Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 4 de março de 2014

Acções de formação no Porto de Cabinda

A Fernave, uma empresa do grupo CP e a Empresa Portuária de Cabinda assinaram na passada sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014, um Contrato de Formação, no âmbito do qual a Fernave irá desenvolver e realizar para esta entidade, diversas acções de formação da área marítimo-portuária durante o ano de 2014.



Os cursos previstos abrangem áreas que vão da condução de equipamentos portuários, gestão de terminais, formação inicial de marinheiro, à fiscalização em inspecção portuária.



Desde 2011, que a actividade da Fernave em Angola foi retomada e tem vindo a ser fortemente consolidada, sobretudo no que concerne às empresas operadoras do transporte ferroviário, designadamente, CFL (Luanda), CFB (Benguela) e CFM (Moçâmedes) através da assinatura de protocolos de cooperação comercial e institucional. Com o contrato de Formação com o Porto de Cabinda, a Fernave vê a sua presença neste País alargada ao sector portuário, no qual também detém uma vasta experiência e know-how. Fernave – Portugal

Fernave - O elenco dos serviços de Formação prestados pela Fernave a empresas e outras organizações desenvolvem-se no âmbito da formação técnica especializada, definição de estratégias de formação, concepção de estruturas pedagógicas, desenvolvimento de conteúdos e execução de planos ou acções de formação, no contexto definido pelas estratégias globais que as organizações pretendem prosseguir. Na área do Recrutamento e Psicologia, procede ao recrutamento e selecção, realiza acções de reconversão e reclassificação profissional, de orientação vocacional e assessoria educativa, consultas psicológicas de aconselhamento e acompanhamento, exames de avaliação perceptivo-cognitivo e de despiste sensorio-motor e acompanha psicologicamente trabalhadores em ambiente laboral. Já a área de Consultoria da empresa desenvolve estudos e planos nas áreas do ordenamento do território, logística e transportes, estratégia, qualidade, gestão e investimentos, tecnologias de informação e comunicação e economia social e desenvolvimento de pessoas e equipas. A sua actividade também está estendida ao exterior, nomeadamente nos PALOP, em Angola e Moçambique.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Rota das Letras 2014

Rota das Letras concentra-se no centro da cidade

Este ano vai haver uma maior “concentração geográfica” das conferências literárias.

A terceira edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, que se realiza entre 20 e 30 de Março de 2014, traz algumas novidades em termos de organização e boas surpresas na lista de autores convidados.

Da lusofonia vão chegar, entre outros, três romancistas, o escritor e músico da nova geração de autores portugueses, Afonso Cruz, autor de “Jesus Cristo Bebia Cerveja”, a romancista brasileira Andréa del Fuego e, de Moçambique, o escritor João Paulo Borges Coelho, autor de “O Olho de Hertzog”, prémio Leya de 2009. De Portugal chega também o poeta e tradutor de chinês, António Graça de Abreu, com uma forte ligação a Macau e à China, e, ainda, os escritores e comentadores políticos José Pacheco Pereira e Clara Ferreira Alves. Bei Dao, de Hong Kong, e Yan Gelign, da China Continental, são dois dos autores chineses em destaque.

Em termos de programação, o festival vai manter aquilo que é, desde o princípio, a lógica do evento, que é um festival literário com uma diversidade de eventos, onde se incluem conferências literárias, projecção de filmes, exposições de arte, saraus musicais e dois dias de concertos, explicou o director do festival, Ricardo Pinto, na conferência de imprensa onde estiveram presentes, também, o presidente do Macau Pen Club, Li Guangding, e o representante do departamento de chinês da Universidade de Macau, professor Zhu Shoutong.

Ricardo Pinto destacou algumas alterações em relação a edições anteriores. Este ano vai haver uma maior “concentração geográfica” das conferências literárias.

