Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 2 de agosto de 2025

Portugal – São nove os países europeus para onde os portugueses mais emigram

O Observatório da Emigração apresentou números surpreendentes sobre a emigração e a população portuguesa emigrada com base num conjunto diversificado de dados e fontes nacionais e internacionais. Os dados são referentes a 2023 e ao período 2000-2023 (ou últimos anos disponíveis)


Assim, a Suíça surge como o principal destino dos portugueses que deixam o seu país, com Espanha em segundo lugar, seguindo-se França.

Alemanha, Países Baixos e Reino Unido são, respetivamente, quarto, quinto e sexto destinos dos emigrantes portugueses. A Bélgica encontra-se em sétimo, seguida pelo Luxemburgo e pela Dinamarca. O primeiro Estado não europeu para onde os portugueses mais emigraram foi Moçambique, o que faz do país africano o último do top 10 dos destinos da diáspora lusa. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo

Pode ler o relatório completo aqui

Nota: [AGO] Dados dos vistos de emigração permanente. 2021. [BEL] 2022. [IRL] 2015. [MOZ] 2016. [VEN] 2011.

O gráfico foi elaborado pelo Observatório da Emigração com base nos dados de [DEU] Statistisches Bundesamt Deutschland; [AGO] Consulados de Angola em Portugal (Lisboa e Porto); [AUS] Department of Immigration and Citizenship and Border Protection; [AUT] Statistics Austria; [BEL] Eurostat, Statistics Database, Population and Social Conditions; [BRA] Ministério do Trabalho e Emprego; [CAN] Citizenship and Immigration Canada;  [DNK]  Denmark Statistik;  [ESP] Instituto Nacional de Estadística; [USA] US Department of Homeland Security; [FRA] Institut Nacional de la Statistique et des Études Économiques;  [NLD] Centraal Bureau voor de Statistiek;  [IRL] Eurostat, Statistics Database, Population and Social Conditions; [ITA] Eurostat, Statistics Database, Population and Social Conditions; [LUX] Le Portail des Statistiques du Luxembourg; [MAC]  Direção dos Serviços de Estatística e Censos, Governo da RAE de Macau; [MOZ] Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP) com base em dados do Ministério do Trabalho de Moçambique; [NOR] Statistics Norway; [GBR] Department for Work and Pensions; [SWE] Statistics Sweden; [CHE] Office Fédéral de la Statistique; [VEN]  Instituto Nacional de Estadística.


Austrália - Descoberta espécie de inseto maior e mais pesado

Investigadores da James Cook University, na Austrália, identificaram uma nova espécie de insecto o Acrophylla alta, considerado agora o insecto mais pesado conhecido no país. Com cerca de 44 gramas — um peso ligeiramente inferior ao de uma bola de golfe — esta impressionante criatura mede aproximadamente 40 centímetros de comprimento.


Segundo o Professor Angus Emmott, um dos cientistas envolvidos na investigação, embora existam insectos-pau mais compridos, nenhum possui uma estrutura corporal tão robusta. “Já conhecemos outras espécies mais longas, mas são muito mais leves. Esta distingue-se claramente pelo seu peso”, explicou.

Uma das chaves para a identificação da nova espécie foi a análise dos ovos, uma vez que cada espécie de insecto-pau possui ovos com características únicas. “Estes variam imenso entre espécies — na forma, textura, relevos e até no design das tampas. São como impressões digitais”, afirmou o professor à mesma fonte.

“Um estudo revisto por pares que documentou a descoberta, publicado no jornal Zootaxa, observou que o inseto-pau era provavelmente mais pesado do que a barata gigante, que é endémica de Queensland e atualmente é o inseto mais pesado da Austrália”, diz o The Guardian.

No mesmo comunicado, Angus Emmott diz que este se restringe a uma pequena área de floresta tropical de alta altitude e vive no alto. Então, a menos que um ciclone ou um pássaro o derrube, pouquíssimas pessoas o conseguem ver.

