Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 2 de março de 2025

Luxemburgo - André Rubim Rangel promove sessão literária em português

O autor, jornalista e professor André Rubim Rangel promove no próximo dia 6 de março, nas instalações do Instituto Camões no Luxemburgo, uma sessão literária em língua portuguesa



Esta iniciativa, com início marcado para as 18h30, é promovida pelo Instituto Camões e conta com o apoio da Embaixada de Portugal e do Jornal Bom Dia.

A entrada é gratuita.

Sobre o autor

André Rubim Rangel nasceu no Porto em 1977. É licenciado em Teologia e mestre em Ciências da Comunicação. Exerce a actividade docente. No jornalismo, já dirigiu alguns jornais e revistas, foi redator e grande repórter e, atualmente, mantém-se tal como começou há 25 anos: realiza grandes entrevistas com figuras públicas/ personalidades para dois jornais regionais.

Quanto à escrita, é cronista e tem quatro livros publicados. No primeiro – “VERIS – Crónicas invictas e convictas” (2020) -, é o coordenador e um entre muitos dos seus famosos coatores. Os três livros seguintes são apenas da sua autoria e trata-se duma coletânea – “A inquietude… de essências e premências”, Vol. I (2022); “A inquietude… das mundividências”, Vol. II (2023) e “A inquietude… de LIVRES veemências”, Vol. III (2024) -, em que surgirão novos volumes futuros.

Os seus textos (crónicas, ensaios e dispersos literários) sustentam-se na sua visão humanista, ecuménica e reflexiva sobre a sociedade contemporânea, refletindo uma profunda preocupação sobre os Valores e Deveres/Direitos Humanos, desenvolvendo temas como a Educação vs. Ensino, a Vida e a Liberdade, etc. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Bélgica - Queres tocar ou cantar numa orquestra juvenil em Bruxelas?

Gostas de música? Tocas um instrumento ou adoras cantar? Então junta-te à Orquestra Juvenil “Notas de Abril” e vem celebrar a liberdade com um concerto inesquecível!



No dia 23 de março de 2025, jovens músicos vão reunir-se em Bruxelas para uma residência artística, onde irão ensaiar canções marcantes da Revolução dos Cravos. Vais aprender mais sobre a história através da música e preparar-te para o grande concerto aberto ao público!

Quem pode participar? Crianças e jovens a partir dos 8 anos, com ou sem experiência musical. As partituras serão adaptadas para que todos possam tocar ou cantar!

Inscreve-te já! Envia um e-mail para info@lusoacademy.co.uk / info@ajabruxelas.be ou faz a tua inscrição online aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Calíope









Vamos aprender português, cantando


Calíope


Se o teu peito de homem

esconde garra de poeta

deixa que ela rasgue

a poesia mais concreta


Se escreves e as palavras

põem sal em carne viva

conta a tua história

põe o dedo na ferida


E se acaso o teu desejo

te enreda como sereia

despe o fato apertado

faz do corpo a tua estreia


Há vozes que não se calam

vai e não lhes dês ouvidos

há mil formas de ser gente

seres dois não é castigo


E se acaso o teu desejo

te enreda como sereia

despe o fato apertado

faz do corpo a tua estreia


Há vozes que não se calam

vai e não lhes dês ouvidos

há mil formas de ser gente

seres dois não é castigo


Pois cada ser que cria

se inventa como quiser

hoje esquece o corpo estreito

ganha forma de mulher


Marta Hugon - Portugal


sábado, 1 de março de 2025

Chile - Novo Centro de Arte Moderna Gulbenkian é um dos “Edifícios do Ano” para a ArchDaily

O renovado Centro de Arte Moderna (CAM), da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, foi eleito “Edifício do Ano” em Arquitetura Cultural, pela plataforma internacional ArchDaily, que atribui as distinções.



O novo edifício, inaugurado em setembro de 2024, foi redesenhado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, em colaboração com o atelier português de arquitetura OODA, e inclui a estrutura Engawa, que serve de enquadramento e ligação ao jardim da fundação, desenhado pelo paisagista libanês Vladimir Djurovic.

O prémio reconhece em conjunto o trabalho do atelier de Kengo Kuma (KKAA), o atelier português e o de Djurovic (VDLA).