Ricardo Pinto adiantou que o orçamento do festival para 2014 é de cerca de 2,4 milhões de patacas, um valor ligeiramente superior ao do ano passado. O Instituto Cultural e a Fundação Macau contribuem com um total de um milhão de patacas, o restante montante é financiado por privados. O Ponto Final e o Instituto Cultural são os organizadores do evento. A Fundação Macau, o Macau Pen Club e o Instituto Politécnico de Macau integram também a comissão organizadora. Cláudia Aranda - Macau In “Ponto Final”

domingo, 2 de março de 2014

Certificação Sassmaq

Fiorde Transportes recebe nova Certificação Sassmaq

A Fiorde Transportes e Armazéns Gerais, empresa do Grupo Fiorde, recebeu nova Certificação do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que terá validade por mais dois anos. Nos últimos dias, a empresa passou por rigorosa avaliação por organismos certificadores independentes credenciados pela Abiquim que atestaram a sua total capacidade para prestar serviços à indústria química.

Para o presidente do Grupo Fiorde, Milton Lourenço, a recertificação constitui importante diferencial em relação aos seus concorrentes. “É também um coroamento dos esforços desenvolvidos por toda a equipe da Fiorde Transportes”, ressaltou, lembrando que, durante o processo de recertificação, foram avaliados os “elementos centrais”, compostos pelos aspectos administrativos, financeiros e sociais da empresa, e os “elementos específicos”, constituídos pelos serviços oferecidos pela estrutura operacional. “A avaliação pelo Sassmaq é uma garantia da qualidade dos serviços que prestamos”, destacou.

Para as empresas de logística, o Sassmaq representa redução de custos e do tempo necessário para receber diferentes avaliações de clientes atuais e potenciais. Além disso, é o único sistema aceito pelas indústrias químicas associadas à Abiquim, o que assegura à transportadora a participação garantida no mercado de serviços de logística de produtos químicos.  O objetivo do sistema é reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos. O sistema foi lançado pela Abiquim em 2001 e abrange todos os modais de transporte, bem como terminais de armazenagem e estações de limpeza.

A Fiorde Transportes e Armazéns Gerais dispõe de centro de distribuição em sua matriz no bairro da Água Chata, na Rua Toufic El Khouri Saad, 247, a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional de Cumbica. Com frota própria de caminhões-baú e porta-contêineres, mantém veículos dotados de equipamentos de refrigeração, que contam com idade máxima de operação de cinco anos e são rastreados e equipados com aparelhos Nextel.

Em Santos, localiza-se na Avenida Bandeirantes, 610, prédio 2, no bairro da Alemoa, na zona portuária. A empresa mantém também unidade em Belo Horizonte, na Avenida Paulo Ferreira da Costa, no bairro da Vista Alegre, a poucos quilômetros do Aeroporto da Pampulha.

Em 2013, abriu uma unidade com dois mil metros quadrados no município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana de Recife, a 9 quilômetros do Porto de Suape e a 15 quilômetros do Aeroporto Internacional dos Guararapes. Esse centro de distribuição conta com serviço de transporte rodoviário de DTA, ou seja, trânsito aduaneiro nas zonas primária e secundária.

A empresa mantém ainda escritórios de apoio na Estação Aduaneira Interior (Eadi) Dry Port, na Avenida Orlando Bérgamo, s/n, no bairro Cidade Satélite, em Guarulhos, e na Eadi Embragem, na Avenida Alexandre Mackenzie, 137, no bairro do Jaguaré, em São Paulo.

Em todas as unidades, dispõe de profissionais especialmente treinados para bem atender ao cliente, seja na estrutura da empresa seja in house. “Dependendo do projeto aplicado e do estudo de viabilidade para a operação, podemos até terceirizar setores do cliente, desinflando sua estrutura sem perda na qualidade do processo”, ressaltou Lourenço, lembrando que a empresa oferece transporte de carga fechada, carga solta, granel, paletizada, unitizada e conteinerizada, no Brasil e no Mercosul.

Outro diferencial da Fiorde Transportes é que a empresa apresenta soluções integradas com transporte terrestre, agenciamento internacional e desembaraço aduaneiro, pois atua dentro do Grupo Fiorde, que conta com 28 anos de experiência no mercado. “Esta unificação na cadeia de serviços torna o controle e o acompanhamento dos processos muito mais fáceis e dinâmicos”, disse o presidente.

