Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

UCCLA - Lançamento do livro "Os Tesouros do Pico Cão Grande" de Mirian de Deus


Os valores humanos, a valorização e proteção da cultura, fauna e flora são os ingredientes do livro "Os Tesouros do Pico Cão Grande" da autora são-tomense Mirian de Deus, que será lançado no dia 1 de setembro, às 17 horas, no auditório da UCCLA.

E porque nesse dia a autora assinala 22 anos de vida, haverá diversos momentos musicais pela cantora Khira, pelo rapper Pekagboom e pelo cantor Celso Baía.

O livro será apresentado pela escritora Alice Goretti Pina e haverá diversas intervenções.

Sinopse:

Este livro conta a história da Albertina Nglandji, uma menina escolhida para proteger os tesouros do Pico Cão Grande. Nesta história, a autora faz questão de focar nos principais valores humanos, na valorização e proteção da cultura, da fauna e da flora. O livro vem dar aos leitores a oportunidade de fazerem uma pequena viagem a São Tomé e Príncipe usando apenas a imaginação.

Biografia da autora:

Mirian de Deus nasceu em São Tomé e Príncipe, no dia 1 de setembro de 2000. Filha de Maria Izilda Cabral Gomes Duarte e de Manuel Argentino da Madre de Deus, natural de São Tomé. Ficou órfã dos pais aos 5 anos, em julho de 2006, vítimas de acidente de viação. Foi criada no Bairro do Hospital pelos familiares e num colégio de Madres onde aprendeu muito sobre viver em comunidade.

Em 2018, Mirian de Deus recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian, em cooperação com a Fundação Mãe Santomense, para fazer o curso de Bioquímica na Universidade de Évora, em Portugal.

Em 2020, lidando com diversas crises existenciais, encontrou refúgio nos poemas e nas histórias que criava, e desde então nunca mais abandonou a sua paixão. Extremamente comprometida e apaixonada pelas crianças, os seus poemas e histórias são maioritariamente dedicados à proteção e educação das crianças.

Em 2021, lançou a sua primeira obra poética intitulada “Pérolas Soltas”, na UCCLA

(https://www.uccla.pt/noticias/apresentacao-do-livro-perolas-soltas-de-mirian-de-deus-na-uccla). 

No mesmo ano, ingressou na Universidade Nova de Lisboa para fazer o seu mestrado em Bioquímica.


 

domingo, 28 de agosto de 2022

Portugal – Descoberto esqueleto de dinossauro de 82 pés de altura


Um homem que faz obras no seu quintal em Portugal descobriu um osso fossilizado, que agora foi identificado como um esqueleto de dinossauro de 82 pés de comprimento – possivelmente o maior já encontrado na Europa. De acordo com um comunicado de imprensa.

A descoberta inicial remonta a 2017 na cidade portuguesa de Pombal, informou a Associação Americana para o Avanço da Ciência em comunicado divulgado esta quarta-feira.

Paleontólogos de Portugal e Espanha que trabalham no local desde então dizem que os ossos podem ter sido de um dinossauro saurópode com 10 metros de altura e 24 metros de comprimento.

Os saurópodes eram dinossauros herbívoros de quatro patas com longos pescoços e caudas que viveram do Jurássico Superior ao Cretáceo Inferior, cerca de 160 a 100 milhões de anos atrás.

Um homem que trabalhava no seu quintal em Pombal, Portugal, em 2017, encontrou alguns fósseis, que levaram à descoberta de um enorme esqueleto de dinossauro.

Em agosto, paleontólogos coletaram costelas de 3 metros.

A equipa internacional de pesquisadores passou mais de uma semana no início de agosto coletando partes importantes do esqueleto maciço, incluindo as vértebras e as costelas.

“Não é raro encontrar todas as costelas de um animal como este, muito menos nesta posição, mantendo a sua posição anatómica original”, afirmou Elizabeth Malavia, investigadora pós-doutorada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no comunicado.

