Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Agressão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agressão. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de agosto de 2025

Japão - Nagasaki recorda, com um minuto de silêncio, 80 anos da bomba atómica

Um minuto de silêncio foi respeitado, este sábado, em Nagasaki, na hora da explosão atómica que atingiu a cidade japonesa há 80 anos, enquanto o sino restaurado de uma igreja tocava pela primeira vez desde o ataque.


Em 9 de agosto de 1945, às 11h02, três dias depois de Hiroshima, Nagasaki sofreu igualmente o horror de uma bomba nuclear. Cerca de 74.000 pessoas morreram na cidade portuária do sudoeste do país, somando-se às 140.000 vítimas de Hiroshima.

Quando a cidade assinala o ataque atómico dos Estados Unidos há 80 anos, os sobreviventes do ataque trabalham para tornar a sua cidade natal o último lugar na Terra a ser atingido por uma bomba nuclear.

Nagasaki era uma pequena aldeia piscatória onde os primeiros navegadores portugueses no séc. XVI aportaram para estabelecer relações comerciais entre os japoneses e portugueses. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 17 de setembro de 2024

Guiné-Bissau - Portugal lamenta incidente com repórter da Agência Lusa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que Portugal lamenta o incidente com o repórter da Lusa na Guiné-Bissau, no domingo, e toma "boa nota das diligências efetuadas" e do pedido de desculpas do Presidente guineense ao jornalista

Em resposta a questões enviadas pela Lusa, o ministério liderado por Paulo Rangel afirmou que "Portugal lamenta este incidente, apresentou a sua posição às autoridades da Guiné-Bissau e toma boa nota das diligências efetuadas, que produziram já resultados, desde logo o facto de o Presidente da República da Guiné-Bissau ter telefonado ao repórter de imagem a pedir desculpa pelo que aconteceu".

"Tendo tido conhecimento de que o repórter de imagem da Lusa em Bissau terá sido atacado por elementos da Polícia de Intervenção Rápida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros rapidamente iniciou diligências a vários níveis com as autoridades para apurar factos e exigir um esclarecimento cabal sobre o ocorrido", sublinha o MNE.

O repórter de imagem da Lusa em Bissau, Júlio Oliveira, foi abordado por elementos da Polícia de Intervenção Rápida, domingo, pelas 18:20 locais, quando estava a filmar uma caravana de apoio a um político guineense.

Além de um agente o ter atingido com um murro nas costas, a polícia forçou o repórter a apagar as imagens que tinha recolhido e tentou obrigar o jornalista da Lusa a entrar numa carrinha para ser conduzido a uma esquadra, o que acabou por não acontecer.

A Direção de Informação da Lusa expressou a sua veemente condenação à agressão do repórter, adiantando que tomou medidas a nível oficial.

Numa nota hoje emitida, a Direção de Informação da Lusa -- Agência de Notícias de Portugal afirmou estar "chocada com a agressão inesperada e inexplicável" ao seu repórter de imagem, quando este fazia uma reportagem sobre a chegada do presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira.

"Este tipo de procedimentos não pode deixar de merecer a mais veemente condenação da Direção da Lusa, encontrando-se em violação dos mais elementares princípios da liberdade de informação e de imprensa, bem como do estado de direito", refere, salientando a gravidade do incidente e acrescentando que tomou "de imediato as medidas tidas por convenientes a nível oficial mal tomou conhecimento dos factos ocorridos".

"[A DI] expressou pessoalmente ao jornalista sua solidariedade, tendo-se disponibilizado a dar todo o apoio que necessite", refere-se na mesma nota.

A agressão de que foi alvo o repórter de imagem Júlio Oliveira foi também condenada de forma veemente pelo Conselho de Redação da Lusa que, em comunicado, manifestou a sua total solidariedade para com o camarada, condenando a atitude da polícia.

"Os membros eleitos do Conselho de Redação condenam nos termos mais enérgicos a agressão de que foi vítima o nosso camarada, a quem manifestam total solidariedade, e deploram a ação da polícia para impedir o livre exercício do jornalismo no país", sustenta.

A equipa de edição da Lusofonia e África da Lusa emitiu também uma nota onde "condena e lamenta a agressão" ao jornalista.