Com mais de 800 funcionários, a Fiorde, com sede em São Paulo, mantém filiais em Santos, Campinas, Jacareí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Manaus e nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, além de agentes subcontratados nos principais portos e aeroportos do País. Grupo Fiorde - Brasil

Porto da Praia

Cabo Verde: Obras de expansão do porto da Praia inauguradas em Março

As obras de expansão do porto da Praia, capital de Cabo Verde, serão oficialmente inauguradas neste mês de Março de 2014, por ocasião da visita oficial da ministra da Agricultura e do Mar de Portugal ao arquipélago.

A cargo do consórcio português Somague/MSF/Etermar, a execução da segunda fase das obras de expansão e modernização do porto da Praia orçou em 72 milhões de euros, apoiado maioritariamente pela linha de crédito de 200 milhões de euros aberta por Portugal.

O projeto abrangeu a reconstrução do cais existente, a construção do manto de protecção de parque de contentores e a edificação do quebra-mar de 234 metros de extensão, bem como o prolongamento do cais número um para cerca de 450 metros.

As obras englobaram também a dragagem da bacia de manobra, a instalação de um sistema de apoio à navegação e a construção do parque de contentores.

Pensado para um horizonte de 20 anos, o projecto de modernização e expansão do porto da Praia pretende que a infra-estrutura passe a ter, em 2030, um tráfego na ordem dos dois milhões de toneladas de mercadorias.


A expansão do porto da Praia insere-se no projecto de expansão dos restantes portos do arquipélago, que abrangem os de Palmeira (Sal), Porto Novo (Santo Antão), Sal Rei (Boavista) e Porto dos Cavaleiros (Fogo) e Mindelo (São Vicente), este último contemplando investimentos de 300 milhões de euros. In “Cargo Edições” - Portugal

sábado, 1 de março de 2014

Acordo transporte aéreo

Acordo sobre transporte aéreo entre a República Portuguesa e a República da Guiné Equatorial

Realizaram-se, por correspondência, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2014, discussões entre representantes das autoridades aeronáuticas da República Portuguesa e da República da Guiné Equatorial, com vista à conclusão de um acordo de transporte aéreo entre os dois países.

O “Acordo sobre Transporte Aéreo entre a República Portuguesa e a República da Guiné Equatorial”, rubricado em Malabo, em 27 de fevereiro de 2014, plenamente conforme com o direito da União Europeia, constitui o enquadramento legal necessário ao início de serviços aéreos internacionais pelas transportadoras aéreas designadas dos dois países.

O Acordo permite que cada uma das Partes designe uma ou mais empresas, estabelecidas nos respetivos territórios e detentoras de uma licença de exploração válida, no caso da República Portuguesa, em conformidade com o direito da União Europeia e, no caso da República da Guiné Equatorial, em conformidade com a legislação aplicável naquele país. Ficou acordada uma cláusula relativa a arranjos de cooperação comercial permitindo o estabelecimento de acordos de partilha de código entre as transportadoras aéreas designadas dos dois países com transportadoras aéreas portuguesas e/ou equato-guineenses bem como com transportadoras aéreas de países terceiros.

O presente Acordo de Transporte Aéreo permitirá às empresas designadas estabelecer serviços aéreos regulares entre os dois países e entre o território destes e pontos intermédios e além, nas condições fixadas no Quadro de Rotas acordado, constituindo um fator de impulso ao desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e a Guiné Equatorial. INAC – Portugal

Assinatura de acordos sobre a exploração do espaço aéreo Guiné Equatorial e Portugal

O Ministro delegado da Aviação Civil Fausto Abeso Fuma presidiu no passado dia 27 de fevereiro de 2014 à cerimónia de assinatura de um memorando de acordo entre o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil de Portugal e a autoridade da aviação da Guiné Equatorial na exploração mútua do espaço aéreo de Portugal e da Guiné Equatorial.