As costelas têm cerca de 3 metros de comprimento, tornando-se “a maior costela de saurópode atualmente conhecida na Europa e uma das maiores descritas em todo o mundo”.

O esqueleto provavelmente pertencia a um dinossauro saurópode que vagueou pelo território do Portugal moderno entre 160-100 milhões de anos atrás.

Com base na preservação e posicionamento dos ossos retirados do local, os investigadores suspeitam que possa haver mais fósseis enterrados no quintal de Pombal, e planeiam continuar a escavação no próximo ano.

As partes esqueléticas recuperadas serão limpas, afixadas no laboratório, documentadas e estudadas antes de serem exibidas no museu, disse Melfaya à Newsweek. Alícia Simões – Portugal in “Revista Port”


 

Portugal - Cientistas da Universidade de Coimbra identificam região cerebral com potencial de alteração precoce na doença de Alzheimer

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento e teste de terapêuticas direcionadas à redução da neuroinflamação na doença de Alzheimer


Uma equipa multidisciplinar de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), coordenada por Miguel Castelo-Branco (UC) e por Isabel Santana (CHUC), descobriu um hotspot triplo de patologia cerebral na doença de Alzheimer. A descoberta pode ter implicações muito relevantes em termos de terapias futuras, dado que identifica, com clareza, um alvo cerebral de alteração precoce, implicado na perda de memória, que pode ser estudado diretamente e de forma focada em novos ensaios terapêuticos.

Miguel Castelo-Branco, investigador da Faculdade de Medicina e do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da Universidade de Coimbra, revela que a descoberta abre caminho «para o desenvolvimento e teste de terapêuticas direcionadas à redução da neuroinflamação na doença de Alzheimer».

A região cerebral identificada chama-se cíngulo posterior e demonstra, em fases muito iniciais da doença de Alzheimer, alterações tripartidas únicas: inflamação neuronal, acumulação de amiloide e atividade neuronal aparentemente compensatória. «A região identificada é crítica, pois serve de pivô em processos de memória de curto e longo prazo que sabemos estarem crucialmente afetados na doença de Alzheimer», reitera o investigador da Universidade de Coimbra.

Esta descoberta no cérebro humano foi demonstrada in vivo, através de um conjunto de técnicas avançadas de imagem funcional e cerebral: o PET duplo (que mede, no mesmo doente, neuroinflamação e deposição de amiloide) e a ressonância magnética funcional para medir a atividade cerebral em tarefas de memória. Este estudo contou com a participação de pessoas em fases muito iniciais da doença de Alzheimer e pessoas saudáveis com as mesmas características sociodemográficas.

A investigação contou ainda com o envolvimento de Nádia Canário e Lília Jorge, primeiras autoras do estudo, e de Ricardo Martins, investigadores do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da UC.

Os resultados da investigação estão disponíveis no artigo científico “Dual PET-fMRI reveals a link between neuroinflammation, amyloid binding and compensatory task-related brain activity in Alzheimer’s disease”, agora publicado na revista Communications Biology. Universidade de Coimbra - Portugal


Devolva-me




Vamos aprender português, cantando

 

Devolva-me

 

Rasgue as minhas cartas

e não me procure mais

assim será melhor meu bem

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver devolva-me

 

Deixe-me sozinho

porque assim eu viverei em paz

quero que sejas bem feliz

junto do seu novo rapaz

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver devolva-me

 

Rasgue as minhas cartas

e não me procure mais

assim vai ser melhor meu bem

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver devolva-me


Deixe-me sozinho

porque assim eu viverei em paz

quero que sejas bem feliz

junto do seu novo rapaz

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver...

Devolva-me

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver...

Devolva-me

 

O retrato que eu te dei

se ainda tens não sei

mas se tiver...

