Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 18 de julho de 2015

Brasil - Um novo acesso ao Porto de Santos

SÃO PAULO – Enquanto a Europa começa a ganhar com o Liverpool 2, na Inglaterra, o seu segundo terminal  de contêineres de águas profundas – o primeiro é o Maasvlakte 2, no Mar do Norte, na Holanda –, a América Latina apresenta uma flagrante deficiência física de infraestrutura básica de transporte. Assim, em portos como os de Buenos Aires, Guaiaquil e Santos, a eficiência portuária – em razão não só da automação operacional como do trabalho de dragagem – acaba por se perder na cadeia logística (acessos viários e rodovias) com congestionamento de caminhões e a falta de malha ferroviária moderna.

Em Santos, por exemplo, foi preciso que ocorresse no começo de abril um incêndio de proporções gigantescas nos tanques da Ultracargo para que ficasse evidente a necessidade da construção de um novo acesso viário ao Porto. Como se sabe, em função do incêndio, de 2 a 10 de abril, houve um bloqueio do acesso rodoviário aos 38 terminais da Margem Direita do complexo marítimo. Com isso, mais de 22,5 mil caminhões deixaram de acessar o cais naquele período, o que redundou em prejuízos incalculáveis.

Dessa maneira, a Codesp viu o que os técnicos da Dersa não tinham visto até a ocorrência do incêndio: a necessidade de um novo caminho em direção às instalações da Margem Direita. Assim, a estatal pediu que os estudos em andamento contemplem também uma nova alternativa viária, além dos projetos já previstos para a  Avenida Nossa Senhora de Fátima e a ponte sobre o rio São Jorge. Até abril, o projeto da Dersa tinha como objetivo apenas melhorar a capacidade viária do atual acesso ao porto, com a construção de uma alça no viaduto da Alemoa e de um segundo viaduto que ligará o Retão da Alemoa ao viaduto original.

O que se espera é que o alegado caixa baixo do governo federal não seja usado como desculpa para atrasar o início das obras ou até mesmo para descartar algumas intervenções. Até porque na medida em que sejam realizadas novas obras de dragagem para o aprofundamento do canal de navegação e novas concessões de terminais ampliem a capacidade de operação do complexo portuário, maiores serão os problemas viários nas áreas internas do cais e nas rodovias de acesso (Anchieta, Imigrantes e Cônego Domênico Rangoni), com consequências não só para quem atua profissionalmente no Porto, mas para toda a população.

Mesmo com esses transtornos viários, o transporte ferroviário de carga no Brasil, praticamente, só atende a produtos primários para exportação, como minério de ferro, carvão e coque, responsáveis por movimentar 75% da capacidade do modal, enquanto o restante (carga geral) inclui aço, contêineres e produtos agrícolas (milho, soja e açúcar). Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reino Unido - Ganha centro portuário sustentável

A gigante de logística de alimentos e bebidas Culina Group foi anunciada como a primeira inquilina do novo Centro Nacional de Importações do Reino Unido, que está sendo desenvolvido pelo Peel Group como parte de seu investimento multimilionário no porto de Salford, localizado cerca de 10km a oeste de Manchester City´.

A Culina Group ocupará a primeira unidade de armazenagem para distribuição a ser construída no local do Porto de Salford – o primeiro centro portuário e parque de distribuição trimodal do Reino Unido, acessível por via ferroviária, rodoviária e marítima. A propriedade dispõe de um espaço de 26000m2, incluindo escritórios, pátio de serviço e estacionamento. Serão criados 280 empregos no centro de logística, cuja construção está prevista para ser concluída até abril de 2016, com pleno funcionamento até o fim de 2016. Em construção às margens do aqueduto navegável Manchester Ship Canal, o porto de Salford é parte do projeto de “Atlantic Gateway” liderado pela Peel Ports, que envolve a reconstrução da rede de portos, dos canais e do terreno circundante entre Manchester e Liverpool.

Localizado ao lado do Manchester Ship Canal, o Centro Nacional de Importações do porto de Salford irá permitir o manuseio e a redistribuição de mercadoria. Sua localização privilegiada permitirá o acesso direto do navio a partir do novo terminal Liverpool2, no porto de Liverpool, atualmente em construção pela Peel Ports, com término previsto para o fim de 2015.

Prevê-se que a maioria da carga de contêineres chegará ao terminal portuário de Salford vindo de Liverpool via Manchester Ship Canal, melhorando drasticamente as rotas da cadeia logística em todo o norte e noroeste da Inglaterra, até a Escócia, e resultando na redução da emissão de carbono e em outras significativas melhoras ambientais.

Vale ressaltar que, quando estiver concluído, o Porto de Salford compreenderá mais de 148000 m2 de armazenamento, em um espaço de 50 hectares. Outros planos estão em andamento para uma segunda fase, que elevará a área total a 101 hectares, com 370000 m2 de oportunidades de desenvolvimento, criando um dos mais importantes polos de armazenamento e logística do Reino Unido. Andrezza Queiroga – Brasil in “Guia Marítimo”