, tal como elevando a força do colega, indo em conjunto na defesa ou no ataque ao reforço da posição.

Foi um coletivo que, perante o cansaço e o esforço anormal com que se debatia, não desfocou da estratégia definida, da tática fundamental e operou naqueles 80 minutos de jogo a busca constante da pequena oportunidade que surgia a espaços, com a força que dispunha: a agilidade de estaturas físicas inferiores. Foi de facto uma equipa unida, que transformou a inferioridade natural, do seu físico e experiência, em força de combate e de querer um bem comum superior.

Chegados aqui, foi também comum ouvir comentários de “nem pareciam portugueses!”. E, de facto, é razão para nos perguntarmos: será que são portugueses? Não! Não podem ser?! Se fossem portugueses certamente, antes do jogo, estariam a dizer que muito dificilmente ganhariam; durante o jogo, diriam vamos tentar, “mas já olhaste para eles?”; e após o jogo, com uma derrota certa, diriam que deram o melhor, mas obviamente os adversários fijianos eram melhores e não dava para mais do que fizeram!

O povo português, esse obviamente, diria que nem valeria terem ido ao mundial, porque em râguebi não jogamos nada e que somos “uma cambada” de amadores, num desporto que não é o do país.

Mas qual foi a lição que uma vez mais esta equipa de râguebi nos mostrou? Mostrou-nos o que é ser português “lá fora”. Simbolizaram aquele navegador que velejou “por mares nunca dantes navegados”, ou aquele emigrante que perante as adversidades dentro do país ambicionou e arriscou “lá fora” por uma vida melhor, ou aquele interior do lusitano que se emociona e se junta em prol de uma injustiça “lá fora”, onde a libertação de Timor-Leste e o apoio à soberania da Ucrânia, são disso exemplos claros.

Em termos práticos, o coração lusitano é mais empreendedor, coeso e resiliente no exterior, do que no seu interior. É muito comum isto de tratarmos melhor quem vem de fora, do quem é da nossa família. Somos um país de Turismo (e bem), mas não sabemos criar as condições para quem é nacional poder usufruir de um mínimo de condições.

Aceitamos que um produto estrangeiro seja “sempre” muito melhor, do que um similar que tenha sido produzido no nosso país (com algumas honrosas exceções). Aceitamos pagar impostos ao nível da Escandinávia, mas nivelamos por baixo, e de forma politicamente correta, o nível de serviço e as responsabilidades na saúde, na justiça e na educação.

Em suma, continuamos à espera do D. Sebastião, que está “lá fora”, para nos conquistar de novo na liderança mundial deste século. O que é que a equipa de râguebi nos ensinou? Simplesmente que o D. Sebastião está cá dentro, precisa de ser orientado, precisa de ter um caminho claro, de ter ambição. Bravos Lobos, que mostraram e relembraram que um país pequeno, “à beira-mar plantado” é capaz… basta ter liderança! Rui Ribeiro – Portugal in “Jornal Económico” 

Rui Ribeiro, Diretor Executivo LISS – Universidade Lusófona Information Systems School


terça-feira, 13 de setembro de 2022

Timor-Leste - Fretilin cria “troica de liderança para acompanhar processo de transição geracional

O V Congresso Nacional da Fretilin, maior partido timorense, deliberou no fim de semana criar uma “troica de liderança” cujas competências incluem acompanhar o processo de transição geracional

A resolução da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) que cria a nova troica, e a que Lusa teve acesso, explica que esta é formada pelo presidente e secretário-geral, respectivamente Francisco Guterres Lú-Olo e Mari Alkatiri (reeleitos na reunião magna com uma ampla maioria para um novo mandato de cinco anos) e ainda o ex-comandante das forças de defesa, Lere Anan Timur. Nos últimos meses os três líderes têm-se reunido de forma regular.

O texto explica que a troica tem como competências, entre outras, “apoiar o presidente a garantir a estabilidade institucional do partido e a ampliação da base frentista” da Fretilin, copresidindo às reuniões dos “Órgãos Centrais e Superiores do Partido”.

Deve ainda “envidar todos os esforços e alocar recursos para a formação e capacitação dos quadros, em todos os escalões, para garantir a unidade de ação na transição geracional” e “reforçar os princípios e valores pela luta de libertação e avançar a com a libertação do povo”.

Cabe a essa troica “identificar possíveis líderes nacionais em todo o território, para trabalhar junto do povo, a fim de mobilizar e organizar e promover” o partido, consolidando as relações entre a Fretilin e a população.

A resolução identifica Mari Alkatiri como fundador e 1º comissário político nacional – que presidirá ao órgão – e Francisco Guterres Lú-Olo, militante desde 1974 e Lere Anan Timur, membro do Comité Central da Fretilin “da segunda geração sobrevivente”, ambos como copresidentes.

