Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Galiza - Lançamento do livro Todas as crianças foram antes adultos (mas poucas se lembram) em Lugo

O evento decorrerá na próxima quinta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h, no Centro Social Mádia Leva [Rua Serra de Ancares, 18]



No ato, para além do autor, João Lousada, participará a escritora e professora da Universidade de Santiago de Compostela, Carmen Blanco.

O último livro editado pela Através editora é um romance e já está disponível nas livrarias da Galiza e Portugal e mais à venda na online

Esta é a história invulgar de um homem corrente. Na sequência de um episódio traumático, faz uma assombrosa descoberta. A partir daí, a sua vida muda por completo, enquanto tudo ao seu redor parece ficar igual. Porque só ele sabe o que está a acontecer realmente. Ou talvez seja mais correto dizer que ninguém mais o recorda. Torna-se assim um observador privilegiado do seu tempo e da sua própria existência. Afinal, o único dilema reduz-se à possibilidade de apresentar testemunho. Estas páginas, disfarçadas de romance, constituem o seu depoimento. Quem quiser acreditar nelas partilhará o seu destino.

“Compreendo a dificuldade de acreditar nuns factos que eu mesmo demorei a admitir. Só espero que alguns incrédulos compreendam, pelo menos, que o seu ceticismo nasce dos preconceitos, e que a minha história não oferece uma explicação mais inverosímil sobre o ciclo da vida e da morte que textos tradicionalmente considerados sagrados ou científicos. A razão de aceitar uns e rejeitar outros deriva apenas das próprias convicções. Nunca pretendi fundar um novo culto nem quebrar as fracas bases da ciência moderna. Careço de vocação de profeta. Ninguém encontrará aqui provas irrefutáveis nem as tábuas da Lei. Em todo o caso, talvez os seus leitores reflexionem na próxima vez que sintam um déjà vu.” In “Portal Galego da Língua” - Galiza

Sobre o autor:

João Lousada nasceu, pela primeira vez, em Ourense, em 1975. Licenciado em ADE e graduado em Ciências da Cultura e Difusão Cultural, nem sempre trabalhou para a Administração Pública. Todas as crianças foram antes adultos (mas poucas se lembram) é o único romance que tem publicado até este momento.


São Tomé e Príncipe – População estimada em 209 607 habitantes

O resultado provisório do 5º recenseamento geral da população e da habitação, foi divulgado no dia 31 de dezembro pelo Presidente do Instituto Nacional de Estatísticas, Gueitt Almeida.



Em 2012 e no quadro do IV recenseamento geral São Tomé e Príncipe tinha 178.379 habitantes. 12 anos depois a realização do quinto recenseamento geral da população e da habitação em 2024, actualizou os dados demográficos do país. A população aumentou para 209.607 pessoas. 99.820 são homens e 109.787 são mulheres.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas nos últimos 12 anos o crescimento populacional foi de 1,3%.

95,3 % da população do arquipélago reside na ilha maior, São Tomé. A outra ilha habitada é o Príncipe com 9830 habitantes, cerca de 4,7% da população do país. O distrito de Caué no sul da ilha de São Tomé é a região menos populosa com 3,5% da população.

Os dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas indicam que 62,7% da população reside na região centro da ilha de São Tomé, que engloba os distritos de Mé-Zochi e Água Grande.

Os dados revelam também o impacto do êxodo rural, sobre o índice populacional. 140.801 pessoas residem na zona urbana equivalentes a 62,7% da população total e nas roças ou zonas rurais só restaram 68.806 habitantes, 32,8% da população.

O Instituto Nacional de Estatísticas avisou que os dados divulgados no dia 31 de dezembro de 2024, são provisórios. Os trabalhos de avaliação do recenseamento geral da população e da habitação prosseguem até ao primeiro semestre de 2025, altura em que será divulgado o relatório definitivo e detalhado. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”




São Tomé e Príncipe - Perfil epidemiológico de doenças mudou

São Tomé - O perfil epidemiológico de doenças em São Tomé e Príncipe mudou consideravelmente, anunciou a ministra da Saúde, Ângela Costa.



Segundo Ângela Costa que deu uma entrevista, domingo último, à Rádio Nacional do seu país, “hoje temos mais doenças não transmissíveis que doenças transmissíveis”, disse, acrescentando que “essas doenças transmissíveis, fazendo um esforço e a contribuição de todos, poderemos prever e também fazendo um diagnóstico precoce para que não leve a morte e nem sequelas a cada individuo”.

Acrescentou que regista-se uma alta prevalência na área da diabetes, da hipertensão e “o cancro que predomina muito no seio da nossa população e que eleva taxa de evacuação para Portugal porque nós ainda não temos serviços neste momento para fazer o diagnóstico e tão pouco o tratamento”.

Das doenças prevalecentes no país, a governante referiu-se ao cancro da próstata, cancro do colo do útero, o cancro da mama e o cancro do estômago.

A ministra esclareceu que a evacuação de doentes para Portugal nem sempre depende das autoridades são-tomenses, sublinhando que a evacuação de doentes em Junta Médica tem a ver com a marcação das consultas e das vagas existentes em Portugal, facto que provoca sérios constrangimentos às autoridades e sem margem de manobra.

Com vista a pôr termo a esta situação, a mesma anunciou uma boa nova, sublinhando que em 2025 prevê-se a instalação de infra-estruturas na área do cancro num esforço com parceiros para fazermos diagnóstico no país.

Acrescentou que as autoridades têm em vista medidas alternativas a Portugal, prevendo-se assinaturas de protocolos de cooperação com Estados vizinhos, dos quais Camarões, Costa do Marfim e Gabão.

“Neste momento, estamos a negociar com esses países modalidades de alojamento, e a definição de responsabilidades, por exemplo, com Portugal, este país responsabiliza-se pelo tratamento, e nós [São Tomé e Príncipe] garantimos bilhetes de ida e volta dos doentes”, concluiu a governante. In “STP Press” – São Tomé e Príncipe


quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

França - Cannes volta a ter uma árvore natalícia portuguesa

No átrio frente ao Palais des Festivals, em Cannes, encontra-se posicionada a mais alta árvore natalícia da Côte d’Azur, de pura construção portuguesa, após a cidade de Cannes ter renovado contrato com a empresa Castros, de Vila Nova de Gaia.



O alto pinheiro a fazer lembrar a época natalícia, foi transportado desde Portugal em 4 camiões TIR e instalado por próprios especialistas montadores portugueses.

A estrela no cimo do esplendoroso pinheiro resplandecente e brilhante durante a noite, culmina a 35 metros de altura.

Durante o dia e noite, os transeuntes, ao aproximarem-se do seu pedestal, logo sentem o perfumado da natureza composto de casca de canela, resina de pinho, mel de montanha, e outros.

O “pinheiro” de Natal, estará exposto aos visitantes até á terceira semana do próximo mês de janeiro.

A centenária empresa portuguesa Castros (São Félix da Marinha – Vila Nova de Gaia), é conhecida mundialmente graças aos constantes empreendimentos efetuados em várias partes do globo. José Rego – França in “LusoJornal”


Suécia - Filmes de Laura Carreira e Denise Fernandes em competição

Os filmes “On Falling”, de Laura Carreira, e “Hanami”, de Denise Fernandes, vão estar em competição no Festival de Cinema de Gotemburgo, que começa a 24 de janeiro na Suécia



De acordo com a organização, os dois filmes estão entre os oito candidatos ao prémio internacional Ingmar Bergman, para primeiras obras.

“On Falling”, que se estreia a 27 de março em Portugal, é a primeira longa-metragem de ficção da realizadora portuguesa Laura Carreira, radicada na Escócia, depois das curtas-metragens “Red Hill” (2018) e “The Shift” (2020).

O filme, que explora questões sobre precariedade laboral e solidão, teve estreia mundial em setembro no festival de cinema de Toronto, no Canadá, e desde então tem sido exibido noutros festivais e arrecadado vários prémios e elogios.

Em San Sebastián (Espanha), Laura Carreira venceu um prémio de realização e em Salónica (Grécia), a protagonista, Joana Santos, conquistou um prémio de representação.

Em “On Falling”, a figura central é Aurora, uma jovem mulher portuguesa emigrada na Escócia, que tem um trabalho monótono, precário e profundamente desumanizado num armazém, e que tem dificuldade em subsistir mensalmente e em socializar, numa casa partilhada com outros imigrantes.

De acordo com informação na sua página oficial, Laura Carreira tem em desenvolvimento uma segunda longa-metragem, com a produtora britânica Film4.



“Hanami” também é uma primeira obra em longa-metragem da realizadora Denise Fernandes, que conquistou o prémio revelação em agosto passado no festival de Locarno (Suíça).

Denise Fernandes, que nasceu em Lisboa e cresceu na Suíça, aborda em “Hunami” as etapas e dores do crescimento de uma menina, desde que está na barriga da mãe até à adolescência.

“Hanami”, filmado na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é uma coprodução entre Portugal, Suíça e Cabo Verde. Anteriormente, Denise Fernandes fez a curta-metragem “Nha Mila” (2020).

A 48ª. edição do Festival de Cinema de Gotemburgo vai decorrer de 24 de janeiro a 02 de fevereiro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - Zinha e Victor Alves lançam o videoclipe "Fazen de Bô" no ritmo do batuco

"Fazen de Bô" conta uma história de amor e entrega emocional



Os artistas cabo-verdianos Zinha e Victor Alves lançaram o videoclipe de "Fazen de Bô", uma obra emocionante que mergulha no rico universo do batuco, um dos ritmos mais tradicionais e autênticos de Cabo Verde. A música explora os temas de paixão e desejo, refletindo a intensidade emocional característica do batuco, enquanto o videoclipe realça as raízes culturais e a força das tradições cabo-verdianas.

"Fazen de Bô" conta uma história de amor e entrega emocional, utilizando a estrutura rítmica e poética do batuco para amplificar a sua mensagem. A música é um diálogo entre as vozes marcantes de Zinha e Victor Alves, que, juntos, trazem à tona uma combinação única de melodia e emoção. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


Cabo Verde - “Batuco está no seu momento mais alto”

A batucadeira do grupo Delta Ramantxadas considera que o batuco está a viver um momento importante, com o seu reconhecimento como património nacional e a celebração do Dia Nacional do Batuco. No entanto, Marisa Correia deseja que este género musical seja classificado como património mundial, tal como a morna



Marisa Correia é fundadora da Associação Delta Cultura, no município de Tarrafal de Santiago, e membro das Delta Ramantxadas, um grupo que se formou há vários anos.

“O batuco está no seu momento mais alto. Mas acho que o batuco perdeu palco nos festivais, juntamente com outros géneros musicais. A única festa de município que coloca o batuco no palco, juntamente com outros géneros musicais, é aqui, no Tarrafal”, assegura.

Batuco Património Nacional

Conforme realça, o batuco fez um grande percurso para chegar onde está hoje. “Acho que é merecido, porque se há um género musical que se tem esforçado muito para não morrer é o batuco. Lembro-me que antes, no Tarrafal, existia o nosso grupo e o Pó di Terra, depois surgiu o Raiz de Tarrafi”.

Marisa Correia diz que seria justo se o batuco alcançasse o mesmo reconhecimento que a morna, ou seja, ser reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade. “Vamos todos lutar para isso acontecer. Será uma maior satisfação para as batucadeiras, para o batuco e para Cabo Verde”.

“Torcemos para que isso aconteça, porque se o batuco chegar lá é mais que merecido, porque o batuco, a morna e o funaná andaram no mesmo caminho em Cabo Verde, para não dizer que o batuco foi um dos primeiros”, salienta.

Festival de Batuku

A cidade de Tarrafal recebeu a 20ª edição do Festival de Batuku, um evento organizado pela Associação Delta Cultura, mais concretamente pela sua fundadora Marisa Correia.

Criado em 2006, o festival teve início com a participação dos grupos de batuque da ilha de Santiago da altura. Desde então, tornou-se uma importante plataforma para a valorização e promoção do batuco na região.

Inicialmente, o grupo de batucadeiras de Tarrafal de Santiago chamava-se Delta Cultura, nome que depois foi alterado para Delta Ramantxadas.

Marisa Correia sublinha que a nova nomenclatura caiu no gosto de todos. E explica que são Ramantxadas, no bom sentido, “porque quando subimos ao palco, mostramos a nossa força”.

Correia refere que o grupo já participou em todos os festivais de batuque na ilha de Santiago. “Graças aos nossos esforços, hoje somos conhecidos em vários lugares”.

O grupo conta com 15 temas no mercado e, no mês de novembro deste ano, foi selecionado para o edital Batuku Txabeta di Mundo, que consiste na gravação de um videoclip.

Sobre o festival, Marisa Correia assegura que cresceu basicamente do nada, porque não havia muitos grupos na ilha de Santiago. “Depois, os grupos começaram a surgir cada vez mais e, atualmente, já não conseguimos trazer todos para o festival. Mas até à quinta edição conseguimos trazer todos os grupos existentes na ilha de Santiago”.

Apesar de ter começado em 2006, o evento vai para a sua 20ª edição, pois, como explica, “houve anos em que foi realizado duas vezes, e no ano da COVID-19 conseguimos realizá-lo”.

“Foi uma luta contra o tempo, pois, como neste evento as batucadeiras não têm cachet, às vezes temos muitas dificuldades com o transporte para trazê-las para Tarrafal”, conta.

Há Câmaras Municipais que apoiam com o transporte, mas outras não, pelo que há esse custo.

“O bom disto tudo é que as batucadeiras gostam de apoiar-se umas às outras”, destaca.

Entretanto, realça, a Câmara Municipal de Tarrafal de Santiago apoia o festival desde o início.

Nesta 20ª edição, participaram mais de 20 grupos da ilha de Santiago, em dois dias de muito batuque, com 14 grupos a subirem ao palco em cada dia.

Balanço

Marisa Correia faz um balanço positivo do festival desde o seu surgimento até agora. “É positivo porque é um evento que arrancou com força e hoje vemos esta iniciativa em todos os municípios. O Festival de Batuco está na moda”.

“Principalmente em Tarrafal, quando chega o mês de dezembro, as pessoas começam a perguntar se não há Festival de Batuco. É um evento que começou positivo e até agora está na positividade”, relata.

A batucadeira explica que este festival é mais do que simplesmente subir ao palco e atuar, pois há sempre encontros entre os grupos. “Há sempre convivência. É mais que um festival, é um encontro de batucadeiras, porque partilhamos conhecimentos”.

Entretanto, Marisa Correia avança que está a pensar fazer uma pausa na realização do festival. “Até já disse que este é o último ano que quero organizá-lo, porque é muito trabalho. Se calhar, se a Câmara Municipal tomar a organização do festival, pode vir a ser um Festival de Batuque Internacional. Eu já tentei, mas é difícil, porque quando há muitos grupos de batuque fica complicado trazer todos para Cabo Verde”.

Sendo uma CM a organizar, as chances de sucesso são maiores, acredita. “Posso ajudar na organização, mas quero que assumam a organização do festival, para darem continuidade”.

De qualquer modo, já lá vão 20 edições, um feito muito satisfatório, apesar de todas as dificuldades. “Todos os anos fazemos esforço para realizar este festival. Tenho lutado muito todos os anos para que o festival aconteça. E às vezes nem a associação está em condições de apoiar-me da forma que desejo”.

Quanto a edições futuras, diz: “Acredito que se formos fazer um Festival Internacional, se trouxermos grupos como Freireanas Guerreiras e outros, podemos fazer o festival num lugar fechado para cobrar bilheteira. Isso pode trazer algum lucro”.

“Acho justo dar um pequeno cachet aos grupos que participam no festival”, conclui... Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”