Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Portugal - A primeira ninhada de linces no Vale do Guadiana

Os linces soltos no Vale do Guadiana já se reproduziram, a primeira vez que acontece em ambiente natural desde há décadas, anunciou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas

Foto: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas

Em comunicado o ICNF revela imagens de uma cria que confirmam "a existência da primeira ninhada de lince-ibérico no Parque Natural do Vale do Guadiana".

A cria, diz o Instituto, tem cerca de 45 dias e estava acompanhada da mãe, Jacarandá, a primeira fêmea a ser solta em Portugal, no dia 16 de dezembro de 2014.

"Cria e mãe foram identificadas através dos procedimentos de monitorização instalados na Herdade das Romeiras pela equipa de seguimento", explica o ICNF.

A fémea tinha sido solta no âmbito do programa LIFE+Iberlince, em conjunto com Katmandú, e tinha nascido em 2012 no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves.

Para o ICNF o nascimento constitui "um marco na conservação do lince-ibérico, uma vez que é a primeira reprodução em ambiente natural com êxito comprovado em território nacional desde há décadas".

Em Espanha também já nasceram linces ibéricos em ambiente natural, nomeadamente na região de Montes de Toledo, Castela-La-Mancha.

O lince tem sido introduzido em Portugal com sucesso, ainda que seja uma experiência recente, através do projeto LIFE+Iberlince, que prevê libertar este ano algumas dezenas de linces ibéricos em várias zonas da Península Ibérica, alguns em Portugal, para incrementar e consolidar as populações existentes. In “Jornal de Notícias” - Portugal

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Turismo

            Nos últimos meses, os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre dormidas por regiões Nuts II, mostram uma quebra acentuada de dormidas na região do Alentejo.

            Este grande espaço turístico é principalmente visitado por turistas nacionais, pois não tem havido uma promoção externa das vantagens de viajar pelo Alentejo. Como Portugal está em recessão e os turistas nacionais têm-se retraído nas suas deslocações, é com alguma naturalidade que verificamos uma quebra de -12,1% de dormidas no IV trimestre de 2012, de -17,0% em Janeiro e -13,6% em Fevereiro de 2013.

            Em sentido contrário está a região de Lisboa, com um aumento de dormidas de +6,6% no IV trimestre de 2012, +4,9% em Fevereiro de 2013, após uma quebra mínima de -0,8% em Janeiro passado. Para estes resultados muito têm contribuído a chegada a Lisboa, de um número crescente de navios de cruzeiro.

            Este padrão de turistas que viajam em cruzeiros, das mais diversas nacionalidades, mas com predominância do Reino Unido, não procuram praias, mas sim outros tipos de turismo, como o histórico, o cultural, o gastronómico ou simplesmente de lazer.

            Todos estes géneros de turismo nós encontramos no Alentejo, isto é, encontra quem conhece bem a região. Desde Beja a Portalegre, passando por Évora há um turismo histórico, cultural por descobrir, mas também temos o turismo ambiental, o turismo gastronómico, o turismo desportivo, sem falar do turismo recreativo.

                Outro tipo de turismo que os nossos vizinhos espanhóis já desenvolvem, a norte nas Astúrias e a sul na Andaluzia, é o turismo ferroviário. Por cá destruíram-se linhas como Beja – Moura, uma loucura, Vila Viçosa – Évora ou Évora – Reguengos de Monsaraz, outras loucuras, emparedando estações ou cedendo-as a outras instituições, ou pasme-se, criando ciclovias no lugar das linhas ferroviárias. E ainda temos outros ramais desactivados, destruídos, onde os ferros dos carris desapareceram.

            Hoje em dia está na moda falar nos cruzeiros no Douro, mas explorar melhor as viagens no rio Guadiana entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, numa paisagem única, selvagem, que por vezes faz lembrar África, praticamente ninguém fala. Nem preciso de fazer referência ao Alqueva.

            Um dos grandes privilégios da região alentejana é precisamente podermos encontrar espaços que nos fazem transportar para outras zonas do mundo, seja África como acabei de referir, a América ou mesmo outro tipo de paisagens europeias.

 
            Se há zona onde se deve investir no turismo, é o Alentejo, mas com método. É necessário mais camas, mas em zonas urbanas, principalmente perto do aeroporto de Beja, é necessário investir na ferrovia para o turismo, mas aproveitando as novas tecnologias ecológicas, é necessário criar núcleos gastronómicos, pólos de artesanato, há todas as condições para se criarem centenas, para não dizer milhares de postos de trabalho no Alentejo, ao serviço do turismo, que tantos apregoaram mas nada fizeram. Baía da Lusofonia
Pomarão Fonte: twoartists.home.sapo.pt


terça-feira, 11 de setembro de 2012

TDT

Como afirmei há uns dias, várias questões me chamaram a atenção na localidade onde passei uns dias de férias, na margem esquerda do Guadiana. Uma delas é a TDT, não, não é TNT, é a TDT, televisão digital terrestre, o sinal aberto de televisão que todos deviam ter acesso, mas que na realidade não acontece.

Há pessoas, com parcos recursos económicos, que vivem das suas pequenas reformas, pois estamos a falar de respeitadas pessoas de cabelo branco, que têm gasto as suas pequenas economias, em compras de antenas, de televisões…mas quando chega o horário nobre da televisão, que todos estão a olhar para o único entretenimento que se lhes oferece, o sinal televisivo normalmente tem um apagão.

O mais grave é que a entidade responsável pela rede de distribuição do sinal de televisão digital terrestre, tem uma empresa associada que fornece a televisão por cabo e o que se está a assistir é esta última empresa andar a convidar os telespectadores que têm problemas com o TDT a aderirem à televisão por cabo, que ao contrário da primeira que é gratuita, tem um pagamento mensal, cujos valores não são comportáveis para o respectivo orçamento familiar. Como se deve compreender a indignação é geral. Baía da Lusofonia

domingo, 26 de agosto de 2012

Crise?

Uns dias passados numa zona considerada das mais pobres de Portugal, a margem esquerda do Guadiana, uma palavra várias vezes me veio à mente.
Enquanto passeava salutarmente a pé pela terra onde estive alguns dias, verifiquei que a população só andava de automóvel, para ir ao café, para se deslocar ao mini mercado, ou apenas para dar uma volta pela aldeia.
Se ao menos os impostos ficassem em Portugal…mas não, o combustível está mais barato 20 cêntimos na gasolina e seis cêntimos no gasóleo e toda a gente vai abastecer-se na vizinha Espanha.
Reparei também que os jovens estão mais obesos, pudera, pois andar de bicicleta numa terra toda ela plana é que não! Quem tem mais de 18 anos só anda de carro! Como se ter um automóvel fosse hoje em dia ainda um luxo, nesta terra ainda não perceberam que todo o mundo tem automóvel!
Pensei na crise de 1983, onde uns dias da semana andavam os carros com matrícula par, nos outros os ímpares, mas agora como não temos soberania, há zonas de Portugal que vivem com toda a normalidade o desemprego, os aumentos diários dos bens essenciais e, todas as questões que ficarão para ouros textos, mas por onde eu andei a palavra que mais vezes me veio à mente…a palavra crise anda ausente por aquelas paragens. Baía da Lusofonia