As assinaturas foram concretizadas na passada quinta-feira num documento que nos próximos meses será ratificado pelos governos de Malabo e Lisboa. "Queremos que hajam laços mais estreitos entre os nossos dois países e, mais importante, que entre as nossas autoridades velemos pela segurança de voo, para que se cumpram todos os regulamentos que são exigidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI)", disse Fausto Abeso.

Cabe agora à Guiné Equatorial e companhias aéreas portuguesas iniciar as negociações com vista à abertura de novas linhas entre Lisboa e Malabo o mais rápido possível.

Após a assinatura dos acordos, o presidente da autoridade da aviação Portuguesa reuniu-se com o Diretor-geral da Ceiba Intercontinental, Bienvenido Esono, já que a companhia de bandeira nacional perfila-se como uma das primeiras a abrir uma nova rota aérea entre Lisboa e Guiné Equatorial. À reunião assistiram os chefes dos serviços comerciais e recursos humanos da Ceiba Intercontinental. Oficina de Información y Prensa – Guiné Equatorial

Porto de Suape cresce em Janeiro de 2014

Porto de Suape registra crescimento de 42% na movimentação de cargas em Janeiro.

O Porto de Suape inicia 2014 comemorando crescimento de 42% na movimentação de cargas no mês de janeiro, na comparação com igual período do ano passado. A movimentação chegou a  1,3 milhão de toneladas. Também ultrapassou em 2,3% o último recorde de movimentação mensal, que havia sido de 1,28 milhão de toneladas em setembro de 2013.

A foi motivada, principalmente, pela movimentação de combustíveis, que chegou a 763 mil toneladas, correspondendo a 58% da carga total de janeiro. Do volume da carga de combustíveis, 369 mil toneladas foram de óleo diesel, já que, recentemente, a Petrobras optou por fazer de Suape a distribuição de combustível por via marítima para outros portos do Nordeste.

O aumento na movimentação de contêineres também contribuiu para o desempenho de Suape neste início de ano. Em janeiro, mais de 38,7 mil TEUs foram movimentados no porto, 12% mais em relação ao mesmo mês de 2013. Em relação a dezembro passado, a alta foi de 13%.

A evolução na movimentação portuária acontece em paralelo è realização de obras de infraestrutura, iniciadas em janeiro, que devem melhorar a capacidade de recepção de navios do porto. “Mesmo com obras em janeiro, conseguimos aumentar o volume de cargas movimentadas”, comentou o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.

“Há bons motivos para acreditar que manteremos a trajetória de alta durante todo o ano, mesmo antes do início do funcionamento da Refinaria Abreu e Lima, porque, após a conclusão das obras no porto planejadas até maio, Suape terá ganhos de profundidade, comprimento de navios e vazão de descarregamento”, explicou o vice-presidente de Suape, Caio Ramos. In “Jornal do Commercio” - Brasil

Guiné Equatorial – uma outra linguagem

Nos últimos dias, muito se tem falado em Portugal de um país africano, antiga colónia portuguesa até ao final do séc. XVIII e que se chama República da Guiné Equatorial. Comentadores e políticos que ainda há algum tempo não sabiam da localização deste pequeno Estado africano que faz fronteira marítima com São Tomé e Príncipe escrevem, falam, como se fossem os maiores conhecedores deste pequeno país, que tem a particularidade de ser na região africana onde está inserido, um dos três países que tem construído infra-estruturas de raiz, para além de Cabo Verde e Angola.

A Guiné Equatorial tem recebido muitos empresários e trabalhadores portugueses, que estando em Angola, têm descoberto um mundo de oportunidades, estruturado no seu plano governamental de desenvolvimento, denominado Horizonte 2020.

Esboço da futura capital

Nesse projecto onde está incluído a construção da nova capital do país, Djiblolo, que foi concebida por um atelier português, a empresa "Arquitectura e Urbanismo IDF - Ideias do Futuro" para uma área de intervenção superior a 8 mil hectares representando um marco em África, a construção de uma cidade inteiramente dependente de energias renováveis e sustentáveis.