Devolva-me, devolva-me, devolva-me

 

Adriana Calcanhotto - Brasil

 

Composição:

Lilian Knapp e Renato Barros – Brasil



Vamos recordar, cantando

Fico assim sem você


sábado, 27 de agosto de 2022

Cabo Verde - Vladimir Cândido lança “Metades Poemas do Amor - Tributo à Mulher Cabo-verdiana”

Cidade da Praia – O escritor Vladimir Cândido lançou na Biblioteca Nacional de Cabo Verde – Praia, a sua sexta obra “Metades Poemas do Amor- Tributo à Mulher Cabo-verdiana”, uma homenagem à mulher cabo-verdiana, em especial à sua mãe recentemente falecida.

À Inforpress, o escritor natural da ilha de São Vicente explicou que neste título, composto por 152 páginas, encontram-se poesias de todo estilo, mas exclusivamente de amor.

“Eu sempre escrevo aquilo que sinto, e também aquilo que está à minha volta. É um tributo à mulher cabo-verdiana, em especial à minha mãe, que faleceu recentemente, porque eu sempre quis fazer algo direccionado à mulher cabo-verdiana, sendo que eu nasci no Dia da Mulher cabo-verdiana, 27 de Março”, disse Vladimir Cândido.

O escritor, que tem como pseudónimo literário “O Pensador”, revela que esta homenagem é uma promessa de longa data que agora se cumpre, sublinhando que tem um “amor incondicional” pela mulher cabo-verdiana.

O autor perspectiva que “tudo corra bem”, sendo que tem vindo a trabalhar na promoção da obra, e espera encantar o público com a sua poesia.

Por outro lado, revelou que “Metades Poemas do Amor- Tributo à Mulher Cabo-verdiana” demorou quase seis anos para ser lançado porque “infelizmente a sociedade cabo-verdiana não está ainda preparada para apoiar a área da literatura”.

“Mesmo quando vamos pedir uma parceria com uma empresa, quando falamos que é para lançamento de um livro temos muito pouca atenção”, afirmou.

“Infelizmente”, lamentou o poeta, a sociedade cabo-verdiana ainda “não está tendo acesso” à literatura, o que, argumentou, cabe a cada escritor, a cada poeta, fazer com que haja esta mudança.

Vladimir Cândido lembrou que literatura é uma arte, a poesia é uma arte como qualquer outra, daí a necessidade de promovê-las, bem como, de modo geral, promover a cultura cabo-verdiana.

Vladimir Cândido é um jovem escritor que sempre teve um amor incondicional pela leitura e principalmente pela escrita e a poesia romântica sempre foi a sua maior paixão.

Mestre em Línguas, Literatura e Culturas, árbitro de futebol nacional e revisor de monografias, entre outros, já participou em vários concursos literários a nível regional, nacional e internacional, tendo já vencido alguns. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

Angola – Análise às declarações dos observadores das organizações internacionais africanas ao desenrolar do ato eleitoral

O que disseram os observadores das organizações internacionais regionais africanas.

Devido a manipulação dos factos e discursos (especialmente em língua inglesa) na nossa comunicação social pública, cria-se a falsa ideia de que todos os observadores declaram estas eleições livres, justas e transparentes.

No entanto, foi surpreendente a forma crítica como, especialmente as missões da SADC, da UA, da associação das comissões eleitorais da nossa região, da região dos Grandes Lagos e da ECCAS se pronunciaram tão assertivamente, sobre os flagrantes desvios dos padrões eleitorais previstos nos instrumentos continentais e na nossa própria Constituição e algumas leis.

Entre muitos aspectos referiram-se, abertamente à vergonha da parcialidade da comunicação pública, na cobertura das campanhas a favor do partido no poder, à estranha interferência do Mat no processo eleitoral, da composição partidarizada da nossa CNE e lamentaram, em alguns casos, que recomendações anteriormente feitas neste sentido, tivessem voltado a ser ignoradas. Recomendaram, finalmente, como lhes compete, que todos os conflitos eventualmente subsequentes, sejam resolvidos no quadro dos mecanismos legais previstos.

Só não se pronunciaram, naturalmente, sobre o como o nosso TC, da forma como foi composto e se subordina ao partido no poder (preferiria dizer ao “sistema”), poderá decidir com imparcialidade, na última instância das controvérsias. Claro que seria exigir-lhes demais. Assim como o seria se lhes pedíssemos que se pronunciassem sobre a “atipicidade” das nossas estranhas e deletérias eleições parlamentares/presidenciais ou vice-versa. Marcolino Moco - Angola

 

Silas Corrêa Leite: a poesia como libertação da alma

                                                                     I

Autor multifacetado, Silas Corrêa Leite (1952) volta às livrarias com novo livro de poemas, Lampejos (Belo Horizonte, Sangre Editorial, 2019), que reúne 25 peças em que o poeta coloca em prática a poesia como libertação da alma. E o faz como uma forma de ter em mãos um mundo mais tranquilo que o mundo de todos os dias, alheando-se dos momentos difíceis por meio da busca do sonho e do desejo. 

Em outras palavras: a palavra poética seria a ponte por onde a alma do poeta passaria para o futuro, ou seja, para a vida eterna, como se constata no poema que tem por título exatamente “Morte” e no qual ele diz que: Quando a morte vier me buscar / estarei sentado à beira do caminho / Escrevendo meu último poema para o luar cor de prata / com minha lupa de restos de calendários vencidos... / A morte – a mais bela mulher que jamais vi – dirá, / toda vaidosa e pintada para a guerra das estrelas / – Vamos, poeta, se apresse, vamos, é hora... / Eu a olharei, entregue, e a tomarei nos braços / Então a abraçando forte e seguro como uma ilha eterna de / estúdio de luz / E finalmente  assim embarcaremos na canoa furada da noite, / e juntos / Como unha e carne / seremos um só / Como um voo de Ícaro para o céu de todas as honras...

Com imagens triviais, Silas Corrêa Leite explora temas como o mar e o tempo, a vida e a morte, a alma e o corpo, o “eu” poético e o amor em todos os níveis, inclusive o amor filial e o maternal e o paternal, com versos bem lapidados, às vezes até enveredando pelo barroco, para concluir com explosões épicas, pois, se algo sabe fazer com quase perfeição, é a maneira habilidosa com que manipula as palavras. 

Leia-se, por exemplo, este poema que leva por título “Saudade”: Mãe, às vezes, quando vou dormir ensimesmado / Na fronha de algodão cor de neve / encardida – com lágrimas de saudades de ti / Ainda parece que vejo teu rosto; / parece que no pano a tua voz como uma cantilena terreal / me diz / – Dorme, guri, dorme... / Então eu fecho os olhos chorando escondido da vida / E minha saudosa lembrança de ti / abraça minha angústia noturna no travesseiro / E acaricia com tintas de imenso amor eterno / o desalinho de minha saudade de órfão triste.

 

                                                                    II

Liricamente épicos e epicamente irônicos, os seus poemas não têm a vocação de chocar o leitor, mas, antes de tudo, atraí-lo, de maneira sibilina, para a arte de amar o próximo. Seguindo um ensinamento de Goethe (1749-1843), Silas Corrêa Leite faz também da dor um poema, como se pode ver em “Ausências”, que abre o livro: Quantas vezes, em silêncio, / te pedi perdão, no íntimo / Mas não reconhecias/ minha voz na tua alma. / Já era tarde demais. /Fiquei / Me fingindo de morto / Mas eras uma saudade viva. / Eu tinha morrido naquele dia / que disseste Adeus, / dentro de ti / e ficaste. Ficaste como uma corda estendida no abismo / do que restamos nós.

A ansiedade diante do que pode ser o fim atravessa todo este pequeno volume, pois “o verdadeiro poema é uma fulgurante agonia ou um êxtase precário, conciliação impensável e todavia existente da nossa realidade e do nosso sonho”, como observou o professor e filósofo luso Eduardo Lourenço (1923-2020), ao comentar a poesia de Eugénio de Andrade (1923-2005) em Obras completas. Tempo e poesia, vol. III (Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2016, p. 127).

