Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Angola – Não comer ginguba, mandioca, “bombó”, batata-doce e batata rena cruas pois há já vários casos de intoxicação e vítimas mortais, avisa o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde (MINSA) emitiu um alerta que informa a população de todo o País que não deve, em nenhuma circunstância, comer mandioca, “bombó”, batata-doce e batata rena cruas por estes alimentos estarem a provocar intoxicação alimentar

O MINSA através do seu sistema de vigilância epidemiológico, detectou casos de intoxicação alimentar, com indícios similares à doença “Konzo” que provocou a morte, recentemente, a duas pessoas, soube o Novo Jornal.

Segundo o MINSA, essa doença é uma patologia das estruturas responsáveis pelas forças musculares do organismo.

Conforme o comunicado do MINSA, a mandioca ou o bombó devem ser consumidos assados ou cozidos durante 50 minutos.

O Ministério da Saúde salienta, por outro lado, que as folhas da mandioca (a Kizaca ou sacafolha), assim como as ramas da batata, devem ser antes fervidas por 20 a 30 minutos antes de serem cozidas.

Segundo o MINSA, nos últimos dias, as unidades sanitárias têm registado casos de intoxicação alimentar, com sinais idênticos aos da doença “konzo”. In “Novo Jornal” - Angola


domingo, 27 de outubro de 2024

Estados Unidos da América - Luso-americano “rei da batata-doce” pede reforma na imigração e civilidade

O luso-americano Manuel Eduardo Vieira, conhecido como “rei da batata-doce” e uma das grandes figuras da diáspora portuguesa na Califórnia, quer civilidade na eleição presidencial norte-americana e, após esta, uma reforma da política de imigração

“A imigração é das coisas que mais nos preocupa”, disse o comendador Vieira em entrevista à Lusa, na sede da sua empresa A.V. Thomas Produce em Atwater, Califórnia. “Não sou a favor de entrarem montes de ilegais, claro, mas se não forem os imigrantes, agricultura, agropecuária e construção não funcionam”.

Manuel Eduardo Vieira criou o seu império de batata-doce nos anos setenta e tornou-se no maior produtor e embalador do alimento nos Estados Unidos. Cerca de 1500 pessoas trabalham na sua fábrica e a maioria são imigrantes.

“Uma das coisas que nós precisamos é de imigração”, afirmou o empresário. “O país precisa da mão-de-obra não qualificada. Quem é que pensam que trabalha o terreno, que planta, faz irrigação? São só os imigrantes. Se estão legais ou não estão, não sei”.

O luso-americano, que emigrou do Pico para o Brasil nos anos sessenta e depois chegou à Califórnia, considera que uma das prioridades da próxima administração na Casa Branca deve ser a reforma da imigração.

Apertando mãos e dando palavras de encorajamento aos trabalhadores na sua fábrica, Vieira quer melhores condições para os imigrantes e defende a legalização dos ilegais que já estão no país, trabalham, pagam impostos e têm famílias.

O empresário, que vive em Livingston, pretende votar presencialmente, mas não dá como certo o seu sentido de voto. “Ainda existe uma enorme percentagem de indecisos. Eu também sou um deles”, afirmou.

Para Vieira, que viveu num Portugal fascista e num Brasil controlado por uma ditadura militar, o sonho americano foi o primeiro contacto com a democracia. O português mostra-se agora insatisfeito com o ambiente político.

“Está-se a passar algo nos Estados Unidos que é muito diferente daquilo que eu vi quando cá cheguei e durante muitos anos”, afirmou. “Resido aqui há 52 anos e pela primeira vez um candidato que foi derrotado não aceitou a vitória do outro e continua a não aceitar, nem foi à tomada de posse”, apontou. “Isto nunca tinha acontecido antes”.

Vieira disse ter simpatia por um partido mas que nem sempre vota no candidato desse partido, optando por escolher conforme o histórico e as atitudes da pessoa em causa. O tom da campanha atual é, disse, inadmissível numa democracia.

“Há insultos. Há palavras de baixo escalão. Há frases que não deviam ser proferidas”, afirmou. “E isto vem em parte dos candidatos que insinuam se não votares em mim, eu não vou ser teu amigo, pelo contrário vou ser teu inimigo e vou retaliar. Isso não é bom para a democracia. Isso não é democracia”.

Além da imigração, a política externa é o assunto que mais preocupa Manuel Eduardo Vieira, que quer ver os Estados Unidos a continuar a sua cooperação com os aliados da NATO.

“O meu receio maior ainda é na parte internacional”, afirmou, referindo que considera Vladimir Putin perigoso. “Se este país deixar de contribuir, deixar de apoiar as diretrizes da NATO, podemos ter grandes problemas”.

Já a comunidade portuguesa do vale de São Joaquim, considerou, “está muito bem” e mantém as suas tradições. “Há um alicerce muito forte para que as irmandades, principalmente em honra e louvores do Espírito Santo, continuem”.

Os portugueses também continuam a eleger congressistas lusodescendentes, o que é importante para os seus interesses. “Nós apoiamos todos por igual quando há um candidato luso-americano”, referiu o empresário.

