Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de agosto de 2023

França - Morreu a historiadora francesa Hélène Carrère d'Encausse

Foi primeira mulher à frente da Academia Francesa

Morreu a historiadora francesa Hélène Carrère d'Encausse, este sábado, aos 94 anos.

A historiadora foi a primeira mulher à frente da Academia Francesa. Desde 1999 que era "secretária perpétua" desta instituição, tendo sido a primeira mulher a ocupar o cargo.

Hélène Carrère nasceu em Paris em julho de 1929, sendo o pai o economista e filósofo georgiano Georges Zourabichvili (assassinado em 1944), que emigrou para França após a revolução russa, e a mãe Nathalie von Pelken, uma aristocrata russo-alemã. Adquiriu a nacionalidade francesa em 1950.

Os seus estudos centraram-se na antiga União Soviética e na Rússia, com monografias, grandes ensaios e biografias de personalidades como Lenine ou Estaline.

Hélène Carrère d'Encausse foi ainda deputada no Parlamento Europeu, entre 1994 e 1995, eleita pelo partido francês de direita Rassemblement pour la République (RPR). In “Contacto” – Luxemburgo com “Lusa”


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Clarividência



            A língua portuguesa é hoje a sexta mais falada no mundo, aproximando-se rapidamente do quinto lugar e não estará muito distante da quarta língua, o castelhano.

Malgrado o desinteresse dos políticos portugueses pela sua língua, também é verdade que as pessoas de bem em Portugal não vão para a política, o português está a encontrar uma vitalidade surpreendente por esse mundo.

Numa clarividência notável o Prof. Brasileiro Sílvio Edmundo Elia, (Rio de Janeiro – 04.07.1913 – 16.11.1998), filólogo e um grande apaixonado pela língua portuguesa, escrevia no matutino lisboeta Diário de Notícias em Junho de 1949 sobre a decadência da língua francesa após a 2ª guerra mundial o seguinte e vou passar a citar. ” Seria injusto desconhecer as possibilidades de renovação da cultura francesa, ainda hoje um dos pontos mais altos da nossa civilização. A voga existencialista, derivada de Sartre, mostra até que ponto continua viva a tradição francesa nos meios intelectuais. Julgamos, portanto, que, uma vez alterada a pressão económica que aflige a quase todos os povos da terra, o mundo voltará, na maior parte, a alimentar-se nas fontes da secular sabedoria da pátria de Joana d’ Arc. Todavia, uma coisa parece-nos certa, a França terá que repartir com outro irmão latino as glórias de intérprete do humanismo da liberdade concreta que está sucedendo ao humanismo da liberdade abstracta de nossos antepassados. E aqui, sem deturpação nacionalista, queremos pôr em relevo o destino que julgamos reservado à língua portuguesa.”

E terminava o Prof. Sílvio Elia o seu raciocínio, com uma antecipação de um século, acrescentando o seguinte: “A idade nova é mais da América do que da Europa. E na América duas grandes nações emergiram vitoriosas do conflito, com fundas responsabilidades perante o futuro dos outros povos: Estados Unidos e Brasil. É lícito, portanto, esperar, que, no mundo latino, a língua portuguesa venha a desempenhar papel de primeira ordem, equivalente ao que representará o inglês para os povos germânicos e saxónicos. Não lhe falta nem acabamento das formas, nem riqueza de expressão, nem harmonia de conjunto. Sem falar no heroísmo glorioso daqueles que a criaram, indómitos nas guerras e indominados nos mares.”  

A língua francesa é actualmente a nona mais falada no mundo, tem a sua zona principal de influência, na europa, França e regiões limítrofes onde é língua materna, no Quebec região do Canadá e na África ocidental e central, nos países que emergiram das antigas colónias, países esses que têm tido graves conflitos internos, principalmente a partir dos princípios da década de 70 do séc. XX. Baía da Lusofonia