É o que se pode intuir de “Último poema”, que encerra a obra de Silas Corrêa Leite: Quando farei meu último poema? / Pergunto a mim mesmo / Um lápis de marceneiro na mão / Uma borracha em formato de coração / e uma folha de papel de pão. / O destino como um esquilo serelepe diz, vá em frente / O ocaso como uma lesma lerda agoniza e pede perdão. / Sem escrever não sou nada / Sou bananeira que já deu goiaba... / Escrevivi cada ilha, cada janela, chorume, porão... / Vai se ver até já morri / e mal-e-mal / sou só mesmo esse um último poema de rastro de travessia / deixado no chão.

 

                         III

Nascido em Monte Alegre, hoje Telêmaco Borba, no Paraná, e tendo vivido sua juventude na mítica cidade paulista de Itararé, localizada na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, Silas Corrêa Leite é poeta, romancista, letrista, professor aposentado, bibliotecário, desenhista, jornalista, resenhista, ensaísta, conselheiro diplomado em Direitos Humanos e membro da União Brasileira de Escritores (UBE), além de blogueiro e ciberpoeta.

De origem humilde, foi aprendiz de marceneiro, tendo começado a escrever aos 16 anos. Em 1970, migrou para São Paulo, onde se formou em Direito e Geografia, sendo especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de ter cursado extensões e pós-graduações nas áreas de Educação, Filosofia, Inteligência Emocional, Jornalismo Comunitário e Literatura na Comunicação, curso este que fez na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

Nos últimos tempos, o romancista lançou também Gute-Gute, barriga experimental de repertório (Rio de Janeiro, Editora Autografia, 2015); Goto, a lenda do reino encantado do barqueiro noturno do Rio Itararé (Florianópolis, Clube de Autores Editora, 2013), romance pós-moderno, considerado a sua melhor obra; Tibete, de quando você não quiser ser gente, romance (Rio de Janeiro, Editora Jaguatirica, 2017); O lixeiro e o presidente (Curitiba, Kotter Editorial, 2019), romance social; Ele está no meio de nós (Curitiba, Kotter Editorial, 2018);  e Transpenumbra do Armagedon (São Paulo, Desconcertos Editora, 2021).

Em 2018, publicou Planeta Bola – futebolices, catecismo corinthiano & acontecências (Porto Alegre, Editora Simplíssimo), que reúne croniquetas, comentários, poemas e homenagens a antigos atletas do Sport Clube Corinthians Paulista, de São Paulo.

Como poeta e ficcionista, consta de mais de cem antologias, inclusive no exterior, como na Antologia Multilingue de Letteratura Contemporanea, de Treton, Itália, Christmas Anthology, de Ohio, Estados Unidos, e Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Seu texto “O estatuto do poeta” foi vertido para o espanhol, inglês, francês e russo.  

É autor do primeiro livro interativo da Internet, o e-book O rinoceronte de Clarice, que reúne onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro politicamente incorreto, que virou tema de tese de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e de doutoramento na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Foi finalista do Prêmio Telecom, em Portugal, em 2007.

É autor ainda, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (São Paulo, Editora All-Print, 2005) e Campo de trigo com corvos, contos (Joinville-SC, Editora Design, 2005), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal 2007, e O homem que virou cerveja, crônicas hilárias de um poeta boêmio (São Paulo, Giz Editorial, 2009), livro ganhador do Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-Bahia, 2009. Adelto Gonçalves - Brasil

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Lampejos, de Silas Corrêa Leite. Belo Horizonte: Sangre Editorial, 32 páginas, 2019. Site: www.sangreeditorial.com.br Site do autor: poetasilascorrealeite.com.br E-mail do autor: poesilas@terra.com.br 

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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br