O texto refere que a decisão tem a conta a “conjuntura política interna de Timor-Leste, face aos vários desafios enfrentados nos últimos dez anos” e a história da Fretilin “como partido vanguardista na luta pela libertação e Independência Nacional” a quem cabe “uma responsabilidade acrescida de organizar as suas estruturas partidárias para dar resposta a essas mesmas adversidades”. O partido, acrescenta, continua ainda a “assumir o compromisso em manter a estabilidade e coesão nacional, que deve, primeiramente, refletir-se na coesão do partido”.

Os delegados do Congresso Nacional deliberaram ainda aumentar os números de membros das várias estruturas do partido, com o Comité Central a passar de 65 para 75 elementos (mais 25 suplentes) e a Comissão Política Nacional a passar de 15 para 17 (com dois suplentes). A resolução aumentou para sete cada o número de membros efectivos da Comissão Nacional de Jurisdição e da Comissão Nacional de Fiscalização, com dois suplentes em cada caso.

Durante o Congresso, os mais de 900 delegados analisaram uma revisão mais ampla aos estatutos do partido, com várias propostas aprovadas, cabendo agora ao Comité Central harmonizar os textos que serão aprovados em novembro na próxima conferência nacional antes do seu envio para o Tribunal de Recurso, “em conformidade com a lei dos partidos políticos”.

Entre outras resoluções o Congresso deliberou criar uma “comissão para a elaboração do compromisso eleitoral” para as legislativas do próximo ano, que terá em conta aspetos como os desafios dos últimos anos e a “profunda transformação político-económica que se está a operar no panorama mundial”.

Os delegados “enfatizam a necessidade de trazer ao país, novas respostas aos problemas que se mantêm, tais como: desenvolvimento socioeconómico, rede de infraestruturas, inclusão social, ordenamento territorial e o quadro institucional, e assim consolidar a unidade nacional, a democracia e a estabilidade” em Timor-Leste. “A Fretilin afirma ser a alternativa, para os problemas do país e o seu desenvolvimento”, refere o texto da resolução que explica que o Comité Central determinará os membros da comissão.

O partido agradeceu ainda à população de Timor-Leste e aos quadros e militantes da Fretilin pela sua “contribuição e participação ativa eleições Presidenciais” de 2017 e 2022 e nas legislativas de 2017 e 2018. “A FRETILIN, como organização partidária, pauta-se pela defesa da independência e garantia da soberania nacional para estabelecer um regime democrático de direito, valores que nos guiam na Construção do Estado”, refere.

Nesta senda, a FRETILIN, em nome dos seus quadros e militantes, congratula todo povo Maubere pela participação cívica, demonstrando grande maturidade, em todos os atos eleitorais ocorridos nos últimos cinco anos, refletindo a resiliência do nosso povo, durante este período onde enfrentámos vários desafios, como Estado e Nação, garantindo a paz e estabilidade nacional”, acrescenta. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sábado, 6 de julho de 2019

UCCLA - Recebe evento de Tânia Tomé que traz a energia do sucesso a Portugal

‘Inspira Liderança’ é o evento de Tânia Tomé, que traz a Portugal o conceito Succenergy, uma poderosa ferramenta de liderança, que será apresentado hoje, 6 de julho, às 15 horas, no auditório da UCCLA.

Considerada uma das 100 personalidades mais influentes do Mundo pelo Mipad - New York 2018, organismo reconhecido pelas Nações Unidas, a economista e coach internacional Tânia Tomé reforça a importância da liderança como motor do desenvolvimento das nações, sendo que, para liderar o “nós” é preciso liderar o “eu”.

Nesse sentido, o conceito ‘Succenergy - Activa tua energia’ apresenta-se como um instrumento fundamental e ferramenta soft skill necessária para apoiar o processo de desenvolvimento pessoal.

No seu percurso dedicado ao empoderamento de pessoas através dos seus projetos, empresas e plataformas, Tânia Tomé esteve recentemente no Brasil, onde esgotou um evento para dirigentes, primeiras-damas e empreendedoras sobre liderança e empoderamento da mulher, organizado pela Federação Goiana dos Municípios. No Brasil, liderou também eventos em Campinas e São Paulo. Tânia Tomé, que é também CEO da Ecokaya Holding, tem dado palestras e capacitações pelo mundo, destacando-se a passagem por países como Uganda, Ruanda, Cabo Verde, Moçambique e EUA.

O evento ‘Inspira Liderança’ conta também com a participação do empresário e presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula, e da jornalista e Coach de Desenvolvimento Pessoal, Vanessa Colaço.

Mais sobre Tânia Tomé

Licenciada em Economia e pós-graduada em Controlo de Gestão pela Universidade Católica. É Jovem Africana Líder pelo Barack Obama Iniciative, Prémio Académico pela Fundação Portugal - África presidida pelo Presidente Mário Soares e Prémio de Mérito da Presidência de Moçambique. Foi bancária por mais de 13 anos e lidera o Grupo Ecokaya há 7 anos.

É mentora do Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu , presidente da Cimeira de Liderança 2018, embaixadora de diversas iniciativas e presidente da ONG Educação Para o Desenvolvimento.

Mais informações:

Inscrições em https://bit.ly/2F3IRkc




Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W