Dois exemplares da Acrophylla alta foram já entregues ao Museu de Queensland, onde estarão disponíveis para investigação científica e ajudarão na identificação de outras espécies. InSustentix” - Portugal


Cabo Verde - Fattú Djakité lança Badja Tina uma história de silêncio e resistência

Badja Tina é um trabalho que aborda temas delicados como o casamento infantil na Guiné-Bissau e abuso sexual de crianças em Cabo Verde, usando o ritmo criativo e simbólico do tina, um instrumento musical tradicional da Guiné-Bissau.


O videoclipe de “Badja Tina” expressa liberdade através da dança, comunicando visualmente a urgência de romper o silêncio sobre questões ainda enraizadas nas realidades dos dois países

Sobre Fattú Djakité

Nascida na Guiné-Bissau (março de 1990) e criada em Cabo Verde desde os cinco anos, Fattú é cantora, compositora, artista visual e ativista social. Sua obra mistura ritmos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, cantando em crioulo guineense, crioulo cabo-verdiano e português.

Em 2022, seu álbum de estreia “PraiaBissau” recebeu reconhecimento internacional. Nos CVMA 2023, foi premiada como Intérprete Feminina do Ano e sua música figura entre as mais tradicionais do país. Ela também foi convidada especial na gala dos CVMA 2025, em celebração ao meio século de independência de Cabo Verde. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Moçambique - Poeta Whaskety Fernando lança “Tratado Sobre Noite” na Cidade da Beira

“Tratado Sobre Noite” é o título do terceiro livro de Whaskety Fernando, chancelado pela Mapeta Editora, a ser lançado na cidade da Beira, no dia 7 de Agosto, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas.


Na sua nova proposta poética, Whaskety Fernando guia os leitores pelas margens dum rio interior, onde, de um lado, persiste o dia, e do outro, resiste a noite. É nesta noite, de exílio, cansaço e contemplação, que o poeta se encontra e escreve.

Os versos do poeta surgem do escuro, mas não se apagam: acendem, em vez disso, as perguntas essenciais, os desejos calados, as perdas que germinam flores, e os cantos marginais que só a alma ouve.

“Tratado sobre noite” é um convite para habitar a noite que todos têm dentro de si, adianta uma nota de imprensa.

A apresentação estará a cargo do académico Cristóvão Seneta.

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal “Diário de Moçambique”. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto, com a novela “Noites de desassossego”, e do Prémio Literário Carlos Morgado, com o conto “A idade do Rosto”. É autor dos livros “Os últimos animais” (2023), romance, e “O prazer ao chorar de dor” (2024), poesia. In “O País” - Moçambique


Macau - O mundo infinito de Cristina Leiria

Cristina Leiria, arquitecta e escultora portuguesa que idealizou o Centro Ecuménico Kun Iam, no NAPE, deu a conhecer alguns pormenores sobre este “espaço de silêncio”, como os pontos de energia, as representações da “terceira visão” e o “mundo infinito”. Durante uma visita guiada, sugeriu a concepção de “um grande espaço cultural”, ligando o Centro Ecuménico ao Centro de Ciência e ao Centro Cultural, lamentando que o Governo não ouça as suas propostas


O Centro Ecuménico Kun Iam, no NAPE, foi idealizado, no final dos anos 1990, pela arquitecta e escultora portuguesa Cristina Leiria. Inaugurado em Março de 1999, tem como objectivo ser um espaço de silêncio e meditação. Cristina Leiria organizou uma visita guiada pelo espaço e chamou a atenção para pormenores que podem passar despercebidos aos residentes e turistas que passam pelo local.

A arquitecta começou por salientar que o Centro Ecuménico “foi criado com uma única finalidade: proporcionar às pessoas de Macau e aos seus visitantes um espaço unicamente para o silêncio”.

No istmo de 60 metros que liga a Avenida Dr. Sun Yat-sen à ilha artificial onde está a estátua de Kun Iam, há uma flor de lótus desenhada nas pedras da calçada portuguesa, uma prenda deixada pelo calceteiro Zé Fernando a Cristina Leiria.

