Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Brasil – Fliporto 2025

20 anos de Fliporto com duas edições, Portugal de 22 a 25 de outubro, Brasil de 13 a 16 de novembro


A Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto – celebra, em 2025, duas décadas de existência, com duas edições, sendo um patrimônio de Pernambuco, que se internacionaliza.

Em comemoração às duas décadas de trajetória, a Fliporto realiza uma Edição Portugal, de 22 a 25 de outubro/2025, em parceria com a Fundação Livraria Lello, em Matosinhos, região do Porto, que já está amplamente divulgada em Portugal pela Fundação Livraria Lello, que possui a Livraria Lello, ícone mundial de livrarias. Essa edição reforça os laços culturais e linguísticos entre Brasil e Portugal, marcando um novo capítulo da Fliporto, na sua internacionalização.

A Fliporto Brasil, comemorativa dos 20 anos, será realizada de 13 a 16 de novembro, no Parque Dona Lindu, em Recife (PE).



O tema deste ano será “Literatura, tecnologia, sustentabilidade, interfaces e diálogos”, refletindo o espírito de transformação e contemporaneidade que sempre marcou a trajetória da Fliporto.

Os homenageados desta edição são dois grandes poetas pernambucanos: Carlos Pena Filho e Miró da Muribeca.

O Teatro Luiz Mendonça, localizado no próprio parque, receberá 15 mesas-painéis com escritores, artistas e pensadores do Brasil e do exterior, promovendo debates sobre literatura, cultura, arte e os novos rumos da criação contemporânea.

Um dos pontos altos da programação será o espetáculo poético-musical Carlos Pena Filho e Miró da Muribeca cantam o Recife, criado e dirigido por Ronaldo Correia de Brito, especialmente concebido para esta celebração.

Será também lançado uma edição especial do Livro Geral de Carlos Pena Filho, organizado pelo escritor Mário Hélio Gomes e publicado pela Editorial Novembro (Portugal). A obra terá lançamentos em Portugal e em Recife, reforçando a ponte literária entre os dois países, do Poeta do Recife, que viveu parte de sua infância em Portugal.

A Livraria do Jardim será a livraria oficial da Fliporto 2025, coordenando os lançamentos e mantendo uma livraria no local.

A área de convivência contará com dois cafés temáticos, em homenagem ao histórico Café Savoy, ponto de encontro de poetas e intelectuais recifenses – entre eles, o próprio Carlos Pena Filho. O Savoy ressurgirá na Fliporto.

O evento disporá de infraestrutura completa, com segurança, bombeiros civis, estacionamento com serviço de valet, sinalização, projeções e áreas de apoio ao público.

A Fliporto Arte, sediada no Espaço Janete Costa, é uma feira de artes visuais, que celebra o centenário do artista Reynaldo Fonseca, entre outras homenagens. O espaço reunirá galerias, artistas, palestras e contará com gastronomia assinada pelo Chef César Santos, além de um café de apoio no local.

A Fliporto literária, no Teatro Luiz Mendonça, será gratuita, com inscrição prévia na plataforma Sympla e a Fliporto Arte, no espaço Janete Costa, terá ingresso pago, através do Sympla.

Outros núcleos complementam a programação:

  • Fliporto Cordel – Imeph, destacando a força da literatura popular nordestina, com feira de cordéis, violeiros e homenagens;
  • Espaço UBE/Fliporto, que enaltecerá a escrita feminina, com a presença de mais de dez autoras convidadas.

A Fliporto 2025 será um evento Carbon Free, comprometido com a sustentabilidade:

toda emissão de carbono do evento será neutralizada por meio de parceria com entidades de plantio de árvores. Nesta edição, a Fliporto também homenageará os Baobás de Pernambuco e destacará a importância da preservação da Caatinga e de sua riqueza ambiental e cultural.