A plataforma Archdaily atribui anualmente prémios de arquitetura em diferentes categorias, e os vencedores são escolhidos por votação pública.

Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian lembra que o projeto de arquitetura do renovado CAM propõe “uma integração holística de todos os elementos da paisagem”, entre o edifício e o jardim circundante, nos espaços da fundação.

O arquiteto japonês Kengo Kuma inspirou-se na tipologia ‘Engawa’, “que se encontra frequentemente nas casas tradicionais japonesas”, e o conceito “está refletido em várias características do edifício”, refere a fundação.

Aquele conceito, manifestado na enorme cobertura curva exterior do Centro de Arte Moderna, sublinha a ideia de “um centro de arte aberto e acessível, onde todas as pessoas são encorajadas a fazer deste o seu espaço”.

Na área de habitação, os Prémios ArchDaily distinguiram o projeto da Fazenda Canuanã, em Formoso de Araguaia, no Brasil, dos gabinetes brasileiros de arquitetura Rosenbaum e Terra e Tuma Arquitetos.

Na categoria de hotéis, foi premiado o projeto do Elysée Montmartre Hotel, em Paris, assinado pelo gabinete francês Policrónica, que contou com a participação, entre outros, dos arquitetos Marta Moreira, Margarida Matos e Gabriel Rocha, no design. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


Angola - Hábitos e liberdade financeira retratados em obras literárias de Ndongala Nsiala

A importância da mudança de mentalidade para alcançar a liberdade financeira são questões abordados nas duas obras do engenheiro e escritor Ndongala Nsiala, intitulado “Hábitos que enriquecem“ está oficialmente disponível para os leitores desde quinta-feira



Em declarações ao Jornal de Angola, o autor da obra destaca que os conceitos abordados nas duas obras retratam a realidade angolana. “Os conceitos que abordo aqui são universais, mas os exemplos foram extraídos da nossa realidade”.

Eu vivo e trabalho em Angola, então tudo o que escrevi é aplicável para qualquer pessoa no país que queira melhorar a sua vida financeira”, garantiu.

Com ideias próprias e consolidadas, o autor é de opinião que “Se alguém ganha na lotaria 100 milhões, 200 milhões, 300 milhões, fiquem a saber que, no máximo, em três anos, essa pessoa perderá tudo se não tiver hábitos financeiros sólidos”.

Ndongala Nsiala explicou que a sua jornada na educação financeira começou após a sua formação em Coaching Integral Sistémico, que o levou a compreender que hábitos simples podem transformar a vida financeira das pessoas. “O hábito de poupar, empreender e investir são os pilares para alcançar a liberdade financeira.

E tudo começa com pequenas ações, como separar 10% do rendimento mensal e reinvesti-lo ao longo do tempo”, ressaltou.

Para o autor a educação financeira precisa ser acessível a todos, independentemente do rendimento “Se alguém recebe 100 mil kwanzas e poupa 10%, em um ano terá 120 mil kwanzas acumulados, o suficiente para iniciar um pequeno negócio.

Com disciplina e tempo, esse negócio pode crescer e gerar rendimento extra, criando um ciclo de prosperidade” disse.

Reações sobre a obra

A consultora e especialista em imagem e posicionamento de marcas, Marleyh Selo destacou a importância da mudança de mentalidade como base para o crescimento financeiro “Sem uma mentalidade de crescimento, não é possível evoluir em nenhum aspecto da vida.

Estes livros foram estruturados para oferecerem um entendimento progressivo do tema, por isso a necessidade de se adquirir os dois”, afirmou.

Por seu turno a empresária e analista de perfil comportamental, Vera Neia reforçou que a transformação financeira começa pela consciência dos próprios hábitos. “Se eu acordo todos os dias reclamando da vida, continuo no mesmo lugar. Mas se passo a ter uma rotina de excelência, ler bons livros, consumir conteúdos enriquecedores, a minha mentalidade muda. E, ao expandirmos a nossa mente, não conseguimos mais voltar ao estado anterior”, explicou.

Com uma abordagem prática e motivacional, os livros de Ndongala Nsiala retratam uma mentalidade de crescimento e de educação financeira. Miguel Brás – Angola in “Jornal de Angola”


Cabo Verde - Berdianas Unidas lançam “Luta po tem di bo” – uma fusão entre batuco e funaná

O grupo de batuco Berdianas Unidas acaba de lançar o tema “Luta po tem di bo”



Berdianas Unidas lançam “Luta po tem di bo” – uma fusão entre batuco e funaná.

O grupo de batuco Berdianas Unidas acaba de lançar o tema “Luta Po Tem di Bo”, uma música cheia de energia e significado que começa no ritmo tradicional do batuco e evolui para o vibrante funaná - Cotxi Po.

Com letra escrita pelo próprio grupo, a produção musical ficou nas mãos de Dukudjabempro, que também cuidou da gravação, mixagem e masterização, além de adicionar elementos de percussão que enriquecem a sonoridade. A faixa traz a participação especial do talentoso Bob Valentino na gaita, dando um toque autêntico ao funaná.

A voz principal é de Cleuh, que interpreta com emoção e força a mensagem da música, transmitindo a essência da luta e resiliência que a canção representa.  No lado visual, o videoclipe foi dirigido por C.A PIX (Claudio Andrade), garantindo imagens impactantes que traduzem a energia e identidade cultural das Berdianas Unidas. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


Cabo Verde - Jaasiel Sança uma voz que vem do coração

Jaasiel Sança canta com alma profunda e vem de uma família de músicos do Sal, com raízes na Boa Vista. Se o seu potencial como intérprete de primeira linha da música de Cabo Verde já se afirmava nas primeiras gravações, ficou agora mais do que confirmado com a Rapsódia de Mornas, editado no final de 2024. As composições de Betú, Jorge Humberto ou Nazálio Fortes, produzidas por Kim Alves, ganham vida nova e frescura nesta voz rouca e serena, que nos chega da América

É sabido que a música cabo-verdiana muito deve à igreja nazarena, instalada nas ilhas desde o início do século XX, a partir da Brava. Foram vários cantores e instrumentistas, guitarristas e sobretudo pianistas, que aprenderam as primeiras notas, nesta igreja. Jaasiel Sança – nome de baptismo bíblico, atribuído pelo pai, nazareno – hoje uma das melhores vozes masculinas da música tradicional cabo-verdiana, também nasceu para a música através da igreja nazarena. Foi, nas suas palavras, “exposto à música desde criança”.  

Aos treze anos, o concurso Todo o Estudante Canta, no Liceu, apesar de não estar inscrito, gostaram do que ele cantou e acabou ficando no segundo lugar. E a partir daí, não parou mais. 

Natural da vila de Santa Maria, a família Sança, originária da Boa Vista, é mais uma de tocadores e cantores da ilha. E muito antes de seguir para continuar os estudos superiores em Coimbra, Portugal, Sança tocou bastante e cantou com grupos de colegas no Sal. As coisas ficariam mais definidas em Portugal, durante esse período de estudante universitário, onde tocava e cantava praticamente todos os dias. 

Tocatinas, espectáculos na comunidade de estudantes africanos, feiras e festivais de Verão, levam Jaasiel Sança a descobrir melhor o seu espaço como músico e intérprete, para além da afirmação do potencial da sua voz. Formado em Direito, o músico deixa Portugal para os Estados Unidos, pensando sempre na música. Mas, fazendo a vontade aos pais, decide continuar a estudar, desta vez Criminal Justice. Regressa depois ao Sal, de 2008 a 2011, mas depois da morte do pai, Jaasiel sente que Cabo Verde é pequeno demais para as suas ambições profissionais. Regressa aos EUA, mas a estadia produziu muita música e espectáculos, nos festivais de música das ilhas, em locais de Santa Maria. 

América, projecto Rapsódia de Mornas

Na América, uma nova fase da sua carreira musical começa com o convívio com músicos de várias origens: americanos, cubanos, brasileiros, panamianos e de outros países latinos. A nova banda faz digressões e concertos, inclusive no Berkley Performance Center, em 2015, como convidados especiais, uma das melhores salas de espectáculos de Boston e da Costa Leste. A rapsódia de mornas, recentemente gravada, e a circular nas redes sociais, trouxeram uma nova visibilidade para o trabalho de interpretação de Jaasiel. Um projecto que começou há seis, sete anos, como revelou ao A Nação. 

“Embora tenha deixado de tocar ao vivo, por causa das minhas funções como conselheiro financeiro, continuei a tocar com amigos e em casa. E de cada vez que pegava no violão, as mornas que eu tocava vinham nessa sequência da rapsódia que acabemos gravar, de forma espontânea. E esse encaixe levou-me a pensar que poderia dar uma boa rapsódia, para gravar”, conta Jaasiel. 

Contactado nesse sentido, o músico e produtor Kim Alves abraçou também o projecto. “A rapsódia que acabamos de gravar e pronta há uns dois anos e meio, só que sentíamos que ainda não tinha chegado a hora de a lançar, pôr cá fora.” 

Hoje, o disco está em todas as plataformas digitais, Apple Store, Spotify, Amazon Music, etc. A resposta, diz Sança, tem sido bastante positivo, desde que começou a ser divulgado. Com arranjos de Kim Alves, e harmonias vocais do primo Júlio Sança, a rapsódia inclui várias mornas de Betú e de Jorge Humberto, que ganharam nova vitalidade na voz rouca do cantor salense. E a resposta não podia ser melhor. 

“Por vezes, fico sem palavras diante de tantos elogios, são muitas chamadas e mensagens, com um feed-back extremamente positivo. E não desvalorizando os outros, um dos feed-backs que mais nos tocou e deu-nos a certeza da qualidade do nosso trabalho, foi o de Betú, pela razão de que são músicas suas que gravámos e não tem preço, é muito gratificante.” 

A ideia agora é levar o projecto o mais longe possível. E nesse sentido, o cantor e os seus músicos preparam já um primeiro espectáculo, de apresentação do disco, estando ainda por decidir o local, EUA ou Cabo Verde. “A nossa ideia é que seja algo bastante intimista, tal qual, tal como surge no nosso vídeo de promoção, que circula nas redes sociais”, afirma. Para além das faixas gravadas, ainda existem outras para um outro disco, como revela. 

“Estamos a pensar num LP, mas numa edição limitada, apenas para o registo do trabalho, para as pessoas terem em casa, etc. Para já, estamos a fazer os contactos para os concertos de apresentação, nos Estados Unidos, Cabo Verde e Europa.” Viver da música é o desejo de sempre de quem se dedica a essa actividade. Sança não foge à regra. “Estou a preparar as coisas, a minha vida, para poder dedicar-me totalmente à música. Estou a trabalhar diariamente neste sentido. Tenho um projecto musical, no âmbito dos cinquenta anos da independência de Cabo Verde, que vai sair poucos dias antes dessa data de 5 de Julho”. 

Projectos futuros

Isto para além de um outro, que o cantor não quer revelar para já, para não perder o ‘momentum’ da coisa, como explica. Será mais para o final do ano, é que é algo “nunca feito na música de Cabo Verde”, tudo o que sabemos para já. “É uma ousadia, que acreditamos irá funcionar muito bem”, diz. A música, explica, está na família desde a sua bisavó, Nha Júlia Sança, “considerada a maior cantadeira de Dja d’Sal. E quando o administrador vinha de visita, contam que era ela quem vinham buscar para cantar para ele. E vários tios meus também tocavam violão, cavaquinho, mas nada de muito profissional ou sério, digamos assim.” 

Mas antes da rapsódia, Sança já tinha gravado Casa di Nha Cumpade, com arranjos de Palinho Vieira e a participação do falecido Totinho no sax e outros instrumentos gravados ainda no Sal. As vozes foram já gravadas na América, assim como o vídeo de promoção. Mas antes, o primeiro EP, Ká Berto, foi gravado em 2014, com músicas de Cabo Verde com influências do jazz, com cinco composições dele e do irmão. Seguiu-se Ê duedu, um funaná lento, e Mi má bô, gravado durante a pandemia da Covid, para além de outras participações noutras gravações. O disco Rapsódia de Mornas, tem mornas de Betú (Cuzas di coraçon, Nha Coraçom I, Dor di Nh’ Alma), Nazálio Fortes (Bela), Luís Lima, Jorge Humberto (Mais um pintor) e Paulino Vieira, na voz de Jaasiel Sança (principal) e Ju Sança (coros), com produção de Kim Alves. Joaquim Arena – Cabo Verde in “A Nação”