Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Portugal – Empresa quer regressar com mota inovadora

A mítica marca de motos portuguesa Famel quer voltar com "as duas rodas à estrada", depois da falência no final dos anos 90, mas agora com a "tecnologia do futuro", elétrica, amiga do ambiente e vocacionada para a cidade.



Em entrevista à Lusa, um dos novos donos da marca, Joel Sousa, 31 anos, engenheiro automóvel, explicou que para cumprir o desejo de “erguer” a marca precisa de “investidores estratégicos” e que por isso vai levar o protótipo da nova Famel à Web Summit 2017, em Lisboa de 6 a 9 de novembro.

Poucas semelhanças existem entre a legendária Famel Xf17 e a nova proposta da marca. Mantêm-se as rodas, mas muda o volante, o assento, o motor, que deixa de ser de combustão, o quadro, o ‘design’, o preço e o objetivo é que renasça a mística.

“O objetivo principal é voltar com as duas rodas às estradas. Uma marca histórica como a Famel, que tem todo o legado por trás e que sustenta a nossa base de trabalho, faz todo o sentido recuperar para termos uma marca portuguesa nas estradas”, explicou Joel Sousa.

A moto que Joel, em parceria com mais dois colegas de engenharia eletrónica, quer desenvolver e pôr a rolar na estrada pouco ou nada se parece com as do portefólio da antiga Famel.

“Depois de vários estudos acerca das perspetivas de mercado, achamos por bem não entrar nos motores a combustão e utilizar já a tecnologia do futuro e entrar na mobilidade elétrica. Com isso também percebemos que existem muitas questões relacionadas com a conectividade, com a experiência que o utilizador quer ter com o seu veículo e queremos utilizar essa tecnologia para atrair os jovens para o nosso produto, um produto amigo do ambiente e com tecnologia de ponta”, disse.

Segundo o engenheiro, o protótipo com que a FAMEL se vai apresentar na Web Summit, com traço de Helder Cação, “serviu para validar a nível de ‘design'”, segue-se agora tudo o resto.

“Iremos passar à parte de um protótipo funcional, que dará para percebermos as limitações e passarmos à industrialização. Já temos o motor, falta-nos desenvolver o quadro”, explicou.

Quanto ao motor da “máquina”, que terá autonomia para 100 quilómetros, explicou Joel Sousa, “será elétrica, equivalente a uma 125 CC de gasolina, mas elétrico porque para além de ser ecológico tem muito mais aptidão para as cidades e será bastante atrativo”.

Além de fazer renascer a Famel, os engenheiros propõem-se a acabar com a ideia de que os veículos elétricos se arrastam na estrada: “Fala-se muito dos veículos elétricos, que não andam, mas é um mito que tem que ser desfeito”, defendeu.

Para a Famel voltar à estrada “falta muita coisa”, desde “fazer homologações, testes, mas principalmente investidores para industrializar e levar o produto para o mercado” e é aqui que entra a Web Summit.

“Faz sentido estar presente como é um produto tecnólogo e temos noção que é neste tipo de eventos que estão os investidores estratégicos que queremos para a marca, ou seja, queremos investidores da parte tecnológica, do ambiente, que tenham alguma visão acerca do projeto e do futuro para nos ajudar a erguer a marca”, justificou Joel Sousa. In “24Sapo” – Portugal

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Galiza - VMS Automotive projecta a moto do futuro

A empresa Vigo desenvolve um protótipo eléctrico inovador que espera colocar no mercado em 2019



A longa história de muitas empresas do sector automóvel na área de Vigo é o ponto de partida de VMS Automotive, um projecto empresarial com apenas um ano de vida, mas que pretende posicionar-se no mercado em 2019 com uma mota eléctrica que pode quebrar os modelos no sector pela sua tecnologia avançada. O papel da I & D, que se está realizando em colaboração com o Centro Tecnológico de Automoción da Galícia (CTAG) e diversas empresas de engenharia, é a chave no desenvolvimento de um produto que tem boas possibilidades de sucesso num mercado global que reclama cada vez mais soluções ecológicas para a mobilidade.

Pablo Campos, diretor-geral da VMS Automotive, explica que o projecto surgiu como spin-out do grupo Marsan, com mais de 60 anos de experiência industrial em Vigo. Em 2016, decidiu apostar numa empresa independente do grupo que é aquela que agora leva a iniciativa à frente.

A moto que está sendo desenvolvida tem como particularidade o design de um sistema de balanço e inclinação muito avançado, que permitirá ter um veículo muito seguro. É uma mota de três rodas que apresentará motores individuais em cada uma das rodas traseiras. "Temos uma patente para este sistema. Hoje em dia, existem poucos modelos de motas eléctricas e a nossa expectativa é começar a apresentarmos nos mercados espanhol e francês, que se expandirão para a Europa Ocidental, os países nórdicos e os Estados Unidos ", diz Campos.

O modelo VMS Automotive estará localizado numa gama de mercado intermediário e a ideia é oferecer ao potencial cliente uma nova experiência de condução, que inclui a possibilidade de voltar atrás, algo incomum numa mota. Além disso, compromete-se a ser um veículo com zero emissões e com condições de segurança muito avançadas. É, em suma, um movimento para um conceito de mobilidade mais flexível e eficiente que gradualmente está tentando impor-se nas principais cidades do mundo. A moto será o primeiro veículo que irá ser desenvolvido pela empresa, que pretende lançar outros produtos mais tarde.

Campos considera que a Galiza é uma das melhores regiões do mundo a desenvolver um projeto relacionado à mobilidade do futuro. "É dito que a indústria automotiva mudará mais nos próximos cinco anos que nos 50 anos anteriores", explicou, "e temos um ecossistema maduro que já experimentou várias crises. Além disso, temos o apoio do CTAG, CEAGA e da Junta da Galiza, que está apoiando projectos inovadores como este".

O diretor geral da VMS Automotive também ressalta que a localização da empresa no ambiente de Vigo será muito importante para a logística, com uma plataforma como o porto de Vigo, que já é um ponto de partida para abastecer o mercado francês. "A França pode ser um país muito importante para o projecto, já que actualmente é o primeiro mercado em scooters de três rodas", diz Campos. As instalações da empresa estão actualmente em Porto do Molle, mas estão procurando uma nova localização na área de Vigo.

O VMS foi desenvolvido dentro da iniciativa Business Factory Auto (BFA), promovido pela Junta, Ceaga, PSA e Consórcio Zona Franca. O objectivo é a aceleração e consolidação de projectos automotivos especializados e a sua transformação em empresas inovadoras, viáveis ​​e escaláveis ​​que atraem e retêm talentos. J Luiz Estévez – Galiza in “GCiencia”