A Fliporto 2025 conta com o apoio da Caixa Econômica Federal, do Governo do Estado de Pernambuco, através da Fundarpe e outras entidades, do Porto Digital, da Livraria do Jardim, da Imeph Editora, do Instituto Camões, do Instituto Cervantes, do Instituto Dom Hélder Câmara, do Instituto Asa Branca, da Pitú, da Uninassau, entre outros parceiros institucionais e patrocinadores. António Campos – Brasil in “Fliporto” (Pernambuco)








domingo, 12 de maio de 2024

Portugal - Adamastor Furia, o novo supercarro português

O Adamastor Furia, novo ‘supercarro’ português fruto de 17 milhões de euros de investimento e com produção estimada em 60 veículos de estrada na cidade de Matosinhos, será apresentado na próxima terça-feira, disse à Lusa um responsável pelo projeto


“É um veículo de alta ‘performance’ [prestação] todo construído e desenvolvido em Portugal”, começou por dizer à Lusa Ricardo Quintas, cofundador e gerente da Adamastor, empresa automóvel portuguesa cuja origem remonta a 2012.

Segundo Ricardo Quintas, o automóvel, cuja velocidade máxima pode ir até aos 300 quilómetros por hora, “é todo ele construído em carbono, com um motor de posição central e tração traseira”, sendo fruto de um investimento que rondou os 17 milhões de euros desde 2019 até este ano.

“Nós vamos apresentar, no dia 14 [terça-feira] a versão de estrada, mas duas versões foram desenhadas e vão entrar em produção: a versão de estrada, limitada a 60 unidades, e a versão de competição, que em princípio não terá limite, porque as equipas podem sofrer acidentes e ter que necessitar de reparar ou substituir chassis”, explicou à Lusa o empresário.

A opção comercial da empresa, que conta atualmente com 14 trabalhadores, foi “atacar num mercado de nicho e fazer séries limitadas, direcionadas para um mercado específico”, conjugando um custo industrial “não muito alto”, por não haver produção em série, com um investimento maior na investigação.

“Adquirimos um espaço [em Perafita, Matosinhos], dotámos o espaço de todas as máquinas e equipamentos necessários, alguns dos equipamentos foram desenhados e produzidos por nós. Todo o ‘tooling’ [equipamentos para produção, como moldes] deste carro foi desenvolvido por nós internamente e produzido parcialmente por nós, e outras partes produzidas fora”, no caso componentes como o motor, travões, jantes, pneus, eletrónica ou a matéria-prima do ‘tooling’.

Para “alguns componentes em metal” houve recurso a parceiros nacionais, mas o desenho, fabricação dos moldes, é totalmente nacional, fazendo com que “90% do valor acrescentado do projeto seja português”, segundo o responsável.

O processo de desenvolvimento contou inclusivamente com recurso à realidade virtual: “os nossos engenheiros enfiavam uns óculos e, na sala que nós tínhamos, eles conseguiam ver se havia algum conflito” técnico, algo que “ajudou a poupar muito dinheiro no desenvolvimento do carro”, partilhou.

“Como o carro foi criado de raiz, tudo teve que ser reinventado. Nós reinventámos todo o processo produtivo”, com recurso a compósitos, ao invés de aço e alumínio (como sucede na indústria automóvel), produzindo moldes “muito mais rapidamente” e podendo corrigi-los muito mais depressa.

O motor estará “preparado para usar combustíveis sintéticos” e também etanol, não permitido para já em Portugal.

De acordo com Ricardo Quintas, o projeto é “viável com uma produção anual de 25 carros, mais a versão de competição e peças de reposição”, e, “consoante a reação do mercado”, a empresa poderá ser equipada com “mais meios ou menos meios produtivos”.

A empresa fez “um estudo de mercado para identificar a dimensão do mercado e as exigências desse mercado”, e imediatamente após isso o carro começou a ser desenhado sob o princípio da “função definir a forma”.

“Nós quando fizemos o estudo de mercado não olhámos para Portugal, olhámos para o mundo inteiro”, disse à Lusa, tendo já sinalizados mercados como o europeu e os Emirados Árabes Unidos como os inicialmente mais atrativos para a venda, e, numa fase seguinte, decorrendo das homologações, “Américas, Oceania e Ásia”.