“Vamos entrar no mundo infinito, na nossa mente, na nossa imaginação”, avisou a escultora antes de prosseguir. “Descobri com este trabalho que a minha missão neste mundo era encontrar o infinito”, afirmou.

Entre os vários elementos que encontramos na calçada portuguesa do istmo que leva até ao Centro, há um desenho de um olho. É aqui que nos devemos “lembrar que o que vamos desenvolver são capacidades que não dependem do nosso tacto, é a terceira visão – é o grande olho”.

Mais à frente, há “pontos energéticos calculados por um professor de feng-shui e confirmados por um mestre de geometria sagrada” e um símbolo do infinito, para quem está de frente para a estátua, ou um “8”, para quem a vê de lado. Ao caminhar em direcção à estátua de Kun Iam, entramos num “mundo infinito”; quando, à saída do espaço, as pessoas se sentam no banco que está ao lado do símbolo, vêem o número da sorte, explicou.

No caminho para o Centro, a arquitecta alertou também para pormenores como as representações de um sol e de uma lua desenhados na pedra e as possíveis interpretações dos humores da deusa a cada passo.

Já no interior do espaço, ouvia-se Rão Kyao enquanto Cristina Leiria ia apontando para os painéis com pinturas, figuras, símbolos e textos relacionados com Lao Tse, Confúcio, Mêncio e Buda – tudo pintado em papel de arroz. A arquitecta destacou também a entrada da luz solar no espaço. Novamente da parte de fora do Centro Ecuménico mas nas traseiras da estátua, Cristina Leiria apontou para uma inscrição no pé da deusa onde se lê “Governo de Macau” e a sua assinatura.

Com 20 metros de altura e com um peso de 50 toneladas, a estátua de Kun Iam é composta por cerca de 50 peças fundidas em bronze. A base da estátua, em forma de flor de lótus, é constituída por uma Sala de Contemplação onde se pode repousar, ouvir música e ler. O andar inferior oferece uma Sala Polivalente com capacidade para 50 pessoas, que é dedicada a concertos, conferências, visionamento de filmes e outras actividades multiculturais como exposições de arte.

Cristina Leiria lembrou que, em 2014, apresentou vários projectos ao Governo da RAEM para dinamizar aquela zona, ligando tanto o Centro Cultural, como o Centro de Ciência ao Centro Ecuménico através de passagens superiores, “ligando tudo num grande espaço cultural”. No entanto, as suas propostas não têm sido ouvidas pelas autoridades, queixou-se.

A arquitecta tem tentado marcar reuniões com o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, com a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, e com a presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man: “Levo envelopes grandes para dar nas vistas desde Dezembro, mas eles não me recebem”. Contudo, não se sente ignorada. “Não, eles têm outras prioridades. Não me importo que me chamem chata, eu tenho esse objectivo”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


China - Alunos atraídos pelo curso de Verão de Português da Universidade de Macau

A Universidade de Macau terminou mais uma edição do Curso de Verão de Português. Desta feita, houve um aumento do número de alunos face ao ano passado, foram 406, o equivalente a uma subida de 18%. Segundo Vítor Silva, um dos coordenadores do curso, a maioria dos estudantes veio do Interior da China, perfazendo 81% do total. Além disso, 61% dos alunos frequentaram o nível iniciante do curso. Ao Jornal Tribuna de Macau, o docente traçou um balanço positivo da edição deste ano, defendendo que a iniciativa tem condições para “aliciar” cada vez mais pessoas


Terminou mais uma edição do Curso de Verão promovido pelo Departamento de Português da Universidade de Macau (UM). Ao longo de várias semanas, alunos de várias partes do mundo estiveram no território para aprender mais sobre a Língua de Camões. Um dos coordenadores da iniciativa, Vítor Silva, disse ao Jornal Tribuna de Macau que “foi um objectivo muito bem atingido por parte da UM e que se notou até pelo aumento do número de alunos”. Este ano foram 406, contra 343 em 2024, uma subida de 18%.

A maioria dos estudantes é da China Continental, num total de 331, o equivalente a 81,5% do total. Contabilizaram-se ainda 67 de Macau, três de Timor-Leste, um de Taiwan e outro da Austrália. “Em geral, as 18 turmas tinham todas entre 20 a 23 alunos, sendo que 10 turmas eram do nível básico, quatro do elementar, três do intermédio e uma de avançado”, explicou Vítor Silva, vincando que grande parte são de iniciação.

Em concreto, o docente indicou que 248 alunos frequentaram o nível de iniciação, representando 61% do total, ao passo que 96 estiveram no nível elementar, 48 no intermédio e 14 no nível avançado. “Muitos alunos eram, por exemplo, do nível elementar que vinham da China, muitos deles de locais como Sichuan, Pequim… Mas também aparecem muitos alunos que vêm de outras licenciaturas ou que vêm de outras licenciaturas em línguas, mas não propriamente de Português. Daí haver esse número exponencial de turmas do nível básico”, prosseguiu Vítor Silva.

O docente da UM indicou que na maioria os alunos são dos primeiros anos de licenciatura, à excepção de 24 que são enviados pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, que são um pouco mais jovens, uma vez que frequentam as escolas secundárias. “Claro que há um ou outro caso mais específico. Estou a lembrar-me de uma aluna que veio de Xinjiang, licenciada em Economia, e que está a estudar Português porque esteve a trabalhar em Angola”, contou.

Os níveis intermédio e avançado tiveram 45 horas de disciplinas voltadas para a língua e três módulos, de 15 horas, voltados para outros aspectos relacionados: literatura, tradução e interpretação e ainda investigação.

Segundo explicou Vítor Silva, o curso funcionou mais ou menos nos mesmos moldes das últimas duas edições, além das aulas em si, houve actividades para os alunos se ligarem também à cultura. “Durante a tarde tiveram as danças folclóricas e a capoeira. Também tiveram outros dois tópicos, que foi Introdução aos Países de Língua Portuguesa e outro intitulado Portugal contemporâneo”, indicou.

Além disso, “os professores foram todos motivados para levar os seus alunos, a levar cada turma, por exemplo, a passear pela cidade, houve alguns que foram visitar exposições”. “Eu, por exemplo, levei duas turmas ao Tromba Rija”, acrescentou, explicando que dessa forma puderam ficar a conhecer um pouco acerca da gastronomia portuguesa. “Os alunos aproveitaram também para passear em Coloane e Taipa, e certamente é um contexto que não têm nos sítios onde eles vivem”, apontou.

Quanto ao número de docentes, nesta 39ª edição estiveram envolvidos 20 professores de língua ou de áreas específicas. “Houve algumas turmas que tiveram uma primeira parte com um professor e outra com outro docente, dada a dificuldade de encontrar docentes nesta altura”, explicou Vítor Silva. Além disso, houve outros formadores para as actividades extracurriculares.

Vítor Silva considera que o curso de Português de Verão “tem todas as condições para continuar a ser cada vez mais aliciante e a motivar mais pessoas”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




Macau – Equipa de seniores garante pódio no Asiático de Hóquei em Patins

O triunfo sobre o Japão, na penúltima jornada, deu o terceiro lugar à selecção sénior masculina de hóquei em patins de Macau no Campeonato da Ásia-Oceânia. Taiwan revalidou o título. Na categoria de juniores, a RAEM deixou escapar a medalha de bronze por apenas um golo de diferença. No sector feminino foi quinta classificada


O terceiro lugar de Macau na prova de seniores masculinos do Campeonato da Ásia-Oceânia de Hóquei em Patins, que terminou na cidade sul-coreana de Jecheon, estava dentro das previsões e, por isso, a prestação da equipa orientada por Nuno Antunes pode considerar-se positiva.

No entanto, para que a formação da RAEM pudesse assegurar esse objectivo, foi preciso vencer o Japão, na penúltima jornada, num dos desafios mais equilibrados da competição. O “cinco” do território estava a perder por 4-2 à entrada para os cinco minutos finais, mas ainda foi a tempo de dar a volta ao resultado, ganhando por 5-4, com golos de Hélder Ricardo (2), Augusto Ramos (2) e Miguel Resende.

Já no derradeiro encontro do Asiático, Macau saiu derrotado pelo campeão do torneio, Taiwan, por 11-4. A formação taiwanesa revalidou assim o título, que havia alcançado há dois anos em Beidaihe, na China, não tendo perdido qualquer desafio.

No balanço da competição, em seis jogos realizados, a equipa do território averbou quatro vitórias e duas derrotas. Obteve triunfos diante de Hong Kong (71-0), Nova Zelândia (7-4), República Popular da China (34-2) e Japão, e sofreu desaires face a Índia (11-2) e Taiwan.

Taiwan, que apresentou uma equipa com jogadores muito rápidos, embora mediana em termos técnicos, esteve uns furos acima dos adversários, fechando o campeonato à frente da Índia, a quem venceu por 7-4.

Na lista dos melhores marcadores, que não foi divulgada em virtude da participação de duas equipas muito fracas, como são Hong Kong e China, Hélder Ricardo terminou com 60 golos, 31 dos quais obtidos no jogo com a RAEHK e 20 na partida com os chineses.

Com os tentos apontados, o hoquista português, que actua nos campeonatos de veteranos em Portugal e foi convidado pela Associação de Patinagem de Macau (APM) para voltar a representar o território, ocupa a segunda posição entre os maiores goleadores de hóquei em patins de todos os tempos, a nível mundial, atrás do também ex-jogador de Macau, Alberto Lisboa, que igualmente participa em alguns torneios de veteranos em Portugal.


Ao Jornal Tribuna de Macau, Hélder Ricardo disse que o campeonato foi “sem dúvida dos mais desafiantes”, adiantando que Macau integrou “atletas com experiência, mas também miúdos menos experientes que ajudaram muito a equipa”.

O jogador salientou que a selecção “queria mais, mas foi o possível, tendo em conta as adversidades que vieram a acontecer jogo após jogo”. Mesmo assim, afirma, “é um balanço positivo, de uma equipa que nunca desiste”. “Todos podem sentir-se orgulhosos pela prestação ao longo do campeonato”, remata.

Juniores evoluem rumo ao futuro

A comitiva de Macau participou em mais duas categorias do Asiático de Jecheon, tendo conseguido duas vitórias e um empate no escalão de juniores (sub-19) e dois triunfos nos seniores femininos.

Nos mais jovens, a equipa orientada também por Nuno Antunes, entrou na prova a empatar (5-5) diante da Nova Zelândia. Logo a seguir, foi derrotada pela Índia (12-2) e por Taiwan (10-0). Nos dois últimos desafios, os sub-19 ganharam à China (23-2) e à Austrália (6-0).

No derradeiro encontro, o conjunto júnior procurava uma vitória por sete golos de diferença, o que a acontecer daria o terceiro lugar na classificação, à frente da Nova Zelândia. Os seis tentos não chegaram, apesar do domínio ao longo da partida, o que provocou uma grande desilusão na equipa. A Índia bateu Taiwan por 3-1 e sagrou-se campeã.

No que diz respeito à equipa feminina, orientada por José Sousa, a tarefa antevia-se complicada, face à mais-valia da maioria das selecções. Mesmo assim, Macau deu boa réplica à Nova Zelândia, com quem perdeu pela margem mínima, 4-3, averbando mais três desaires: Japão (7-0), Austrália (10-0) e Índia (21-1). As duas vitórias aconteceram diante de Hong Kong (13-1) e China (6-1).

O escalão feminino foi ganho pela Índia, seguida por Japão e Austrália.

O presidente da APM frisou ao JTM que, no cômputo geral, a delegação de Macau “cumpriu com todos os objectivos e fez, globalmente, um campeonato muito bom”. Segundo António Aguiar, que é também dirigente da “World Skate”, o território “esteve muito bem representado, mais uma vez, e apraz-nos registar que continuamos a ser uma potência asiática do hóquei em patins”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”