Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Portugal – Avião desenvolvido e industrializado no país nasce em 2025

Lus 222 é o nome da primeira aeronave desenvolvida e industrializada em Portugal. Pensada em Évora e montada em Ponte de Sor, foi graças a capital estrangeiro que um avião que podia ser construído em qualquer lugar do mundo aterrou no Alentejo. Responde a uma necessidade civil e militar e está prevista a produção de 20 a 30 unidades por ano. Projeto vai criar 300 postos de trabalho e foi apresentado no Portugal Air Summit


Lus 222. A primeira aeronave desenvolvida e industrializada em Portugal nascerá em finais de 2025, prevendo-se desde já a produção de 20 a 30 unidades anualmente, reúne conhecimento português e peças nacionais, custará 100 milhões de euros, recebeu capital estrangeiro, pode criar 300 postos de trabalho direto e 800 indiretos e destina-se essencialmente ao mercado africano e sul-americano.

Miguel Braga, do Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA), centro que, juntamente com o EEA Aircraft, entidade integradora responsável pelo desenvolvimento, industrialização e comercialização a partir de Portugal e de Ponte de Sor, começou por esmiuçar a razão das siglas e números no nome com o qual a aeronave foi batizada.

“Lus, de luz de Portugal”, começou por dizer durante a apresentação aos jornalistas no decurso da 6.ª edição do Portugal Air Summit, a decorrer em Ponte de Sor até dia 15. “Os três 2 são: dois motores, 2 mil quilómetros de distância e duas toneladas de carga”, enumerou.

A aeronave tem Évora como local de incubação (desenvolvimento de engenharia fixado no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, em Évora) e será produzido em Ponte de Sor, no aeródromo municipal. O CEiiA entra como parceiro de engenharia para o desenvolvimento da aeronave, tendo como curriculum e background o trabalho realizado na aeronave KC-390 (Embraer), onde já investiu mais de 650 mil horas de engenharia.

“Vamos fazer a primeira aeronave em Portugal, terá a maior integração nacional de sempre de todos os componentes que o avião integra”, explicou. “Na verdade, a única parte que não é portuguesa, são os trens de aterragem e os motores, não há ninguém que o faça em Portugal. Tudo o resto é português”, garantiu.

“Em Ponte de Sor vamos ter a linha montagem final e é a primeira em Portugal. Temos a Embraer e as OGMA, mas nenhuma monta o avião por completo. É um grande salto para o cluster e o ecossistema aeronáutico português e é um grande resultado para o país”, sublinhou Miguel Braga durante a assinatura do memorando de entendimento entre o município de Ponte de Sor e a EEA Aircraft.

O documento possibilita a construção de um hangar para linha de montagem final de aeronaves, a primeira em Portugal, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre. Ali será igualmente construída a cabina de pintura, o centro de manutenção, o centro de treino e formação e os edifícios administrativos (sede).

A aeronave regional ligeira, “não pressurizado, de 19 lugares, para dois mil quilos de carga e para dois mil quilómetros de alcance”, recordou, terá uma “versão civil e outra militar”.

Nasce a partir de uma necessidade sentida e de uma oportunidade global, explicou ainda Miguel Braga no stand do avião português, cuja maquete está em exposição na “maior cimeira” aeronáutica da Península Ibérica, Portugal Air Summit.

“A aeronave, que pela sua robustez, dimensão, custo e no final, pelo seu preço, os grandes construtores aeronáuticos deixaram de fabricar porque os custos de operação não permitiam ter uma aeronave desta dimensão e focaram-se noutras”, avançou.

“A Força Aérea brasileira tem 60 aviões com esta configuração que o fabricante deixou de produzir. Está aí um espaço de oportunidade”, especificou o responsável do CEiiA.

A aeronave de 16, 5 metros de comprimento, 6,5 metros de altura, 3,7 toneladas de peso quando vazio (suporta até 8,2 toneladas), e atinge uma velocidade de 210 KN, necessitando de 900 metros para levantar voo e 450 para aterrar, podendo fazê-lo em “pistas curtas e não pavimentadas”, frisou.

O avião made in Portugal será “muito destinado aos mercados de África e da América do Sul”, identificou. “É preciso fazer chegar pessoas e mercadorias a sítios remotos”, anotou.

O Lus 222 responderá a uma procura por este tipo de aeronave estimada em “mais de cinco mil aviões nos países de destino para substituir as aeronaves em fim de vida nos próximos 15 anos”, avançou. “Este é o racional económico para fazer um projeto destes”, prosseguiu.

A fábrica de aviões de Ponte de Sor terá capacidade para produzir “entre 20 a 30 aeronaves por ano, em velocidade cruzeiro”, afiançou o responsável da CEiiA que juntamente com a Cosme Aerospace, holding portuguesa, forma o EEA Aircraft and Maintenance.

Questionado pelo Sapo 24 sobre os custos de produção do avião, refugiou-se na alma do negócio. “Não podemos divulgar o valor da aeronave, mas sabemos o que o mercado pratica”, disparou. “A grande questão do preço está no custo. E no custo não conseguimos antecipar. Já estamos a sentir os primeiros efeitos. O software que é necessário já custa mais 15-20% quando comparado com o trimestre passado. O que poderia ter custado 6 milhões no ano passado pode custar 7 milhões daqui a três anos”, antecipou.

