Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Itália - Dois livros portugueses distinguidos em Bolonha



Os livros ilustrados portugueses “Plasticus Maritimus” e “Troca-Tintas” foram distinguidos pela Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, marcada para março em Itália, anunciou esta terça-feira a organização.

“Plasticus Maritimus, uma espécie invasora”, da bióloga Ana Pêgo e da escritora Isabel Minhós Martins, ilustrado por Bernardo P. Carvalho, recebeu uma menção na categoria de melhor livro de não ficção para a infância e juventude.

“Troca-Tintas”, de Gonçalo Viana, obteve uma menção do júri na categoria de “Opera Prima”.

Anualmente, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha distingue os melhores livros editados em todo o mundo, em diferentes categorias, como ficção, não ficção e, pela primeira vez este ano, banda desenhada. Nesta edição o júri analisou mais de 1800 livros de 41 países.

Sobre “Plasticus Maritimus, uma espécie invasora”, o júri destaca a variedade de técnicas e “o formato único” deste guia de campo sobre ativismo e criatividade.

Editado pela Planeta Tangerina, “Plasticus Maritimus” é um livro informativo sobre meio ambiente e um guia de exploração, para os leitores que queiram também ser mais ativos na defesa da natureza.

Inspirada na nomenclatura científica que identifica as espécies da natureza, a bióloga Ana Pêgo criou em 2015 um bilhete de identidade para designar a presença de plástico nos oceanos – Plasticus Maritimus.

A partir daí, desenvolveu todo um trabalho de consciencialização para o problema, com a realização de oficinas para crianças, exposições com o plástico recolhido em praias e partilha de informações com outros ativistas.

Na obra explica-se, por exemplo, que um ‘beachcomber’ é alguém que recolhe lixo nas praias e se torna num “coleccionador que se interessa pela origem e pela história dos objetos que encontra”.

Há ainda dados estatísticos sobre a vida na Terra e sobre poluição – por exemplo, uma garrafa de plástico demora 450 anos a degradar-se -, é dado um enquadramento histórico sobre a produção de plástico e uma cronologia sobre “coisas importantes que já aconteceram entre pessoas e oceanos”.

As autoras deixam ainda conselhos práticos para uma ‘saída de campo’, para recolha de lixo, e enumeram tipos de ‘plasticus maritimus’ comuns e raros que se encontram nas praias, como beatas de cigarro, palhinhas, cotonetes, pequenos brinquedos, moedas e lancetas de diabéticos.

Para Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho, este é um novo reconhecimento por parte da feira, uma vez que, em 2019, o livro “Atlas das viagens e dos exploradores”, assinado por ambos, foi eleito o melhor de não ficção.

“Troca-Tintas”, distinguido no prémio para primeiras obras, é elogiado pelo júri pelo estilo “fresco, distinto e ousado, conseguido de forma impressiva para uma estreia”.

Com selo da Orfeu Negro, “Troca-Tintas” é um livro para a infância sobre a perceção da realidade, quando se mudam as cores habituais das paisagens e dos objetos.

A narrativa segue dois amigos num mundo às avessas, em que as árvores têm a copa branca e as nuvens são verdes, numa paisagem desarrumada que baralha as pessoas.

O livro assinala a estreia de Gonçalo Viana como autor em nome próprio – assinado a ilustração e o texto -, depois de ter ilustrado “Os livros do rei” e “Parece um pássaro”, ambos de David Machado, “O toiro azul”, de Manuela Costa Ribeiro, e “Esqueci-me como se chama”, de Daniil Harms.

Formado em Arquitetura, Gonçalo Viana dedica-se atualmente em exclusivo à ilustração, tanto para imprensa portuguesa e estrangeira como para álbum ilustrado. Em 2008, Gonçalo Viana recebeu o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.

“Troca-Tintas” já serviu de inspiração para o espectáculo “A Árvore Branca”, criado e interpretado por Raimundo Cosme para crianças pré-leitoras, e que está em cena até domingo no teatro LU.CA – Teatro Luís de Camões, em Lisboa, seguindo depois em itinerância por outras cidades.

A 57.ª Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha decorrerá de 30 de março a 02 de abril.

Em 2019, o livro “Atlas das viagens e dos exploradores”, de Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho, foi eleito o melhor de não ficção pela feira. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Angola - Defende séria aposta de cooperação na CPLP para baixar taxa de demprego juvenil



Luanda - A ministra de Estado para a Área Social de Angola defendeu a necessidade de uma séria aposta da cooperação na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para baixar a taxa de desemprego juvenil na comunidade.

A posição foi expressa por Carolina Cerqueira quando discursava na abertura da XII Conferência de Ministros da Juventude e Desportos da CPLP, que se realiza hoje em Luanda, capital de Angola.

Carolina Cerqueira referiu que a questão do desemprego atinge "lamentavelmente" números acima do admissível no seio da comunidade, sendo os jovens os mais atingidos e os mais marginalizados.

Segundo a ministra de Estado para a Área Social de Angola, o desemprego juvenil atinge em cada um dos quatro jovens com idades entre os 15 e 24 anos, pelo menos um.

"Estes dados apontam para a necessidade de criação de emprego dos nossos países e para isso é preciso investir mais no setor produtivo e na geração de riqueza e a banca deve cumprir o seu papel de financiamento da atividade empresarial dirigida à juventude", salientou a governante angolana.

Para a ministra angolana, a cooperação entre os Estados-membros da comunidade poderá ajudar a fomentar a atividade agrícola e industrial, garantindo ao mesmo tempo o fomento da atividade empresarial privada como maior geradora de emprego estável.

O alto índice de desemprego tem sido para muitos jovens, prosseguiu Carolina Cerqueira, a causa por que se refugiam "em atividades marginais e até muitas vezes na criminalidade", sendo também uma nova opção a imigração.

"Tendo em conta esta realidade que nos atinge, gostaria de reforçar aqui a necessidade de uma mais séria aposta na cooperação no seio da CPLP, com investimentos nos países com maior taxa de desemprego juvenil, nomeadamente Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil e São Tomé e Príncipe", sublinhou.

Por sua vez, o representante do Secretário Executivo da CPLP ao encontro, Manuel Lapão, considerou necessária a urgente promoção da educação e da formação voltadas para o mundo em profunda transformação.

"Precisamos de preparar os jovens para um mercado de trabalho que já é e será ainda mais profundamente distinto daquilo que conhecemos", disse Manuel Lapão.

Na sua intervenção, Manuel Lapão deixou também algumas sugestões, que considerou igualmente desafios, nomeadamente uma cada vez mais intensa ligação da CPLP, fundamentalmente por via da sua secretaria geral da conferência de ministros e também do secretariado executivo com outros espaços multilaterais e de integração regional.

"Os avanços que se verificam no diálogo entre a CPLP e o organismo Ibero americano para a juventude, bem como a organização internacional da francofonia e a Commanuelth são prova dessa capacidade e deve apoiar-nos numa reflexão sobre o potencial inerente à estas parcerias", disse Manuel lapão.

Por outro lado, apontou também a possibilidade de potenciar esse diálogo com os 19 observadores associados da CPLP e com os seus observadores consultivos, que já somam hoje mais de 80 organizações, o que irá permitir alargar parcerias com redes influentes de diferentes áreas. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”