O que mais preocupa a comunidade é a economia e inflação, referiu, salientando que houve um aumento considerável dos preços. Ainda assim, o português indicou que a economia norte-americana está bastante melhor que outras e que o PIB do país é muito superior.

Apontando que nenhum analista consegue dar certezas sobre o resultado das eleições, porque Donald Trump e Kamala Harris estão empatados, o comendador mostrou-se algo otimista com o futuro e a resiliência da democracia norte-americana. No entanto, quer ver maior civilidade na eleição e na política.

“Não gosto de gente que mente. Nós temos que ser verdadeiros olhos nos olhos. Acho que é um dos segredos do meu sucesso”, afirmou o empresário, que recebeu a Comenda da Ordem do Mérito em 2011 e acumula duas dezenas de prémios e condecorações. Há uma estátua em sua honra no Pico.

“Lamentavelmente, os governantes estão mais preocupados com o seu partido e consigo próprios do que com o bem do povo”, apontou.

Ao vencedor a 05 de novembro, deseja sorte. O que vai ser eleito eu não sei e ninguém sabe. Não há bola de cristal”. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Moçambique - Batata-doce de polpa rocha: uma inovação na agricultura

Três variedades de batata-doce de polpa rocha fazem parte das sete novas variedades de semente recentemente libertas pelo Instituto de Investigação Agronómica (IIAM). Segundo os investigadores, trata-se de um tubérculo que, para além da componente alimentar e nutricional, poderá ser uma mais-valia na saúde dos consumidores.


De acordo com a explicação dada, a batata-doce de polpa rocha previne doenças do fórum cancerígeno e, por isso, existe o desafio de melhorá-la cada vez mais e disseminar o seu consumo, para melhorar a saúde dos moçambicanos.

José Ricardo, investigador do IIAM, disse tratar-se de variedades com a particularidade de serem usadas não só para a alimentação humana como também para a animal, dado o alto grau de desenvolvimento das suas folhas.

“Estamos ainda numa fase de multiplicação, e o conselho que damos é que se trata de uma planta tolerante à seca, desde que seja regada no mínimo nos primeiros dias do ciclo de vida. Mais tarde, pode resistir e desenvolver-se mesmo em situação de fraca precipitação”, explicou.

A apresentação de novas variedades aos produtores tem sido prática do IIAM. Sobre o retorno deste trabalho, a fonte assegurou que graças à interacção com os associados, singulares e líderes locais é possível acompanhar o processo de divulgação.

“Um produtor pode ter uma área de mil metros quadrados, por exemplo, e, por sua vez, beneficiar 100 agregados familiares. É desta forma que acontece a disseminação. Nesta altura da seca estamos a preparar alguns campos de multiplicação aqui na região sul”, salientou.

Referiu que o Dia do Campo que o IIAM organiza é mais uma oportunidade para mostrar a disponibilidade do produto final, que resulta do melhoramento das variedades. “Em 2011, colocamos à disposição 15 variedades de batata-doce de polpa alaranjada. Todas elas estão neste momento a ser multiplicadas e disseminadas pelo país”, exemplifica.

Transferência de tecnologias é uma realidade

Albertina Alage, responsável da Direcção Técnica de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologia no IIAM, diz que a passagem de novas tecnologias agrárias aos produtores é já uma realidade. Facto satisfatório é, segundo a fonte, o interesse que as comunidades têm demonstrado.

“Demonstramos as tecnologias aos produtores. Apresentamos as vantagens da adesão e muitos implementam no dia-a-dia. Esta interacção serviu igualmente para pôr em prática algumas lições. Depois deste contacto, os agricultores fazem réplicas nos seus campos”, afirmou.

Salientou que o Dia do Campo é sempre uma grande vantagem para os que vivem perto de uma estação agrária, pois têm a oportunidade de estar em contacto com as novas tendências. “A nossa maior satisfação é ver os resultados dessa interacção com uma boa aplicação”, disse.

Obter sementes da fonte: desafio dos produtores

Alguns produtores que fizeram parte da apresentação das novas variedades querem que o IIAM, para além das demonstrações dos resultados das investigações, disponibilize sementes no local.

Segundo contam, o que acontece é que vêem os resultados no Centro, ficam satisfeitos com as técnicas, mas constrange-os ter de adquirir sementes nas lojas de fornecedores autorizados, onde, muitas vezes, não encontram a qualidade que desejam.

“O que acontece é que nós vamos às empresas credenciadas para a venda de sementes, mas a semente que nos dão, muitas vezes, não tem a mesma qualidade da que temos oportunidade de ver aqui (no IIAM). Nalguns casos ela nem germina”, disseram.

Segundo os investigadores, tratando-se de material genético, no processo de transporte e armazenamento, aliado à forma de conservação, podem ocorrer certas situações que concorram para a alteração da qualidade da semente.

O material (genético) produzido no Instituto Agrário de Boane, por exemplo, não chega directamente às mãos do camponês. “O nosso material vai à Unidade de Semente Básica (USEBA) e de lá é entregue às empresas credenciadas para fazer a venda e distribuição. O anseio dos produtores é tê-la directamente dos nossos campos”, explicou Antumane Nuro, investigador do IIAM. In “Jornal de Notícias” - Moçambique