Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Comércio internacional de mercadorias de Portugal no âmbito da CPLP (2018 a 2022)

A “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP) foi criada em 1996, sendo seus países fundadores Angola, o Brasil, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Em 2002 foi admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial, observador associado que foi desde 2006.

Entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, situa-se o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços, tornando-a assim numa importante alavanca para o desenvolvimento do espaço económico lusófono e consequente melhoria das condições de vida das suas populações.

Pretende-se neste trabalho analisar, através de quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações efectuadas por Portugal com cada um dos seus parceiros na CPLP no período de 2018 a 2022, a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 10 de Julho de 2023.

Para o cálculo do peso de Portugal nas importações e nas exportações de cada um dos parceiros comunitários foram utilizados, para Portugal, dados de base do (INE), considerados mais correctos para o fim em vista, e para os parceiros na CPLP estatísticas do International Trade Centre (ITC) calculadas a partir de diversas fontes. Walter Marques – Portugal “ECOPOR - Economia Portuguesa”

Para aceder ao artigo completo clique aqui.

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Brasil-Portugal: maior intercâmbio

São Paulo – Em 2020, o Brasil ficou na 9ª posição entre os principais mercados de origem das importações de Portugal, com 2,4% do total, ocupando o 11º lugar nas exportações, com 1,4% do total. Os dados constam de estudo desenvolvido por Walter Marques, técnico superior aposentado da função pública do governo português, com base em dados estatísticos do International Trade Center (ITC), do Instituto Nacional de Estatística (INE), de Portugal, e do Ministério da Economia brasileiro. O estudo pode ser acessado nos blogues ecoporwmarques.blogspot.com e baiadalusofonia.blogspot.com.

De acordo com esses dados, o saldo da balança comercial de mercadorias do Brasil foi positivo ao longo dos últimos cinco anos, chegando a 44,6 bilhões de euros em 2020, com evolução das importações e das exportações no período de 2016 a 2019, registrando queda apenas em 2020. O ritmo das exportações, que aumentou entre 2016 e 2018, desacelerou a partir de então.

Os dados mostram ainda que os principais parceiros do Brasil em 2020 foram a China e os EUA, com 21,9% e 17,8% do total das importações e 32,4% e 10,3% das exportações, respectivamente. Já Portugal ocupou em 2020 a 35ª posição nas importações (0,5% do total) e o 31º lugar nas exportações (0,8%). De Portugal, o Brasil importou principalmente produtos agro-alimentícios (azeite de oliva, vinhos e peixes congelados) e madeira, cortiça e papel.

Para Portugal, o Brasil exportou principalmente óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos (crus), óleos combustíveis de petróleo ou de minerais (exceto óleos brutos), minério de ferro, soja e milho. Ou seja, produtos como café, madeira, açúcar, couro e cacau, que eram dominantes em outros tempos no intercâmbio entre os dois países, tiveram de abrir espaço para outros commodities e o Brasil passou a ser um dos principais provedores de matérias-primas e bens intermediários para a indústria portuguesa.

Para Portugal, a balança comercial com o Brasil tem sido desfavorável. Ao longo dos últimos cinco anos, o maior déficit ocorreu em 2020, com 874 milhões de euros, com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 45,4%. No primeiro trimestre de 2021, as importações decresceram 34,6% em comparação com o mesmo período de 2020, com as exportações caindo 23,3%, o que significou um déficit de 40,6%. Já as exportações subiram de 34,8% para 40,8%.

De acordo com o estudo, o peso das importações portuguesas com origem no Brasil representou 1,7% do total em 2016 e 2017, tendo descido nos dois anos seguintes para 1,3%, para se situar em 2,4% em 2020. No primeiro trimestre deste ano, caiu para 2,3%, em 2021, depois de ter registrado 3,3% em 2020. Por sua vez, o peso das exportações de Portugal para o Brasil, que havia crescido de 1,1%, em 2016, para 1,7%, em 2017, manteve-se nos três anos seguintes entre 1,3% e 1,4%. Depois de ter atingido 1,5% no primeiro trimestre de 2020, desceu para 1,1% em comparação com idêntico período de 2021.

É de se ressaltar que, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúne também Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial, Portugal ocupa a primeira posição no intercâmbio com o Brasil, responsabilizando-se por 78% da corrente de comércio (77,9% das importações e 77,8% das exportações). Em seguida, vem Angola, com 17,9% das importações e 16,7% das exportações. Depois, aparecem Moçambique, com 3,8% do total das importações, e Guiné Equatorial, com 2,1% no total das exportações.

Embora, à primeira vista, esse relacionamento comercial não seja dos mais significativos na comparação com os principais parceiros do Brasil, o intercâmbio com Portugal e os demais membros da CPLP teria tudo para crescer nos próximos anos, não fossem os efeitos da pandemia de coronavírus (covid-19) que têm impedido a realização de feiras internacionais, que são fundamentais para a divulgação de produtos. Mesmo assim, tanto o Ministério das Relações Exteriores como a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia, com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e congêneres estaduais, têm intensificado uma estratégia comercial para alavancar esse intercâmbio. É só uma questão de tempo. Adelto Gonçalves - Brasil

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Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br