Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Península Ibérica - Portugal e Espanha juntos em consórcio para computação avançada



Os dois países vão apresentar uma candidatura a fundos europeus para a instalação de duas máquinas em ambos, informou o ministro português da Ciência, Manuel Heitor

Em setembro de 2018, os ministros da Ciência da União Europeia aprovaram, em Bruxelas, o desenvolvimento de supercomputadores com a criação de uma empresa comum europeia para a computação de alto desempenho.

Meses depois, em novembro, na XXX Cimeira Luso-Espanhola, em Valladolid, os governos dos dois países comprometeram-se a promover uma candidatura conjunta para a instalação de máquinas de computação avançada, uma em Portugal e outra em Espanha.

Segundo o ministro da Ciência, Manuel Heitor, a candidatura, a apresentar até 04 de abril, irá concorrer com a de países da Europa do Norte e de Leste e dará a Portugal «uma capacidade de computação inédita» para processar dados, nomeadamente em «novas aplicações na área da inteligência artificial, como condução autónoma, cibersegurança e mobilidade nas cidades».

A candidatura, que está a ser trabalhada pelos dois países no âmbito da Rede Ibérica de Computação Avançada, envolve o Barcelona Supercomputing Center - Centro Nacional de Supercomputação (BSC-CSN) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pretende 'atrair' para Espanha um dos supercomputadores 'patrocinados' pela empresa comum europeia para a computação de alto desempenho, a EuroHPC, em paralelo com uma outra máquina de computação avançada, a instalar em Portugal, na Universidade do Minho.

A empresa comum europeia para a computação de alto desempenho EuroHPC visa «adquirir, desenvolver» e instalar em «toda a Europa uma infraestrutura de computação de alto desempenho e de craveira mundial», refere o portal do programa de cofinanciamento comunitário Portugal 2020.

Suportada por verbas do orçamento da União Europeia e contribuições individuais dos Estados-Membros participantes, de países associados e entidades privadas, a EuroHPC tem a incumbência de adquirir supercomputadores e gerir o seu acesso a um «largo espetro de utilizadores públicos e privados», assim como apoiar o desenvolvimento de tecnologias de supercomputação, incluindo «microprocessadores de baixo consumo energético», e a «conceção colaborativa» de máquinas de computação de alto desempenho. In “Revista Port. Com” - Portugal

sábado, 8 de agosto de 2015

Portugal - Investigadora da Universidade de Coimbra premiada

Andreia Guerreiro foi premiada numa conferência mundial de computação evolutiva, pelo seu trabalho para o desenvolvimento de software inteligente de apoio à decisão para optimizadores de múltiplos objectivos evolutivos.


Uma aluna de doutoramento Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Andreia Guerreiro, teve o seu estudo premiado como melhor trabalho, ou “Best Paper”, na Genetic and Evolutionary Computation Conference (GECCO), realizado em Madrid, Espanha. “A investigação, realizada no âmbito da sua tese de doutoramento, consistiu em desenvolver uma tecnologia informática inteligente de apoio à decisão em optimizadores multi-objetivo evolutivos (software desenvolvido com inspiração em processos da natureza que procuram encontrar as melhores soluções para problemas de optimização com vários objectivos em conflito)”, descreve um comunicado da universidade.

Na prática, explica a nota, o algoritmo desenvolvido permite aos optimizadores, seleccionarem algumas soluções de todas as soluções geradas em cada passo, de forma rápida e inteligente, com base no indicador de hipervolume (um indicador usado na optimização multi-objetivo para avaliar a qualidade de conjuntos de soluções). A investigadora do Centro de Informática e Sistemas (CISUC) sustenta que estas ferramentas “são de elevada importância para resolver problemas da indústria como, por exemplo, a optimização da asa de um avião”.

Com efeito, podem ter inúmeras formas diferentes, com implicações nas emissões de gases ou velocidade máxima das aeronaves, sublinha. “Em problemas como este, é fundamental encontrar as melhores soluções no menor tempo possível uma vez que pode não ser admissível para uma empresa esperar semanas ou meses para obter uma boa solução”, afirma.

Andreia Guerreiro esclarece ainda que “os optimizadores evolutivos têm várias componentes que são críticas para seu desempenho a nível da qualidade das soluções encontradas e do tempo necessário para as encontrar”. E na sua visão «a selecção com base no hipervolume é uma componente que contribui positivamente para a qualidade das soluções encontradas”. Contudo “os optimizadores que usam este tipo de selecção fazem-no de forma lenta e limitada” assinala.

Assim, a solução desenvolvida “incidiu num novo algoritmo para fazer esta selecção baseada no hipervolume, conseguindo escolher de forma muito mais rápida um conjunto diversificado das melhores soluções tendo em conta os vários objectivos traçados pela empresa”, defende. In “ComputerWorld” - Portugal