"Nunca é demais recordar as condições de extrema pressão em que muitos jornalistas nossos, sobretudo os contratados locais, trabalham, com ataques à liberdade de imprensa e, como ficou patente no caso de ontem [domingo], vítimas de violência física no exercício da sua profissão".

Numa referência aos incidentes que tiveram por alvo Júlio Oliveira, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau sublinhou no domingo a anormalidade de situação que o seu país vive.

"Eu cheguei e estava convencido que estava tudo normal. De repente, dou conta de que há bloqueios de acesso às pessoas ao aeroporto. Há jornalistas que foram agredidos, há jornalistas aos quais foram subtraídos os materiais que tinham utilizado para o seu trabalho", observou Simões Pereira. “Agência Lusa”

Recorde-se que há dias, foi apreendido no aeroporto internacional Osvaldo Vieira um jato privado carregado com quase 3 toneladas de estupefacientes que aterrou em pleno dia na capital guineense. BL


Guiné-Bissau - Repórter da Agência Lusa agredido e obrigado a apagar imagens

Bissau - Um repórter de imagem da Agência Lusa foi agredido pelas forças de defesa e segurança no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, no passado domingo (15), enquanto cobria a chegada a Bissau do presidente do Parlamento e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, noticiou a DW-África


Segundo as informações da DW, citando as testemunhas e o próprio jornalista, um dos agentes desferiu-lhe um murro nas costas e além da agressão, o repórter foi obrigado a apagar as imagens captadas durante o evento.

Outros agentes, conforme a mesma publicação, tentaram conduzir o jornalista para uma viatura da polícia, com a intenção de o levar à esquadra, mas tal não chegou a concretizar-se.

A DW diz que a situação foi testemunhada por vários repórteres guineenses, que expressaram indignação pelo ocorrido.

Contactado pela DW, o Ministério do Interior da Guiné-Bissau ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

O incidente com o repórter da Lusa é o mais recente de uma série de ataques contra jornalistas no exercício das suas funções ocorridos no país. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “DW”


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Guiné-Bissau - Ordem dos Advogados alerta opinião pública nacional sobre regime de terror vigente no país

Bissau – A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau (OAGB) alerta a opinião pública nacional e internacional sobre o que chama de “regime de terror” vigente no país, traduzido na “sistemática violação dos Direitos Humanos”.

A exortação consta no comunicado à imprensa desta organização à que a ANG teve acesso hoje, através do qual a direção da OAGB reagiu ao recente espancamento do advogado Marcelino Intupe na sua própria residência, em Bissau, por indivíduos fardados e não identificados.

A OAGB condena “com toda a veemência” este e todos os demais “atos hediondos” praticados contra cidadãos indefesos.

A organização dos advogados diz que o espancamento de Marcelino Intupe “é apenas mais um ato hediondo, perpetrado por indivíduos identificados, que vem somar a vários outros de intimidações, raptos, tentativas de assassinato e vandalismos”.

Manifestou ainda a sua total e incondicional solidariedade para com o advogado Marcelino Intupe e sua família, encorajando-o a não se deixar vergar perante a vã tentativa de amordaçar a sua liberdade de expressão e independência profissional.

De acordo com o mesmo comunicado, a Ordem exorta a todos os advogados a prosseguirem com coragem e determinação na senda das conquistas democráticas, concretamente a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, manifestando a determinação da Ordem de, através da sua Comissão dos Direitos Humanos, tudo fazer para assistir à todas as “vítimas da barbárie” na defesa dos seus direitos junto às instituições judiciais, apesar de reconhecer a falta de independência do poder judicial.  

Exorta também aos organismos internacionais, regionais e sub-regionais, corpo diplomático devidamente acreditado no país, organizações não governamentais defensoras dos direitos humanos, União de Advogados da Língua Portuguesa, Conference des Barreaux de L`Espace UEMOA, União Internacional dos Advogados, perante as “constantes violações dos direitos fundamentais”, perpetrado por “homens armados e criminosos” que têm semeado o terror contra as vozes dissonantes.

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau insta a abertura do processo disciplinar contra os cinco agentes afeto ao Presidente da República, envolvidos na prática de espancamento do advogado Marcelino Intupe. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau