Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Cabo Verde - Candidatura para BA- Cultura decorre até 31 de Janeiro de 2025

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) informou que já estão abertas as candidaturas para acesso ao financiamento ao programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA-Cultura). Os documentos solicitados devem ser entregues até o dia 31 de Janeiro de 2025



Segundo o MCIC, podem-se candidatar à bolsa Associações, ONG e Escolas de Artes.

Criado em 2017, o programa apoiou 42 escolas, associações e ONG, num financiamento de 10 milhões de escudos cabo-verdianos e pouco mais de 1000 alunos bolseiros.

O MCIC assegura que para o ano de 2025 será disponibilizado um total de 31.327.067 escudos, a serem transferidos às entidades beneficiárias.

O programa Bolsa de Acesso à Cultura, que visa maximizar o ensino artístico em Cabo Verde, permite às famílias com menos recursos inscreverem os seus educandos em várias aulas de arte, dentro das comunidades.

BA-Cultura é uma iniciativa do Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, com um forte engajamento de escolas, associações e ONG que todos os anos se candidatam ao acesso ao financiamento do programa.

O programa é uma política activa de financiamento de actividades múltiplas, sejam elas aulas, seminários ou aulas de iniciação artísticas, designadamente nas artes de design, artes plásticas, dança, fotografias, música e linguagem corporal ou ligadas às indústrias criativas, promovidas por escolas particulares, associações não governamentais de cariz artístico-cultural, cujo propósito é garantir que a população com menos recursos não fique excluída da fruição da arte.

Paralelamente, o programa procura dar sustentabilidade às pequenas iniciativas nas escolas de ensino artístico, financiando as propinas dos alunos que são de famílias com baixo poder económico. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


terça-feira, 2 de março de 2021

Cabo Verde - Destacado impacto social do programa “Bolsa de Acesso à Cultura” no combate à exclusão social


Cidade da Praia – O ministro da Cultura destacou o forte impacto social do programa “Bolsa de Acesso à Cultura” no combate à exclusão social, com uma forte integração através da arte/cultura, focado no empoderamento das próximas gerações.

Abraão Vicente, que visitou esta segunda-feira, a escola “Dança & Arte Gorreth”, no Platô, “Projecto de Vida”, em Zona 4 (Ponta d’Água) e “Escola Vivarte”, em Pensamento, mostrou-se “muito orgulhoso com o programa”, ainda que não tenha sido gerido directamente pelo Ministério da Cultura, instituição que fica fora da logística ou dos pagamentos dos professores que asseguram as aulas.

Da sua visita à escola de Ballet de Gorreth referiu como sendo o exemplo “máximo dos sucessos deste programa”, já que a Bolsa Cultura permitiu à instrutora ter espaço condigno para revelar o seu potencial, recebendo, no centro do plateau, crianças oriundas de bairros periféricos como São Pedro e Latada.

Por isso considerou que a Bolsa Cultura tem vindo a mostrar o quanto a arte pode empoderar as próximas gerações de cabo-verdianos, neste projecto no qual já se nota retorno, essencialmente no combate à exclusão social, fruto de uma forte integração social através da arte e da cultura que, na visão do ministro, tem um forte impacto social.

“Uma criança de São Pedro/Latada, os pais jamais na vida colocariam como prioridade o ensino do ballet clássico, da guitarra, da flauta ou do piano como uma das prioridades do ensino das suas crianças. Sei que há um esforço, também dos pais para que as crianças cheguem cá. É uma maneira de empoderar e de incluir socialmente as crianças”, ressaltou.

O ministro sublinhou que esta política faz com que a auto-estima das crianças seja muito mais fortalecida que a geração anterior, tendo afiançado que o “fundamental não é formar artistas, mas sim o ser humano com sensibilidade pela arte e com esta sensibilidade de que a vida vai muito além das dificuldades e das circunstâncias em que cada um nasce”.

“Através da arte nós podemos empoderar-nos e ter sucesso nesta escola formal”, sintetizou

Por ano o Ministério da Cultura disponibiliza um financiamento na ordem dos 22 mil contos, quando este projecto iniciou com oito mil contos provenientes do Orçamento do Estado 2017, pelo que se pretende expandir no futuro este projecto a nível nacional, pelo que vai passar das 70 para 80 escolas, abrangendo todos os municípios do país.

O programa Bolsa de Acesso à Cultura iniciou em 2017, com 42 escolas e um total de 1.167 alunos, em 2018 beneficiou directamente 40 escolas e 1108 alunos, para em 2019 subir para 70 escolas e 1918 alunos, tendo elevado a fasquia em 2020 para 72 escolas seleccionadas e 2413 alunos, estando em 2021 com 80 escolas. In “Inforpress” – Cabo Verde