Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Portugal – Universidade do Porto leva saúde e bem-estar a alumni com mais de 60 anos

Novo programa exclusivo tem como objetivo promover o envelhecimento ativo através do exercício físico, acompanhamento nutricional e convívio


A Universidade do Porto acaba de lançar o programa “Saúde e Bem-Estar 60+ – Corpo e Mente Ativos”. A iniciativa dirige-se toda a comunidade alumni com 60 ou mais anos e pretende promover a saúde física e mental num ambiente seguro e tecnicamente orientado.

Resultado de uma parceria entre o Centro de Desporto da U.Porto (CDUP-UP), o Núcleo Alumni da U.Porto (NAUP) e a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação  (FCNAUP) , este projeto traduz “a responsabilidade da Universidade em promover o envelhecimento ativo e saudável, valorizando o papel dos nossos antigos estudantes na comunidade”.

Além disso, “cuidar da saúde e do bem-estar dos alumni é também uma forma de manter viva a ligação à Universidade e de reconhecer o seu percurso e contributo”, aponta Joana Carvalho, Vice-Reitora para as Relações Internacionais, Responsabilidade Social e Desporto da U.Porto.

A decorrer entre 18 de fevereiro e 17 de julho, o “Saúde e Bem-Estar 60+” combina atividade física regular, acompanhamento nutricional especializado e momentos de formação e convívio.

A componente prática inclui duas sessões semanais de UPFit 60+, às quartas e sextas-feiras, das 15h30 às 16h30, no CDUP-ICBAS/FFUP.

Os participantes terão ainda acesso a duas consultas de nutrição na FCNAUP, uma no início e outra no final do programa. Adicionalmente, terão acesso a um workshop sobre alimentação saudável, com refeição incluída, e uma palestra temática de encerramento.

No que toca às mais valias do programa, estas incluem a manutenção da força muscular, fundamental na prevenção da sarcopenia. Ao mesmo tempo, pretende-se melhorar o equilíbrio, reduzir o risco de quedas, promover rotinas alimentares saudáveis e ajudar a controlar os indicadores metabólicos.

Inscrições abertas

Com vagas limitadas a 20 participantes, o programa tem um custo de 110 euros, valor que inclui o acesso a todas as atividades previstas e o seguro desportivo. O pagamento pode ser feito em duas tranches de 55 euros.

As inscrições decorrem online no portal do CDUP-UP, através do preenchimento do respetivo formulário. Universidade do Porto - Portugal


quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Austrália - Identificada enzima que pode explicar como o exercício previne diabetes tipo 2

Monash – Investigadores australianos identificaram uma enzima que poderá explicar como o exercício físico melhora a capacidade de resposta à insulina e previne a diabetes de tipo 2, de acordo com um estudo publicado na revista Science Advances.

O envelhecimento da população mundial e a redução da actividade física podem estar relacionados com um aumento da doença a nível mundial, mas a descoberta pode vir ajudar a favorecer a saúde metabólica.

“E o mais importante é que a enzima descoberta, chave neste mecanismo, pode ser usada em fármacos que protejam contra as consequências do envelhecimento, tais como o desgaste muscular e a diabetes”, resume a equipa de investigadores da Universidade de Monash.

Uma das razões do aumento da prevalência da diabetes de tipo 2 com a idade é o desenvolvimento de resistência à insulina, ou a incapacidade do organismo para responder a esta, o que costuma ser causado pela redução da actividade física à medida que envelhecemos.

No entanto, os mecanismos exactos através dos quais a inactividade física facilita o desenvolvimento da resistência à insulina continuam a ser um mistério.

Porém, a equipa de investigadores, dirigida por Tony Tiganis, revelou que a redução da geração de um grupo de moléculas denominadas Espécies Reactivas de Oxigénio (ROS, do inglês Reactive Oxigen Species) no músculo-esquelético durante o envelhecimento é a chave para o desenvolvimento da resistência à insulina.

Segundo Tiganis, o músculo-esquelético produz constantemente ROS, mas a produção aumenta durante o exercício.

Através de experiências em ratos, os cientistas descobriram que a enzima NOX4 aumenta no músculo-esquelético após o exercício e que isso leva a um aumento das ROS.

Isto provoca reacções adaptativas que protegem os ratos do desenvolvimento de resistência à insulina, que resulta do envelhecimento ou da obesidade induzida pela dieta.

“Demonstrámos em modelos animais que a abundância de NOX4 no músculo-esquelético diminui com o envelhecimento e que isto conduz a uma redução da sensibilidade à insulina”, resumem o chefe de equipa.

Por isso, acrescenta, “desencadear através de fármacos a activação dos mecanismos de adaptação provocados por NOX4 poderá melhorar aspectos chave no envelhecimento”.

A proporção de pessoas maiores de 60 anos deverá duplicar em todo o mundo nas próximas três décadas e a incidência de diabetes de tipo 2 aumenta precisamente com a idade, recorda uma nota da Universidade de Monash.

Assim, o envelhecimento da população também supõe um aumento da doença a nível mundial. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”