Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 25 de outubro de 2025

Timor-Leste - Jovens esperam que adesão de Timor-Leste à ASEAN não seja apenas simbólica

Jovens timorenses esperam que a adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) não seja apenas simbólica, mas que o país diversifique várias áreas para se tornar mais competitivo na região. “A adesão de Timor-Leste à ASEAN é uma conquista muito importante, através da qual o nosso país pode obter diversas oportunidades na região. Penso que isso é algo muito positivo”, disse à Lusa Felipe Freitas Cabral, estudante do Instituto Superior Dom Bosco (ISDB). Mas, considerou Felipe Freitas Cabral, Timor-Leste ainda não se empenhou o suficiente para elevar os seus padrões para responder às exigências da organização, o que pode fazer com que esta adesão acabe por ser apenas simbólica. “Participamos na ASEAN apenas como símbolo, mas dentro da organização não temos influência e apenas figuramos como membros. E sem influência, não conseguimos competir dentro desta região”, sublinhou o jovem timorense.


Felipe Freitas Cabral afirmou que Timor-Leste precisa “primeiro de diversificar a sua economia, porque atualmente 90% depende do petróleo e do gás. Isso revela uma grande lacuna ou um problema que o país tem de resolver rapidamente”. “Para aderir plenamente à ASEAN, penso que primeiro devemos fortalecer a nossa economia, de modo a conseguirmos competir com os outros países da região”, acrescentou Freitas Cabral.

Quanto ao contributo da juventude para o país, o jovem destacou que todos têm um papel a desempenhar, sendo fundamental que os estudantes se empenhem e adquiram boas competências para contribuir para o desenvolvimento nacional.

Para Aprilia Martins, estudante da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), a adesão de Timor-Leste à ASEAN é uma “grande oportunidade” para o desenvolvimento de vários setores. Segundo a jovem, a ASEAN poderá igualmente permitir o reforço das relações políticas e da cooperação bilateral com os países-membros, e no campo da educação, os jovens timorenses poderão beneficiar de bolsas de estudo em universidades reconhecidas da região.

No sector agrícola, a jovem timorense expressou esperança de que se possa promover o desenvolvimento tecnológico entre os agricultores. Questionada sobre o contributo da juventude timorense, Aprilia Sonita Martins afirmou que é importante começar desde já a preparar-se para competir com os jovens dos outros países da região. “Precisamos estudar com empenho, porque no futuro seremos a força que conduzirá o desenvolvimento do nosso país”, concluiu a estudante da UNTL.

Timor-Leste vai tornar-se no domingo o 11.º Estado-membro da ASEAN, durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo desta organização do sudeste asiático, que se vai realizar em Kuala Lumpur, na Malásia, 14 anos depois de ter apresentado o pedido de admissão. In “Ponto Final” - Macau


quinta-feira, 23 de março de 2023

Gabão - Apresentou manifestação de interesse para ser Estado-membro da CPLP

O Gabão quer ser Estado-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo apresentado uma manifestação formal de interesse ao secretariado-executivo da organização em novembro de 2022, segundo fontes diplomáticas

“A manifestação de interesse do Gabão chegou ao secretariado-executivo da CPLP em novembro, que a fez chegar aos Estados-membros, mas até agora ainda não houve qualquer pronunciamento sobre a mesma”, disse à Lusa fonte diplomática de um dos Estados-membros.

De acordo com uma outra fonte diplomática, o país terá evocado naquela manifestação de interesse o dinamismo económico e a solidariedade existente na CPLP como motivos pelos quais gostaria de concretizar a sua adesão à comunidade.

Libreville fala também da importância das relações de amizade que tem com os países da CPLP, a maioria dos quais também em África, adiantou a mesma fonte.

O Gabão, um país africano de língua oficial francesa, é vizinho da Guiné Equatorial e de São Tomé e Príncipe, dois dos Estados-membros da CPLP.

Desde a sua independência da França, a 17 de agosto de 1960, o Gabão foi governado por apenas três presidentes.

No início de 1990, o país introduziu uma Constituição nova e democrática que permitiu um processo eleitoral transparente.

A pequena densidade populacional, juntamente com abundantes recursos naturais e investimentos privados estrangeiros, têm ajudado o Gabão a ser um dos países mais prósperos da região e com um dos maiores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano] da África subsaariana.

De acordo com as mesmas fontes diplomáticas, a manifestação de interesse do país de aderir à CPLP foi assinada pelo atual Presidente do Gabão, Ali Bongo, e ainda não foi apreciada pelos Estados-membros.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / Lusa”