No ano passado, 2013, realizaram-se eleições gerais, tendo o partido do presidente Teodoro Obiang, o PDGE, eleito 99 dos 100 deputados ficando a oposição apenas com um. O deputado eleito pela oposição representa o partido da Convergência para a Democracia Social (CPDS) membro da Internacional Socialista que realizou no passado mês de Dezembro o seu V Congresso Nacional, na cidade de Bata, na parte continental da Guiné Equatorial.

No dia 14 de Fevereiro de 2014, o CPDS, chefiado pelo seu Secretário-geral Andres Esono Ondo, líder da oposição do governo da Guiné Equatorial, fez uma visita de cortesia ao Chefe de Estado e divulgou um comunicado que passo a citar:

“Uma delegação do CPDS foi recebida pelo Presidente Obiang no Palácio do Povo, quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2014.

No dia de hoje, o Presidente da República, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, recebeu em audiência uma importante delegação da Convergência para a Democracia Social (CPDS), conduzida pelo seu Secretario Geral, Andrés Esono Ondo, seus três Vice Secretários-gerais, Pablo Mba Nzang, Marcelino Capote, e o Dr. Wenceslao Mansogo, respectivamente, bem como o Secretário de Assuntos Económicos, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Marcos Manue Ndong Owono.

A reunião, que durou hora e meia, desenvolveu-se num contexto descontraído e muito cordial, e serviu como uma oportunidade para abordar, com franqueza, temas de interesse nacional e da actualidade política.

O Presidente Obiang deu as saudações de boas-vindas aos seus convidados e felicitou o novo Secretário-geral do CPDS, Andrés Esono Ondo, pela sua eleição democrática durante o recente Congresso Nacional do partido.

Por sua vez, Andrés Esono agradeceu o acolhimento, assim como as facilidades oferecidas pelo Governo para a organização do congresso.

Os temas abordados giraram, de um modo geral, sobre o mandato do V Congresso Nacional do CPDS, no sentido de solicitar ao Presidente Obiang a convocatória de uma Mesa de Diálogo Nacional que permitirá restabelecer a boa convivência política entre todas as forças vivas da nação, e reunirá todos os actores políticos do país (partidos políticos legalizados e não legalizados, internos ou no exterior).

Neste contexto, os representantes do CPDS transmitiram ao Presidente Obiang as suas preocupações sobre a organização de eleições na Guiné Equatorial, as manobras de enfraquecimento da oposição, o retrocesso nos direitos e liberdades adquiridos nos primeiros anos do processo de democratização, as dificuldades de acesso aos meios de comunicação estatais e da necessidade de dar meios próprios, para as populações desalojadas que estão sofrendo em Bata, Evinayong e Kogo.

O Presidente Obiang agradeceu este encontro e expressou a sua plena disposição de estabelecer um novo quadro para o diálogo entre todas as forças vivas da nação, para conduzir a um diálogo construtivo e discutir sobre a política geral do país, já que o Pacto Nacional Vinculante, se tornou obsoleto. O Presidente assinalou que vivemos tempos novos que deseja erradicar todos os males, trabalhar de maneira solidária e limar as asperezas.

A reunião encerrou com o compromisso de que o CPDS elabore um projecto para uma nova abordagem política que proponha e apresente ao Governo.” Fim do comunicado.

Entre os apoios que o CPDS obteve durante o seu Congresso, destacam-se o Secretário-geral da Internacional Socialista, Luis Ayala, a Vice Secretário-geral Elena Valenciano do PSOE de Espanha e Sigmar Gabriel do SPD da Alemanha.

Enquanto a maioria dos países da região, democracias ou ditaduras, sofrem a destruição, devido a conflitos étnicos, religiosos, a grande maioria fomentada por interesses externos aos territórios, a Guiné Equatorial tem um partido da oposição que pretende através do dialogo, se promova a verdadeira democratização do país. Baía da Lusofonia