“O que nós prevemos até ao final de 2025, primeiro trimestre de 2026, é ter a primeira aeronave fabricada para certificação”, disse. A partir dessa data, apontou para a produção “de 20 a 30 aeronaves em velocidade cruzeiro”.

Em relação ao investimento no projeto, inserido na agenda mobilizadora Aero.Nex, não fugiu aos números ao ser questionado pelo Sapo 24 na conversa com os jornalistas. “Pelas nossas estimativas rondam os 100 milhões de euros”, precisou.

Chegado a esse ponto, Miguel Braga, não deixou de referir o papel decisivo da Cosme, parceiro privado da EEA, uma holding que “reúne capital espanhol, francês e belga”, informou. “Foram eles que decidiram apostar em Portugal. Investidores internacionais que vieram para Ponte de Sor, desafiaram o CEiiA (parceiro de engenharia e sócio), mas são eles os responsáveis por estar a ser desenvolvido em Portugal. Este avião podia estar a ser desenvolvido noutro país...”, revelou.

Não foi e será feito na cidade norte alentejana, onde criará cerca de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 800 postos de trabalho indiretos”, reforçou Hugo Hilário, presidente da câmara de Ponte de Sor. Miguel Morgado – Portugal in “Sapo 24”


sábado, 13 de novembro de 2021

Guiné-Bissau - Avião imobilizado no aeroporto de Bissau semeia discórdia


Um cargueiro do tipo Airbus A340 suspeito de transportar drogas e armas está imobilizado desde 29 de outubro de 2021 pelas autoridades aeroportuárias do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

De acordo com a Comissão Especializada de Defesa e Segurança do Parlamento da Guiné-Bissau, o avião que fez escala em Banjul na Gâmbia e actualmente detido por agentes da aviação civil, aterrou no país a pedido expresso do autoproclamado presidente Umaro Sissoco Embaló.

Essa situação semeia discórdia no governo e abala o MADEM-G15, partido do Sissoco Embaló. José Carlos Macedo Monteiro, um dos deputados desta formação política, apontou pública e claramente o dedo ao responsável Sissoco Embaló.

Pior ainda, o Journal du Pays soube que os três tripulantes (um piloto, um co-piloto e um mecânico) detidos há uma semana deixaram a Guiné-Bissau “misteriosamente” desde 3 de novembro de 2021 e juntaram-se à Gâmbia e ao Senegal.

Reunido em sessão extraordinária do Conselho de Ministros, o governo guineense criou uma comissão interministerial para esclarecer as circunstâncias da aterragem do avião. A comissão será composta pelos ministros do Interior, Defesa e Transportes e pelo gabinete do Primeiro-Ministro guineense Nuno Gomes Nabiam e deverá apresentar um relatório no final desta semana. Balanta Mané – Casamansa in “Journal du Pays”


 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Brasil - Desafios da pandemia inspiram música


Cantores consagrados de diversos estilos musicais se uniram à ONU Brasil em uma música especial que inspira união e solidariedade para superarmos juntos os desafios apresentados pela pandemia. A música conta com participações como Afonso Nigro, Alejandro Sanz, Carlinhos Brown, Dani Alves, Daniel, Di Ferrero, Fábio Jr., Kaê Guajajara, Marcos & Belutti, Milton Guedes, Nando Reis, Roberta Miranda, Rodrigo Faro, Rogério Flausino, Sandra de Sá, Tiago Abravanel e Vitor Kley.

Idealizada e produzida por Afonso Nigro, "Avião" é de autoria do jogador Daniel Alves (meia do São Paulo) e dos músicos Maurício Monteiro e Milton Guedes - esse último também responsável pelo arranjo ao lado de Jefferson Andrade. ONU News – Nações Unidas


terça-feira, 27 de março de 2018

China - Cientistas chineses inspiram-se nas abelhas para dar nova forma a aviões

Uma equipa de cientistas chineses está a desenhar um novo protótipo de um avião inspirado no funcionamento do corpo das abelhas, que reduzirá o consumo de combustível, anunciou a agência oficial Xinhua



“Inspirámo-nos na estrutura do abdómen da abelha, que lhe permite dobrar-se livremente e controlar a direcção do voo”, explicou o desenhador, Hu Guotun, da China Academy of Launch Vehicle Technology (CALT).

Com base na estrutura flexível do abdómen da abelha, os cientistas da CALT desenharam um cone frontal para o avião que muda em diferentes etapas do voo.

Esta estrutura “proporciona una forma eficiente para que os veículos aeroespaciais reduzam a resistência aerodinâmica e poupem combustível, o que é de grande importância para o mercado aeroespacial comercial”, disse Hu.

Segundo explicou, estes aviões viajam através da atmosfera até ao espaço para depois regressarem à atmosfera e, no processo de reentrada, a aeronave utilizará o seu próprio deslizamento em inércia durante um período de tempo.

Através da simulação, descobriram que o cone pode reduzir a resistência aerodinâmica em mais de 20%. In “Ponto Final” – Macau com “Xinhua”