Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Província do Bengo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Província do Bengo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Angola - Abertas candidaturas ao Prémio Literário Ngandu apenas para residentes na Província do Bengo

A terceira edição do Prémio Literário Ngandu foi lançada na passada sexta-feira, em Caxito, província do Bengo, numa iniciativa do Portal Diário do Bengo (DBO), em parceira com o governo local. Para a presente edição, a organização elevou o valor monetário para o vencedor de 500 mil para um milhão de kwanzas e a produção de 300 exemplares da obra laureada.

O CEO do Portal Diário do Bengo, Sadrac António, sublinhou que o aumento do prémio representa um esforço concreto para incentivar a criação literária na província. Reiterou que apenas cidadãos residentes na província do Bengo são elegíveis para concorrer a este prémio. As candidaturas decorrem de 19 de Dezembro de 2025 a 19 de Janeiro de 2026, devendo os textos serem submetidos exclusivamente através do formulário electrónico.

Nesta edição, o concurso abrange obras dos géneros prosa, poesia e drama.

O Presidente do Júri, António Kutema, recomendou aos candidatos uma leitura atenta e rigorosa do regulamento, alertando que o incumprimento das regras poderá resultar na exclusão automática das candidaturas.

Por sua vez, o director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Rogério Paxe, realçou que o prémio é uma oportunidade para a promoção e valorização da cultura do Bengo através da literatura.

Reafirmou o compromisso do Governo Provincial do Bengo, que abraçou a iniciativa com apoio institucional e financeiro, reconhecendo o seu papel no fortalecimento da identidade cultural local. Instituído em 2021 pelo Portal Diário do Bengo, o Prémio Literário Ngandu já distinguiu as obras Coléricus, de Domingos Mignaldo, e Yolela, de Zaki Wamai.

A edição de 2025 enquadra-se nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional, estando prevista a entrega do prémio em Abril de 2026, em simultâneo com a apresentação pública da obra vencedora, sessão de venda e autógrafos, nas vésperas das festividades da província do Bengo. In “O País” - Angola


terça-feira, 29 de abril de 2025

Angola - Movimento Lev’Art defende hábito de leitura nas crianças

A massificação das artes para o fortalecimento da intelectualidade e o hábito de leitura nas crianças, são mecanismos que promovem a criatividade no seio da juventude na região, defendeu, sexta-feira, em Caxito, o director do Movimento Lev’Art na província do Bengo



David Samba, que falava durante a quarta edição da Feira de Arte e Cultura Angolana (FACA), em alusão ao 45º aniversário da província do Bengo, comemorados, sob o lema “Lev’Art interagir para humanizar”, destacou a necessidade de se apostar cada vez mais nas artes em Angola.

“As artes têm uma grande importância na vida das pessoas, nas suas mais diversas manifestações, contribuindo para o desenvolvimento de uma personalidade integrada e harmoniosa na sociedade. A nível da província do Bengo, o Movimento Lev’Art realiza actividades que impactam no seio da juventude, sobretudo o hábito de leitura na infância”, salientou ao Jornal de Angola.

Na ocasião, o director do Gabinete Provincial da Educação do Bengo, Manuel Fernando Kurizemba, afirmou que a Feira de Arte e Cultura Angolana, não é apenas um espaço de exibição, mas sim um agente transformador da arte. Edvaldo Lemos – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Angola - Projecto “Ler é crescer” cria hábitos de leitura

O impacto sociocultural do projecto “Ler é crescer” tem transformado a rotina e impactado, positivamente, no aumento de conhecimento, sobretudo, da juventude na província do Bengo, por via da criação de bibliotecas comunitárias



O projecto idealizado e liderado pelo bibliotecário e empreendedor cultural Sadrac António, visa promover a leitura e o acesso ao conhecimento em zonas com recursos limitados, capacitando crianças, jovens e adultos a ampliar horizontes por meio da educação.

Por essa razão, o empreendedor cultural foi uma das 50 figuras juvenis mais influentes de Angola em 2024, ao ser distinguido no Prémio Nacional Jovens do Musseque, em Dezembro do ano passado, na categoria sociedade.

Além do projecto “Ler é Crescer”, o contributo que Sadrac António tem prestado no domínio da comunicação social, através do Portal Diário do Bengo (DBO), também contribuiu para a premiação.

O projecto tem como público-alvo técnicos das áreas de Comunicação Institucional das administrações municipais, gabinetes provinciais, repartições municipais, empresas, organizações sociais, aspirantes em jornalismo, comunicadores e criadores de conteúdos digitais de comunicação social comunitária e todo público interessado.

