Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Moçambique – Vale Moçambique passará a utilizar o porto de águas profundas de Nacala

A Vale Moçambique vai deixar de utilizar a Linha do Sena e o porto da Beira para realizar as suas exportações de carvão mineral, que ficarão concentradas no Corredor Logístico de Nacala (CLN) e respectivo porto de águas profundas, disse o presidente da empresa.

Corredor de Nacala

Márcio Godoy declarou ao “Notícias”, de Maputo, à margem da cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do CLN, que a empresa pretende aumentar, de 12 milhões de toneladas, este ano, para 17 ou 18 milhões de toneladas, em 2018, o carvão a exportar, “quantidade que pode muito bem ser acomodada no CLN.”

A linha de caminho de ferro do Sena e o porto da Beira dispõem de capacidade para escoar cerca de 20 milhões de toneladas por ano mas o canal de acesso ao porto só pode acomodar navios até 40 mil toneladas de arqueação bruta, necessitando além disso de operações de dragagem quase permanentes devido ao assoreamento.

Márcio Godoy adiantou ao jornal que o porto de águas profundas de Nacala tem capacidade para receber navios até 180 mil toneladas, “algo que é muito mais vantajoso para a Vale Moçambique”.

“Pretendemos começar a exportar 18 milhões de toneladas de carvão por ano, quase a mesma capacidade que existe no porto da Beira, pelo que é para nós vantajoso usar o porto de Nacala devido à maior capacidade dos navios que ali podem atracar”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Vale Moçambique.

O grupo mineiro Vale e o grupo parceiro Mitsui & Co assinaram na semana passada um acordo de financiamento do projecto de melhoramento do Corredor Logístico de Nacala, através de intervenções na linha e aquisição de material circulante. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

Moçambique – Acordo viabiliza melhorias no Corredor Logístico de Nacala

Cerca de três mil milhões de dólares norte-americanos serão investidos, nos próximos anos, visando o aumento da capacidade do Corredor Logístico de Nacala que liga a região carbonífera de Moatize, em Tete, ao porto de Nacala, com passagem pelo Malawi.

Para a concretização deste objectivo foi assinado em Maputo um acordo de financiamento e respectivos contratos financeiros vinculantes entre as companhias Vale e Mitsui.

Para além dos representantes das duas empresas, também participaram da cerimónia membros do governo, financiadores nomeadamente a Japan Bank for Internacional Cooperation – JBIC; Nippon Export and Investment Insurance – NEXI; Banco Africano de Desenvolvimento – BAD; e a Agência Sul-africana de Crédito à Exportação – ECIC.

Com a aprovação dos acordos estão criadas as condições necessárias para que a Vale e a Mitsui viabilizem os trabalhos de melhoramento do Corredor Logístico de Nacala, através de intervenções na linha, aquisição de material circulante, nomeadamente, vagões, locomotivas, bem como outro equipamento para o manuseamento de carga.

Falando durante a cerimónia, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, explicou que a aposta dos investidores representa a confiança no trabalho que o governo tem estado a desenvolver para tornar Moçambique num destino privilegiado do investimento directo estrangeiro.

Para Mesquita, com o financiamento previsto, o Corredor Logístico de Nacala vai conhecer significativas melhorias, sendo expectativa que atinja, efectivamente, a capacidade de 22 milhões de toneladas, das quais 18 milhões de toneladas destinam-se ao escoamento do carvão e os restantes quatro milhões de toneladas deverão ser alocados à carga diversa.

“Reiteramos o nosso cometimento e determinação na prossecução da criação de um ambiente atractivo de negócios, particularmente, a criação e actualização da legislação sobre o investimento, a promoção do ambiente de paz, a redução da burocracia, entre outros”, sustentou Mesquita.

Já o presidente da Vale Moçambique, Marcio Godoy, explicou que o montante previsto para o investimento, uma parte se destina a Moçambique e a outra ao Malawi e o prazo de reembolso do crédito é de 13 e 14 anos, quase metade do período da concessão do Corredor Logístico de Nacala.

Godoy destacou que para além de responder de forma eficiente às necessidades logísticas do transporte de carvão, o Corredor Logístico de Nacala desempenha um papel importante na integração regional, sobretudo porque pode atender às necessidades de escoamento de bens para Moçambique, Malawi, Zimbabwe e Zâmbia. In “Jornal de Notícias” - Moçambique