Detalhes como o preço do veículo, o seu ‘design’ e demais características serão revelados na terça-feira. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


terça-feira, 12 de setembro de 2023

Exposição Siza e Óscar: Para além do mar abre em Portugal

Abriu no dia 7 de setembro, e segue até 14 de outubro, na Casa da Arquitectura, na cidade de Matosinhos em Portugal, a exposição “Siza e Óscar: para além do Mar”, inédita do premiado fotógrafo brasileiro José Roberto Bassul.


Trata-se de um diálogo visual entre a arquitetura de Siza Vieira no Brasil e a de Óscar Niemeyer em Portugal. Siza tem uma obra no Brasil, o edifício da Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre. Óscar, por sua vez, também tem um projeto edificado em Portugal, o Hotel Pestana Casino Park na Ilha da Madeira.

Ao constatar essa coincidência, Bassul fabulou um diálogo abstrato entre dois dos maiores expoentes da arquitetura modernista em todo o mundo. A exposição tem lugar no Espaço Luís Ferreira Alves da Casa da Arquitectura, em Matosinhos.

Nas palavras da curadora, a artista, professora e investigadora portuguesa Ângela Berlinde, “Bassul revela uma habilidade única de amalandrar forças opostas: poder e simplicidade, imponência e subtileza, senso público e intimidade, sempre movido por uma força a um só tempo afetiva e transformadora. A perambular entre o estético, o poético e o político – inspirado nos legados de Lygia Clark e Hélio Oiticica – Bassul entrelaça-se no diálogo entre linhas e formas como se dançasse num mundo imaginário. Seus micro-poemas desvelam um aspeto lírico na atmosfera por vezes agressiva e excludente da cidade. Evidenciam assim que, mesmo conscientes das imperfeições do mundo, haverá sempre lugar para o vivermos poeticamente”.

O autor, José Roberto Bassul, conta que “quando fotografei, em 2019, o extraordinário edifício da Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, sabia que essa era a única obra de Álvaro Siza edificada no Brasil. Com a câmara, recolhi fragmentos visuais da sutileza silente do maior arquiteto português. Tempos depois, descobri uma coincidência. Óscar Niemeyer, o mais importante arquiteto brasileiro, tem também apenas uma obra em Portugal: um hotel na Ilha da Madeira. Em 2021, quando uma trégua da Covid o permitiu, também ali recolhi frações abstratas do edifício.

Construí então um diálogo visual entre esses dois imensos modernistas. Um de cada lado do Atlântico, pouco se encontraram. Nas licenças da imaginação, contudo, conversam intensamente. E falam a mesma língua. Não apenas o português, mas o idioma sem fronteiras da poesia.”

BIO

Arquiteto e fotógrafo, José Roberto Bassul nasceu no Rio de Janeiro [1957] e vive em Brasília. Define sua fotografia como “uma tentativa de desenhar pensamentos, de projetar desejos, de construir espaços para a imaginação”. Ora em construções visuais geométricas e abstratas, ora em abordagens experimentais, seu trabalho volta-se para a arquitetura, a paisagem urbana e para aspectos contemporâneos da vida nas cidades.

Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais o 1º lugar no 10º Prix Photo AF 2021, o Prêmio América Latina do FotoRio 2020, o de Fotolivro do Ano no Moscow Int’l Foto Awards – MIFA 2020 e o 1° lugar, por duas vezes, no Int’l Photography Awards – IPA 2018 e 2021.

Publicado em revistas especializadas no Brasil, França, EUA, Inglaterra, México, Argentina, Itália e Espanha, seu trabalho tem sido frequentemente exposto em festivais, galerias e museus, em dez mostras individuais e dezenas de exposições coletivas no Brasil e no exterior.

Publicou os fotolivros Paisagem Concretista (2018) e Sobre Quase Nada (2020). Tem obras em importantes coleções privadas e nos acervos permanentes do Museu Nacional da República, em Brasília, do MAM – Museu de Arte Moderna e do MAR – Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro, da Coleção Diário Contemporâneo, em Belém, do Museu da F7otografia, em Fortaleza, do IMS – Instituto Moreira Salles, em São Paulo, da École Nationale Supérieure de la Photographie, em Arles, e da BnF – Bibliothèque Nationale de France, em Paris. In “Mundo Lusíada” - Brasil