A
Casa da Arquitetura, em Matosinhos, vai receber o acervo do arquiteto
brasileiro Assis Reis (1926-2011), um dos maiores nomes da arquitetura na
Bahia, anunciou aquela instituição.
No
total, trata-se de “mais de 3000 itens, entre desenhos, plantas, maquetes,
fotografias, documentos escritos, publicações e arquivos digitais, permitindo
aprofundar o conhecimento sobre a obra e o processo de projeto de uma das
figuras centrais da segunda geração da arquitetura moderna na Bahia”, segundo a
instituição sediada naquele concelho do distrito do Porto.
Nascido
em Aracaju, em 1926, Assis Reis viveu em Salvador a partir dos 17 anos, onde se
formou em Arquitetura pela universidade federal, em 1957.
De
acordo com uma biografia partilhada pela Federação Nacional dos Arquitetos e
Urbanistas do Brasil aquando do anúncio da disponibilização ‘online’ de
parte do acervo de Assis Reis, em 2019, o arquiteto foi autor de “clássicos
como a sede regional da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, o prédio do
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, o Centro Médico Albert Schweitzer, o
Solar das Mangueiras e o Solar Itaigara”.
“Assis
Reis foi ainda o responsável pela execução, nos anos 1970, da maquete da Cidade
do Salvador, em escala 1:2000, que abrange todo o território do Município e é
até hoje constantemente atualizada pela prefeitura desta capital”, acrescentava
o mesmo texto.
Aquando
da morte do arquiteto, em 2011, o Instituto de Arquitetos do Brasil escrevia
que “Assis Reis era conhecido como um exímio dançarino de tango e campeão de
sinuca, além de ser reconhecido mundialmente por seus projetos arquitetónicos e
sua ousadia criativa”.
O
acervo de Assis Reis junta-se à lista de arquitetos brasileiros que têm o seu
trabalho depositado na Casa da Arquitetura, como Lúcio Costa e Paulo Mendes da
Rocha, ao lado dos portugueses Eduardo Souto de Moura e Gonçalo Byrne, entre
outros.
Criada
em 2007, a Casa da Arquitectura é uma entidade cultural sem fins lucrativos que
desenvolve atividade no universo da criação e programação de conteúdos para a
divulgação nacional e internacional da arquitetura, e é apoiada por fundos
públicos e privados. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”