De acordo com Sadrac António, nos dias de hoje é cada vez evidente o poder da informação para o engrandecimento de uma organização. Uma instituição, explicou, seja pública ou privada, precisa investir nos melhores conteúdos para ajudar a levar às comunidades temáticas que permitam aumentar o interesse da juventude sobre a importância da preservação das tradições e valorização do conteúdo local.

“Acreditamos que a leitura é uma ferramenta essencial para o crescimento pessoal e colectivo”, realçou. O interlocutor adiantou que o reconhecimento a nível nacional é fruto do trabalho que realiza nas comunidades e serve como um estímulo. Alfredo Ferreira – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Angola - Investidores interessados na Barra do Dande

O governo angolano já recebeu manifestações de interesse de investidores nacionais e estrangeiros para a concessão dos projetos da Barra do Dande, cuja primeira fase deverá estar concluída em 2027, anunciou a Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (SDBD), região a norte de Luanda

Joaquim Piedade, da SDBD, não quis quantificar quantas propostas foram recebidas para a gestão, execução e exploração de parte das componentes da Fase I da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande nesta fase de qualificação prévia, que termina 15 de novembro.

A primeira fase engloba 860 hectares de uma área total de 5465 hectares e quatro componentes: terminal marítimo-portuário, refinaria de óleo alimentar, silos para a reserva estratégica alimentar e um parque fotovoltaico.

O presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (SDBD) que falava numa sessão de apresentação pública do projeto, sublinhou que se pretende dar resposta a quatro questões: segurança alimentar, segurança energética, segurança dos combustíveis e desenvolvimento económico e industrial.

A região (província do Bengo, a norte de Luanda e junto ao rio Dande) foi escolhida para o desenvolvimento da zona franca por existirem já projetos âncora, nomeadamente o terminal oceânico, que está a ser desenvolvido pela Sonangol, e uma indústria de produção cerâmica de origem chinesa, que ocupa 400 hectares.

No concurso de qualificação prévia “os candidatos devem demonstrar que possuem qualificação técnica e financeira para desenvolverem projetos com esta envergadura”, disse Joaquim Piedade.

“Temos concorrentes, nacionais, maioritariamente, e também estrangeiros”, declarou, acrescentando que os nacionais estão à procura de parceiros internacionais para investimentos conjuntos na zona franca.

Quanto ao polo industrial, o objetivo é atrair quatro setores prioritários: indústria automóvel, alimentar, energias renováveis e materiais de construção.

O responsável da SDBD afirmou que estão atualmente focados em resolver as questões administrativas, nomeadamente as que se relacionam com os regimes especiais previstos na zona franca

“Apenas o [regime] fiscal está aprovado, temos ainda de tratar o regime cambial, o regime migratório, o regime laboral e outros que são de suporte para os investidores que estiverem na zona franca”, indicou, sublinhando que o projeto está a ser agora apresentado à comunidade nacional e internacional.

Adiantou ainda que vai ser criado um “guichet do investidor” com todos os serviços necessários para dar resposta às questões burocráticas, cuja sede vai ficar implantada na região do Dande.

Joaquim Piedade prevê que esteja implementada em 2025, ocasião em que estará já em curso a execução de várias infraestruturas.

“Se nós tivermos os investidores para o terminal marítimo portuário, que será a principal via de escoamento, isso irá automaticamente precipitar o avançar de todo o projeto de execução da obra”, cuja primeira fase deve estar concluída em 2027.

Sobre a questão das acessibilidades e fornecimento de energia e água, questões levantadas no debate em que foi apresentado o projeto, Joaquim Piedade adiantou que a SDBD está a pensar em alternativas.

Uma das possibilidades passa pela reabilitação e concessão de uma estrada nacional cujo investimento seria rentabilizado através do pagamento de portagens.

“Temos em carteira uma proposta concreta, que supõe um investimento de mais de 13 milhões de dólares, está a ser discutida”, indicou o presidente da SDBS, acrescentando que seria uma parceria público-privada.

“A diferença neste projeto é esta, conseguir atrair o privado para investimentos que tradicionalmente são elaborados pelo Estado”, realçou Joaquim Piedade, adiantando que estão em cima da mesa contratos de 30 anos + 25, no caso das infraestruturas para recuperar o investimento. In “África 21” – Brasil com “Lusa”